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Somos um grupo Guanelliano, aspirantes à Cooperadores. Localizados no Santuário Nossa Senhora do Trabalho - POA/RS. Um grupo destinado a jovens acima dos 19 anos. Uma equipe caracterizada pela alegria, juventude, entusiasmo e fé, uma fé que buscamos dia-a-dia, conscientes de que precisamos mais e mais de Jesus. Inspirados na obra de Don Luis Guanella, estamos aqui para ajudar, dar apoio, servir de instrumento de Jesus, através de reflexões e estudos bíblicos. Estamos no começo de uma longa caminhada e vamos através do blog divulgar nosso trabalho e as bênçãos que Deus nos dá, e assim despertar nas pessoas a Fé, a necessidade de Deus e quem sabe um dia trazer você a participar do nosso grupo. Sejam Bem-Vindos!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

PARABÉNS RITA >> 31/12/2010



RITA DE CÁSSIA

ESSA MALA FAZ ANIVERSÁRIO NO ÚLTIMO DIA DO ANO, ENTÃO A HOMENAGEM VEM ANTECIPADA PQ NO DIA NINGUÉM LEMBRA E A MAIORIA VAI VIAJAR. ELA PASSOU O ANO TODO INCOMODANDO PQ ACHAVA QUE EU ESQUECERIA HEHEHE

ESSA GURIAZINHA É UMA DAS PESSOAS MAIS PERSEVERANTES DO GRUPO, MORA LONGE PRA CARAMBA E SEMPRE QUE DÁ COMPARECE, AINDA MAIS SE TIVER FESTA !!!

É AMIGA, TAGARELA, SIMPÁTICA, QUERIDA E O MELHOR DELA É O SORRISO, CONTAGIA TODO MUNDO! UMA PESSOA BATALHADORA, UM EXEMPLO DE CRISTÃ PRA TODOS NÓS!

POR ISSO EM NOME DO GRUPO DESEJO MUITAS FELICIDADES, AMOR, SAÚDE, FÉ E PAZ NO SEU ANIVERSÁRIO!!! E JÁ APROVEITO PARA DESEJAR UM FELIZ ANO-NOVO, REPLETO DE ESPERANÇA E FELICIDADE, QUE EM 2011 POSSSAMOS REALIZAR NOSSOS SONHOS E SERMOS CADA VEZ MAIS ABENÇOADOS!!!


ANGELO

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LEITURA I 1 Jo 2, 12-17

«Aquele que faz a vontade de Deus permanece eternamente»

Leitura da Primeira Epístola de São João

Escrevo-vos, meus filhos,
porque os vossos pecados foram perdoados,
pelo nome de Jesus.
Escrevo-vos, pais,
porque conheceis Aquele que existe desde o princípio.
Escrevo-vos, jovens,
porque vencestes o Maligno.
Escrevo-vos, meus filhos,
porque conheceis o Pai.
Escrevo-vos, pais,
porque conheceis Aquele que existe desde o princípio.
Escrevo-vos, jovens,
porque sois fortes e a palavra de Deus permanece em vós
e vencestes o Maligno.
Não ameis o mundo nem o que existe no mundo.
Se alguém ama o mundo,
não está nele o amor do Pai.
Porque tudo o que há no mundo
— concupiscência da carne, concupiscência dos olhos
e orgulho da riqueza —
não vem do Pai, mas do mundo.
Ora o mundo passa com as suas concupiscências,
mas aquele que faz a vontade de Deus
permanece eternamente.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 95 (96), 7-8a.8b-9.10 (R.11a)

Refrão: Alegrem-se os céus, exulte a terra.

Dai ao Senhor, ó família dos povos,
dai ao Senhor glória e poder,
dai ao Senhor a glória do seu nome.

Levai-Lhe oferendas e entrai nos seus átrios,
adorai o Senhor com ornamentos sagrados,
trema diante d’Ele a terra inteira.

Dizei entre as nações: «O Senhor é Rei»,
sustenta o mundo e ele não vacila,
governa os povos com equidade.




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EVANGELHO Lc 2, 36-40

«Falava acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Israel»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Quando os pais de Jesus levaram o Menino a Jerusalém,
a fim de O apresentarem ao Senhor,
estava no templo uma profetiza,
Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser.
Era de idade muito avançada
e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela
e viúva até aos oitenta e quatro.
Não se afastava do templo,
servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações.
Estando presente na mesma ocasião,
começou também a louvar a Deus
e a falar acerca do Menino
a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor,
voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.
Entretanto, o Menino crescia
e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria.
E a graça de Deus estava com Ele.


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Joaquim FLURIACH i Domínguez (St. Esteve de P., Barcelona, Espanha)
Se pôs a louvar Deus e a falar do menino a todos
Hoje, José e Maria acabam de celebrar o rito da apresentação do primogênito, Jesus, no Templo de Jerusalém. Maria e José não se poupam para cumprir detalhadamente tudo o que a Lei prescreve, porque cumprir aquilo que Deus quer é sinal de fidelidade, de amor a Deus.

Desde que nasceu o seu filho —e filho de Deus —, José e Maria experimentam maravilha atrás de maravilha: os pastores, os magos do Oriente, anjos… Não somente acontecimentos exteriores extraordinários, mas também interiores, no coração das pessoas que têm algum contato com este Menino.

Hoje, aparece Ana, uma senhora de idade, viúva, que num determinado momento tomou a decisão de dedicar toda a sua vida ao Senhor, com jejuns e oração. Não nos equivocamos se dissermos que esta mulher era uma das “virgens prudentes” da parábola do Senhor (cf. Mt 25,1-13): zelando sempre fielmente por tudo o que lhe parece ser a vontade de Deus. E, é claro: quando chega o momento, o Senhor encontra-a preparada. Todo o tempo que dedicou ao Senhor é recompensado com juros por aquele Menino. — Perguntai-lhe, perguntai a Ana se valeu a pena tanta oração e tanto jejum, tanta generosidade!

Diz o texto que «louvava Deus e falava do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém» (Lc 2,38). A alegria transforma-se em apostolado determinado: ela é o motivo e a raiz. O Senhor é imensamente generoso com os que são generosos com Ele.

Jesus, Deus Encarnado, vive a vida de Família em Nazaré, como todas as famílias: crescer, trabalhar, aprender, rezar, brincar… “Santa normalidade”, bendita rotina onde crescem e se fortalecem, quase sem dar por isso, as almas dos homens de Deus! Como são importantes as coisas pequenas de cada dia!


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

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Evangelho do diaDia Litúrgico: 27 de Dezembro: São João, apóstolo e evangelista
Evangelho (Jo 20,2-8): Maria Madalena saiu correndo e foi se encontrar com Simão Pedro e com o outro discípulo, aquele que Jesus mais amava. Disse-lhes: «Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram». Pedro e o outro discípulo saíram e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, e o outro discípulo correu mais depressa, chegando primeiro ao túmulo. Inclinando-se, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Simão Pedro, que vinha seguindo, chegou também e entrou no túmulo. Ele observou as faixas de linho no chão, e o pano que tinha coberto a cabeça de Jesus: este pano não estava com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. O outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também, viu e creu.

Comentário: Rev. D. Manel VALLS i Serra (Barcelona, Espanha)
Viu e creu
Hoje, a liturgia celebra a solenidade de são João, apóstolo e evangelista. Ao dia seguinte de Natal, a Igreja celebra a festa do primeiro mártir da fé cristã: são Estevão. E ao dia seguinte, a festa de são João, aquele que melhor e mais profundamente penetra no mistério do Verbo encarnado, o primeiro "teólogo" e modelo de tudo verdadeiro “teólogo”. A passagem do seu Evangelho que hoje se propõe ajuda-nos a contemplar o Natal desde a perspectiva da Ressurreição do Senhor. Por isso, João, ao chegar até o túmulo vazio, «viu e creu» (Jo 20,8). Confiados na testemunha dos Apóstolos, nos vemos movidos em cada Natal a "ver" e "crer".

Cada um pode reviver esses "ver" e "crer" a propósito do nascimento de Jesus, o Verbo encarnado. João movido pela intuição do seu coração —e, deveríamos acrescentar pela "graça"— "vê mais além do que seus olhos naquele momento podem contemplar. Na realidade, se ele crê, vê sem "ter visto" ainda a Cristo, com o qual já tem implícita a louvação para aqueles que «não viram, e creram!» (Jo 20,29), com o qual acaba o capítulo do seu Evangelho.

Pedro e João "correm" juntos até o túmulo, mais o texto nos diz que João «o outro discípulo correu mais depressa, chegando primeiro ao túmulo» (Jo 20,4). Parece como se João desejasse mais estar ao lado de Aquele que amava —Cristo— do que estar fisicamente ao lado de Pedro, ante o qual, porém —com um gesto de esperá-lo e que seja ele quem entre primeiro ao túmulo— demonstra que é Pedro quem tem a primazia no Colégio Apostólico. Com tudo, o coração ardente, cheio de zelo, fervoroso de amor por João, é o que o leva a "correr" e "avançar", convidando-nos a viver igualmente a nossa fé com este desejo ardente de encontrar ao Ressuscitado.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

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Evangelho do diaDia Litúrgico: Feira privilegiada do Advento: 20 de Dezembro
Evangelho (Lc 1,26-38): Quando Isabel estava no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem prometida em casamento a um homem de nome José, da casa de Davi. A virgem se chamava Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: «Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo».

Ela perturbou-se com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse: «Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto a Deus. Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande; será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará para sempre sobre a descendência de Jacó, e o seu reino não terá fim».

Maria, então, perguntou ao anjo: «Como acontecerá isso, se eu não conheço homem?» O anjo respondeu: «O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice. Este já é o sexto mês daquela que era chamada estéril, pois para Deus nada é impossível». Maria disse: «Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra». E o anjo retirou-se.

Comentário: Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells (Salt, Girona, Espanha)
Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra
Hoje contemplamos, mais uma vez, esta cena extraordinária da Anunciação. Deus, sempre fiel a suas promessas, por meio do anjo Gabriel, diz a Maria que tem sido escolhida para trazer o Salvador ao mundo. Assim como o Senhor costuma agir, o maior acontecimento da Humanidade —o Criador e Senhor de todas as coisas se tornou homem como nós—, acontece do jeito mais simples: uma moça, num povoado pequeno de Galiléia, sem espetáculo.

A maneira é simples, o acontecimento é excepcional. Como também são grandes as virtudes da Virgem Maria: cheia de graça, o Senhor está com Ela, humilde, simples, disposta a fazer a vontade de Deus, generosa. Deus tem planos para ela, para você e para mim, mas Ele espera a colaboração livre e amorosa de cada um para cumpri-los. Maria nos dá um exemplo disso: «Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38). Não é só um sim à mensagem do anjo; é colocar-se nas mãos do Pai-Deus, abandonar-se confiadamente na sua providência, é dizer sim e deixar agir ao Senhor agora e em todas as circunstâncias da vida.

Da resposta de Maria, como também da nossa resposta ao que Deus nos pede- escreve São Josemaria- «não esqueças, dependem muitas coisas grandes».

Estamos nos preparando para celebrar o Natal. A melhor maneira de fazê-lo é ficar perto de Maria, contemplando a sua vida e procurando imitar suas virtudes para poder receber ao Senhor com um coração bem disposto: —O que espera Deus de mim, agora, hoje, no meu trabalho, com as pessoas que tenho contato, na relação com Ele? São situações pequenas do dia a dia, mas depende da resposta que demos!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

HISTÓRIA DOS APÓSTOLOS


JUDAS TADEU É chamado por muitos "o irmão do Senhor". Dado a notoriedade de Thiago na Igreja primitiva, Judas era sempre lembrado como irmão de Thiago de Alfeu. O breve escrito de Judas Tadeu é uma severa advertência contra os falsos mestres e um convite a manter a pureza e a fé.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

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LEITURA I Num 24, 2-7.15-17a

«Surge uma estrela de Jacob»

Leitura do Livro dos Números

Naqueles dias,
o profeta Balaão, erguendo os olhos,
viu o povo de Israel acampado por tribos.
O Espírito de Deus desceu sobre ele
e ele proferiu a sua profecia, dizendo:
«Palavra de Balaão, filho de Beor,
palavra do homem de olhar penetrante,
palavra de quem ouve as revelações de Deus,
de quem contempla as visões do Omnipotente,
quando cai em êxtase e seus olhos se abrem.
Como são belas as tuas tendas, Jacob,
e as tuas moradas, Israel!
São como vales que se prolongam
e jardins à beira dum rio,
como aloés plantados pelo Senhor,
como cedros junto da corrente.
A água transbordará de seus cântaros
e a sua semente será abundantemente regada.
O seu rei é maior do que Agag
e a sua realeza será exaltada.
Palavra de Balaão, filho de Beor,
palavra do homem de olhar penetrante,
palavra de quem ouve as revelações de Deus,
de quem conhece a ciência do Altíssimo,
de quem contempla as visões do Omnipotente,
quando cai em êxtase e seus olhos se abrem.
Eu vejo, mas não é para agora;
eu contemplo, mas não de perto:
Surge uma estrela de Jacob,
levanta-se um ceptro de Israel».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 24 (25), 4bc-5ab. 6-7bc. 8-9 (R. 4b)

Refrão: Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos.

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador.

Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
e das vossas graças que são eternas.
Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência,
por causa da vossa bondade, Senhor.

O Senhor é bom e recto,
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer a sua aliança.




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EVANGELHO Mt 21, 23-27

«Donde era o baptismo de João?»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
Jesus foi ao templo
e, enquanto ensinava, aproximaram-se d’Ele
os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo,
que Lhe perguntaram:
«Com que autoridade fazes tudo isto?
Quem Te deu tal direito?»
Jesus respondeu-lhes:
«Vou fazer-vos também uma pergunta
e, se Me responderdes a ela,
dir-vos-ei com que autoridade faço isto.
Donde era o baptismo de João? Do Céu ou dos homens?»
Mas eles começaram a deliberar, dizendo entre si:
«Se respondermos que é do Céu, vai dizer-nos:
‘Porque não lhe destes crédito?’
E se respondermos que é dos homens,
ficamos com receio da multidão,
pois todos consideram João como profeta».
E responderam a Jesus: «Não sabemos».
Ele por sua vez disse-lhes:
«Então não vos digo com que autoridade faço isto».


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Melcior QUEROL i Solà (Ribes de Freser, Girona, Espanha)
Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu essa autoridade?
Hoje, o Evangelho nos convida a contemplar dois aspectos da personalidade de Jesus: astúcia e autoridade. Olhemos primeiro a astúcia: Ele conhece profundamente o coração do homem, conhece o interior de cada pessoa que chega perto dele. E, quando os sumos sacerdotes e os notáveis do povo se dirigem a Ele para perguntar-lhe, com malícia: «Com que autoridade fazes essas coisas?» (Mt 21,23), Jesus, que conhece a falsidade deles, lhes responde com outra pergunta: «De onde era o batismo de João, do céu ou dos homens?» (Mt 21,25). Eles não sabiam o que responder, pois se respondiam que era do céu, estariam se contradizendo eles mesmos por não terem acreditado e, se respondiam que era dos homens, estariam em contra do povo, que o via como profeta. Estão num beco sem saída. Astutamente, Jesus com uma simples pergunta há denunciado sua hipocrisia; lhes deu a verdade. E a verdade sempre incomoda, faz estremecer.

Também nós estamos chamados a ter a astúcia de Jesus, para fazer estremecer a mentira. Tantas vezes os filhos das trevas usam de toda a astúcia para conseguir mais dinheiro, mais poder e mais prestígio; enquanto que os filhos da luz parecem que temos a astúcia e a imaginação um pouco adormecidas. Do mesmo modo que um homem do mundo utiliza a imaginação ao serviço de seus interesses, os cristãos devemos usar nossos talentos ao serviço de Deus e do Evangelho. Por exemplo; quando nos encontramos ante uma pessoa que fala mal da Igreja (coisa que acontece com frequência), com que astúcia sabemos responder a uma critica negativa? Ou em um ambiente de trabalho, com um colega que vive só para si mesmo e não enxerga mais ninguém, com que astúcia saberemos devolver bem por mal? Se o amamos, como Jesus, nossa presença lhe será muito “incômoda”.

Jesus exercia sua autoridade graças ao profundo conhecimento que tinha das pessoas e das situações. Também nós estamos chamados a ter essa autoridade. É um dom que nos vem do alto. Quanto mais pratiquemos colocar as coisas no seus lugares —as pequenas coisas de cada dia— melhor saberemos orientar às pessoas e as situações, graças às inspirações do Espírito Santo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

<< Alimento Diário >>

LEITURA I Is 48, 17-19

«Se tivesses ouvido as minhas ordens...»

Leitura do Livro de Isaías

Eis o que diz o Senhor,
o teu redentor, o Santo de Israel:
«Eu sou o Senhor, teu Deus,
que te ensino o que é para teu bem
e te conduzo pelo caminho que deves seguir.
Se tivesses atendido às minhas ordens,
a tua paz seria como um rio
e a tua justiça como as ondas do mar.
A tua descendência seria como a areia
e como os seus grãos a tua posteridade.
Nunca o teu nome seria tirado nem riscado da minha presença».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 1, 1-2.3.4.6 (R. cf. Jo 8, 12)

Refrão: Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da vida.

Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
não se detém no caminho dos pecadores
nem toma parte na reunião dos maldizentes;
mas antes se compraz na lei do Senhor
e nela medita dia e noite.

É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo
e a sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido.

Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como a palha que o vento leva.
O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição.




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EVANGELHO Mt 11, 16-19

Não ouvem João nem o Filho do homem

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
disse Jesus à multidão:
«A quem poderei comparar esta geração?
É como os meninos sentados nas praças,
que se interpelam uns aos outros, dizendo:
‘Tocámos flauta e não dançastes;
entoámos lamentações e não chorastes’.
Veio João Baptista, que não comia nem bebia,
e dizem que tinha o demónio com ele.
Veio o Filho do homem, que come e bebe,
e dizem: ‘É um glutão e um ébrio,
amigo de publicanos e pecadores’.
Mas a sabedoria foi justificada pelas suas obras».


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
Com quem vou comparar esta geração?
Hoje devêssemos remover-nos diante do suspiro do Senhor: «Com quem vou comparar esta geração?» (Mt 11,16). Jesus fica aturdido com nosso coração, muitas vezes inconformista e desagradecido. Nunca estamos contentos; sempre nos queixamos. Inclusive nos atrevemos a acusá-lo e a culpá-lo daquilo que nos incomoda.

«Mas a sabedoria foi reconhecida em virtude de suas obras» (Mt 11,19): basta contemplar o mistério do Natal. E nós?; Como é a nossa fé? Será que com essas queixas tratamos de encobrir a ausência de nossa resposta? Boa pergunta para o tempo do Advento!

Deus vem ao encontro do homem, mas o homem —particularmente o homem contemporâneo¬— se esconde Dele. Alguns lhe têm medo, como Herodes. Outros, incluso, lhes molesta sua simples presença. «Fora! Fora! Crucifica-o!» (Jo 19,15). Jesus é o Deus-que-vem» (Bento XVI) e nos parecemos “o homem-que-se-vai”: «Ela veio para o que era seu, mas os seus não a acolheram» (Jo 1,11).

Por que fugimos? Por nossa falta de humildade. São João Batista recomendava-nos “minguarmos”. E a Igreja nos o lembra cada vez que chega o Advento. Para tanto, façamos-nos pequenos para poder entender e acolher ao "Pequeno Deus". Ele se nos apresenta na humildade das fraldas: Nunca antes tinha predicado um “Deus-com-fraldas”! Ridícula imagem damos à vista de Deus quando os homens pretendemos encobrir-nos com desculpas e falsas justificações. Já nos alvores da humanidade Adão lançou as culpas a Eva; Eva à serpente e..., havendo transcorrido os séculos, continuamos igual.

Mas, chega Jesus-Deus: No frio e na pobreza extrema de Belém não vociferou nem nos reprochou nada. Tudo o contrário!: Já começa a carregar sob suas pequenas costas todas nossas culpas. Então, teremos-lhe medo?; De verdade valerão nossas desculpas diante esse “Pequeno-Deus"? «O sinal de Deus é o Menino: Aprendemos a viver com Ele e a praticar com Ele a humildade da renúncia» (Bento XVI).

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

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LEITURA I Is 41, 13-20
«Eu sou o teu redentor, o Santo de Israel»
Leitura do Livro de Isaías
«Sou Eu, o Senhor, teu Deus,que te seguro pela mão direitae te digo: ‘Não temas,Eu venho em teu auxílio’.Não temas, pobre verme de Jacob, bichinho de Israel.Eu venho socorrer-te — oráculo do Senhor —,o teu redentor é o Santo de Israel.Eu te converterei em trilho aguçado, novo e bem cortante;calcarás e triturarás os montese transformarás em palha as colinas.Hás-de joeirá-los e o vento os levará,o vendaval os dispersará.Mas tu exultarás no Senhore te gloriarás no Santo de Israel.Os infelizes e os pobres buscam água e não a encontrame a sua língua está ressequida pela sede.Eu, o Senhor, os atenderei,Eu, o Deus de Israel, não os abandonarei.Farei brotar rios nos montes escalvadose fontes por entre os vales.Transformarei o deserto em lagoe a terra seca em nascentes de água.No deserto farei crescer o cedro, a acácia, a murta e a oliveira;na estepe plantarei o cipreste, o olmo e o pinheiro,para que todos vejam e saibam, considerem e compreendamque a mão do Senhor fez estas coisas,que o Santo de Israel as realizou».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 144 (145), 1.9.10-11.12-13ab (R. 8)
Refrão: O Senhor é clemente e compassivo,paciente e cheio de bondade.
Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,e bendizer o vosso nome para sempre.O Senhor é bom para com todose a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturase bendigam-Vos os vossos fiéis.Proclamem a glória do vosso reinoe anunciem os vossos feitos gloriosos;Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,a glória e o esplendor do vosso reino.O vosso reino é um reino eterno,o vosso domínio estende-se por todas as gerações.
EVANGELHO Mt 11, 11-15
«Não apareceu ninguém maior do que João Baptista»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,disse Jesus à multidão:«Em verdade vos digoque, entre os nascidos de mulher,não apareceu ninguém maior do que João Baptista.Mas o mais pequeno no reino dos Céus é maior do que ele.Desde os dias de João Baptista até agora,o reino dos Céus sofre violênciae são os violentos que se apoderam dele.Porque todos os profetas e a Lei profetizaram até João.É ele, se quiserdes compreender,o Elias que estava para vir.Quem tem ouvidos oiça».
Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Ignasi FABREGAT i Torrents (Terrassa, Barcelona, Espanha)
O Reino dos Céus sofre violência, e violentos procuram arrebatá-lo
Hoje, o Evangelho nos fala de São João Batista, o Precursor do Messias, aquele que veio preparar os caminhos do Senhor. Também a nós, ele nos acompanhará desde hoje até o dia dezesseis, dia que acaba a primeira parte do Advento.João é um homem firme, que sabe o quanto as coisas custam, é consciente de que há de se lutar para melhorar e ser santo, e por isso Jesus exclama: «A partir dos dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e violentos procuram arrebatá-lo» (Mt 11,12). Os “violentos” são os que se fazem a si mesmos a violência: —Eu me esforço para crer que o Senhor me ama? Eu me sacrifico para ser “pequeno”? Eu me esforço para ser consciente e viver como um filho do Pai?Santa Teresinha de Lisieux se refere também a estas palavras de Jesus dizendo algo que pode nos ajudar na nossa conversa pessoal e intima com Jesus: «Ó pobreza, meu primeiro sacrifício, até a morte por toda à parte me seguirás, pois eu sei que para correr no estádio, o atleta tem de despojar-se de tudo. Provai, mundanos, o remorso e a pena, esses frutos amargos da vossa vaidade; alegremente, eu acolho na arena, as palmas da Pobreza». —E eu, porque reclamo quando me dou conta de que me falta alguma coisa que considero necessária? Tomara que eu veja, nos diversos aspectos da minha vida, tão claramente como a Doutora!De uma forma enigmática Jesus nos diz hoje também: «João (...) é o Elias (...). Quem tem ouvidos, ouça» (Mt 11,14-15). O que quer dizer? Quer nos aclarar que João era verdadeiramente o precursor, quem finalizou a mesma missão do Elias, conforme a crença que existia naquele então, de que o profeta Elias teria que voltar antes do Messias.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

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LEITURA I Gen 3, 9-15.20

«Estabelecerei inimizade entre a tua descendência e a descendência dela»

Leitura do Livro do Génesis

Depois de Adão ter comido da árvore,
o Senhor Deus chamou-o e disse-lhe: «Onde estás?».
Ele respondeu:
«Ouvi o rumor dos vossos passos no jardim
e, como estava nu, tive medo e escondi-me».
Disse Deus:
«Quem te deu a conhecer que estavas nu?
Terias tu comido dessa árvore, da qual te proibira comer?».
Adão respondeu:
«A mulher que me destes por companheira
deu-me do fruto da árvore e eu comi».
O Senhor Deus perguntou à mulher:
«Que fizeste?»
E a mulher respondeu:
«A serpente enganou-me e eu comi».
Disse então o Senhor Deus à serpente:
«Por teres feito semelhante coisa,
maldita sejas entre todos os animais domésticos
e entre todos os animais selvagens.
Hás-de rastejar e comer do pó da terra
todos os dias da tua vida.
Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher,
entre a tua descendência e a descendência dela.
Esta te esmagará a cabeça
e tu a atingirás no calcanhar».
O homem deu à mulher o nome de ‘Eva’,
porque ela foi a mãe de todos os viventes.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 97 (98), 1.2-3ab.3cd-4 (R. 1a)

Refrão: Cantai ao Senhor um cântico novo:
o Senhor fez maravilhas.

Cantai ao Senhor um cântico novo,
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.





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LEITURA II Ef 1, 3-6.11-12

«Deus escolheu-nos em Cristo, antes da criação do mundo»

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios

Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo,
que do alto dos Céus nos abençoou
com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo.
N’Ele nos escolheu, antes da criação do mundo,
para sermos santos e irrepreensíveis,
em caridade, na sua presença.
Ele nos predestinou, conforme a benevolência da sua vontade,
a fim de sermos seus filhos adoptivos, por Jesus Cristo,
para louvor da sua glória
e da graça que derramou sobre nós, por seu amado Filho.
Em Cristo fomos constituídos herdeiros,
por termos sido predestinados,
segundo os desígnios d’Aquele que tudo realiza
conforme a decisão da sua vontade,
para sermos um hino de louvor da sua glória,
nós que desde o começo esperámos em Cristo.


Palavra do Senhor.



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EVANGELHO Lc 1, 26-38

«Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
o Anjo Gabriel foi enviado por Deus
a uma cidade da Galileia chamada Nazaré,
a uma Virgem desposada com um homem chamado José.
O nome da Virgem era Maria.
Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo:
«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo».
Ela ficou perturbada com estas palavras
e pensava que saudação seria aquela.
Disse-lhe o Anjo:
«Não temas, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.
Conceberás e darás à luz um Filho,
a quem porás o nome de Jesus.
Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo.
O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David
reinará eternamente sobre a casa de Jacob
e o seu reinado não terá fim».
Maria disse ao Anjo:
«Como será isto, se eu não conheço homem?».
O Anjo respondeu-lhe:
«O Espírito Santo virá sobre ti
e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.
Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus.
E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice
e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril
porque a Deus nada é impossível».
Maria disse então:
«Eis a escrava do Senhor
faça-se em mim segundo a tua palavra».


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. David COMPTE i Verdaguer (Manlleu, Barcelona, Espanha)
Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo
Hoje, o Evangelho toca um acorde de três notas. Três notas, não sempre bem afinadas por nossa sociedade: a de fazer, a da amizade e, a da coerência da vida. Hoje em dia, fazemos muitas coisas, mas, temos um projeto? Hoje que navegamos na sociedade da comunicação, cabe nos nossos corações a solidão? Hoje na era da informação, esta, permite-nos definir a nossa personalidade?

Um projeto. Maria, uma mulher «prometida em casamento a um homem de nome José, da casa de Davi» (Lc 1,28). Maria tem um projeto. Evidentemente, de proporções humanas. Porém, Deus irrompe na sua vida para apresentar-lhe outro projeto...de proporções divinas. Também hoje, quer entrar em nossa vida e dar proporções divinas ao nosso dia-a-dia humano.

Uma presença. «Não tenhas medo, Maria!» (Lc 1,30). Não construamos de qualquer jeito! Não seja que a adição a “fazer” esconda um vazio. O matrimônio, a vida de serviço, a profissão não têm de ser uma fugida para diante. «Cheia de graça! O Senhor está contigo» (Lc 1,28). Presença que acompanha e dá sentido. Confiança em Deus, que – por conseguinte- nos leva à confiança com os outros. A amizade com Deus que revigora a amizade com os outros.

Formemos. Hoje, recebemos tantos estímulos muitas vezes opostos, é preciso dar forma e unidade a nossa vida. Maria, diz São Luís Maria Grignion «é o molde vivo de Deus». Existem duas maneiras de fazer uma escultura, expõe Grignion: uma, a mais difícil, à base de batidas de cinzel. A outra, usando um molde. Essa é mais simples do que a primeira. Mas o sucesso depende da matéria que seja maleável e que o molde desenhe com perfeição, a imagem. Maria é o molde perfeito. A procuramos sendo matéria maleável?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

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LEITURA I Is 35, 4-7a
«Então se desimpedirão os ouvidos dos surdos e a língua do mudo cantará de alegria»
Leitura do Livro de Isaías
Dizei aos corações perturbados:«Tende coragem, não temais.Aí está o vosso Deus;vem para fazer justiça e dar a recompensa;Ele próprio vem salvar-nos».Então se abrirão os olhos dos cegose se desimpedirão os ouvidos dos surdos.Então o coxo saltará como um veadoe a língua do mudo cantará de alegria.As águas brotarão no desertoe as torrentes na aridez da planície;a terra seca transformar-se-á em lagoe a terra árida em nascentes de água.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 84 (85), 9ab-10.11-12.13-14 (R. Is 35, 4d)
Refrão: O Senhor, nosso Deus, vem salvar-nos.
Escutemos o que diz o Senhor:Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis.A sua salvação está perto dos que O tememe a sua glória habitará na nossa terra.Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,abraçaram-se a paz e a justiça.A fidelidade vai germinar da terrae a justiça descerá do Céu.O Senhor dará ainda o que é bome a nossa terra produzirá os seus frutos.A justiça caminhará à sua frentee a paz seguirá os seus passos.
EVANGELHO Lc 5, 17-26
«Hoje vimos maravilhas»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Certo dia, enquanto Jesus ensinava,estavam entre a assistência fariseus e doutores da Lei,que tinham vindo de todas as povoações da Galileia,da Judeia e de Jerusalém;e Ele tinha o poder do Senhor para operar curas.Apareceram então uns homens,trazendo num catre um paralítico;tentavam levá-lo para dentro e colocá-lo diante de Jesus.Como não encontraram modo de o introduzir,por causa da multidão,subiram ao terraçoe, através das telhas, desceram-no com o catre,deixando-o no meio da assistência, diante de Jesus.Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse:«Homem, os teus pecados estão perdoados».Os escribas e fariseus começaram a pensar:«Quem é este que profere blasfémias?Não é só Deus que pode perdoar os pecados?»Mas Jesus, que lia nos seus pensamentos,tomou a palavra e disse-lhes:«Que estais a pensar nos vossos corações?Que é mais fácil dizer:‘Os teus pecados estão perdoados’ou ‘Levanta-te e anda’?Pois bem, para saberdes que o Filho do homemtem na terra o poder de perdoar os pecados...Eu te ordeno — disse Ele ao paralítico —levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa».Logo ele se levantou à vista de todos,tomou a enxerga em que estivera deitadoe foi para casa, dando glória a Deus.Ficaram todos muito admirados e davam glória a Deus;e, cheios de temor, diziam:«Hoje vimos maravilhas».
Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Joan Carles MONTSERRAT i Pulido (Sabadell, Barcelona, Espanha)
Teus pecados são perdoados
Hoje o Senhor ensina e sana ao mesmo tempo. Hoje vemos ao Senhor que ensinava aos que se consideravam sábios naqueles tempos: os fariseus e os mestres da lei. Às vezes, podemos pensar que neste século em que vivemos, ou pelos estudos que temos feito, pouco temos para aprender. Essa lógica não sobrenatural nos leva freqüentemente a querer fazer que os caminhos de Deus sejam os nossos e não ao contrário.Na atitude dos que querem a sanação de seu amigo vemos os esforços humanos para conseguir aquilo que verdadeiramente desejam. O que queriam era algo bom: que o doente pudesse levantar-se. Mas não é suficiente com isso. Nosso Senhor deseja fazer conosco uma sanação completa. E por isso começa com o que Ele tinha vindo a fazer neste mundo, o que significa seu santo nome: Salvar ao homem de seus pecados.A fonte mais profunda de meus males são os meus pecados: «Homem, teus pecados são perdoados» (Lc 5,20). Freqüentemente, nossa oração ou nosso interesse é só material, mas o Senhor sabe o que mais convêm-nos. Como naqueles tempos os consultórios dos médicos estão lotados de doentes. Mas, como aqueles homens, temos o risco de não ir com tanta diligência ao lugar onde verdadeiramente nos restabelecemos inteiramente: ao encontro com o Senhor no sacramento da Penitência.É fundamental em todo tempo para o crente, o encontro sincero com Jesus Cristo misericordioso. Ele rico em misericórdia recorda-nos especialmente hoje que neste Advento não podemos desatender o perdão que Ele nos dá as mãos cheias. E, se for preciso, joguemos os impedimentos —o telhado— que nos impedem vê-lo. —Eu também preciso retirar as telhas de meus preconceitos, das minhas comodidades, das minhas ocupações, das desconfianças, que são um impedimento para "olhar acima das telhas".


domingo, 5 de dezembro de 2010

2010 para os Filhos da Providência

O ano está chegando ao fim e temos muito para agradecer a Deus! 2010 foi um ano de muito trabalho e muitas alegrias para nosso grupo. Fizemos visitas ao lar Don Guanella, integração com as crianças do Educandário São Luis, realizamos a campanha de arrecadação dos brinquedos. Participamos da novena de Nossa Senhora do Trabalho, da novena de Don Luis Guanella, da Assembléia dos Cooperadores Guanellianos. Tivemos encontros de estudo do grupo, trabalhamos no encontro de pastorais do Santuário, participamos das missas. Viajamos para Osório, passeamos por vários lugares, sem contar, é claro, dos vários almoços, jantares e tardes no seminário guanelliano regados a muito chimarrão, brincadeiras e risadas. Enfim foram muitas realizações e só podemos render graças ao Senhor Jesus por toda a força e fé que Ele nos deu. Pois quem realiza é Cristo, nós somos meros instrumentos.

2011 vem aí e nós continuaremos contando com a providência do nosso amado Deus!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

HISTÓRIA DOS APÓSTOLOS


TOMÉ Mais um pescador. Tinha o apelido de dídimo, em aramaico. Logo em seguida, traduzido para o grego "Thomé", que significava "gêmeo". Segundo a tradição, seu nome verdadeiro era Judas.

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LEITURA I Is 26, 1-6

«Entrará um povo justo, que pratica a fidelidade»

Leitura do Livro de Isaías

Naquele dia,
cantarão este hino na terra de Judá:
«Nós temos uma cidade forte;
muralhas e fortificações foram postas para nos proteger.
Abri as portas para que entre um povo justo,
um povo que pratica a fidelidade.
O seu coração está firme:
dar-lhe-eis a paz,
porque em Vós tem confiança».
Confiai sempre no Senhor,
porque o Senhor é a nossa fortaleza eterna.
Humilhou os habitantes das alturas,
abateu a cidade inacessível,
derrubou-a por terra, arrasou-a até ao solo.
Ela é calcada aos pés,
os pés dos infelizes, os passos dos pobres.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 117 (118), 1.8-9.19-21.25-27a (R. 26a ou Aleluia)

Refrão: Bendito o que vem em nome do Senhor.
Ou: Aleluia.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos homens.
Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos poderosos.

Abri-me as portas da justiça:
entrarei para dar graças ao Senhor.
Esta é a porta do Senhor:
os justos entrarão por ela.
Eu Vos dou graças porque me ouvistes
e fostes o meu salvador.

Senhor, salvai os vossos servos,
Senhor, dai-nos a vitória.
Bendito o que vem em nome do Senhor,
da casa do Senhor nós vos bendizemos.
O Senhor é Deus
e fez brilhar sobre nós a sua luz.






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EVANGELHO Mt 7, 21.24-27

«Aquele que faz a vontade de meu Pai entrará no reino dos Céus»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Nem todo aquele que Me diz ‘Senhor, Senhor’
entrará no reino dos Céus,
mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus.
Todo aquele que ouve as minhas palavras
e as põe em prática
é como o homem prudente
que edificou a sua casa sobre a rocha.
Caiu a chuva, vieram as torrentes
e sopraram os ventos contra aquela casa;
mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.
Mas todo aquele que ouve as minhas palavras
e não as põe em prática
é como o homem insensato
que edificou a sua casa sobre a areia.
Caiu a chuva, vieram as torrentes
e sopraram os ventos contra aquela casa;
ela desmoronou-se e foi grande a sua ruína».


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Antoni ORIOL i Tataret (Vic, Barcelona, Espanha)
Entrará no Reino dos Céus(...)aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus
Hoje, a palavra evangélica convida-nos a meditar com seriedade sobre a infinita distância que há entre o mero “escutar-invocar” e o “fazer” quando se trata da mensagem e da pessoa de Jesus. E dizemos “mero” porque não podemos esquecer que há modos de escutar e de invocar que não comportam o fazer. De fato, todos os que —tendo escutado o anúncio evangélico acreditam, não ficarão confundidos; e todos os que, tendo acreditado, invocam o nome do Senhor, salvam-se: ensina-o São Paulo na Carta aos Romanos (ver 10,9-13). Trata-se, neste caso, dos que acreditam com fé autêntica, aquela que «age mediante a caridade», como escreve também o Apóstolo.

Mas é um fato que muitos acreditam e não fazem. A carta do Apóstolo Santiago denuncia-o de uma maneira impressionante: «Sede, pois executores da palavra e não vos conformeis com ouvi-la somente, enganando-vos a vós mesmos» (1,22); «a fé, se não tem obras, está verdadeiramente morta» (2,17); «como o corpo sem alma está morto, assim também a fé sem obras está morta» (2,26). É o que rejeita, também inolvidávelmente, São Mateus quando afirma: «Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus» (7,21).

É necessário, portanto, escutar e cumprir; é assim como construímos sobre a rocha e não em cima da areia. Como cumprir? Perguntemo-nos: Deus e o próximo enchem-me a cabeça —sou crente por convicção? e quanto ao bolso, compartilho os meus bens com critério de solidariedade?; no que se refere à cultura, contribuo para consolidar os valores humanos no meu país?; no aumento do bem, fujo do pecado da omissão?; na conduta apostólica, procuro a salvação eterna dos que me rodeiam? Na palavra: sou uma pessoa sensata que, com atos, edifico a casa da minha vida sobre a rocha de Cristo?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

HISTÓTIA DOS APÓSTOLOS


FILIPE Grande amigo de Bartolomeu, morava em Betsaida e sabia grego melhor do que todos. No relato da milagrosa multiplicação dos pães é a Filipe que Jesus dirige a bem conhecida pergunta: "Onde compraremos pão, para que esta gente possa comer?" Filipe não entende o significado da pergunta e depois de haver dado uma olhada para a multidão disse: " Duzentos denários de pão não seriam suficientes para que cada um receba um pedaço." O resto da vida de Filipe está encoberta na obscuridade, como também a sua morte. A tradição mais comum afirma que Filipe morreu crucificado em Gerápolis, aos 87 anos.

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LEITURA I Is 25, 6-10a

«O Senhor preparará um banquete e enxugará as lágrimas de todas as faces»

Leitura do Livro de Isaías

Sobre este monte,
o Senhor do Universo há-de preparar para todos os povos
um banquete de manjares suculentos,
um banquete de vinhos deliciosos:
comida de boa gordura, vinhos puríssimos.
Sobre este monte,
há-de tirar o véu que cobria todos os povos,
o pano que envolvia todas as nações;
destruirá a morte para sempre.
O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces
e fará desaparecer da terra inteira
o opróbrio que pesa sobre o seu povo.
Porque o Senhor falou.
Dir-se-á naquele dia:
«Eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação;
é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança.
Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou.
A mão do Senhor pousará sobre este monte».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 6cd )

Refrão: Habitarei para sempre na casa do Senhor.

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo
me enchem de confiança.

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e o meu cálice transborda.

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.





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EVANGELHO Mt 15, 29-37

Jesus cura muitos enfermos e multiplica os pães

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
foi Jesus para junto do mar da Galileia
e, subindo ao monte, sentou-Se.
Veio ter com Ele uma grande multidão,
trazendo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros,
que lançavam a seus pés.
Ele curou-os, de modo que a multidão ficou admirada,
ao ver os mudos a falar,
os aleijados a ficar sãos,
os coxos a andar e os cegos a ver;
e todos davam glória ao Deus de Israel.
Então Jesus, chamando a Si os discípulos, disse-lhes:
«Tenho pena desta multidão,
porque há três dias que estão comigo
e não têm que comer.
Mas não quero despedi-los em jejum,
pois receio que desfaleçam no caminho».
Disseram-Lhe os discípulos:
«Onde iremos buscar, num deserto,
pães suficientes para saciar tão grande multidão?»
Jesus perguntou-lhes: «Quantos pães tendes?»
Eles responderam-Lhe:
«Sete, e alguns peixes pequenos».
Jesus ordenou então às pessoas que se sentassem no chão.
Depois tomou os sete pães e os peixes
e, dando graças, partiu-os e foi-os entregando aos discípulos
e os discípulos distribuíram-nos pela multidão.
Todos comeram até ficarem saciados.
E com os pedaços que sobraram encheram sete cestos.


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Joan COSTA i Bou (Barcelona, Espanha)
Quantos pães tendes? Eles responderam: Sete, e alguns peixinhos
Hoje contemplamos no Evangelho a multiplicação dos pães e peixes. Muitas pessoas —comenta o evangelista Mateus— «iam até ele»(Mt 15,30) ao Senhor. Homens e mulheres que necessitam de Cristo, cegos, coxos e doentes de todo tipo, assim como outros que os acompanhavam. Todos nós também temos necessidade de Cristo, de sua ternura, do seu perdão, da sua luz, da sua misericórdia... Nele acha-se a plenitude do humano.

O Evangelho de hoje nos ajuda a dar-nos conta, também, da necessidade de homens que conduzam a outros a Jesus Cristo. Os que levam os doentes a Jesus para que os cure são imagem de todos aqueles que sabem que o maior ato de caridade para com o próximo é aproximá-lo a Cristo, fonte de toda Vida. A vida de fé exige, portanto, a santidade e o apostolado.

São Paulo exorta a ter os mesmos sentimentos de Cristo Jesus (cf. Fl 2,5). Nosso relato mostra como é o coração: «Sinto compaixão dessa multidão» (Mt 15,32). Não pode deixá-los porque estão famintos e fatigados. Cristo busca o homem em toda necessidade e faz-se o achadiço. Que bom é o Senhor conosco!; e que importantes somos as pessoas diante seus olhos! Só em pensá-lo dilata-se o coração humano cheio de agradecimento, admiração e desejo sincero de conversão.

Esse Deus feito homem, que todo o pode e, que nos ama apaixonadamente e, a quem necessitamos em todo e para todo —«sem mim, nada podeis fazer» (Jo 15,5)— precisa, paradoxalmente, também de nós: esse é o significado dos sete pães e alguns peixes que usará para alimentar à multidão do povo. Se nos déssemos conta de como Jesus apoia-se em nós e, do valor que tem tudo o que fazemos para Ele, por pequeno que seja, nos esforçaríamos mais e mais em lhe corresponder com todo o nosso ser.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

HISTÓRIA DOS APÓSTOLOS


BARTOLOMEU É apresentado com o nome de Natanael Bar-Tholmai, isto é, filho de Tholmai, da cidade de Caná. Em hebraico, Tholmai quer dizer "arado ou agricultor". Todos os chamavam de "filho de Tholmai", o que originou o nome Bartolomeu. Bartolomeu viu os prodígios operados pelo Mestre, ouviu a sua mensagem, assistiu a sua paixão e glorificação, depois se tornou arauto da Boa Nova, aceitando com o mesmo entusiasmo as conseqüências de um testemunho comprometido. O apóstolo Bartolomeu, que era da Galiléia foi para a Índia. Pregou para aquele povo a verdade do Senhor Jesus, segundo o evangelho de São Matheus. Depois que naquela região converteu muitos a Cristo, passou para a Armênia, onde levou a fé cristã ao rei Polímio e sua esposa, e a mais de doze cidades. Essas conversões, no entanto, provocaram uma enorme inveja nos sacerdotes locais, que por meio do irmão do rei Polímio, conseguiram a ordem de tirar a pele de Bartolomeu e decapitá-lo.

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Dia Litúrgico: 30 de Novembro: Santo André, apóstolo
Evangelho (Mt 4,18-22): Caminhando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam jogando as redes ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse-lhes: «Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens». Eles, imediatamente, deixaram as redes e o seguiram. Prosseguindo adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam no barco, com seu pai Zebedeu, consertando as redes. Ele os chamou. Deixando imediatamente o barco e o pai, eles o seguiram.

Comentário: Prof. Dr. Mons. Lluís CLAVELL (Roma, Italia)
Eu farei de vós pescadores de homens
Hoje é a festa de Santo André apóstolo, uma festa celebrada de maneira solene entre os cristãos de Oriente. Ele foi um dos primeiros jovens em conhecer a Jesus à beira do rio Jordão e em ter longas conversas com Ele. Em seguida procurou seu irmão Pedro, dizendo-lhe «temos encontrado ao Messias» e o levou onde estava Jesus (Jo 2,41). Logo depois, Jesus chamou a esses dois irmãos pescadores amigos seus como lemos no Evangelho de hoje: «Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens» (Mt 4,19). No mesmo povoado, havia outro casal de irmãos, Tiago e João, colegas e amigos daqueles primeiros e, pescadores como eles. Jesus também os chamou para que o seguissem. É maravilhoso ler que eles deixaram tudo e o seguiram “imediatamente”, palavras que se repetem em ambos os casos. Não vamos lhe dizer a Jesus: “depois”, “logo”, “agora tenho muito trabalho...”

Também a cada um de nós —todos os cristãos— Jesus nos pede cada dia que ponhamos todo o que temos e somos ao seu serviço —isso quer dizer, deixar tudo, não ter nada como próprio— para que, vivendo com Ele as tarefas de nosso trabalho profissional e de nossa família, sejamos “pescadores de homens”. O que quer dizer “pescadores de homens”? Uma bonita resposta pode ser um comentário de São João Crisóstomo. Este Pai e Doutor da Igreja, diz que André não sabia explicar-lhe a seu irmão Pedro quem era Jesus, e por isso, «o levou à fonte da luz mesma», que é Jesus Cristo. “Pescar homens” quer dizer ajudar aos que estão ao nosso redor na família e no trabalho para encontrarem a Cristo que é a única luz para nosso caminho.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

HISTÓRIA DOS APÓSTOLOS


MATEUS Seu nome era Levi Bar-Alfeu, ou filho de Alfeu. Matheus era o apelido dado por Jesus, originário de Matajja, isto é, "dom de Deus". Era o cobrador de impostos dos publicanos. É provável que tenha sido o próprio Matheus quem primeiro começou a colocar por escrito as palavras de Cristo, mais tarde. Abandonou o dinheiro para um serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã. "Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os destróem, e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro." Matheus, o rico coletor, respondeu ao chamado do Mestre com entusiasmo. Morreu apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia.

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LEITURA I Is 2, 1-5

O Senhor chama todos os povos à paz eterna do reino de Deus

Leitura do Livro de Isaías

Visão de Isaías, filho de Amós,
acerca de Judá e de Jerusalém:
Sucederá, nos dias que hão-de vir,
que o monte do templo do Senhor
se há-de erguer no cimo das montanhas
e se elevará no alto das colinas.
Ali afluirão todas as nações
e muitos povos acorrerão, dizendo:
«Vinde, subamos ao monte do Senhor,
ao templo do Deus de Jacob.
Ele nos ensinará os seus caminhos
e nós andaremos pelas suas veredas.
De Sião há-de vir a lei
e de Jerusalém a palavra do Senhor».
Ele será juiz no meio das nações
e árbitro de povos sem número.
Converterão as espadas em relhas de arado
e as lanças em foices.
Não levantará a espada nação contra nação,
nem mais se hão-de preparar para a guerra.
Vinde, ó casa de Jacob,
caminhemos à luz do Senhor.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 121 (122), 1-4a.(4b-7).8-9 (R. cf. 1)

Refrão: Vamos com alegria para a casa do Senhor.
(As estrofes terceira e quarta são facultativas)

Alegrei-me quando me disseram:
«Vamos para a casa do Senhor».
Detiveram-se os nossos passos
às tuas portas, Jerusalém.

Jerusalém, cidade bem edificada,
que forma tão belo conjunto!
Para lá sobem as tribos,
as tribos do Senhor.

Segundo o costume de Israel,
para celebrar o nome do Senhor;
ali estão os tribunais da justiça,
os tribunais da casa de David.

Pedi a paz para Jerusalém:
vivam seguros quantos te amam.
Haja paz dentro dos teus muros,
tranquilidade em teus palácios.

Por amor dos meus irmãos e amigos,
pedirei a paz para ti.
Por amor da casa do Senhor nosso Deus,
pedirei para ti todos os bens.




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EVANGELHO Mt 8, 5-11

«Do Oriente e do Ocidente virão muitos para o reino dos Céus»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
ao entrar Jesus em Cafarnaum,
aproximou-se d’Ele um centurião,
que Lhe suplicou, dizendo:
«Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico
e sofre horrivelmente».
Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo».
Mas o centurião respondeu-Lhe:
«Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa;
mas diz uma só palavra
e o meu servo ficará curado.
Porque eu, que não passo dum subalterno,
tenho soldados sob as minhas ordens:
digo a um ‘Vai’ e ele vai; a outro ‘Vem’ e ele vem;
e ao meu servo ‘Faz isto’ e ele faz».
Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado
e disse àqueles que O seguiam:
«Em verdade vos digo:
Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé.
Por isso vos digo:
Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa,
com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus».


Palavra da salvação.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

HISTÓRIA DOS APÓSTOLOS


JOÃO O mais jovem dos apóstolos. Irmão de Thiago Maior. Ocupa um lugar de primeiro plano no elenco dos apóstolos, provavelmente por se assemelhar a mãe, Salomé, mulher enérgica de fé sincera, que mais tarde se uniu aos discípulos de Jesus. Apesar de simples e não instruído, é evidente que o jovem conhecia o ensinamento dos essênios (ordem religiosa de João Batista), o que acentuou suas tendências apocalípticas. Ouvindo a pregação do Batista, João se convenceu da aproximação do Reino de Deus. Ele está entre os mais íntimos de Jesus. Está ao seu lado na hora da ceia. Durante o processo, e o único entre os apóstolos, que assiste à sua morte junto com Nossa Senhora. Conforme uma tradição unânime ele viveu em Éfeso em companhia de Nossa Senhora e sob o Imperador Domiciano, foi colocado dentro de uma caldeira de óleo fervendo, daí saindo ileso, e todavia com a glória de ter dado testemunho. Morreu devido a idade avançada em Éfeso, durante o império de Trajano, e aí foi sepultado.

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LEITURA I Ap 20, 1-4.11 -- 21, 2

«Cada um foi julgado segundo as suas obras. Vi a nova Jerusalém, que descia do Céu»

Leitura do Livro do Apocalipse

Eu, João, vi descer do Céu um Anjo,
que tinha na mão a chave do abismo e uma grande cadeia.
Agarrou o Dragão, a antiga Serpente,
que é o Diabo e Satanás,
e acorrentou-o pelo espaço de mil anos.
Precipitou-o no abismo, que fechou e selou,
para que não seduzisse mais as nações,
até se completarem os mil anos.
Depois disto, tem de ser posto em liberdade por pouco tempo.
Vi então uns tronos, sobre os quais estavam sentados
aqueles a quem foi dado o poder de julgar.
Vi também as almas dos que tinham sido decapitados
por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus,
assim como aqueles que não se tinham prostrado
diante do Monstro e da sua imagem,
nem tinham recebido o seu sinal na fronte ou na mão.
Eles voltaram à vida
e reinaram com Cristo durante mil anos.
Vi depois um grande trono branco
e Aquele que estava nele sentado.
Da sua presença fugiram a terra e o céu,
sem deixarem vestígios.
Vi também os mortos, grandes e pequenos,
de pé diante do trono.
E abriram-se os livros.
Abriu-se também um livro, que era o livro da vida.
Os mortos foram julgados segundo as suas obras,
conforme o que estava escrito nos livros.
O mar restituiu os mortos que nele estavam,
a morte e a sua morada devolveram os mortos que tinham;
e cada um foi julgado segundo as suas obras.
A morte e a sua morada foram lançadas no lago de fogo.
Esta é a segunda morte: o lago de fogo.
E quem não estava escrito no livro da vida
foi lançado no lago de fogo.
Vi então um novo céu e uma nova terra,
porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido
e o mar já não existia.
E vi a cidade santa, a nova Jerusalém,
que descia do Céu, da presença de Deus,
bela como noiva adornada para o seu esposo.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 83 (84), 3.4.5-6a e 8 (Ap 21, 3b)

Refrão: Eis a morada de Deus com os homens!

A minha alma suspira ansiosamente
pelos átrios do Senhor.
O meu ser e a minha carne
exultam no Deus vivo.

Até as aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos,
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus.

Felizes os que moram em vossa casa:
podem louvar-Vos continuamente.
Felizes os que em Vós encontram a sua força,
os que caminham para ver a Deus em Sião.




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EVANGELHO Lc 21, 29-33

«Quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola:
«Olhai a figueira e as outras árvores:
Quando vedes que já têm rebentos,
sabeis que o Verão está próximo.
Assim também, quando virdes acontecer estas coisas,
sabei que está próximo o reino de Deus.
Em verdade vos digo:
Não passará esta geração sem que tudo aconteça.
Passará o céu e a terra,
mas as minhas palavras não passarão».


Palavra da salvação.

Comentário: Albert TAULÉ i Viñas (Barcelona, Espanha)
O Reino de Deus está perto
Hoje, Jesus convida-nos a ver como brota a figueira, símbolo da Igreja que se renova periodicamente graças àquela força interior que Deus lhe comunica (recordemos a alegoria da videira e dos ramos, cf. Jo 15): «Olhai a figueira e todas as árvores. Quando começam a brotar, basta olhá-las para saber que o verão está perto» (Lc 21, 29-30).

O discurso escatológico que lemos nestes dias, segue um estilo profético que distorce deliberadamente a cronologia, de maneira que põe no mesmo plano acontecimentos que hão de acontecer em momentos diversos. O fato de que no fragmento escolhido para a leitura de hoje tenhamos um âmbito muito reduzido, dá-nos pé para pensar que teríamos que entender o que se nos diz como algo dirigido a nós, aqui e agora: «esta geração não passará antes que tudo aconteça» (Lc 21,32). De fato, Origenes comenta: «Tudo isto pode suceder em cada um de nós; em nós pode ficar destruída a morte, definitiva inimiga nossa».

Eu queria falar hoje como os profetas: estamos a ponto de contemplar um grande broto na Igreja. Vede os sinais dos tempos (cf Mt 16,3). Rapidamente ocorrerão coisas muito importantes. Não tenhais medo. Permanecei no vosso lugar. Semeai com entusiasmo. Depois podereis recolher formosas colheitas (cf. Sal 126,6). É verdade que o homem inimigo continuará a semear a discórdia. O mal não ficará separado até ao fim dos tempos (cf. Mt 13,30). Mas o Reino de Deus já está aqui entre nós. E abre caminho, ainda que com muito esforço (cf. Mt 11,12).

O Papa João Paulo II dizia-nos no início do terceiro milênio: «Duc in altum» (cf. Lc 5,4). Às vezes temos a sensação de não fazer nada proveitoso, ou inclusive de retroceder. Mas estas impressões pessimistas procedem de cálculos excessivamente humanos, ou da má imagem que malevolamente difundem de nós alguns meios de comunicação. A realidade escondida, que não faz ruído, é o trabalho constante realizado por todos com a força que nos dá o Espírito Santo.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

HISTÓRIA DOS APÓSTOLOS


TIAGO Filho do pescador, Zebedeu e Salomé. Irmão mais velho do evangelista João. Era chamado "Thiago, o Maior". Os dois irmãos tiveram de Jesus o apelido, entre elogio e reprovação, de "filhos do trovão". Assim como os outros apóstolos, Thiago também foi vítima de perseguição movida pelas autoridades judaicas. Foi jogado no cárcere e flagelado, "alegrando-se muito por ter sido digno de sofrer torturas pelo nome de Jesus." Houve uma segunda perseguição, e uma terceira, ainda mais cruel, desencadeada por Herodes Agripa, para agradar os judeus. Este Herodes, mostrando-se digno do nome do tio, o assassino de João Batista, e do avô Herodes, dito o Grande, que tentou matar Jesus logo que nasceu; por um simples cálculo político, durante as festas pascais de 42 começou a perseguir alguns membros da Igreja. Mandou matar 'a espada' Thiago, irmão de João, e vendo que isto agradava aos judeus, mandou prender Pedro.

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LEITURA I Ap 18, 1-2.21-23; 19, 1-3.9a

«Caiu a grande Babilónia»

Leitura do Livro do Apocalipse

Eu, João, vi outro Anjo descer do Céu,
com tão grande poder
que a terra ficou iluminada com a sua glória.
Ele bradou com voz forte, dizendo:
«Caiu, caiu a grande Babilónia!
Tornou-se morada de demónios,
antro de todos os espíritos impuros,
antro de todas as aves imundas e repelentes».
Depois, um Anjo poderoso
levantou uma pedra semelhante a uma grande mó
e lançou-a ao mar, dizendo:
«Com tal ímpeto será precipitada a grande cidade de Babilónia
e nunca mais será vista.
Nunca mais se ouvirá em ti
a música de harpistas e cantores,
de tocadores de flauta e de trombeta.
Jamais se encontrará em ti artífice algum de qualquer arte,
nem se ouvirá mais em ti o ranger da mó.
Nunca mais brilhará em ti a luz da lâmpada,
nem se ouvirá mais em ti a voz do esposo e da esposa.
Porque os teus comerciantes eram os grandes da terra
e com os teus malefícios se transviaram todas as nações».
Depois disto,
ouvi como que a voz poderosa de uma grande multidão,
que dizia no Céu:
«Aleluia! A salvação, a glória e o poder pertencem ao nosso Deus,
porque os seus juízos são verdadeiros e justos.
Ele condenou a grande meretriz,
que corrompia a terra com a sua imoralidade
e nela fez justiça ao sangue dos seus servos».
E acrescentaram: «Aleluia!
O fumo das chamas vai subindo pelos séculos dos séculos».
Disse-me o Anjo: «Escreve:
‘Felizes os convidados
para o banquete das núpcias do Cordeiro’».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 99 (100), 2.3.4.5 (Ap 19, 9a)

Refrão: Felizes os convidados para a Ceia
das núpcias do Cordeiro.

Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.

Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

Entrai pelas suas portas, dando graças,
penetrai em seus átrios com hinos de louvor,
glorificai-O, bendizei o seu nome.

Porque o Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.




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EVANGELHO Lc 21, 20-28

«Jerusalém será calcada pelos pagãos, até que aos pagãos chegue a sua hora»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos,
sabei que está próxima a sua devastação.
Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes,
os que estiverem dentro da cidade saiam para fora
e os que estiverem nos campos não entrem na cidade.
Porque serão dias de castigo,
nos quais deverá cumprir-se tudo o que está escrito.
Ai daquelas que estiverem para ser mães
e das que andarem a amamentar nesses dias,
porque haverá grande angústia na terra
e indignação contra este povo.
Cairão ao fio da espada,
irão cativos para todas as nações,
e Jerusalém será calcada pelos pagãos,
até que aos pagãos chegue a sua hora.
Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas
e, na terra, angústia entre as nações,
aterradas com o rugido e a agitação do mar.
Os homens morrerão de pavor,
na expectativa do que vai suceder ao universo,
pois as forças celestes serão abaladas.
Então hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem,
com grande poder e glória.
Quando estas coisas começarem a acontecer,
erguei-vos e levantai a cabeça,
porque a vossa libertação está próxima».


Palavra da salvação.

Comentário: Fray Lluc TORCAL Monje del Monastério de Sta. Mª de Poblet (Santa Maria de Poblet, Tarragona, Espanha)
Levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima
Hoje, ao ler este santo Evangelho, como não ver o reflexo do momento presente, cada vez mais cheio de ameaças e mais tingido de sangue? «Na terra, as nações ficarão angustiadas, apavoradas com o bramido do mar e das ondas. As pessoas vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo» (Lc 21,25b-26a). A segunda vinda do Senhor tem sido representada, inúmeras vezes, pelas mais aterrorizadoras imagens, como parece ser neste Evangelho; sempre sob o signo do medo.

Porém, será esta a mensagem que hoje nos dirige o Evangelho? Fiquemos atentos às últimas palavras: «Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima» (Lc 21,28). O núcleo da mensagem destes últimos dias do ano litúrgico não é o medo; mas sim, a esperança da futura libertação, ou seja, a esperança completamente cristã de alcançar a plenitude da vida com o Senhor, na qual participarão, também, nosso corpo e o mundo que nos rodeia. Os acontecimentos narrados tão dramaticamente indicam, de modo simbólico, a participação de toda a criação na segunda vinda do Senhor, como já participou na primeira, especialmente no momento de sua paixão, quando o céu escureceu e a terra tremeu. A dimensão cósmica não será abandonada no final dos tempos, já que é uma dimensão que acompanha o homem desde que entrou no Paraíso.

A esperança do cristão não é enganadora, porque quando essas coisas começarem a acontecer —nos diz o próprio Senhor— «Então, verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem, com grande poder e glória» (Lc 21,27). Não vivamos angustiados perante a segunda vinda do Senhor, a sua Parúsia: meditemos, antes, nas profundas palavras de Santo Agostinho que, já no seu tempo, ao ver os cristãos temerosos frente ao regresso do Senhor, se pergunta: «Como pode a Esposa ter medo do seu Esposo?».

terça-feira, 23 de novembro de 2010

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LEITURA I Ap 14, 14-19

«Chegou a hora de ceifar, porque a seara da terra está madura»

Leitura do Livro do Apocalipse

Eu, João, vi uma nuvem branca,
sobre a qual estava sentado Alguém,
semelhante a um filho do homem,
com uma coroa de ouro na cabeça e uma foice afiada na mão.
Saiu do templo outro Anjo,
que clamava com voz forte
para Aquele que estava sentado sobre a nuvem:
«Mete a tua foice e ceifa;
chegou a hora de ceifar,
porque a seara da terra está madura».
Então o que estava sentado sobre a nuvem
lançou a foice à terra, e a terra foi ceifada.
Depois saiu do templo celeste outro Anjo,
que também tinha uma foice afiada.
Do altar veio ainda outro Anjo,
que tinha poder sobre o fogo,
e gritou com voz forte
para aquele que tinha a foice afiada:
«Mete a tua foice afiada
e vindima os cachos da vinha da terra,
porque as uvas estão maduras».
O Anjo lançou a foice à terra,
vindimou a vinha da terra
e lançou as uvas no grande lagar da ira de Deus.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 95 (96), l0.11-12.13 (R. 13b)

Refrão: O Senhor vem julgar a terra.

Dizei entre as nações:
«O Senhor é Rei».
Sustenta o mundo e ele não vacila,
governa os povos com equidade.

Alegrem-se os céus, exulte a terra,
ressoe o mar e tudo o que ele contém,
exultem os campos e quanto neles existe,
alegrem-se as árvores das florestas.

Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a terra.
Julgará o mundo com justiça
e os povos com equidade.




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EVANGELHO Lc 21, 5-11

«Não ficará pedra sobre pedra»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
comentavam alguns que o templo estava ornado
com belas pedras e piedosas ofertas.
Jesus disse-lhes:
«Dias virão em que, de tudo o que estais a ver,
não ficará pedra sobre pedra:
tudo será destruído».
Eles perguntaram-Lhe:
«Mestre, quando sucederá isto?
Que sinal haverá de que está para acontecer?».
Jesus respondeu:
«Tende cuidado; não vos deixeis enganar,
pois muitos virão em meu nome
e dirão: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’.
Não os sigais.
Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas,
não vos alarmeis:
é preciso que estas coisas aconteçam primeiro,
mas não será logo o fim».
Disse-lhes ainda:
«Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino.
Haverá grandes terramotos
e, em diversos lugares, fomes e epidemias.
Haverá fenómenos espantosos e grandes sinais no céu».


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Antoni ORIOL i Tataret (Vic, Barcelona, Espanha)
Não ficará pedra sobre pedra
Hoje, escutamos com assombro a severa advertência do Senhor: «Admirais essas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra» (Lc 21,6). Essas palavras de Jesus situam-se nas antípodas de uma denominada “cultura do progresso indefinido da humanidade”, ou, se preferimos, de uns quantos cabecilhas técnico-científicos e político-militares da espécie humana, em evolução imparável.

Desde onde? Até onde? Ninguém sabe, nem pode saber, com excepção, em última análise, de uma suposta matéria eterna que nega Deus, usurpando-o dos Seus atributos. Como tentam fazer-nos comungar com rodas de moinho aqueles que recusam comungar com a finitude e precariedade próprias da condição humana!

Nós, os discípulos do Filho de Deus feito homem, de Jesus, escutamos as Suas palavras e, fazendo-as muito nossas, meditamos nelas. Eis que nos diz: «Cuidado para não serdes enganados» (Lc 21,8). Quem no-lo diz é Aquele que veio para dar testemunho da verdade, afirmando que aqueles que são da verdade escutam a Sua voz.

E também nos garante: «Não será logo o fim» (Lc 21,9). O que, por um lado, quer dizer que dispomos de um tempo de salvação e que nos convém aproveitá-lo; e, por outro lado, que, de qualquer modo, o fim virá. Sim, Jesus virá «julgar os vivos e os mortos», como professamos no Credo.

Leitores de Meditando o Evangelho de hoje, queridos irmãos e amigos: em uns versículos mais adiante, do fragmento que agora comento, Jesus anima-nos e consola-nos com estas palavras que, em Seu nome, vos repito: «É pela vossa perseverança que conseguireis salvar a vossa vida!» (Lc 21,19).

Respondendo com a energia de um hino cristão da Catalunha, exortamo-nos uns aos outros: «Perseveremos, pois já tocamos o Céu com a mão!»

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

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LEITURA I Ap 14, 1-3.4b-5

«Tinham gravados na fronte o nome do Cordeiro e o nome de seu Pai»

Leitura do Livro do Apocalipse

Eu, João,
vi o Cordeiro de pé, no monte Sião.
Com Ele estavam os cento e quarenta e quatro mil
que tinham gravados na fronte
o nome do Cordeiro e o nome de seu Pai.
E ouvi uma voz, vinda do Céu,
semelhante ao fragor de águas caudalosas
e ao ribombar de forte trovão;
mas a voz que eu ouvi
era também semelhante ao som de harpistas,
tocando as suas harpas.
Entoavam um cântico novo diante do trono
e na presença dos quatro Seres Vivos e dos Anciãos.
Ninguém podia aprender esse cântico,
senão os cento e quarenta e quatro mil
que foram resgatados da terra.
São aqueles que seguem o Cordeiro
para onde quer que Ele vá.
Foram resgatados de entre os homens
como primícias oferecidas a Deus e ao Cordeiro.
Na sua boca nunca se encontrou mentira:
são irrepreensíveis.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 23 (24), 1-2.3-4.5-6 (R. cf. 6)

Refrão: Esta é a geração dos que procuram o Senhor.

Do Senhor é a terra e o que nela existe,
o mundo e quantos nele habitam.
Ele a fundou sobre os mares
e a consolidou sobre as águas.

Quem poderá subir à montanha do Senhor?
Quem habitará no seu santuário?
O que tem as mãos inocentes e o coração puro,
que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso.

Este será abençoado pelo Senhor
e recompensado por Deus, seu Salvador.
Esta é a geração dos que O procuram,
que procuram a face do Deus de Jacob.





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EVANGELHO Lc 21, 1-4

«Viu uma viúva muito pobre deitar duas pequenas moedas»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
Jesus levantou os olhos
e viu os ricos deitarem na arca do Tesouro as suas ofertas.
Viu também uma viúva muito pobre
deitar duas pequenas moedas.
Então Jesus disse:
«Em verdade vos digo:
Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.
Todos eles deram do que lhes sobrava;
mas ela, na sua penúria,
ofereceu tudo o que possuía para viver».


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Àngel Eugeni PÉREZ i Sánchez (Barcelona, Espanha)
Mas ela, da sua pobreza, ofereceu tudo que tinha para viver
Hoje, como quase sempre, as coisas pequenas passam ignoradas, pequenas esmolas, sacrifícios pequenos, pequenas orações (jaculatórias), mas o que parece pequeno e sem importância constitui muitas vezes a trama e também o remate das obras-primas: tanto das grandes obras de arte como da obra máxima da santidade pessoal.

Pelo fato de essas coisas pequenas passarem desconhecidas, a sua retidão de intenção está garantida: com elas não procuramos o reconhecimento dos outros, nem a glória humana. Só Deus as descobrirá no nosso coração, como só Jesus se apercebeu da generosidade da viúva. É mais do que garantido que a pobre mulher não anunciou o seu gesto com um toque de trompete e até é possível que se envergonhasse bastante e se sentisse ridícula perante o olhar dos ricos, que deitavam grandes donativos no cofre do templo e disso faziam alarde. Porém, a sua generosidade, que a levou a tirar forças da fraqueza no meio da sua indigência, mereceu o elogio do Senhor, que vê o coração das pessoas: «Em verdade, vos digo: esta viúva pobre deu mais do que todos os outros. Pois todos eles depositaram como oferta parte do que tinham de sobra, mas ela, da sua pobreza, ofereceu tudo que tinha para viver» (Lc 21,3-4).

A generosidade da viúva pobre é uma boa lição para nós, discípulos de Cristo. Podemos dar muitas coisas, como os ricos que «depositavam as suas ofertas no cofre» (Lc 21,1), mas nada disso terá valor se só dermos “daquilo que nos sobra”, sem amor e sem espírito de generosidade, sem nos oferecermos a nós próprios. Diz Sto. Agostinho: «Eles punham os olhos nas grandes oferendas dos ricos, louvando-os por isso. Porém, embora tivessem logo visto a viúva, quantos viram aquelas duas moedas?... Ela deu tudo o que possuía. Tinha muito, porque tinha Deus no seu coração. É muito mais ter Deus na alma do que ouro na arca». É bem certo: se somos generosos com Deus, muito mais o será Ele conosco.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

<< Alimento Diário >>

LEITURA I Ap 10, 8-11

«Tomei o pequeno livro e comi-o»

Leitura do Livro do Apocalipse

A voz do Céu, que eu, João, tinha ouvido,
falou-me novamente, dizendo:
«Vai buscar o livro aberto da mão do Anjo
que está de pé sobre o mar e sobre a terra».
Fui ter com o Anjo
e pedi-lhe que me desse o pequeno livro.
Ele disse-me:
«Toma-o e come-o:
no estômago, ele será amargo,
mas na boca, ele será doce como o mel».
Tomei o pequeno livro da mão do Anjo e comi-o:
na minha boca era doce como o mel;
mas depois de o engolir, amargou-me no estômago.
Então disseram-me:
«Tens de profetizar novamente
contra muitos povos, nações, línguas e reis».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 14 e 24.72 e 103.111 e 131 (R. 103a)

Refrão: As vossas palavras, Senhor,
são mais doces que o mel.

Sinto mais alegria em seguir as vossas ordens
do que em todas as riquezas.
As vossas ordens são as minhas delícias
e os vossos decretos meus conselheiros.

Para mim vale mais a lei da vossa boca
do que milhões em prata e ouro.
Como são doces ao meu paladar as vossas palavras,
mais que o mel para a minha boca.

As vossas ordens são a minha herança eterna,
são elas que dão alegria ao meu coração.
Eu abro a minha boca e aspiro,
porque estou ávido dos vossos mandamentos.





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EVANGELHO Lc 19, 45-48

«Fizestes da casa do Senhor um covil de ladrões»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
Jesus entrou no templo
e começou a expulsar os vendedores,
dizendo-lhes:
«Está escrito: ‘A minha casa é casa de oração’;
e vós fizestes dela ‘um covil de ladrões’».
Jesus ensinava todos os dias no templo.
Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os chefes do povo
procuravam dar-Lhe a morte,
mas não encontravam o modo de o fazer,
porque todo o povo ficava maravilhado quando O ouvia.


Palavra da salvação.

Comentário: P. Josep LAPLANA OSB Monje de Montserrat (Montserrat, Barcelona, Espanha)
Minha casa será casa de oração
Hoje, o gesto de Jesus é profético. À maneira dos antigos profetas, realiza uma ação simbólica, cheia de significado face ao futuro. Ao expulsar do templo os mercadeiros, que faziam negócio com as vítimas destinadas a servir de oferenda, e ao indicar que «a casa de Deus será casa de oração» (Is 56,7), Jesus anunciava a nova situação, que Ele vinha inaugurar, em que os sacrifícios de animais já não tinham lugar. São João definirá a nova relação de culto como uma «adoração ao Pai em espírito e verdade» (Jn 4,24). A figura deve dar lugar à realidade. Santo Tomás de Aquino dizia poeticamente «Et antiquum documentum / novo cedat ritui (Que o Antigo Testamento ceda o lugar ao Novo Rito)».

O Novo Rito é a palavra de Jesus. Por isso, São Lucas associou à cena da purificação do templo a apresentação de Jesus, nele pregando cada dia. O novo culto centra-se na oração e na escuta da Palavra de Deus. Mas, na realidade, o centro do centro da instituição cristã é a própria pessoa viva de Jesus, com a sua carne entregue e o seu sangue derramado na cruz e oferecidos na Eucaristia. Também Santo Tomás o destaca de modo muito belo: «Recumbens com fratribus (...) se dat suis manibus» («Sentado à mesa com os irmãos (...) dá-se a si mesmo com as suas próprias mãos»).

No Novo Testamento, inaugurado por Jesus, já não são necessários nem bois nem vendedores de cordeiros. Tal como «todo o povo ficava fascinado ao ouvi-lo falar» (Lc 19,48), também nós não temos de ir ao templo para imolar vítimas, mas para receber Jesus, o autêntico cordeiro imolado por nós, de uma vez para sempre (cf. He 7,27), e para unir a nossa vida à de Jesus.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

<< Aliemento Diário >>

LEITURA I Ap 4, 1-11

«Santo, Santo, Santo, Senhor Deus omnipotente, Aquele que é, que era e que há-de vir!»

Leitura do Livro do Apocalipse

Eu, João, vi uma porta aberta no Céu
e a voz que antes ouvira falar-me como uma trombeta, dizia:
«Sobe até aqui
e eu te mostrarei o que vai acontecer depois disto».
Imediatamente caí em êxtase
e vi um trono colocado no Céu,
sobre o qual Alguém estava sentado.
Aquele que estava sentado
tinha o aspecto resplandecente
como a pedra de jaspe e cornalina
e um arco-íris circundava o trono,
com reflexos de esmeralda.
À volta deste trono, havia vinte e quatro tronos,
em que estavam sentados vinte e quatro anciãos,
vestidos de branco e com coroas de ouro na cabeça.
Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões
e diante dele brilhavam sete lâmpadas de fogo,
que são os sete Espíritos de Deus.
Diante do trono havia como que um mar
transparente como o cristal.
No meio do trono e ao seu redor,
vi quatro Seres Vivos cheios de olhos à frente e atrás.
O primeiro Ser Vivo era semelhante a um leão,
o segundo a um novilho,
o terceiro tinha o rosto como o de um homem
e o quarto era semelhante a uma águia em pleno voo.
Cada um dos quatro Seres Vivos tinha seis asas
e estavam cheios de olhos a toda a volta e por dentro.
E não cessavam de clamar dia e noite:
«Santo, Santo, Santo, Senhor Deus omnipotente,
Aquele que é, que era e que há-de vir!».
E sempre que os Seres Vivos dão glória, honra e acção de graças
Àquele que está sentado no trono
e que vive pelos séculos dos séculos,
os vinte e quatro anciãos prostram-se
diante d’Aquele que está sentado no trono,
adoram Aquele que vive pelos séculos dos séculos
e depõem as suas coroas diante do trono, dizendo:
«Sois digno, Senhor, nosso Deus,
de receber a honra, a glória e o poder,
porque fizestes todas as coisas
e pela vossa vontade existem e foram criadas».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 150, 1-2.3-4.5-6 (R. Ap 4, 8b)

Refrão: Santo, santo, santo,
Senhor Deus do universo.
Louvai o Senhor no seu santuário,
louvai-O no seu majestoso firmamento.
Louvai-O pela grandeza das suas obras,
louvai-O pela sua infinita majestade.

Louvai-O ao som da trombeta,
louvai-O ao som da lira e da cítara.
Louvai-O com o tímpano e com a dança,
louvai-O ao som da harpa e da flauta.

Louvai o Senhor,
louvai-O com címbalos sonoros.
Louvai-O com címbalos retumbantes.
Tudo quanto respira louve o Senhor.




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EVANGELHO Lc 19, 11-28

«Porque não entregaste ao banco o meu dinheiro?»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
disse Jesus uma parábola, porque estava perto de Jerusalém
e eles pensavam que o reino de Deus
ia manifestar-se imediatamente.
Então Jesus disse:
«Um homem nobre foi para uma região distante,
a fim de ser coroado rei e depois voltar.
Antes, porém, chamou dez dos seus servos
e entregou-lhes dez minas, dizendo:
‘Fazei-as render até que eu volte’.
Ora os seus concidadãos detestavam-no
e mandaram uma delegação atrás dele para dizer:
‘Não queremos que ele reine sobre nós’.
Quando voltou, investido do poder real,
mandou chamar à sua presença
os servos a quem entregara o dinheiro,
para saber o que cada um tinha lucrado.
Apresentou-se o primeiro e disse:
‘Senhor, a tua mina rendeu dez minas’.
Ele respondeu-lhe:
‘Muito bem, servo bom!
Porque foste fiel no pouco,
receberás o governo de dez cidades’.
Veio o segundo e disse-lhe:
‘Senhor, a tua mina rendeu cinco minas’.
A este respondeu igualmente:
‘Tu também, ficarás à frente de cinco cidades’.
Depois veio o outro e disse-lhe:
‘Senhor, aqui está a tua mina, que eu guardei num lenço,
pois tive medo de ti, que és homem severo:
levantas o que não depositaste e colhes o que não semeaste’.
Disse-lhe o senhor:
‘Servo mau, pela tua boca te julgo.
Sabias que sou homem severo,
que levanto o que não depositei e colho o que não semeei.
Então, porque não entregaste ao banco o meu dinheiro?
No meu regresso tê-lo-ia recuperado com juros’.
Depois disse aos presentes:
‘Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem dez’.
Eles responderam-lhe:
‘Senhor, ele já tem dez minas!’.
O rei respondeu:
‘Eu vos digo:
A todo aquele que tem se dará mais,
mas àquele que não tem, até o que tem lhe será tirado.
Quanto a esses meus inimigos, que não me quiseram como rei,
trazei-os aqui e degolai-os na minha presença’».
Dito isto, Jesus seguiu, à frente do povo, para Jerusalém.


Palavra da salvação.

Comentário: P. Pere SUÑER i Puig SJ (Barcelona, Espanha)
Negociai com isto até que eu volte
Hoje, o Evangelho propõe-nos a parábola das minas: uma quantidade de dinheiro que aquele nobre repartiu entre seus servos, antes de partir de viagem. Primeiro fixemo-nos na ocasião que provoca a parábola de Jesus. Ele ia subindo para Jerusalém, onde o esperava a paixão e a conseqüente ressurreição. Os discípulos «pensavam que o Reino de Deus ia se manifestar logo» (Lc 19,11). É nessas circunstâncias que Jesus propõe esta parábola. Com ela, Jesus ensina-nos que temos que fazer render os dons e qualidades que Ele nos deu, isto é, que nos deixou a cada um. Não são nossos de maneira que possamos fazer com eles o que queiramos. Ele deixou-nos esses dons para que os façamos render. Os que fizeram render as minas - mais ou menos - são louvados e premiados pelo seu Senhor. É o servo preguiçoso, que guardou o dinheiro num lenço sem o fazer render, é o que é repreendido e condenado.

O cristão, pois, tem que esperar,claro está, o regresso do seu Senhor, Jesus. Mas com duas condições, se quer que o encontro seja amigável. A primeira condição é que afaste a curiosidade doentia de querer saber a hora da solene e vitoriosa volta do Senhor. Virá, diz em outro lugar, quando menos o pensemos. Fora, por tanto, as especulações sobre isto! Esperamos com esperança, mas numa espera confiada sem doentia curiosidade. A segunda condição, é que não percamos o tempo. A esperança do encontro e do final gozoso não pode ser desculpa para não tomarmos a sério o momento presente. Precisamente, porque a alegria e o gozo do encontro final será tanto melhor quanto maior for a colaboração que cada um tiver dado pela causa do reino na vida presente.

Não falta, também aqui, a grave advertência de Jesus aos que se revelam contra Ele: «E quanto a esses meus inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente» (Lc 19,27)