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Somos um grupo Guanelliano, aspirantes à Cooperadores. Localizados no Santuário Nossa Senhora do Trabalho - POA/RS. Um grupo destinado a jovens acima dos 19 anos. Uma equipe caracterizada pela alegria, juventude, entusiasmo e fé, uma fé que buscamos dia-a-dia, conscientes de que precisamos mais e mais de Jesus. Inspirados na obra de Don Luis Guanella, estamos aqui para ajudar, dar apoio, servir de instrumento de Jesus, através de reflexões e estudos bíblicos. Estamos no começo de uma longa caminhada e vamos através do blog divulgar nosso trabalho e as bênçãos que Deus nos dá, e assim despertar nas pessoas a Fé, a necessidade de Deus e quem sabe um dia trazer você a participar do nosso grupo. Sejam Bem-Vindos!

sábado, 31 de julho de 2010

<< Leituras do Dia >>

LEITURA I Jer 26, 11-16.24

«Na verdade, foi o Senhor que me enviou a vós, para anunciar aos vossos ouvidos todas estas palavras»

Leitura do Livro de Jeremias

Naqueles dias,
os sacerdotes e os profetas disseram aos chefes e a todo o povo:
«Este homem merece a morte,
por ter profetizado contra esta cidade,
como acabais de ouvir com os vossos ouvidos».
Então Jeremias disse aos chefes e a todo o povo:
«Foi o Senhor que me enviou a profetizar,
contra este templo e contra esta cidade,
tudo o que ouvistes.
Portanto, emendai os vossos caminhos e as vossas acções,
ouvi a voz do Senhor, vosso Deus,
e o Senhor afastará de vós os males com que vos ameaçou.
Quanto a mim, estou nas vossas mãos:
tratai-me como vos parecer melhor e mais justo.
Mas ficai sabendo que, se me condenardes à morte,
sereis responsáveis pelo sangue de um inocente,
vós, esta cidade e os seus habitantes.
Na verdade, foi o Senhor que me enviou a vós,
para anunciar aos vossos ouvidos todas estas palavras».
Então os chefes e todo o povo
disseram aos sacerdotes e aos profetas:
«Este homem não merece a morte,
porque nos falou em nome do Senhor, nosso Deus».
Jeremias ficou sob a protecção de Aican, filho de Safan,
e assim não caiu nas mãos do povo para ser morto.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 68 (69), 15-16.30-31.33-34 (R. 14c)

Refrão: Pela vossa bondade, ouvi-me, Senhor.

Tirai-me do lamaçal, para que não me afunde,
livrai-me dos que me odeiam e do abismo das águas.
Não me cubram as ondas nem me arraste a voragem,
não se feche sobre mim a boca do abismo.

Eu sou pobre e miserável:
defendei-me com a vossa protecção.
Louvarei com cânticos o nome de Deus
e em acção de graças O glorificarei.

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,
buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.
O Senhor ouve os pobres
e não despreza os cativos.




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EVANGELHO Mt 14, 1-12

«Herodes mandou decapitar João na cadeia e os seus discípulos foram dar a notícia a Jesus»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
o tetrarca Herodes ouviu falar da fama de Jesus
e disse aos seus familiares:
«Esse homem é João Baptista que ressuscitou dos mortos.
Por isso é que nele se exercem tais poderes miraculosos».
De facto, Herodes tinha mandado prender João
e algemá-lo no cárcere,
por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe.
Porque João dizia constantemente a Herodes:
«Não te é permitido tê-la por mulher».
E embora quisesse dar-Lhe a morte,
tinha receio da multidão,
que o considerava como profeta.
Ocorreu entretanto o aniversário de Herodes
e a filha de Herodíades dançou diante dos convidados.
Agradou de tal maneira a Herodes,
que este lhe prometeu com juramento
dar-lhe o que ela pedisse.
Instigada pela mãe, ela respondeu:
«Dá-me agora mesmo num prato a cabeça de João Baptista».
O rei ficou consternado,
mas por causa do juramento e dos convidados,
ordenou que lha dessem
e mandou decapitar João no cárcere.
A cabeça foi trazida num prato e entregue à jovem,
que a levou a sua mãe.
Os discípulos de João vieram buscar o seu cadáver
e deram-lhe sepultura.
Depois foram dar a notícia a Jesus.


Palavra da salvação.

O Evangelho de hoje nos diz que, naquele tempo, a fama acerca de Jesus e daquilo que Ele fazia havia se espalhado para todos os lugares e pessoas. Inclusive, esta fama caiu nos ouvidos de Herodes por parte de seus servidores que lhe contaram sobre a pessoa e as obras de Cristo.

Do povo simples aos mais altos postos da sociedade – especialmente o rei – todos estavam por dentro do assunto: a pessoa e os feitos de Jesus Cristo na vida das pessoas.

O que mais me impressiona é fato de que só falamos – com mais propriedade, a ponto de comover as pessoas – quando falamos daquilo que está no coração, depois de uma profunda experiência vivida. Para dizer que a grande maioria das pessoas não estavam diante de uma simples notícia, mas de uma realidade que elas haviam vivido com aquela Pessoa, que as havia marcado, no caso, Jesus Cristo.

Onde estão, hoje, as pessoas – a começar por cada um de nós – que não estão falando mais de Jesus, a ponto de causar uma curiosidade e uma vontade enorme nos outros, a ponto de também quererem conhecê-Lo? Muitos ainda não fizeram uma experiência de Nosso Senhor Jesus Cristo não porque sejam pessoas más; pelo contrário, não existe pessoa má, existem pessoas com atitudes más, o que é bem diferente. Estas ainda não fizeram uma experiência de Jesus, porque ainda não falamos d’Ele para elas; não O anunciamos ainda. E por que não anunciamos o Senhor muitas e muitas vezes? Porque ninguém fala daquilo que não está no coração. Isso é seriíssimo!

O mesmo Cristo que passava na vida das pessoas, este mesmo Jesus está vivo, ressuscitado e continua a passar pela vida de cada um de nós; aliás, muito mais que passar, Ele encontra-se dentro de cada um de nós. Os servidores de Herodes falaram do Senhor – deram a notícia, a Boa Nova – porque Cristo estava dentro dos seus corações. Por isso, Herodes ouviu falar d’Ele, independente de não ter entendido nada, a ponto de falar tamanha bobagem, dizendo que Jesus era João Batista, que havia ressuscitado e, agora, era outro: Jesus Cristo.

Vamos falar de Jesus de modo que desperte nas pessoas – a começar por aquelas que estão mais próximas de nós – uma vontade imensa de querer conhecê-Lo e, consequentemente querer segui-Lo. Mas para que possamos falar de Cristo é preciso, antes, falar com Ele, ou seja, sermos íntimos d’Ele, apaixonados por Ele, pois a gente fala daquilo que o coração está cheio.

Falar em Jesus, capaz de tocar as pessoas, é falar a partir daquilo que está dentro, no coração e não somente na ideia, no conhecimento. Não falamos mais do Filho de Deus, muitas e muitas vezes, pois só se fala daquilo que se conhece e se ama. Sejamos servidores do Evangelho, de Jesus Cristo, levando-O a todos os que ainda não O conhecem.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 28 de julho de 2010

<< Leituras do dia >>

LEITURA I Jer 15, 10.16-21

«Porque não tem fim a minha dor? Se quiseres voltar, estarás na minha presença»

Leitura do Livro de Jeremias

Como sou infeliz, minha mãe!
Porque me trouxestes ao mundo?
Sou um homem contestado e perseguido em toda a terra!
Ninguém me deve e eu não devo nada a ninguém;
e no entanto sou amaldiçoado por todos.
Quando apareciam as vossas palavras, Senhor,
eu tomava-as como alimento.
A vossa palavra era o encanto e a alegria do meu coração,
porque sobre mim foi invocado o vosso nome,
Senhor, Deus do Universo.
Nunca me sentei com os folgazões para me divertir;
sob o peso da vossa mão sentei-me solitário,
porque a vossa indignação enchia a minha alma.
Porque não tem fim a minha dor,
porque não tem cura a minha ferida?
Vós sois para mim como o ribeiro enganador,
em cujas águas não se pode confiar.
Então o Senhor falou-me, dizendo:
«Se quiseres voltar, Eu farei que voltes,
para estares na minha presença.
Se separares o metal das impurezas,
tu serás como a minha boca.
São eles que virão ter contigo
e não tu a ir ao seu encontro.
Farei de ti para este povo
uma forte muralha de bronze:
lutarão contra ti, mas não poderão vencer-te,
porque Eu estou contigo para te proteger e salvar.
Eu te livrarei das mãos dos malvados,
Eu te salvarei do poder dos violentos».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 58 (59), 2-3.4-5a.10-11.17 (R. 17d)

Refrão: Sois o meu refúgio, Senhor,
no dia da minha tribulação.

Meu Deus, livrai-me dos inimigos,
protegei-me contra os meus agressores.
Defendei-me dos que praticam a iniquidade,
salvai-me dos homens sanguinários.

Armam ciladas para me tirar a vida,
conspiram contra mim homens poderosos.
Senhor, em mim não há crime nem pecado,
sem culpa minha correm a atacar-me.

Senhor, minha força, é para Vós que eu me volto,
sois Vós, ó Deus, o meu refúgio.
A bondade do meu Deus venha em meu auxílio
e me faça ver a derrota dos meus inimigos.

Eu cantarei, Senhor, a força do vosso poder,
de manhã louvarei a vossa bondade,
porque sois a minha fortaleza,
o meu refúgio no dia da tribulação.




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EVANGELHO Mt 13, 44-46

«Vendeu tudo quanto possuía para comprar aquele campo»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
disse Jesus à multidão:
«O reino dos Céus é semelhante
a um tesouro escondido num campo.
O homem que o encontrou tornou a escondê-lo
e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía
e comprou aquele campo.
O reino dos Céus é semelhante
a um negociante que procura pérolas preciosas.
Ao encontrar uma de grande valor,
foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola».


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Enric CASES i Martín (Barcelona, Espanha)
Vai vender todos os seus bens e compra aquele campo
Hoje, Mateus põe à nossa consideração duas parábolas sobre o Reino dos Céus. O anuncio do Reino é essencial na pregação de Jesus e na esperança do povo eleito. Mas é notório que a natureza desse Reino não era entendida pela maioria. Não a entendia o sinédrio que o condenaram à morte, não a entendiam Pilatos, nem Herodes, nem tão pouco a entenderam de inicio os próprios discípulos. Só se encontra uma compreensão como a que Jesus pede ao bom ladrão, cravado junto dele na Cruz, quando lhe diz: «Jesus, Lembra-te de mim quando estiveres no teu Reino» (Lc 23,42). Ambos tinham sido acusados como malfeitores e estavam quase a morrer; mas, por um motivo que desconhecemos, o bom ladrão reconhece Jesus como Rei de um Reino que virá depois daquela terrível morte. Só podia ser um Reino espiritual.

Jesus, na sua primeira pregação, fala do Reino como um tesouro escondido cuja descoberta causa alegria e estimula à compra do campo para poder gozar dele para sempre: «cheio de alegria, vai vender todos os seus bens e compra aquele campo» (Mt 13,44). Mas, ao mesmo tempo, alcançar o Reino requer procurá-lo com interesse e esforço, ao ponto de vender tudo o que se possui: «Ao encontrar uma de grande valor, ele vai vende todos os bens e compra aquela pérola» (Mt 13,46). «A propósito de que se diz buscai e quem busca. Encontra? Arrisco a ideia de que se trata das perolas e a pérola, pérola que adquire o que deu tudo e aceitou perder tudo» (Orígenes).

O Reino é de paz, amor justiça e liberdade. Alcançá-lo é, por um lado, dom de Deus e por outro lado, responsabilidade humana. Diante da grandeza do dom divino constatamos a imperfeição e instabilidade dos nossos esforços, que às vezes ficam destruídos pelo pecado, as guerras e a malicia que parecem insuperáveis. Não obstante, devemos ter confiança, pois o que parece impossível para o homem é possível para Deus.

terça-feira, 27 de julho de 2010

<< Oração >>



"Orai e vigiai para não cair em tentação"
O Significado da Oração:

- É o grande mistério da fé.Para aqueles que crêem é uma relação pessoal com o Deus Presente e verdadeiro.

-A oração não pode ser considerada, uma missão ou coisa a ser efetuada, mas como um prazer , algo que brota de dentro de seu coração. É a relação íntima com Deus.

- Quando se está orando não é você que procura Deus, mas é Êle que o procura. O essencial na oração é a relação de amizade entre Deus e o homem. A exigência fundamental da oração é o AMOR, é dizer sempre SIM a Deus, como Maria, devemos nos despojar de todo sentimento humano e nos intronizar no íntimo que nos leva a Deus.

MEIOS E EXPRESSÕES:

Podemos orar das seguintes maneiras:

A oração vocal- por meio de palavras usando o som

Mediatando-por meio de pensamento

A contemplação- relação íntima com Deus

A EDUCAÇÃO NA ORAÇÃO:

Em primeiro lugar é preciso o " querer " e também aprender a orar. Temos que pedir ao Espiírito Santo que nos ensine a orar

Quando você começa a orar você entra em conflito com aquilo que está a sua volta, seus pensamentos e distrações, isto é um combate espiritual entre sua vontade de sintonia com Deus e o tentador que faz de tudo para desviá-lo de seu objetivo. Para que isso não ocorra e se acontecer você ter forças para vencer, antes de qualquer oração invoque o Espírito Santo.

-Nos Grupos de Orações existe um grupo que é chamado de intercessores, esse grupo é que entra com as orações em combate espiritual com o tentador para que o grupo principal não se desvie de seus caminhos.

A oração Principal do Cristão:

"Senhor ensina-nos a rezar" "Quando orardes dizei assim... Pai-Nosso que estais no céu......"
O "Signficado "

Jesus nos ensina com essa oração em primeiro lugar que Deus é nosso Pai e Criador e que nos ama imensamente.

Os Setes pedidos e bençãos do Pai-Nosso

1- Santificado Seja Vosso Nome:

Devemos reconhecer Deus e suas obras como Santa e sempre santificá-lo. O Deus Era que É e que Será, O Alfa e o Ômega.

2- Venha a nós o vosso Reino:

Jesus é o reino de Deus; só aquele que realmente acredita e aceita Jesus e o Evangélio como seu salvador é que poderá recitar esse pedido. Pois o único modo de nos salvarmos é seguindo os passos de Jesus. Através do amor a Deus Uno e Trino e ao seu próximo como ele próprio amou. Pela caridade e fraternidade aos mais humildes e necessitados.

3- Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu:

A vontade de Deus é que todos os homens se salvem e nós temos que pedir essa graça ao Pai. No céu isso já se realizou, mas aqui na terra está muito longe de acontecer, cometemos muitos erros e pecados, mas através de Jesus isso é possível, pois ele é o único Salvador. Pois sózinho os homens não são capazes de se salvar.

4- O Pão Nosso de Cada Dia nos dai hoje:

Podemos interpretar esse pedido de várias formas, mas pelos ensinamentos de Jesus, devemos nos ater a duas ideias principais sobre o significado da expressão-Pão de Cada Dia- nos lembra alimento necessidades materiais etc.., (o menos importante) mas também o alimento necessário para a alma, o espírito...a palavra de Deus através das sagradas escrituras e também o pão vivo dos céus que nos é ofertado na Eucaristia.

"Nem só de pão vive o homem , mas de toda palavra de Deus"

5- Perdoai as nossas ofensas , assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido:

Quando nos arrependemos verdadeiramente de nossos erros(pecados), por pior que seja, e através da penitência e do sacramento da reconciliação , somos novamente aceitos e perdoados por Deus que é Pai e nos ama imensamente. O nosso advogado junto a Êle é Jesus.

Para nos mostrar essa bondade de Deus , nos ensinou a parábola da volta do filho pródigo(Lc 15,11-32), mas para que tenhamos o perdão de Deus, não podemos ter rancor, raiva ou ódio dentro de nossos corações por quem quer que seja, devemos nos libertar de tais sentimentos só assim estaremos aptos a receber o perdão . O amor e compaixão são fontes da vida plena , o rancor a mágoa e o ódio são engrenagens da morte.

6- E nos deixeis cair em tentação:

"Não há tentação maior que a resistência humana " Quando o homem se deixa levar pela tentação e se entrega ao consentimento Êle está em pecado.Temos que resistir com toda força a ela, e essa força nos é dada pelo Espírito Santo, que nos dá a graça de sabermos o que é o Bem verdadeiro e o Bem aparente.

7- Mas livrai-nos do mal

Assim como Deus tem poder sobre todas as criaturas, principalmente o homem o demonio também tem poder. Deus quer nosso bem nossa salvação. Mas como o diabo é inimigo de Deus e seu anseio é dominar as coisas criadas por Nosso Pai, ele ataca e tenta atrair os homens para si . Ele está no mundo para que através da mentira ilusões, violência, disputas etc.. perder os homens e distruir a Igreja de Jesus.

Por isso temos que estar sempre atentos e orando em sintonia e comunhão com a Igreja pela nossa libertação e de todas as famílias. Com a proteção de Nossa Mãe Maria e a legião de seus anjos possa nos proteger da ciladas do malígno.

<< Leituras do Dia >>

LEITURA I Jer 14, 17-22

«Recordai e não revogueis a vossa aliança connosco»

Leitura do Livro de Jeremias

Chorem meus olhos, noite e dia, lágrimas sem fim,
porque uma grande ruína, uma chaga atroz,
tortura a virgem, filha do meu povo.
Se saio para o campo, eis os mortos à espada;
se entro na cidade, eis as vítimas da fome.
Tanto o profeta como o sacerdote
percorrem o país e não compreendem.
Acaso rejeitastes inteiramente Judá?
Porque Vos desgostastes com Sião?
Porque nos feristes sem esperança de remédio?
Esperávamos a paz e nada vemos de bom,
uma era de restauração e surgiu a angústia.
Reconhecemos, Senhor, a nossa impiedade
e a culpa dos nossos pais,
porque pecámos contra Vós.
Não nos rejeiteis, por amor do vosso nome,
não deixeis profanar o vosso trono de glória.
Recordai e não revogueis a vossa aliança connosco.
Pode algum dos falsos deuses das nações fazer que chova?
Ou é o céu que nos dá sozinho os aguaceiros?
Não sois Vós, Senhor, nosso Deus, em quem esperamos?
Na verdade, sois Vós que realizais tudo isto.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 78 (79), 8.9.11.13 (R. 9bc)

Refrão: Salvai-nos, Senhor, para glória do vosso nome.

Não recordeis, Senhor, contra nós
as culpas dos nossos pais.
Corra ao nosso encontro a vossa misericórdia,
porque somos tão miseráveis.

Ajudai-nos, ó Deus, nosso salvador,
para glória do vosso nome.
Salvai-nos e perdoai os nossos pecados,
para glória do vosso nome.

Chegue à vossa presença, Senhor,
o gemido dos cativos;
pela omnipotência do vosso braço,
libertai os condenados à morte.

E nós, vosso povo,
ovelhas do vosso rebanho,
louvar-Vos-emos para sempre
e de geração em geração cantaremos a vossa glória.




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EVANGELHO Mt 13, 36-43

«Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
Jesus deixou a multidão e foi para casa.
Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe:
«Explica-nos a parábola do joio no campo».
Jesus respondeu:
«Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem
e o campo é o mundo.
A boa semente são os filhos do reino,
o joio são os filhos do Maligno
e o inimigo que o semeou é o Diabo.
A ceifa é o fim do mundo
e os ceifeiros são os Anjos.
Como o joio é apanhado e queimado no fogo,
assim será no fim do mundo:
o Filho do homem enviará os seus Anjos,
que tirarão do seu reino todos os escandalosos
e todos os que praticam a iniquidade,
e hão-de lançá-los na fornalha ardente;
aí haverá choro e ranger de dentes.
Então, os justos brilharão como o sol
no reino do seu Pai.
Quem tem ouvidos, oiça».


Palavra da salvação.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova:

No Evangelho de hoje, percebemos Jesus em casa – com certeza esta casa era a casa de Pedro (segunda casa de Jesus), que fica em Cafarnaum, na região da Galiléia. O Senhor encontra-se em casa e com Ele – como não poderia ser diferente – encontram-se os Seus discípulos.

Reunidos com o Mestre, em casa, na intimidade – aliás, só levamos para dentro da nossa casa aqueles que são íntimos nossos – os discípulos pedem explicação acerca da parábola do joio. Ele querem entendê-la melhor, pois o Senhor fala de forma diferente através desta parábola. Jesus explica a eles: “Aquele que semeia boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará os Seus anjos e eles retirarão do Seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; e depois os lançarão na fornalha de fogo.

Mas vamos, a partir da Palavra, nos ater ao centro deste Evangelho no dia de hoje: a colheita é o fim dos tempos. Nós nos encontramos muito tranquilos, muito sossegados, como se uma promessa não existisse vinda de Nosso Senhor. Que promessa? “Ficai atentos, pois o Filho do Homem virá como um ladrão, pois não sabeis o dia e nem a hora”. Esta é a promessa: o Senhor voltará! Sim, estamos no fim dos tempos. O duro é que há muitos “católicos” - não católicos – que não acreditam nessa promessa; pois se acreditássemos estaríamos dando uma resposta e um testemunho diferente no que diz respeito à preparação da segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Existem três sinais claríssimos – veja no seu Catecismo (Catecismo da Igreja Católica) – que antecederão, diretamente, a segunda vinda do Senhor:

1º Conversão em massa dos judeus: Hoje, em todo o mundo, existem mais de 3 mil judeus convertidos e este número está crescendo enormemente em todo o mundo; esta conversão está se proliferando cada vez mais; é impressionante este crescimento. Mas no que consiste esta conversão dos judeus? Consiste no fato de que estes judeus convertidos fazem parte de uma nova denominação dentro do povo judeu, ou seja, são os judeus messiânicos. Os judeus messiânicos são aqueles que acreditam que o Messias já veio, ou seja, acreditam na messianidade de Jesus Cristo. Para dizer que estes [judeus messiânicos] têm Jesus Cristo como o Messias, enviado por Deus.

2º Apostasia: A apostasia nada mais é que a negação da fé. Encontramo-nos num mundo e numa sociedade – principalmente a Europa está se tornado – totalmente secularizados. A secularização é esta realidade que se fecha totalmente ao transcendente, ao divino, ao sobrenatural, fechando-se numa imanência profunda, ou seja, o que existe, o que vale, é aquilo que o homem pode alcançar com a mente e os sentidos. Não há uma lei divina, por isso não há uma lei humana e, consequentemente, tudo aquilo que é negativo, como por exemplo: “casamento” homossexual, aborto, divórcio, adoção de criança por duas pessoas do mesmo sexo vivendo amigadas e tantas outras coisas vão sendo aceitas como algo positivo, normal, relativo… Fechamento total à Verdade!

3º A grande tribulação/perseguição: No início do Cristianismo, muitos cristãos foram perseguidos e mortos por causa da verdade, por causa do Cristianismo, por causa de Jesus Cristo; o que ocorrera era uma perseguição em massa dos seguidores de Jesus; perseguição declarada. Hoje, como sempre, não cessaram estas perseguições contra os cristãos; porém, desde muito cedo, nunca mais houve uma perseguição declarada contra a Igreja. Antes da segunda vinda do Senhor, passaremos por esta grande tribulação, na qual a perseguição será declarada, ou seja, quem for cristão e não negar a fé será morto.

Conversão em massa dos judeus já está acontecendo; a apostasia está mais forte e cada fez maior como nunca; só está faltando a “declaração de perseguição aos cristãos”, que não demorará muito tempo. Para dizer e perguntar: como nos encontramos, em termos de preparação, para este tempo que está próximo? Quem não se decidir por Deus – agora! – não resistirá à grande perseguição. Prestemos muito atenção e vamos trabalhar para a segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Senhor virá, Ele não tardará!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

<< Leituras do Dia >>

LEITURA I Jer 13, 1-11

«O povo ficará como essa faixa, que já não serve para nada»

Leitura do Livro de Jeremias

O Senhor disse-me:
«Vai comprar uma faixa de linho
e põe-na à cintura, mas sem a molhares na água».
Eu comprei a faixa e pu-la à cintura,
como o Senhor me tinha ordenado.
Pela segunda vez me foi dirigida a palavra do Senhor:
«Toma a faixa que compraste e que trazes à cintura,
põe-te a caminho até ao rio Eufrates
e esconde-a lá na fenda dum rochedo».
Eu fui esconder a faixa na margem do Eufrates,
como o Senhor me tinha ordenado.
Muitos dias depois, disse-me o Senhor:
«Põe-te a caminho e vai ao rio Eufrates
buscar a faixa que lá te mandei esconder».
Eu fui ao Eufrates procurar a faixa
e tirá-la do lugar onde a escondera.
Mas a faixa tinha-se estragado e já não servia para nada.
Então o Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Assim fala o Senhor:
Deste modo destruirei o orgulho de Judá,
a grande soberba de Jerusalém.
Este povo perverso, que recusa ouvir as minhas palavras,
que segue as tendências do seu coração obstinado
e segue outros deuses para os servir e adorar,
ficará como essa faixa, que já não serve para nada.
Porque assim como a faixa se prende à cintura do homem,
também Eu tinha prendido a Mim
toda a casa de Israel e toda a casa de Judá,
? diz o Senhor ?
para que fossem o meu povo,
proclamando o meu nome, o meu louvor e a minha glória.
Mas eles não Me obedeceram».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Deut 32, 18-19.20.21 (R. cf. 18a)

Refrão: Abandonaste a Deus que te criou.

Desprezaste o Rochedo que te gerou,
esqueceste a Deus que te deu a vida.
O Senhor viu e ficou indignado
e rejeitou teus filhos e tuas filhas.

O Senhor disse: «Vou ocultar-lhes o meu rosto
e ver qual será o seu futuro,
porque são uma geração perversa
de filhos que não conhecem a fidelidade».

«Provocaram-Me com um deus falso,
irritaram-Me com inúteis ídolos;
e Eu vou provocá-los com um povo falso,
vou irritá-los com uma nação insensata».




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EVANGELHO Mt 13, 31-35

«O grão de mostarda torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
Jesus disse ainda à multidão a seguinte parábola:
«O reino dos Céus pode comparar-se ao grão de mostarda
que um homem tomou e semeou no seu campo.
Sendo a menor de todas as sementes,
depois de crescer, é a maior de todas as hortaliças
e torna-se árvore,
de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos».
Disse-lhes outra parábola:
«O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento
que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha,
até ficar tudo levedado».
Tudo isto disse Jesus em parábolas,
e sem parábolas nada lhes dizia,
a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta,
que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas,
proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo».

Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Josep Mª MANRESA Lamarca (Les Fonts del Vallès, Barcelona, Espanha)
Nada lhes falava sem usar de parábolas
Hoje, o Evangelho apresenta-nos Jesus predicando aos seus discípulos. E o faz do jeito que nele é habitual, através das parábolas, quer dizer, empregando imagens simples e comuns para explicar os grandes mistérios escondidos do Reino. Assim todo mundo podia entender, desde as pessoas com maior formação até as menos formadas.

«O Reino dos Céus é como um grão de mostarda...» (Mt 13,31). Os grãos de mostarda não se vêem, são muito pequenos, mas se temos cuidado deles e os regamos... Acabam se tornando em grandes árvores. «O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pegou e escondeu em três porções de farinha...» (Mt 13,33). O fermento não se vê, mas se não estivesse aí, a massa não subiria. Assim também é a vida cristã, a vida da graça: não se percebe no exterior, não faz barulho, mas... Se você deixa que se introduza no seu coração, a graça divina vai fazendo frutificar a semente e transformando assim às pessoas pecadoras em santas.

Esta graça divina dá-se nos pela fé, pela oração, pelos sacramentos, pela caridade. Mas a vida da graça é, sobretudo, um dom que devemos esperar e desejar com humildade. Um dom que sábios e eruditos deste mundo não sabem valorar, mas que Deus Nosso Senhor quer fazer chegar aos humildes e simples.

Tomara que quando nos procure, encontre-nos não no grupo dos orgulhosos, mas naquele dos humildes, que se reconhecem fracos e pecadores, mas muito agradecidos e confiando na bondade do Senhor. Assim, o grão de mostarda chegará a ser uma grande árvore; assim o fermento da Palavra de Deus dará em nós frutos de vida eterna. Porque, «quanto mais se abaixa o coração pela humildade, mais se levanta até a perfeição» (São Agostinho).


sexta-feira, 23 de julho de 2010

<< Leituras do Dia >>

LEITURA I Jer 3, 14-17
«Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração e reunirei todos os povos em Jerusalém»
Leitura do Livro de Jeremias
Assim fala o Senhor:«Voltai para Mim, filhos rebeldes,porque Eu sou o vosso Senhor.Eu vos tomarei, um de uma cidade e dois de uma família,para vos conduzir a Sião.Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração,que vos apascentarão com inteligência e sabedoria.Nesses dias ? diz o Senhor ?quando crescerdes e vos multiplicardes na terra,não mais se falará da arca da aliança do Senhor.Não tornará a ser recordada,ninguém mais pensará nela;nunca se dará pela sua falta,nem será construída outra nova.Nesse tempo, chamarão a Jerusalém ‘Trono do Senhor’;em Jerusalém se reunirão todos os povos em nome do Senhore não seguirão mais a dureza do seu coração perverso».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Jer 31, 10.11-12ab.13 (R. cf. 10d)
Refrão: Como o pastor guarda o seu rebanho,assim nos guarda o Senhor.
Escutai, ó povos, a palavra do Senhore anunciai-a às ilhas distantes:Aquele que dispersou Israel vai reuni-loe guardá-lo como um pastor ao seu rebanho.O Senhor resgatou Jacobe libertou-o das mãos do seu dominador.Regressarão com brados de alegria ao monte Sião,acorrendo às bênçãos do Senhor.A virgem dançará alegremente,exultarão os jovens e os velhos.Converterei o seu luto em alegriae a sua dor será mudada em consolação e júbilo.
EVANGELHO Mt 13, 18-23
«Aquele que ouve a palavra e a compreende, esse dá fruto»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,disse Jesus aos seus discípulos:«Escutai o que significa a parábola do semeador:Quando um homem ouve a palavra do reinoe não a compreende,vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração.Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho.Aquele que recebeu a semente em sítios pedregososé o que ouve a palavra e a acolhe de momento com alegria,mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante,e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra,sucumbe logo.Aquele que recebeu a semente entre espinhosé o que ouve a palavra,mas os cuidados deste mundo e a sedução da riquezasufocam a palavra, que assim não dá fruto.E aquele que recebeu a palavra em boa terraé o que ouve a palavra e a compreende.Esse dá frutoe produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um».
Palavra da salvação.

Comentário: P. Josep LAPLANA OSB Monje de Montserrat (Montserrat, Barcelona, Espanha)
Vós, portanto, ouvi o significado da parábola do semeador
Hoje, contemplamos a Deus com um lavrador bom e magnânimo, que semeou a mãos cheias. Não poupou nada para a redenção do homem; depositou tudo no seu próprio Filho, Jesus Cristo, que como grão enterrado (morte e sepultura) veio com a sua santa Ressurreição vida e nossa ressurreição. Deus é um lavrador que sabe esperar. Os tempos pertencem o Pai, porque só Ele sabe o dia e a hora (cf. Mc 13,32) de segar e malhar. E Deus espera. Também nós temos de esperar tudo sincronizando o relógio da nossa esperança com o desígnio salvador de Deus. Diz São Tiago «Vede o lavrador: ele aguarda o precioso fruto da terra e tem paciência até receber a chuva do outono e a da primavera» (Tg 5,7). Deus espera a colheita fazendo-la crescer com a sua graça. Nós tampouco não nos podemos deixar dormir, temos de colaborar com a graça de Deus e não por obstáculos a esta ação transformadora de Deus. O cultivo de Deus que nasce e cresce assim na terra é um feito visível nos seus efeitos; podemos entender-los nos autênticos milagres e nos exemplos clamorosos de santidade de vida. Há muita gente que depois de haver ouvido todas as palavras e o rugir de este mundo, tem fome e sede de ouvir a autêntica Palavra de Deus, ali onde se encontra viva e encarnada. Há milhões de pessoas que vivem a sua pertença a Jesus Cristo e à Igreja com o mesmo entusiasmo primeiro do começo do Evangelho, pois a palavra divina «encontra na terra lugar para germinar e dar fruto» (São Agostinho); o que temos que fazer é levantar a nossa moral e olhar o futuro com olhos de fé. O êxito da colheita não se encontra nas nossas estratégias humanas nem no marketing, senão na iniciativa salvadora de Deus rico em misericórdia e na eficácia do Espírito Santo, que pode transformar as nossas vidas para que demos frutos saborosos de caridade e de alegria contagiosa.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A Celebração Eucarística (Parte 3)


Nós, católicos, acreditamos na presença viva de Jesus na Eucaristia. E mesmo não precisando de mais nada para que possamos crer e vivenciar essa santa presença, Deus realizou milagres eucarísticos na história da humanidade para trazer de volta a fé de muitos que estavam afastados Dele e renovar a nossa crença no sacramento da comunhão. Dos muitos milagres ocorridos nas celebrações eucaristicas, trago o que deu origem ao dia de Corpus Chisti.

Milagre Eucarístico de Bolsena

Esta história ocorreu há mais de 6 séculos, em 1263, na cidade de Bolsena, na Itália. Um sacerdote, Pedro de Praga, vivia angustiado por dúvidas sobre a presença real de Cristo na Eucaristia. Não conseguindo livrar-se desta questão, resolveu fazer uma peregrinação à Roma para rezar nos túmulos de São Pedro e São Paulo e pedir o dom da fé. Passando por Bolsena, o sacerdote resolveu celebrar uma missa. Mesmo estando no altar, o religioso continuava cheio de dúvidas . Chegando a hora de partir a hóstia, após a Consagração, algo inesperado aconteceu.

O Milagre Eucarístico de Bolsena surpreendeu a todos os presentes. A hóstia branca havia se transformado, milagrosamente, em carne viva. Entre as mãos trêmulas do sacerdote respingava sangue vermelho manchando sua roupa e as pedras do altar, contudo as mãos dos padres não haviam sido manchadas, porque a parte da hóstia que estava entre os seus dedos havia conservado o aspecto de pão ázimo. O sacerdote, então, levou a hóstia milagrosa e as peças manchadas com preciosíssimo sangue para a sacristia e tratou de avisar as autoridades eclesiásticas.

O Papa da época, Urbano IV, pediu aos bispos para que trouxessem a hóstia e o corporal até Orviedo. Então, ele mesmo, acompanhado de sua corte e do povo, foi receber o bispo que estava trazendo os objetos milagrosos na ponte do Rio Claro na entrada da cidade. Daquela ponte, o cortejo seguiu em procissão para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi considerada a primeira Procissão do Corporal Eucarístico, que depois se estendeu a todo mundo católico com o nome de procissão de Corpus Christi. Um ano depois o Papa Urbano IV lançou o novo preceito sobre a festa de Corpus Christi que dizia: Na quinta-feira após a 8ª de Pentecostes de cada ano se celebrará uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.

Fonte: http://www.cantodapaz.com.br/blog/

Conheça mais sobre outros milagres eucarísticos clicando aqui e aqui.

Lembro que julho é o mês do preciosíssimo Sangue de Cristo, época ideal para reforçar nosso amor pela eucaristia. Sangue de Cristo lavai-nos e purificai-nos eternamente!

E encerro as reflexões sobre a santa missa com uma das músicas mais bonitas que eu conheço: Sacramento da Comunhão (Diácono Nelsinho Côrrea).


(Agora não continua mais, hehe)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

<< Leituras do Dia >>

LEITURA I Jer 1, 1.4-10

«Eu te constituí profeta entre as nações»

Leitura do Livro de Jeremias

Palavras de Jeremias, filho de Helcias,
um dos sacerdotes de Anatot, no território de Benjamim:
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi;
antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei
e te constituí profeta entre as nações».
Então eu disse:
«Ah, Senhor Deus, mas eu não sei falar,
porque sou uma criança».
O Senhor respondeu-me:
«Não digas: ‘Sou uma criança’,
porque irás ao encontro daqueles a quem Eu te enviar
e dirás tudo quanto Eu te mandar dizer.
Não tenhas receio diante deles,
porque Eu estou contigo, para te salvar ? diz o Senhor».
Depois o Senhor estendeu a mão,
tocou-me na boca e disse-me:
«Eu ponho as minhas palavras na tua boca.
Hoje dou-te poder sobre os povos e os reinos,
para arrancar e destruir,
para arruinar e demolir,
para construir e plantar».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 70 (71), 1-2.3-4a.5-6ab.15ab e 17 (R. cf. 15ab)

Refrão: A minha boca proclamará a vossa salvação.

Em Vós, Senhor, me refugio,
jamais serei confundido.
Pela vossa justiça, defendei-me e salvai-me,
prestai ouvidos e libertai-me.

Sede para mim um refúgio seguro,
a fortaleza da minha salvação.
Vós sois a minha defesa e o meu refúgio:
meu Deus, salvai-me do pecador.

Sois Vós, Senhor, a minha esperança,
a minha confiança desde a juventude.
Desde o nascimento Vós me sustentais,
desde o seio materno sois o meu protector.

A minha boca proclamará a vossa justiça,
dia após dia a vossa infinita salvação.
Desde a juventude Vós me ensinais
e até hoje anunciei sempre os vossos prodígios.




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EVANGELHO Mt 13, 1-9

«Darão fruto cem por um»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele dia,
Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar.
Reuniu-se à sua volta tão grande multidão
que teve de subir para um barco e sentar-Se,
enquanto a multidão ficava na margem.
Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos:
«Saiu o semeador a semear.
Quando semeava,
caíram algumas sementes ao longo do caminho:
vieram as aves e comeram-nas.
Outras caíram em sítios pedregosos,
onde não havia muita terra,
e logo nasceram porque a terra era pouco profunda;
mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram,
por não terem raiz.
Outras caíram entre espinhos
e os espinhos cresceram e afogaram-nas.
Outras caíram em boa terra e deram fruto:
umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um.
Quem tem ouvidos, ouça».


Palavra da salvação.

Comentário: P. Julio César RAMOS González SDB (Salta, Argentina)
O semeador saiu para semear
Hoje, Jesus —na pena de Mateus— nos introduz nos mistérios do Reino, através desta forma tão característica de apresentar-nos sua dinâmica, por meio de Parábolas.

A semente é a palavra proclamada, e o semeador é Ele mesmo. Ele não procura semear no melhor dos terrenos para assegurar a melhor das colheitas. Ele veio para que todos «tenham vida, e a tenham em abundância» (Jo 10,10). Por isso, não escatima em espalhar punhados generosos de sementes, seja «à beira do caminho (Mt 13,4), como no «terreno cheio de pedras» (v. 5), ou «no meio dos espinhos» (v. 7) e, finalmente «em terra boa» (v.8).

Assim, as sementes espalhadas por generosos punhos produzem a porcentagem de rendimento que as possibilidades “toponímicas” permitem-lhes. O Concílio Vaticano II diz: «A palavra de Deus compara-se à semente lançada ao campo: aqueles que escutam com fé e unem-se ao pequeno rebanho de Cristo acolheram o Reino; depois a semente, por se mesma, germina e cresce até o tempo da sega» (Lumen gentium, n. 5).

«Os que escutam com fé», nos diz o Concílio. Você está acostumado a ouvi-la, talvez a lê-la e, quiçá a refleti-la. Segundo a profundidade da sua audição na fé, será a possibilidade de rendimento nos frutos. Porém estes vêm, de alguma maneira, garantidos pela potência vital da Palavra-semente, não é menor a responsabilidade que cabe na atenta audição da mesma. Por isso, «Quem tem ouvidos, ouça» (Mt 13,9).

Pede hoje ao Senhor a ânsia do profeta: «Bastava descobrir tuas palavras e eu já as devorava, tuas palavras para mim são prazer e alegria do coração, pois a ti sou consagrado, Senhor, Deus dos exércitos» (Jr 15,16).



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terça-feira, 20 de julho de 2010

<< Glória a Deus nas Alturas >>

Uma das músicas mais empolgantes da igreja e uma das minha preferidas ... Muito legal o video.



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<< Leituras do Dia >>

LEITURA I Miq 7, 14-15.18-20
«Lançará para o fundo do mar todos os nossos pecados»
Leitura da Profecia de Miqueias
Apascentai o vosso povo com a vossa vara,o rebanho da vossa herança,que vive isolado na selva,no meio de uma terra frutífera,para que volte a apascentar-se em Basã e Galaad,como nos dias de outrora.Mostrai-nos prodígios,como nos dias em que saístes da terra do Egipto.Qual é o deus semelhante a Vósque perdoa o pecado e absolve a culpadeste resto da vossa herança?Não guarda para sempre a sua ira,porque prefere a misericórdia.Ele voltará a ter piedade de nós,pisará aos pés as nossas faltas,lançará para o fundo do mar todos os nossos pecados.Mostrai a Jacob a vossa fidelidadee a Abraão a vossa misericórdia,como jurastes aos nossos pais, desde os tempos antigos.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 84 (85), 2-4.5-6.7-8 (R. 8a)
Refrão: Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
Abençoastes, Senhor, a vossa terra,restaurastes os destinos de Jacob.Perdoastes a culpa do vosso povo,esquecestes todos os seus pecados.Aplacastes toda a vossa cólera,refreastes o furor da vossa ira.Restaurai-nos, ó Deus, nosso Salvadore afastai de nós a vossa indignação.Estareis para sempre irritado contra nós,prolongareis a vossa ira de geração em geração?Não voltareis a dar-nos a vida,para que em Vós se alegre o vosso povo?Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdiae dai-nos a vossa salvação.

EVANGELHO Mt 12, 46-50
«Apontando para os discípulos, disse: Estes são a minha mãe e os meus irmãos»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,enquanto Jesus estava a falar à multidão,chegaram sua Mãe e seus irmãos.Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe.Alguém Lhe disse:«Tua Mãe e teus irmãos estão lá forae querem falar contigo».Mas Jesus respondeu a quem O avisou:«Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?».E apontando para os discípulos, disse:«Estes são a minha mãe e os meus irmãos:todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus,esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».
Palavra da salvação.

O Evangelho de hoje nos apresenta Jesus cercado pela multidão, que O comprime, pois deseja escutar a Sua Palavra; o povo quer escutar a Palavra do Senhor, pois num primeiro momento, recebe o convite de um Jesus tomado de misericórdia, compaixão e amor por cada um deles. Primeiro Cristo ama, depois fala ao coração do povo sedento.
Jesus ama, e porque ama, fala aos seus corações na certeza de que uma resposta será necessária por parte do povo. A única resposta cabível frente a uma proposta de amor é retribuirmos com amor, pois amor com amor se paga. O maior gesto de amor, neste caso, é colocarmos esta palavra na vida em prática.
Os familiares de Jesus estão ali; eles desejam falar com Ele; eles têm algo muito importante para comunicar a Ele. Num primeiro momento, parece que o Senhor responde com grosseria ao aviso que lhe dão sobre Seus familiares que querem Lhe falar. Não, Jesus aproveita a ocasião para educar aqueles que ali estão e mostrar que Seus familiares são mais que familiares, ou seja, são íntimos d’Ele.
Há uma grande diferença entre familiaridade e intimidade; intimidade requer familiaridade; mas familiaridade não requer intimidade. Infelizmente. Basta olharmos para a maioria das famílias hoje em dia. Quantas famílias que vivem sob a casa da estranheza; ou seja, não há intimidade, são estranhos, não se conhecem. Par dizer que, para sermos da família de Jesus, é fundamental que haja intimidade com Ele; esta intimidade será fruto de uma profunda experiência com a Sua Palavra; será fruto de corações que estarão sempre próximos, num constante colóquio de amor entre pessoas que se amam: Jesus e eu; eu e Jesus.
Não basta acreditar – satanás também acredita em Deus. Não basta termos os sacramentos, pois o que salva não são os sacramentos; os sacramentos são meios de salvação. O que salva é a vivência destes sacramentos.
Não basta ser da família de Jesus; é preciso ser íntimo, obediente à Palavra de Deus. A familiaridade verdadeira será consequência disso. Mas saibamos de uma realidade fundamental para que esta maravilha aconteça na nossa vida e, consequentemente, a felicidade e a salvação: não existe Jesus Cristo sem a Sua Igreja e não existe Igreja sem Jesus. Estas obediências e estes seguimentos a Jesus, sem obediência e seguimento da Igreja, é tudo, menos obediência e seguimento verdadeiro.
Todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe. Que vontade é esta? Amor e obediência a Jesus Cristo e à Sua Igreja.
Padre Pacheco Comunidade Canção Nova

FELIZ DIA DO AMIGO !




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segunda-feira, 19 de julho de 2010

<< Leituras do Dia >>

Hoje uma leitura ótima para uma segunda-feira, aproveitem!

LEITURA I Miq 6, 1-4.6-8
«Já te foi indicado, ó homem, o que o Senhor exige de ti»
Leitura da Profecia de Miqueias
Escutai o que diz o Senhor:«Levanta-te, abre um processo diante das montanhas,ouçam as colinas a tua voz».Escutai, montanhas, o processo do Senhor;prestai atenção, fundamentos da terra,porque o Senhor tem um processo contra o seu povo,está em demanda contra Israel:«Meu povo, que te fiz Eu?Em que te ofendi? Responde-Me.Tirei-te da terra do Egipto,livrei-te da casa de escravidãoe enviei à tua frente Moisés, Aarão e Maria».? Com que me apresentarei diante do Senhor e me inclinarei diante do Deus das alturas? ?Apresentar-me-ei com holocaustos, com novilhos de um ano?Agradarão ao Senhor milhares de carneiros ou rios de azeite?Oferecerei o meu primogénito para expiar a minha culpa,o fruto das minhas entranhas para expiar o meu pecado?Já te foi indicado, ó homem, o que deves fazer,o que o Senhor exige de ti:praticar a justiça e amar a misericórdia e ser humilde diante do teu Deus.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 49 (50), 5-6.8-9.16bc-17.21 e 23 (R. 23b)
Refrão: A quem segue o caminho rectodarei a salvação de Deus.
Diz o Senhor: «Reuni os meus fiéis,que selaram a minha aliança com um sacrifício».Os céus proclamam a sua justiça:o próprio Deus vem julgar. Não é pelos sacrifícios que Eu te repreendo:os teus holocaustos estão sempre na minha presença.Não aceito os novilhos da tua casa nem os cabritos do teu rebanho.Como falas tanto na minha lei e trazes na boca a minha aliança,tu que detestas os meus ensinamentos e desprezas as minhas palavras.Fizeste isto e Eu calei-me; pensaste que Eu era como tu.Hei-de acusar-te e lançar-te tudo em rosto.Honra-Me quem Me oferece um sacrifício de louvor,a quem segue o caminho recto darei a salvação de Deus.

EVANGELHO Mt 12, 38-42
«No dia do Juízo a rainha do Sul erguer-se-á com esta geração»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,alguns escribas e fariseus disseram a Jesus:«Mestre, queremos ver um sinal da tua parte».Mas Jesus respondeu-lhes:«Esta geração perversa e infiel pretende um sinal,mas nenhum sinal lhe será dado,senão o sinal do profeta Jonas.Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia,assim o Filho do homem estará três dias e três noites no seio da terra.No dia do Juízo, os homens de Nínive levantar-se-ão com esta geração e hão-de condená-la,porque fizeram penitência quando Jonas pregou;e aqui está quem é maior do que Jonas.No dia do Juízo, a rainha do Sul erguer-se-á com esta geração e há-de condená-la,porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão;e aqui está quem é maior do que Salomão».
Palavra da salvação.

Os escribas e fariseus pedem um sinal para Jesus, um milagre, para se certificarem de que Ele é verdadeiramente o Filho de Deus Pai; eles não acreditavam nisso e, pior, não se abriam para a graça, para a experiência com o Messias.
Por mais surpreendente que pudesse ser o milagre, nenhum seria capaz de convencê-los, pois estavam totalmente fechados à experiência. Tamanho fechamento era que Jesus “apelou” em comunicar o maior milagre e sinal – depois d’Ele próprio, pois Ele é o sinal por excelência – que iria realizar: a Sua Ressurreição, apos três dias no ventre da terra, como Jonas esteve três dias dentro da baleia.
Nada é surpreendente ao que não quer crer; aquele que não quer acreditar nada sinaliza. Em contrapartida, aqueles que se abrem para a graça, para a experiência com o Senhor, são capazes de vir de longe – como a rainha de Sabá – e experimentar a maior graça na vida: a graça da conversão.
Devemos nos perguntar, seriamente, algo muito importante: se Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre, por que não estamos experimentando tamanhos milagres e sinais na nossa vida hoje? Será que Jesus deixou de realizar as grandes maravilhas? Não! O problema é que nos encontramos num total fechamento ao maior Sinal, que é o próprio Senhor, a exemplo dos fariseus e escribas. Só vê, presencia e saboreia milagre quem é simples, quem passa a ver a vida através da ótica de Jesus; quem olha com o olhar de Cristo, nunca presenciará somente a cruz, mas a ressurreição que está além da cruz e do sofrimento; quem vê bem, vê com o olhar do coração, pois a essência, o milagre e o sinal só podem ser vistos com o olhar do coração; ele é invisível aos olhos.
Onde se encontra o nosso olhar? É no Senhor, na Sua vontade? É nos irmãos com o intuito de servi-los e amá-los? Ou o nosso olhar está preso ao nosso umbigo? Às nossas coisinhas, aos nossos probleminhas? Quem olha para si e não para os outros, a começar pelo Senhor, nunca conseguirá enxergar a vida com a beleza que ela possui! Por isso, nunca conseguirá presenciar e saborear os grandes milagres, que humanamente falando, sempre são tão pequenos.
O teu corpo, o meu corpo, é uma ressonância de milagres. Quem bombeia o teu coração? Quem fez você acordar nesta manhã? Como pode tudo funcionar desta forma no teu organismo? Quem projetou isso? Saiamos de nós, dos nossos melindres e murmurações e partamos para um olhar mais profundo e maduro acerca da vida e das maravilhas que nos circundam. Quanta murmuração acerca da vida, das pessoas… desinstale-se! Tome posse e entre em comunhão definitiva com o grande Sinal – que é Cristo – para poder saborear os sinais à nossa volta, pois nenhum sinal nos será dado mais! Coragem!
Padre Pacheco Comunidade Canção Nova



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sábado, 17 de julho de 2010

<< Leituras do Dia >>

LEITURA I Miq 2, 1-5
«Cobiçam os campos e apoderam-se das casas»
Leitura da Profecia de Miqueias
Ai daqueles que, deitados em sua cama,planeiam a injustiça e tramam o mal!Ao romper do dia, logo o praticam,porque está ao seu alcance.Cobiçam os campos e roubam-nos,desejam as casas e apoderam-se delas.Escravizam o homem e a sua casa,o dono e a sua herança.Por isso, diz o Senhor:«Eu penso em mandar contra esta genteum castigo de que não podeis livrar a cabeça.Não mais andareis de fronte erguida,pois será um tempo de desgraça.Nesse dia entoarão contra vós uma sátirae vos cantarão assim os seus lamentos:‘Estamos totalmente arruinados.Os bens do meu povo foram confiscadose não há ninguém para lhos devolver;os nossos campos são entregues a quem nos tiraniza’.Por isso não haverá ninguémque tire à sorte uma porção para vós,na assembleia do Senhor».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 9 (10), 22-23.24-25.28-29.35 (R. 33)
Refrão: Senhor, não Vos esqueçais dos pobres.
Senhor, porque Vos conservais à distânciae Vos escondeis nos momentos de angústia?No seu orgulho, o ímpio oprime o pobre;seja apanhado nas intrigas que tece.O ímpio vangloria-se das suas ambiçõese o avarento felicita-se a si mesmo.Desprezando o Senhor, o ímpio diz na sua arrogância:«Não há quem me castigue, Deus não existe».A sua boca está cheia de maldição, perjúrio e mentira;na sua língua só há malícia e iniquidade.Faz emboscadas junto às povoaçõese mata à traição o inocente.Vós vedes e atendeis às canseiras e sofrimentos,para tomar a causa deles em vossas mãos.O pobre confia em Vós,Vós sois o protector do órfão.

EVANGELHO Mt 12, 14-21
«Intimou-os que não descobrissem quem Ele era, para se cumprir o que estava anunciado»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,os fariseus reuniram conselho contra Jesus,a fim de O fazerem desaparecer.Mas Jesus, ao saber disso, retirou-Se dali.Muitos O seguiram e Ele curou-os a todos,mas intimou-os que não descobrissem quem Ele era,para se cumprir o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer:«Eis o meu servo, a quem Eu escolhi,o meu predilecto, em quem se compraz a minha alma.Sobre ele farei repousar o meu Espírito,para que anuncie a justiça às nações.Não discutirá nem clamará,nem se fará ouvir a sua voz nas praças.Não quebrará a cana já fendida,nem apagará a torcida que ainda fumega,enquanto não levar a justiça à vitória;e as nações colocarão a esperança no seu nome».
Palavra da salvação.

Comentário: Fray Josep Mª MASSANA i Mola OFM (Barcelona, Espanha)
Ele curou a todos
Hoje, encontramos uma dupla mensagem. De um lado, Jesus nos convida a segui-lo: «Muitos o seguiram e todos foram curados» (Mt 12,15). Si o seguimos, encontraremos soluções às dificuldades do caminho, como nos lembrava há pouco tempo. «Venham a mim os cansados e abatidos, e eu os darei o descanso» (Mt 11,28). Por outro lado, nos mostra o valor do amor manso: «Não disputará, nem gritará» (Mt 12,19). Ele sabe que estamos cansados e abatidos pelo peso de nossas debilidades físicas e de caráter... E por esta cruz inesperada que nos visitou com toda sua aspereza, pelas contrariedades, pelos desenganos, pelas tristezas. De fato, «conspiraram contra Ele para ver como eliminar-lo» (Mt 12,14). E... Nós que sabemos que o discípulo não é nada mais que o mestre (cf. Mt 10,24), devemos ser conscientes de que também sofremos incompreensão e persecução.Tudo isso constitui um feixe de lenha que pesa em cima de nós, um feixe que nos manipula. E sentimos como se Jesus nos dissesse: «Deixa teu feixe aos meus pés, e eu me ocuparei dele; dá-me esse peso que te deixa abatido, e eu te levarei; descarrega e entrega-me tuas preocupações...». É curioso: Jesus nos convida a deixar nosso peso, mas nos oferece outro: seu jugo, com promessa, isso sim, de que é leve e delicado. Quer nos mostrar que não podemos ir pelo mundo sem peso nenhum. Uma ou outra carga terá que levar. Mas que o nosso feixe não seja cheio de materialidade; que seja seu peso, que não preocupa. Em África, as mães e irmãs mais velhas levam os pequenos nas costas. Uma vez, um missioneiro viu a uma menina que levava o seu irmãozinho... E disse-lhe: «Não achas que é um peso muito grande para ti?». Ela respondeu sem pensar: «Não é um peso, é meu irmãozinho e o amo». O amor, o jugo de Jesus, não só é pesado, e sim nos liberta de tudo aquilo que nos preocupa.



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sexta-feira, 16 de julho de 2010

A Celebração Eucarística (Parte 2)


A Liturgia da Santa Missa
O Santo Sacrifício da Missa é a perpetuação da paixão divina do Calvário. Jesus Cristo, que é Deus e Homem, padeceu e morreu por nossa causa, pela nossa salvação. A história redentora do Calvário é portanto a nossa história. Nesta história se distinguem seis atos principais, nos quais todos nós devemos participar, associando-nos ao sacerdote que realiza o Santo Sacrifício em nome de Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote:

1º) Rezar (desde o início da Missa até a Primeira Leitura) – É a voz do homem que fala a Deus.

2º) Escutar (desde a Primeira Leitura até o fim do Evangelho) – É a voz de Deus que fala ao homem.

3º) Oferecer (no ofertório, o sacerdote oferece, a Deus, a hóstia que vai ser consagrada) – Oferecer-nos também a Deus Pai, em união com Jesus Cristo.

4º) Sacrificar (o sacerdote, consagrando o Pão e o Vinho separadamente, significa a efusão do sangue sofrida por Jesus na sua Paixão e Morte) – Devemos aceitar os sofrimentos e sacrifícios de cada dia, unindo-nos ao sacrifício de Jesus, na Missa.

5º) Comungar (a comunhão é o complemento natural da consagração, do sacrifício. O Cordeiro de Deus depois de imolado, deve ser comungado) – Pela santa comunhão, a participação do fiel ao Sacrifício de Cristo na Missa se realiza plenamente.

6º) Agradecer – Depois da comunhão e já ao final do Sacrifício, o sacerdote reza a oração chamada pós-comunhão, agradecendo a Deus os benefícios recebidos no Santo Sacrifício da Missa.

Obrigação de participar da Santa Missa
Apesar de ser um momento tão sublime e tão santo, tão benéfico e necessário, não são poucos os católicos que parecem desconhecer o verdadeiro sentido da Missa. Muitos se negam mesmo a assisti-la. Primeiro devemos nos lembrar sempre que o cristão nunca “assiste” a missa, mas ele que “participa” da missa junto com o sacerdote e todos os outros irmãos de sua comunidade. Segundo, também não podemos esquecer que a Santa Mãe Igreja pede a todos nós a assistência à Santa Missa, aos domingos e dias santos. Mas o mais importante é lembrar o que o próprio Deus nos pede através do terceiro mandamento da Sua Lei: "Guardar os domingos e festas" ou "ouvir a Missa inteira nos domingos e festas de guarda".

Todos os Santos Padres, que escreveram sobre o Santíssimo Sacramento, vêem nele o sacrifício do Novo Testamento. É fora de dúvida que Cristo, instituindo o Santíssimo Sacramento entre as cerimônias da última ceia, instituiu a santa Missa. Portanto devemos avivar nossa fé na Santa Missa e participar deste santo sacrifício com o maior respeito e com muita piedade. Fazendo assim com que a celebração eucarística se torne o núcleo do nosso Domingo e da nossa semana. Uma hora não é muito para quem acredita que sua vida e felicidade vêm das mãos do Senhor. O fato de existir uma obrigação dominical não significa, em si, que não se vá à missa com e por amor. O preceito é, muitas vezes, garantia contra o próprio relaxamento e descuido. A vivência da Santa Missa é algo tão maravilhoso que muitos santos escreveram sobre sua importância e plenitude:

"Na hora da morte, as Missas, às quais tiveres assistido, serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Em cada Missa, pois, podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados, pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor. Será ratificada no céu a bênção, que do sacerdote receberes na Santa Missa. Assistindo-a com devoção, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de Jesus Cristo"
Santo Agostinho

"Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa"
São Lourenço

"O Martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus a sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens. Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor".
São Tomás de Aquino

"Sinto-me abrasado de amor até o mais íntimo do coração pelo santo e admirável Sacramento da Santa Missa e deslumbrado por essa clemência tão caridosa e tão misericordiosa de Nosso Senhor, a ponto de considerar grave falta, para quem, podendo a assistir a uma missa, não o faz"
São Francisco de Assis

“Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente.”
Jo 6, 53-58

=> Música Venho Senhor (Vida Reluz)

(Continua...)

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LEITURA I Is 38, 1-6.21-22.7-8
«Escutei a tua prece e vi as tuas lágrimas»
Leitura do Livro de Isaías
Naqueles dias,Ezequias, rei de Judá, contraiu doença mortal.O profeta Isaías, filho de Amós, foi visitá-lo e disse-lhe:«Assim fala o Senhor:Põe em ordem a tua casa,porque vais morrer e não viverás».Ezequias voltou o rosto para a paredee orou ao Senhor, dizendo:«Lembrai-Vos, Senhor,como tenho procedido fielmente e de coração sincerona vossa presença,como tenho feito sempre o que agrada aos vossos olhos».Depois, Ezequias rompeu num grande choro.Então a palavra do Senhor foi dirigida a Isaías,com esta mensagem:«Vai dizer a Ezequias:Assim fala o Senhor, Deus de teu pai David:Escutei a tua prece e vi as tuas lágrimas.Vou acrescentar à tua vida mais quinze anose hei-de livrar-te das mãos do rei da Assíria,a ti e a esta cidade, que Eu protegerei».Disse então Isaías:«Trazei um bolo de figos, aplicai-o sobre a chagae o rei ficará curado».Ezequias perguntou:«Que sinal tereide que volto a subir ao templo do Senhor?».Isaías respondeu-lhe:«O sinal da parte do Senhorde que cumprirá a sua palavra é este:Vou fazer que a sombra do relógio de sol de Acazvolte para trás dez graus, que nele tinha avançado».E o sol desandou dez graus que avançara no quadrante.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Is 38, 10-11.12abcd.16-17ab (R. cf. 17b)
Refrão: Senhor, livrastes da morte a minha vida.
Eu disse: «Em meio da vida vou descer às portas da morte,privado do resto dos meus anos.Não verei mais o Senhor na terra dos vivos,não verei mais ninguém entre os habitantes do mundo».Para longe de mim foi arrancada a minha morada,como tenda de pastores.Como tecelão eu tecia a minha vida,mas cortaram-me a trama.Por Vós, Senhor, viverá o meu espíritoe o meu sofrimento se converterá em paz.Preservastes a minha alma da corrupção da morte,perdoastes todos os meus pecados.

EVANGELHO Mt 12, 1-8
«O Filho do homem é Senhor do sábado»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,Jesus passou através das searas em dia de sábadoe os discípulos, sentindo fome,começaram a apanhar e a comer espigas.Os fariseus viram e disseram a Jesus:«Vê como os teus discípulos estão a fazero que não é permitido ao sábado».Jesus respondeu-lhes:«Não lestes o que fez David,quando ele e os seus companheiros sentiram fome?Entrou na casa de Deuse comeu dos pães da proposição,que não era permitido comer,nem a ele nem aos seus companheiros,mas somente aos sacerdotes.Também não lestes na Leique, ao sábado, no templo,os sacerdotes violam o repouso sabáticoe ficam isentos de culpa?Eu vos digo que está aqui alguémque é maior que o templo.Se soubésseis o que significa:‘Eu quero misericórdia e não sacrifício’,não condenaríeis os que não têm culpa.Porque o Filho do homem é Senhor do sábado».
Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Josep RIBOT i Margarit (Tarragona, Espanha)
Misericórdia eu quero, não sacrifícios
Hoje, o Senhor se aproxima do campo cultivado da sua vida, para recolher frutos de sua santidade. Encontrará caridade, amor a Deus e aos demais? Jesus, que corrige a casuística meticulosa dos rabinos que tornava insuportável a lei do descanso sabático, por acaso terá que lhe lembrar que só interessa a Ele o seu coração, a sua capacidade de amar? «Olha, os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer em dia de sábado!» (Mt 12,2). Disseram-Lhe isto convencidos, isso é o que é incrível. Como proibir alguém de fazer o bem sempre? Alguma coisa deve lhe lembrar que nada o desculpa de não ajudar aos demais. A caridade verdadeira respeita as exigências da justiça, evitando a arbitrariedade ou o capricho, mas impede o rigorismo, que mata o espírito da lei de Deus, que é um convite contínuo a amar, a dar-se aos demais. «Misericórdia eu quero, não sacrifícios» (Mt 12,7). Repete-o muitas vezes, para gravá-lo em teu coração: Deus, rico em misericórdia, nos quer misericordiosos. «Que próximo Deus está de quem confessa sua misericórdia! Sim, Deus não anda longe dos contritos de coração» (Santo Agostinho). E quão longe estamos de Deus quando permitimos que o nosso coração se endureça como uma pedra! Jesus Cristo acusou os fariseus de condenar os inocentes. Grave acusação. E você? Você se interessa de verdade pelas coisas dos demais? Os julga com carinho, com simpatia, como quem julga a um amigo ou a um irmão? Procure não perder o norte da sua vida. Peça à Virgem que o faça misericordioso, que saiba perdoar. Seja benévolo. E se descobre na sua vida algum detalhe que destoe dessa disposição de fundo, agora é um bom momento para retificar, formulando algum propósito eficaz.





Banda Louvor & Glória - SOU UM MILAGRE
Nunca houve noite, que pudesse impedirO nascer do sol e a esperançaE não há problema que possa impedirAs mãos de Jesus pra me ajudarHaverá milagre dentro de mimVem descendo o rio pra me dar a vidaEste rio que emana lá da cruzDo lado de JesusAquilo que parecia impossívelAquilo que parecia não ter saída Aquilo que parecia ser minha morteMas Jesus mudou minha sorteSou um milagre, estou aquiUsa-me sou o teu milagreUsa-me quero te servirUsa-me sou a tua imagemUsa-me ó filho de Davi

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Reflexões de um santo sobre a Igreja

O mais importante na Igreja não é ver como nós, os homens, correspondemos, mas ver o que Deus realiza.

Nós, os cristãos, trazemos os grandes tesouros da graça em vasos de barro; Deus confiou seus dons à frágil e débil liberdade humana e, embora sejamos sem dúvida assistidos pela força do Senhor, a nossa concupiscência, o nosso comodismo e o nosso orgulho repelem por vezes essa assistência e levam-nos a cair em pecado. Há mais de um quarto de século, ao recitar o Credo e afirmar minha fé na divindade da Igreja, una, santa, católica e apostólica, em muitas ocasiões acrescento: apesar dos pesares. Quando uma vez por outra comento este costume e alguém me pergunta a que me quero referir, respondo: aos teus pecados e aos meus.

Tudo isso é certo, mas não autoriza de modo algum a julgar a Igreja com critérios humanos, sem fé teologal, atendendo apenas à maior ou menor qualidade de certos eclesiásticos ou de certos cristãos. Proceder assim é permanecer na superfície. O mais importante na Igreja não é ver como nós, os homens, correspondemos, mas ver o que Deus realiza. A Igreja é nem mais nem menos Cristo presente entre nós, Deus que vem até à humanidade para salvá-la, chamando-nos com a sua Revelação, santificando-nos com a sua graça, sustentando-nos com a sua ajuda constante, nos pequenos e nos grandes combates da vida diária.

Podemos chegar a desconfiar dos homens, e cada um deve desconfiar pessoalmente de si mesmo e coroar seus dias com um mea culpa, com um ato de contrição profundo e sincero.

Mas não temos o direito de duvidar de Deus. E duvidar da Igreja, da sua origem divina, da eficácia salvadora da sua pregação e dos seus sacramentos é duvidar do próprio Deus, é não crer plenamente na realidade da vinda do Espírito Santo.

Antes que Cristo fosse crucificado – escreve São João Crisóstomo –, não havia nenhuma reconciliação. E enquanto não houve reconciliação, não foi enviado o Espírito Santo... A ausência do Espírito Santo era sinal da ira divina. Agora que o vês enviado em plenitude, não duvides da reconciliação. Mas, se perguntarem: Onde está agora o Espírito Santo? Podia-se falar da sua presença quando havia milagres, quando eram ressuscitados os mortos e curados os leprosos. Porém, como saber agora que está verdadeiramente presente? Não vos preocupeis. Demonstrar-vos-ei que o Espírito Santo está também agora entre nós...

Se não existisse o Espírito Santo, não poderíamos dizer: Senhor Jesus, pois ninguém pode invocar Jesus como Senhor, a não ser no Espírito Santo (1 Cor XII, 3). Se não existisse o Espírito Santo, não poderíamos orar com confiança. Com efeito, ao rezar, dizemos: Pai nosso, que estais nos céus (Mt VI, 9). Se não existisse o Espírito Santo, não poderíamos chamar Pai a Deus. E como sabemos isso? Porque o Apóstolo nos ensina: E por sermos filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Abba, Pai! (Gal IV, 6).

Portanto, quando invocares Deus Pai, lembra-te de que foi o Espírito Santo que, ao mover a tua alma, te deu essa oração. Se não existisse o Espírito Santo, não haveria na Igreja palavra alguma de sabedoria ou de ciência, porque está escrito: dada pelo Espírito a palavra da sabedoria (1 Cor XII, 8)...Se o Espírito Santo não estivesse presente, a Igreja não existiria. Mas se a Igreja existe, não há dúvida de que o Espírito Santo não falta.

Acima das deficiências e limitações humanas, insisto, a Igreja é precisamente o sinal e, de certo modo – não no sentido estrito em que se definiu dogmaticamente a essência dos sete sacramentos da Nova Aliança –, o sacramento universal da presença de Deus no mundo. Ser cristão é ter sido regenerado por Deus e enviado aos homens para lhes anunciar a salvação. Se tivéssemos uma fé firme e experimentada, e se déssemos a conhecer Cristo com audácia, veríamos como continuam a realizar-se diante dos nossos olhos milagres como os da era apostólica.

Porque também hoje se devolve a vista aos cegos, que haviam perdido a capacidade de olhar para o céu e contemplar as maravilhas de Deus; também hoje se dá liberdade aos coxos e entrevados, que se achavam tolhidos por suas paixões e já não tinham um coração que soubesse amar; também hoje se dá ouvido aos surdos, que não desejavam ter notícia de Deus; e se consegue que falem os mudos, que tinham amordaçada a língua por não quererem confessar suas derrotas; também hoje se ressuscitam mortos, em quem o pecado havia destruído a vida. Mais uma vez se verifica que apalavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante que qualquer espada de dois gumes. E, tal como os primeiros fiéis cristãos, também nós nos alegramos ao admirar a força do Espírito Santo e sua ação sobre a inteligência e a vontade de suas criaturas.

Por São Josemaria Escrivá

Competição



Penso que este tema vem numa boa hora. Recentemente vimos a grande final da Copa do Mundo,um evento em que os melhores jogadores das diversas nações reforçaram as suas equipes(seleções), para uma competição de futebol, que sempre mexe com os sentimentos das pessoas de todos os países envolvidos. Contextualizando com esse acontecimento, trago este tema, tão presente e tão influente em nossos relacionacionamentos e no dia a dia de nossas vidas. A competição.O egoísmo, a comparação e a inveja, inevitavelmente levam a competição. O egoísmo é uma ameaça para a vida de família e de comunidade. Ele põe o grupo em perigo, destrói as funções e a vida do mesmo.

Quanto à comparação, em geral somos julgados pelo que fazemos. E como almejamos que nos julguem bem, queremos fazer muito melhor. Temos que alcançar resultados fantásticos, queremos chegar ao triunfo. Porém, se eu comparar o meu trabalho com o trabalho dos meus companheiros, mesmo que tenha trabalhado bem, se eles trabalharam melhor, eu por comparação considero que fiz pior. Para ilustrar isso que eu disse, conto-lhes uma história de Akbar e Birbal, acontecida na Índia. Conta-se que Akbar traça uma linha e desafia Birbal a encurtá-la sem apagar nenhum pedaço. Birbal traça uma linha mais longa embaixo da outra e ganha a aposta. A linha de cima se tornou mais curta, simplesmente porque agora tem uma mais cumprida ao seu lado. Se a linha comprida tivesse longe, não afetaria a curta,mas estando assim, uma junto à outra, a comparação é inevitável.

Quando ouço falar do triunfo de um irmão em uma cidade distante, ou em um país longínquo, posso alegrar-me espontaneamente com a notícia; mas quando é aquele que vive ao meu lado que triunfa, sinto em mim um toque de tristeza e de ressentimento, porque o seu triunfo fez sombra ao meu. Minha linha se tornou mais curta sem ninguém tirar nenhum pedaço. Assim é que o êxito do meu irmão acaba sendo uma ameaça para mim, o grupo se torna meu rival e nasce a inveja. Quanto mais unido for um grupo, maior o contato e o atrito. Por isso, quando vivemos juntos numa família ou numa comunidade os confrontos são inevitáveis, porque quem vive junto se conhece. Não existem máscaras para quem se encontra e mora junto, debaixo do mesmo teto. A inveja é, a seu modo, uma medida de unidade do grupo e nasce do zelo e da eficácia dos seus membros; incômodo completo para um grupo eficiente. Invejamo-nos porque trabalhamos juntos e trabalhamos com afinco. O que não posso permitir é que a inveja me impeça de viver a fraternidade, a comunhão e a paz na minha comunidade ou na minha família.

Portanto, penso que os passos para superar esses sentimentos acima mencionados devem ser dados, no sentido de admitir que precisamos controlá-los, e depois partir para uma terapia mais profunda no intuito de curá-los. Porque a inveja vem da comparação; a insegurança que acompanha a competição vem da insegurança pessoal; a insegurança da solidão, da falta de afeto e apoio e da ilusão de querer que minha saúde interna dependa somente do trabalho e do êxito. Porém, a amizade íntima e pessoal devolveme o sentido e a certeza do meu próprio valor como ser humano. Faz-me ver que eu não tenho que demonstrar meu valor a ninguém; faz-me ver que o valor da minha vida não depende do êxito de meu trabalho; enfim, ma faz enxergar conseqüentemente, que o êxito dos outros não é nenhuma ameaça à minha caminhada, não faz sombra à minha imagem e nem impede a minha missão. Porque, querendo ou não, se vivemos juntos é porque existe uma certa amizade entre nós, e a amizade acalma a ansiedade. O amor verdadeiro no Senhor suaviza a inveja. Esse é o caminho da libertação, porque só o amor transforma e “a caridade não é invejosa” (1ª Cor 13,4).
Amém.
Porto Alegre, 25 de junho de 2010.

“O amor verdadeiro no Senhor suaviza a inveja.
Esse é o caminho da libertação, porque só o amor transforma”
Pe. Valdemar Alves Pereira - SdC

FONTE: EFATÁ julho/2010


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LEITURA I Is 26, 7-9.12.16-19

Leitura do Livro de Isaías

O caminho do justo é recto,
Vós aplanais o caminho do justo.
Pela vereda dos vossos juízos,
em Vós esperamos, Senhor:
o vosso nome e a vossa lembrança
são o desejo da nossa alma.
Por Vós suspira a minha alma durante a noite
e o meu espírito Vos procura desde a aurora;
pois, quando as vossas leis se manifestam ao mundo,
os habitantes da terra aprendem a justiça.
Vós nos dareis a paz, Senhor,
porque sois Vós que realizais tudo o que fazemos.
Senhor, na angústia a Vós recorremos;
quando nos castigáveis, nós Vos invocámos.
Como a mulher que está para ser mãe
se contorce e grita com dores,
assim estávamos diante de Vós, Senhor.
Concebemos e sentimos as dores de parto,
mas foi vento que demos à luz.
Não trouxemos a salvação à terra,
nem nasceram habitantes para o mundo.
? Os teus mortos voltarão à vida,
os seus cadáveres ressuscitarão.
Despertai e cantai de alegria,
vós que habitais no pó da terra.
Porque o vosso orvalho, Senhor, é orvalho de luz
e a terra dará vida aos que dormem nas sombras da morte.

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SALMO RESPONSORIAL Salmo 101 (102), 13-14ab e 15.16-18.19-21 (R. 20b)

Refrão: Do alto do Céu,
o Senhor olhou para a terra.

Vós, Senhor, permaneceis para sempre,
o vosso nome será lembrado de geração em geração.
Levantai-Vos e compadecei-Vos de Sião,
já é tempo de serdes propício.
Os vossos servos têm amor às suas pedras
e sentem pena das suas ruínas.

Os povos temerão, Senhor, o vosso nome,
todos os reis da terra a vossa glória.
Quando o Senhor reconstruir Sião
e manifestar a sua glória,
atenderá a súplica do infeliz
e não desprezará a sua oração.

Escreva-se tudo isto para as gerações vindouras
e o povo que se há-de formar louvará o Senhor.
Debruçou-Se do alto da sua morada,
lá do Céu o Senhor olhou para a terra,
para ouvir os gemidos dos cativos,
para libertar os condenados à morte.

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EVANGELHO Mt 11, 28-30

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus exclamou:
«Vinde a Mim,
todos os que andais cansados e oprimidos,
e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo,
e aprendei de Mim,
que sou manso e humilde de coração,
e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

Padre Pacheco:

Uma das coisas que sempre me chamaram muito a atenção nos Evangelhos é quanto ao momento – cronologicamente falando – em que Jesus prefigura a instituição da Eucaristia e a institui no cenáculo naquela Quinta-feira Santa, às vésperas da Sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Quando o Senhor multiplica os pães, nas duas ocasiões, é no final da tarde, início de noite; é o próprio Cristo que não permite que a multidão saia sem se alimentar, pois já cai a noite. Jesus institui a Eucaristia no final da tarde, início da noite, daquela Quinta-feira Santa; em Emaús, Ele passa adiante, fazendo que iria embora, quando os discípulos dizem: “Fica conosco, Senhor, pois o sol declina e já é tarde”. Que coisa espetacular e impressionante! É algo que precisamos entender profundamente, para que venhamos a viver o que o Ressuscitado pede no Evangelho de hoje: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vosso fardos, e eu vos darei descanso”.

Ora, para entendermos isso, vamos nos remeter àquilo que acontece conosco no cotidiano de cada um de nós, na vida concreta. Não existe nada mais maravilhoso do que chegar em casa no final do dia, depois de um dia cheio, cansativo, tomar um banho, ver a família, tomar uma refeição com as pessoas que amamos e restabelecermos as forças; tudo isso, no final do dia, início da noite, no entardecer.

O que Jesus quer nos ensinar com essa atitude? Quer nos ensinar que devemos fazer isso, com relação às realidades espirituais também; urgentemente! O entardecer para Cristo – quanto ao prefigurar e ao instituir a Eucaristia – não se encontra fundamentado numa realidade cronológica, mas espiritual, ou seja, quando o cansaço bater, quando as situações pesarem, quando a dor chegar e o desgaste sufocar a nossa vida, devemos nos refazer e buscar forças em Deus, na Eucaristia, refugiando-nos no Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é manso e humilde! Tudo isso por meio de uma profunda intimidade com Ele, constantemente.

Devemos aprender a levar o nosso coração fragmentado, dilacerado, dividido, angustiado, para dentro do Coração de Jesus; aliás, providencialmente, este Evangelho caiu exatamente hoje, no dia de São Boaventura, cuja memória celebramos com toda a Igreja. Esse grande santo diz que, assim como os pássaros buscam seu refúgio nas fendas das rochas, depositando ali seus ninhos, da mesma forma devemos nós depositar toda a nossa vida, tudo o que temos e somos, na fenda do Coração Misericordioso de Jesus, Cristo, rasgado pela lança, por amor a cada um de nós.

Receba, Senhor, o nosso coração cansado, dividido, em pedaços e unifique, restaure; refugia-nos em Teu Coração. Sim, Jesus, eu confio em Vós.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova



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quarta-feira, 14 de julho de 2010

<< Leituras do Dia >>

LEITURA I Is 10, 5-7.13-16

Leitura do Livro de Isaías

Assim fala o Senhor:
«Ai da Assíria, vara da minha ira
e bastão da minha cólera!
Enviei-a contra uma nação ímpia,
mandei-a contra um povo que provoca o meu furor,
para o saquear e levar os despojos,
para o pisar como a lama das ruas.
Mas a Assíria não pensava desse modo,
o seu coração não tinha esse plano.
O que ela pretendia era aniquilar,
exterminar o maior número de nações.
Porque ela diz:
‘Eu agi pela força do meu braço,
actuei com a minha sabedoria, porque sou inteligente.
Mudei as fronteiras dos povos,
saqueei os seus tesouros,
como um herói, derrubei os seus chefes.
Como quem mete a mão num ninho,
assim me apoderei da riqueza dos povos
e, como se apanham ovos abandonados,
assim eu apanhei a terra inteira,
sem que houvesse um bater de asas,
nem um pio sequer’.
Porventura gloria-se o machado contra quem o empunha?
Ou levanta-se a serra contra aquele que a maneja?
Como se o bastão pudesse manejar quem o levanta
ou o cajado pudesse levantar quem não é de madeira como ele!
Por isso, o Senhor Deus do Universo
fará definhar os mais robustos da Assíria
e debaixo da sua glória acender-se-á um braseiro,
um fogo devorador».

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SALMO RESPONSORIAL Salmo 93 (94), 5-6.7-8.9-10.14-15 (R.14a)

Refrão: O Senhor não abandona o seu povo.

Eles esmagam, Senhor, o vosso povo
e oprimem a vossa herança.
Matam a viúva e o estrangeiro
e tiram a vida aos órfãos.

E dizem: «O Senhor não vê,
o Deus de Jacob não presta atenção».
Ó gente estulta, reflecti;
e vós, insensatos, quando sereis prudentes?

Quem fez o ouvido não ouvirá?
Quem fez os olhos não verá?
Não poderá castigar quem educa as nações,
quem ensina aos homens a ciência?

O Senhor não rejeita o seu povo
nem abandona a sua herança.
Mas há-de julgar com justiça
e hão-de segui-la todos os corações rectos.




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EVANGELHO Mt 11, 25-27

«Escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus exclamou:
«Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes
e as revelaste aos pequeninos.
Sim, Pai, Eu Te bendigo,
porque assim foi do teu agrado.
Tudo me foi dado por meu Pai.
Ninguém conhece o Filho senão o Pai
e ninguém conhece o Pai senão o Filho
e aquele a quem o Filho o quiser revelar».

Comentário: P. Raimondo M. SORGIA Mannai OP (San Domenico di Fiesole, Florencia, Italia)
Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos
Hoje, o Evangelho nos oferece a oportunidade de aprofundar, por assim dizer, na estrutura da mesma divina sabedoria. Há entre nós quem não deseje conhecer os mistérios revelados desta vida? Mas há enigmas que nem a melhor equipe de procuradores do mundo jamais chegará sequer a decifrar. Aliás, têm Um ante o qual «nada há oculto (...); nada segredo que não deva ser publicado» (Mc 4,22). É aquele a quem se dá assim mesmo o nome de Filho do Homem, pois diz de si mesmo: «Todas as coisas me foram dadas por meu Pai» (Mt 11,27). Sua natureza humana por meio da união hipostática tem sido assumida pela Pessoa do Verbo de Deus: é, numa palavra, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, diante da qual não há trevas e pela qual a noite é mais luminosa que o pleno dia.

Um provérbio árabe diz assim: «Se numa noite preta uma formiga preta sobe por uma parede preta, Deus a estará vendo». Para Deus não há segredos nem mistérios. Há mistérios para nós, mas não para Deus, ante o qual o passado, o presente e futuro estarão abertos e esquadrinhados até a última vírgula.

Diz, satisfeito, o Senhor: «Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos» (Mt 11,25). Sim, porque ninguém pode pretender conhecer estes ou segredos parecidos escondidos nem os tirando da obscuridade com o estudo mais intenso, nem como devido por parte da sabedoria. Dos segredos profundos da vida saberá sempre mais a velhinha sem experiência escolar do que o pretensioso cientista que tem gastado anos em prestigiosas universidades. Tem ciência que se ganha com fé, simplicidade e pobreza interiores. Tem dito muito bem Clemente Alexandrino: «A noite é propícia para os mistérios; é quando a alma atenta e humilde- se volta para si mesma refletindo sobre a sua condição; é quando encontra a Deus».



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terça-feira, 13 de julho de 2010

<< Leituras do Dia >>

LEITURA I Is 7, 1-9

«Se não tiverdes fé, não podereis sobreviver»

Leitura do Livro de Isaías

No tempo em que Acaz, filho de Jotão, filho de Ozias,
era rei de Judá,
Rason, rei dos arameus, e Pecá, filho de Romélia, rei de Israel,
marcharam contra Jerusalém para a atacarem,
mas não puderam conquistá-la.
Quando chegou a notícia à casa de David
de que os arameus tinham acampado em Efraim,
o coração do rei e do povo estremeceu,
como se agitam as árvores da floresta batidas pelo vento.
O Senhor disse então a Isaías:
«Vai ao encontro de Acaz, com teu filho Sear-Jasub,
no extremo do aqueduto da piscina superior,
que fica na estrada do Campo do Pisoeiro,
e diz-lhe:
Tem cuidado, mas não temas;
não desanimes nem te assustes
à vista desses dois tições fumegantes,
da fúria de Rason, rei dos arameus, e do filho de Romélia.
Os arameus, com Efraim e o filho de Romélia,
decidiram fazer-te mal e disseram:
‘Marchemos contra Judá, para o intimidar,
vamos invadi-lo, para que se renda,
e estabeleceremos nele como rei o filho de Tabeel’.
Assim fala o Senhor Deus:
Isto não acontecerá, isto não se realizará.
A capital dos arameus é Damasco
e o chefe de Damasco é Rason;
a capital de Efraim é Samaria
e o chefe de Samaria é o filho de Romélia.
Mas dentro de sessenta e cinco anos,
Efraim será arrasado e deixará de ser um povo.
Contudo, se não tiverdes fé, não podereis sobreviver».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 47 (48), 2-3a.3b-4.5-6.7-8 (R. cf. 9d)

Refrão: Guardai para sempre, Senhor, a vossa morada.

Grande é o Senhor e digno de louvor
na cidade do nosso Deus.
A sua montanha sagrada é a mais bela das montanhas,
a alegria de toda a terra.

O monte Sião, no extremo norte,
é a cidade do grande Rei.
Deus Se mostrou em seus palácios
um baluarte seguro.

Os reis aliaram-se
e avançaram todos juntos.
Mal a avistaram, tomaram-se de pânico
e, perturbados, puseram-se em fuga.

Ali se apoderou deles o pavor,
angústia como a da mulher que dá à luz,
como quando o vento leste
despedaça as naus de Társis.




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EVANGELHO Mt 11, 20-24

«O dia do Juízo será mais tolerável para Tiro e Sidónia do que para vós»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
começou Jesus a censurar duramente as cidades
em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres,
por não se terem arrependido:
«Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!
Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado
os milagres que em vós se realizaram,
há muito teriam feito penitência,
vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza.
Mas Eu vos digo que no dia do Juízo
haverá mais tolerância para Tiro e Sidónia do que para vós.
E tu, Cafarnaum, serás exaltada até ao céu?
Até ao inferno é que descerás.
Porque se em Sodoma se tivessem realizado
os milagres que em ti se realizaram,
ela teria permanecido até hoje.
Mas Eu vos digo que no dia do Juízo
haverá mais tolerância para a terra de Sodoma do que para ti».

Comentário: Rev. D. Pedro-José YNARAJA i Díaz (El Montanyà, Barcelona, Espanha)
Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!
Hoje, o Evangelho nos fala do juízo histórico de Deus sob Corazim, Cafarnaum e outras cidades: «Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Se em Tiro e Sidônia se tivessem realizado os milagres feitos no meio de vós, há muito tempo teriam demonstrado arrependimento (...)» (Mt 11,21).Tenho meditado essa passagem entre suas escuras ruínas, que é tudo o que fica delas. Minha reflexão não me deixou alegre pelo fracasso que sofreram. Pensava: nas nossas populações, em nossos bairros, nas nossas casas, por elas também passou o Senhor e... O levamos em conta? Eu o levei em conta?

Com uma pedra na mão, tenho falado comigo mesmo: algo assim ficará de minha existência histórica, se não vivo responsavelmente a visita do Senhor. Lembrei ao poeta: «Alma, assoma-te agora à janela: verás com quanto amor chamar porfia» e, envergonhado reconheço que eu também tenho dito: «Amanhã lhe abriremos... Para o mesmo responder amanhã» (Lope de Vega).

Quando atravesso as inumanas ruas de nossas cidades dormitório, penso: o que pode-se fazer entre esses habitantes com quem me sinto incapaz de estabelecer um diálogo, com quem não posso compartilhar minhas ilusões, a quem me é impossível transmitir o amor de Deus? Lembro, então, o lema que escolheu São Francisco de Sales ao ser nomeado bispo da Genebra o máximo expoente da Reforma protestante naquele tempo: «Precisamos aprender a florescer, onde Deus nos plantou». E, se com uma pedra na mão meditava o juízo severo de Deus que, pode recair sob mim, em outros momentos com uma florzinha silvestre, nascida entre as ervas e o excremento da alta montanha, acho que não devo perder a Esperança. Devo corresponder à bondade que Deus tem me oferecido e, assim a minha pequena generosidade depositada no coração daquele que cumprimento, o olhar interessado e atento daquele que me pede uma informação, o sorriso dirigido ao que me cedeu o passo, florescerá no futuro. E, nosso entorno não perderá a Fé.



POSTADO POR ANGELO