LEITURA I 1 Cor 2, 10b-16
«O homem natural não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus; o homem espiritual julga todas as coisas»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
O Espírito Santo conhece todas as coisas,
até o que há de mais profundo em Deus.
Na verdade, quem sabe o que há no homem
senão o espírito humano que nele se encontra?
Assim também, ninguém conhece o que há em Deus,
senão o Espírito de Deus.
Nós não recebemos o espírito do mundo,
mas o Espírito que vem de Deus,
para conhecermos os dons da graça de Deus.
Para falarmos desses dons,
não usamos a linguagem ensinada pela sabedoria humana,
mas a linguagem que o Espírito de Deus nos ensina,
exprimindo em termos espirituais as realidades espirituais.
O homem natural não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus,
pois são loucura para ele.
Não pode entendê-las,
porque só podem ser julgadas com critério espiritual.
Mas o homem espiritual julga todas as coisas,
enquanto ele próprio não é julgado por ninguém.
Na verdade, quem conheceu o pensamento do Senhor,
para que O possa instruir?
Nós, porém, temos o pensamento de Cristo.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 144 (145), 8-9.10-11.12-13ab.13cd-14 (R. 17a)
Refrão: O Senhor é justo em todos os seus caminhos.
O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.
Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos;
Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,
a glória e o esplendor do vosso reino.
O vosso reino é um reino eterno,
o vosso domínio estende-se por todas as gerações.
O Senhor é fiel à sua palavra
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor ampara os que vacilam
e levanta todos os oprimidos.
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EVANGELHO Lc 4, 31-37
«Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia,
e ali ensinava aos sábados.
Todos se maravilhavam com a sua doutrina,
porque falava com autoridade.
Encontrava-se então na sinagoga
um homem que tinha um espírito de demónio impuro,
que bradou com voz forte:
«Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré?
Vieste para nos destruir?
Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus».
Disse-lhe Jesus em tom severo:
«Cala-te e sai desse homem».
O demónio, depois de o ter arremessado para o meio dos presentes,
saiu dele sem lhe fazer mal nenhum.
Todos se encheram de assombro e diziam entre si:
«Que palavra esta!
Ordena com autoridade e poder aos espíritos impuros
e eles saem!».
E a fama de Jesus espalhava-se por todos os lugares da região.
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Joan BLADÉ i Piñol (Barcelona, Espanha)
Eles ficavam maravilhados com os seus ensinamentos, pois sua palavra tinha autoridade
Hoje vemos como a atividade de ensinar foi, para Jesus, a missão central de sua vida pública. Porém a pregação de Jesus era muito diferente da dos outros mestres e isso fazia com que as pessoas se espantassem e se admirassem. Certamente, ainda que o Senhor não tivesse estudado (cf. Jo 7,15), desconcertava a todos com sua doutrina, porque «falava com autoridade» (Lc 4,32). Seu estilo possuía a autoridade de quem se sabia o “Santo de Deus”.
Precisamente aquela autoridade no seu falar era o que dava força a sua linguagem. Utilizava imagens vivas e concretas, sem silogismos nem definições; palavras e imagens que extraía da própria natureza quando não das Sagradas Escrituras. Não há dúvida de que Jesus era um bom observador, homem próximo das situações humanas: ao mesmo tempo em que o vemos ensinando, também o contemplamos perto das pessoas fazendo-lhes o bem (curando as doenças e expulsando demônios, etc.). Lia no livro da vida diária as experiências que depois lhe serviriam para ensinar. Ainda que fosse um material tão simples e “rudimentar”, a palavra do Senhor era sempre profunda, inquietante, radicalmente nova, definitiva.
O mais admirável da fala de Jesus Cristo, era esse saber harmonizar a autoridade divina com a mais incrível simplicidade humana. Autoridade e simplicidade eram possíveis em Jesus graças ao conhecimento que possuía do Pai e de sua relação de amorosa obediência a Ele (cf. Mt 11,25-27). Esta relação com o Pai é o que explica a harmonia única entre a grandeza e a humildade. A autoridade de seu falar não se ajustava aos parâmetros humanos; não havia disputa, nem interesses pessoais ou desejo de sobressair. Era uma autoridade que se manifestava tanto na sublimidade da palavra ou da ação como na humildade e simplicidade. Não houve nos seus lábios nem alabança pessoal, nem soberba nem gritos. Mansidão, doçura, compreensão, paz, serenidade, misericórdia, verdade, luz, justiça... Foi o aroma que rodeava a autoridade de seus ensinos.
“Sinto aproximar os dias do meu fim neste mundo e quero deixar a vocês como herança a confiança na Providência” Dom Luis Guanella (23/04/1915)
Quem sou eu
- FDP
- Somos um grupo Guanelliano, aspirantes à Cooperadores. Localizados no Santuário Nossa Senhora do Trabalho - POA/RS. Um grupo destinado a jovens acima dos 19 anos. Uma equipe caracterizada pela alegria, juventude, entusiasmo e fé, uma fé que buscamos dia-a-dia, conscientes de que precisamos mais e mais de Jesus. Inspirados na obra de Don Luis Guanella, estamos aqui para ajudar, dar apoio, servir de instrumento de Jesus, através de reflexões e estudos bíblicos. Estamos no começo de uma longa caminhada e vamos através do blog divulgar nosso trabalho e as bênçãos que Deus nos dá, e assim despertar nas pessoas a Fé, a necessidade de Deus e quem sabe um dia trazer você a participar do nosso grupo. Sejam Bem-Vindos!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I 1 Cor 2, 1-5
«Anunciei-vos o mistério de Cristo crucificado»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Quando fui ter convosco, irmãos,
não me apresentei com sublimidade de linguagem
ou de sabedoria
a anunciar-vos o mistério de Deus.
Pensei que, entre vós, não devia saber nada
senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado.
Apresentei-me diante de vós cheio de fraqueza e de temor
e a tremer deveras.
A minha palavra e a minha pregação
não se basearam na linguagem convincente da sabedoria humana,
mas na poderosa manifestação do Espírito Santo,
para que a vossa fé não se fundasse na sabedoria humana,
mas no poder de Deus.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 97-98.99-100.101-102 (R. 97a)
Refrão: Quanto amo, Senhor, a vossa lei.
Quanto amo, Senhor, a vossa lei!
Nela medito todo o dia.
Vós me fizestes mais sábio que meus inimigos,
porque tenho sempre comigo os vossos mandamentos.
Tornei-me mais sábio que todos os meus mestres,
porque medito sempre as vossas ordens.
Sou mais sensato que os anciãos,
porque observo os vossos preceitos.
Desviei os meus pés de todo o mau caminho,
a fim de guardar a vossa palavra.
Não me tenho afastado dos vossos juízos,
porque sois Vós quem me ensina.
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EVANGELHO Lc 4, 16-30
«Ele enviou-Me para anunciar a boa nova aos pobres... Nenhum profeta é bem recebido na sua terra»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus foi a Nazaré, onde Se tinha criado.
Segundo o seu costume,
entrou na sinagoga a um sábado
e levantou-Se para fazer a leitura.
Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías
e, ao abrir o livro,
encontrou a passagem em que estava escrito:
«O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque Ele me ungiu
para anunciar a boa nova aos pobres.
Enviou-me enviou a proclamar a redenção aos cativos
e a vista aos cegos,
a restituir a liberdade aos oprimidos,
a proclamar o ano da graça do Senhor».
Depois enrolou o livro,
entregou-o ao ajudante e sentou-Se.
Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga.
Começou então a dizer-lhes:
«Cumpriu-se hoje mesmo
esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».
Todos davam testemunho em seu favor
e se admiravam das palavras cheias de graça
que saíam da sua boca.
E perguntavam:
«Não é este o filho de José?».
Jesus disse-lhes:
«Por certo Me citareis o ditado:
‘Médico, cura-te a ti mesmo’.
Faz também aqui na tua terra
o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum».
E acrescentou:
«Em verdade vos digo:
Nenhum profeta é bem recebido na sua terra.
Em verdade vos digo
que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias,
quando o céu se fechou durante três anos e seis meses
e houve uma grande fome em toda a terra;
contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas,
mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia.
Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu;
contudo, nenhum deles foi curado,
mas apenas o sírio Naamã».
Ao ouvirem estas palavras,
todos ficaram furiosos na sinagoga.
Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade
e levaram-n’O até ao cimo da colina
sobre a qual a cidade estava edificada,
a fim de O precipitarem dali abaixo.
Mas Jesus, passando pelo meio deles,
seguiu o seu caminho.
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. David AMADO i Fernández (Barcelona, Espanha)
Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir
Hoje, «se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir» (Lc 4,21). Com essas palavras, Jesus comenta, na sinagoga de Nazaré, um texto do profeta Isaías: «O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção» (Lc 4,18). Estas palavras têm um sentido que ultrapassa o momento histórico concreto em que foram pronunciadas. O Espírito Santo habita em plenitude em Jesus Cristo, e é Ele quem o envia aos crentes.
Mas, além disso, todas as palavras do Evangelho possuem uma atualidade eterna. São eternas porque foram pronunciadas pelo Eterno e, são atuais porque Deus faz com que se cumpram em todos os tempos. Quando escutamos a Palavra de Deus, temos que recebê-la não como um discurso humano, mas sim como uma Palavra que tem, sobre nós, poder de transformação. Deus não fala aos nossos ouvidos, mas ao nosso coração. Tudo o que diz está profundamente cheio de sentido e de amor. A Palavra de Deus é uma fonte inextinguível de vida: «É mais o que perdemos do que o que captamos, tal como ocorre com os sedentos que bebem de uma fonte» (Santo Efrém). Suas palavras saem do coração de Deus. E, desse coração, do seio da Trindade, veio Jesus —a Palavra do Pai — aos homens.
Por isso, cada dia, quando escutamos o Evangelho, temos que poder dizer como Maria: «Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38); e Deus nos responderá: «Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir». Mas para que a Palavra seja eficaz em nós devemos nos desprender de todo o preconceito. Os contemporâneos de Jesus não o compreenderam, porque o viam somente com olhos humanos: «Não é este o filho de José?» (Lc 4,22). Enxergavam a humanidade de Cristo, mas não se deram conta de sua divindade. Sempre que escutamos a Palavra de Deus, mais a frente do estilo literário, da beleza das expressões ou da singularidade da situação, temos que saber que é Deus quem nos fala.
«Anunciei-vos o mistério de Cristo crucificado»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Quando fui ter convosco, irmãos,
não me apresentei com sublimidade de linguagem
ou de sabedoria
a anunciar-vos o mistério de Deus.
Pensei que, entre vós, não devia saber nada
senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado.
Apresentei-me diante de vós cheio de fraqueza e de temor
e a tremer deveras.
A minha palavra e a minha pregação
não se basearam na linguagem convincente da sabedoria humana,
mas na poderosa manifestação do Espírito Santo,
para que a vossa fé não se fundasse na sabedoria humana,
mas no poder de Deus.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 97-98.99-100.101-102 (R. 97a)
Refrão: Quanto amo, Senhor, a vossa lei.
Quanto amo, Senhor, a vossa lei!
Nela medito todo o dia.
Vós me fizestes mais sábio que meus inimigos,
porque tenho sempre comigo os vossos mandamentos.
Tornei-me mais sábio que todos os meus mestres,
porque medito sempre as vossas ordens.
Sou mais sensato que os anciãos,
porque observo os vossos preceitos.
Desviei os meus pés de todo o mau caminho,
a fim de guardar a vossa palavra.
Não me tenho afastado dos vossos juízos,
porque sois Vós quem me ensina.
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EVANGELHO Lc 4, 16-30
«Ele enviou-Me para anunciar a boa nova aos pobres... Nenhum profeta é bem recebido na sua terra»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus foi a Nazaré, onde Se tinha criado.
Segundo o seu costume,
entrou na sinagoga a um sábado
e levantou-Se para fazer a leitura.
Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías
e, ao abrir o livro,
encontrou a passagem em que estava escrito:
«O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque Ele me ungiu
para anunciar a boa nova aos pobres.
Enviou-me enviou a proclamar a redenção aos cativos
e a vista aos cegos,
a restituir a liberdade aos oprimidos,
a proclamar o ano da graça do Senhor».
Depois enrolou o livro,
entregou-o ao ajudante e sentou-Se.
Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga.
Começou então a dizer-lhes:
«Cumpriu-se hoje mesmo
esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».
Todos davam testemunho em seu favor
e se admiravam das palavras cheias de graça
que saíam da sua boca.
E perguntavam:
«Não é este o filho de José?».
Jesus disse-lhes:
«Por certo Me citareis o ditado:
‘Médico, cura-te a ti mesmo’.
Faz também aqui na tua terra
o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum».
E acrescentou:
«Em verdade vos digo:
Nenhum profeta é bem recebido na sua terra.
Em verdade vos digo
que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias,
quando o céu se fechou durante três anos e seis meses
e houve uma grande fome em toda a terra;
contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas,
mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia.
Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu;
contudo, nenhum deles foi curado,
mas apenas o sírio Naamã».
Ao ouvirem estas palavras,
todos ficaram furiosos na sinagoga.
Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade
e levaram-n’O até ao cimo da colina
sobre a qual a cidade estava edificada,
a fim de O precipitarem dali abaixo.
Mas Jesus, passando pelo meio deles,
seguiu o seu caminho.
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. David AMADO i Fernández (Barcelona, Espanha)
Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir
Hoje, «se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir» (Lc 4,21). Com essas palavras, Jesus comenta, na sinagoga de Nazaré, um texto do profeta Isaías: «O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção» (Lc 4,18). Estas palavras têm um sentido que ultrapassa o momento histórico concreto em que foram pronunciadas. O Espírito Santo habita em plenitude em Jesus Cristo, e é Ele quem o envia aos crentes.
Mas, além disso, todas as palavras do Evangelho possuem uma atualidade eterna. São eternas porque foram pronunciadas pelo Eterno e, são atuais porque Deus faz com que se cumpram em todos os tempos. Quando escutamos a Palavra de Deus, temos que recebê-la não como um discurso humano, mas sim como uma Palavra que tem, sobre nós, poder de transformação. Deus não fala aos nossos ouvidos, mas ao nosso coração. Tudo o que diz está profundamente cheio de sentido e de amor. A Palavra de Deus é uma fonte inextinguível de vida: «É mais o que perdemos do que o que captamos, tal como ocorre com os sedentos que bebem de uma fonte» (Santo Efrém). Suas palavras saem do coração de Deus. E, desse coração, do seio da Trindade, veio Jesus —a Palavra do Pai — aos homens.
Por isso, cada dia, quando escutamos o Evangelho, temos que poder dizer como Maria: «Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38); e Deus nos responderá: «Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir». Mas para que a Palavra seja eficaz em nós devemos nos desprender de todo o preconceito. Os contemporâneos de Jesus não o compreenderam, porque o viam somente com olhos humanos: «Não é este o filho de José?» (Lc 4,22). Enxergavam a humanidade de Cristo, mas não se deram conta de sua divindade. Sempre que escutamos a Palavra de Deus, mais a frente do estilo literário, da beleza das expressões ou da singularidade da situação, temos que saber que é Deus quem nos fala.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I 1 Cor 1, 17-25
«Nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus, mas sabedoria de Deus para aqueles que são chamados»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:Cristo não me enviou para baptizar,mas para anunciar o Evangelho,não, porém, com a sabedoria da linguagem,a fim de não se desvirtuar a cruz de Cristo.Porque a linguagem da cruz é loucurapara aqueles que estão no caminho da perdição,mas é poder de Deuspara aqueles que seguem o caminho da salvação, isto é, para nós.Na verdade, assim está escrito:«Hei-de arruinar a sabedoria dos sábiose frustrar a inteligência dos inteligentes».Onde está o sábio? Onde está o homem culto?Onde está o que discute sobre as coisas deste mundo?Porventura Deus não tornou louca a sabedoria do mundo?Uma vez que o mundo, por meio da sua sabedoria,não reconheceu a Deus na sabedoria divina,aprouve a Deus salvar os crentespela loucura da mensagem que pregamos.Os judeus pedem milagrese os gregos procuram a sabedoria.Quanto a nós, pregamos Cristo crucificado,escândalo para os judeus e loucura para os gentios.Mas para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos,Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus.A loucura de Deus é mais sábia do que o homeme a fraqueza de Deus é mais forte do que o homem.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 32 (33), 1-2.4-5.10-11 (R. 5b)
Refrão: A bondade do Senhor encheu a terra.
Justos, aclamai o Senhor,os corações rectos devem louvá-l’O.Louvai o Senhor com a cítara,cantai-Lhe salmos ao som da harpa.A palavra do Senhor é recta,da fidelidade nascem as suas obras.Ele ama a justiça e a rectidão:a terra está cheia da bondade do Senhor.O Senhor frustou os planos dos pagãos,fez malograr os projectos dos povos.O plano do Senhor permanece eternamentee os desígnios do seu coração por todas as gerações.
EVANGELHO Mt 25, 1-13
«Aí vem o Esposo: ide ao seu encontro»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola:«O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens,que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo.Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes.As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas,não levaram azeite consigo,enquanto as prudentes,com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias.Como o esposo se demorava,começaram todas a dormitar e adormeceram.À meia noite ouviu-se um brado:‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’.Então, as virgens levantaram-se todase começaram a preparar as lâmpadas.As insensatas disseram às prudentes:‘Dai-nos do vosso azeite,que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’.Mas as prudentes responderam:‘Talvez não chegue para nós e para vós.Ide antes comprá-lo aos vendedores’.Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo:as que estavam preparadasentraram com ele para o banquete nupcial;e a porta fechou-se.Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram:‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’.Mas ele respondeu:‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’.Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Joan Ant. MATEO i García (La Fuliola, Lleida, Espanha)
Em verdade vos digo: não vos conheço
Hoje, sexta-feira da Semana XXI do Tempo Comum, o Senhor nos lembra, no Evangelho, que devemos sempre vigiar e nos preparar para o encontro com Ele. À meia-noite, a qualquer momento, podem bater à porta e convidar-nos a sair para receber o Senhor. A morte não marca hora. Assim, «vigiai, pois não sabeis o dia, nem a hora» (Mt 25,13). Vigiar não significa viver amedrontado e angustiado. Quer dizer viver responsávelmente nossa vida de filhos de Deus, nossa vida de fé, esperança e caridade. O Senhor espera continuamente nossa resposta de fé e amor, constantes e pacientes, em meio das ocupações e preocupações que vão tecendo o nosso viver. E esta resposta só nós podemos dá-la, você e eu. Ninguém pode fazer isso por nós. Isso é o significa a negativa das virgens prudentes em ceder um pouco de seu azeite para as lâmpadas apagadas das virgens ignorantes: «É melhor irdes comprar dos vendedores» (Mt 25,9). Assim, nossa resposta a Deus é pessoal e intransferível. Não aguardemos um “amanhã” — que talvez não virá— para acender a lâmpada do nosso amor para o Esposo. Carpe diem! Há que viver cada segundo de nossa vida com toda a paixão que um cristão pode sentir pelo seu Senhor. O ditado é conhecido, mas não nos custa lembrá-lo: Vive cada dia de tua vida como se fosse o primeiro dia de tua existência, como se fosse o único dia do qual dispomos, como se fosse o último de nossa vida. Um chamado realista à necessária e sensata conversão que devemos alcançar. Que Deus nos dê a graça em sua grande misericórdia de que não ouçamos, na hora final: «Em verdade vos digo: não vos conheço!» (Mt 25,12), quer dizer, «nunca tivestes nenhuma relação nem convivência comigo?». Tratemos com o Senhor nesta vida de modo que sejamos conhecidos e seus amigos no tempo e na eternidade.
«Nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus, mas sabedoria de Deus para aqueles que são chamados»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:Cristo não me enviou para baptizar,mas para anunciar o Evangelho,não, porém, com a sabedoria da linguagem,a fim de não se desvirtuar a cruz de Cristo.Porque a linguagem da cruz é loucurapara aqueles que estão no caminho da perdição,mas é poder de Deuspara aqueles que seguem o caminho da salvação, isto é, para nós.Na verdade, assim está escrito:«Hei-de arruinar a sabedoria dos sábiose frustrar a inteligência dos inteligentes».Onde está o sábio? Onde está o homem culto?Onde está o que discute sobre as coisas deste mundo?Porventura Deus não tornou louca a sabedoria do mundo?Uma vez que o mundo, por meio da sua sabedoria,não reconheceu a Deus na sabedoria divina,aprouve a Deus salvar os crentespela loucura da mensagem que pregamos.Os judeus pedem milagrese os gregos procuram a sabedoria.Quanto a nós, pregamos Cristo crucificado,escândalo para os judeus e loucura para os gentios.Mas para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos,Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus.A loucura de Deus é mais sábia do que o homeme a fraqueza de Deus é mais forte do que o homem.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 32 (33), 1-2.4-5.10-11 (R. 5b)
Refrão: A bondade do Senhor encheu a terra.
Justos, aclamai o Senhor,os corações rectos devem louvá-l’O.Louvai o Senhor com a cítara,cantai-Lhe salmos ao som da harpa.A palavra do Senhor é recta,da fidelidade nascem as suas obras.Ele ama a justiça e a rectidão:a terra está cheia da bondade do Senhor.O Senhor frustou os planos dos pagãos,fez malograr os projectos dos povos.O plano do Senhor permanece eternamentee os desígnios do seu coração por todas as gerações.
EVANGELHO Mt 25, 1-13
«Aí vem o Esposo: ide ao seu encontro»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola:«O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens,que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo.Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes.As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas,não levaram azeite consigo,enquanto as prudentes,com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias.Como o esposo se demorava,começaram todas a dormitar e adormeceram.À meia noite ouviu-se um brado:‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’.Então, as virgens levantaram-se todase começaram a preparar as lâmpadas.As insensatas disseram às prudentes:‘Dai-nos do vosso azeite,que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’.Mas as prudentes responderam:‘Talvez não chegue para nós e para vós.Ide antes comprá-lo aos vendedores’.Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo:as que estavam preparadasentraram com ele para o banquete nupcial;e a porta fechou-se.Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram:‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’.Mas ele respondeu:‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’.Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Joan Ant. MATEO i García (La Fuliola, Lleida, Espanha)
Em verdade vos digo: não vos conheço
Hoje, sexta-feira da Semana XXI do Tempo Comum, o Senhor nos lembra, no Evangelho, que devemos sempre vigiar e nos preparar para o encontro com Ele. À meia-noite, a qualquer momento, podem bater à porta e convidar-nos a sair para receber o Senhor. A morte não marca hora. Assim, «vigiai, pois não sabeis o dia, nem a hora» (Mt 25,13). Vigiar não significa viver amedrontado e angustiado. Quer dizer viver responsávelmente nossa vida de filhos de Deus, nossa vida de fé, esperança e caridade. O Senhor espera continuamente nossa resposta de fé e amor, constantes e pacientes, em meio das ocupações e preocupações que vão tecendo o nosso viver. E esta resposta só nós podemos dá-la, você e eu. Ninguém pode fazer isso por nós. Isso é o significa a negativa das virgens prudentes em ceder um pouco de seu azeite para as lâmpadas apagadas das virgens ignorantes: «É melhor irdes comprar dos vendedores» (Mt 25,9). Assim, nossa resposta a Deus é pessoal e intransferível. Não aguardemos um “amanhã” — que talvez não virá— para acender a lâmpada do nosso amor para o Esposo. Carpe diem! Há que viver cada segundo de nossa vida com toda a paixão que um cristão pode sentir pelo seu Senhor. O ditado é conhecido, mas não nos custa lembrá-lo: Vive cada dia de tua vida como se fosse o primeiro dia de tua existência, como se fosse o único dia do qual dispomos, como se fosse o último de nossa vida. Um chamado realista à necessária e sensata conversão que devemos alcançar. Que Deus nos dê a graça em sua grande misericórdia de que não ouçamos, na hora final: «Em verdade vos digo: não vos conheço!» (Mt 25,12), quer dizer, «nunca tivestes nenhuma relação nem convivência comigo?». Tratemos com o Senhor nesta vida de modo que sejamos conhecidos e seus amigos no tempo e na eternidade.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
A Igreja não é socialista... nem liberal
Nesta época de campanha eleitoral no rádio e na TV ouvimos falar de várias ideologias e sistemas de governo. É capitalismo pra lá, socialismo pra cá. Um candidato chama o outro de comunista, e o outro chama o um de neoliberal, como se fossem palavrões pesados. Mas e a Igreja Católica, como se coloca no meio disso tudo? Em primeiro lugar, deve ficar claro que a Igreja evita se envolver diretamente nos governos políticos e nos momentos de eleição, pois sabe da condição laical da nossa sociedade, em que o estado e a religião atuam separados. Mas a Igreja, obviamente, tem sua visão política e social e nós nem sempre sabemos que visão é essa e como a ela é manifestada. Por isso achei interessante colocar aqui no blog um texto que fala sobre isso. O texto não tem autoria, mas se baseia no Catecismo da Igreja Católica para refletir a posição da nossa amada Igreja perante a política e a organização social. Segue abaixo:É comum hoje a idéia de que o liberalismo e o socialismo são doutrinas completamente opostas entre si. Porém, tal idéia trata-se de um equívoco. O liberalismo e socialismo, embora tenham contradições em alguns pontos, são herdeiros de um mesmo relativismo filosófico que surge com força no final da Idade Média. Tal relativismo nega a existência de uma verdade absoluta que possa ser conhecida pelo ser humano.
Herança deste relativismo é a tese de que o Estado tudo deve permitir ao ser humano pensar, falar e fazer: se não há uma verdade objetiva em matéria de moral, então tudo é permitido. E aqui temos o liberalismo moral e o liberalismo econômico, que gerou tanta injustiça e miséria! Também é herança deste relativismo a tese de que tudo é permitido ao Estado - e aqui surge o todo-poderoso Estado socialista, que coletiviza a propriedade, os bens de produção e tolhe as liberdades individuais.
Tanto o liberalismo como o socialismo são incompatíveis com a doutrina social da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. O liberalismo, por negar a existência de uma moral objetiva que pode ser conhecida pela razão e confirmada pela fé, como afirma o Catecismo da Igreja Católica (Cat.), nos números 1954 a 1960. Crê a moral católica que o Estado tem a responsabilidade de, dentro dos justos limites, intervir no campo moral e econômico. Diz o Catecismo da Igreja Católica que "cabe ao Estado defender e promover o bem comum da sociedade civil, dos cidadãos e dos organismos intermediários" (n, 1910). Neste sentido, afirma o saudoso Papa João Paulo na fabulosa Encíclica Centesimus Annus (CA) que "a atividade econômica, sobretudo a da economia de mercado, não pode desenvolver-se num vazio institucional, jurídico e político (...) O Estado tem o dever de vigiar e conduzir a aplicação dos direitos humanos no setor econômico." (CA 48)
Também o socialismo é incompatível com a doutrina social católica, por atentar contra o direito natural à propriedade privada e as liberdades individuais, subvertendo a ordem social (Cat. 2403-2404; 2424-2425). O socialismo se apresentou no século XIX como solução para corrigir as injustiças do liberalismo. Porém, a experiência dos países socialistas mostra que tal expectativa não foi alcançada. Com efeito, a lei moral natural é condição para a ordem social, e qualquer sistema que atente contra esta lei - seja liberal ou socialista! - gerará para esta ordem péssimas consequências. Nesse sentido, escreveu o Papa João Paulo II, falando à respeito do socialismo, sobre "o mal de uma solução que, sob a aparência de uma inversão das posições dos pobres e ricos, redundava de fato em detrimento daqueles que se propunha ajudar." (CA 11) E acrescenta: "O remédio revelar-se-ia pior que a doença." (CA 11) E falando sobre o capitalismo selvagem, escreveu: "Na luta contra um tal sistema, não se veja, como modelo alternativo, o sistema socialista, que não passa de um capitalismo de estado, mas um sociedade do trabalho livre, da empresa e da participação." (CA 35)
O mencionado sistema relativista, presente tanto no liberalismo como no socialismo, é contraditório em si mesmo, pois por um lado afirma que não existe uma verdade absoluta; por outro, os que aderem à este pensamento, os que aderem à este pensamento combatem os que discordam de suas teses, tratando as suas ideologias como verdades absolutas! Esta é a chamada "ditadura do relativismo", que tem sido tantas vezes denunciada pelo Santo Padre Bento XVI. Por detrás deste relativismo moral, presente está a negação de Deus do ateísmo e do agnosticismo. Com efeito, como poderá haver uma lei moral natural à qual o ser humano e o Estado estão sujeitos, se na natureza não houver um Autor? Por isso escreveu o Papa João Paulo II: "A negação de Deus priva a pessoa do seu fundamento, e consequentemente induz a reorganizar a ordem social, prescindindo da dignidade e da responsabilidade da pessoa." (CA 13)
Negando a Deus, tanto o liberalismo quanto o socialismo nega também o homem em sua essência. Ensina-nos a doutrina social católica que o ser humano, criado à imagem de Deus (Cat. 356-357), é ao mesmo tempo individual e social. O liberalismo, ideologia individualista em si mesmo, nega o ser humano enquanto ser social, e por isso mesmo, dotado de deveres sociais. Já o socialismo nega o ser humano enquanto ser individual, e por isso mesmo, dotado de direitos individuais os quis o Estado não tem competência para privá-lo. Nesse sentido, afirma o saudoso Papa João Paulo II: "O erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem ou do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção da pessoa, deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como a oposição à propriedade privada. O homem, de fato, privado de algo que possa «dizer seu» e da possibilidade de ganhar com que viver por sua iniciativa, acaba por depender da máquina social e daqueles que a controlam, o que lhe torna muito mais difícil reconhecer a sua dignidade de pessoa e impede o caminho para a constituição de uma autêntica comunidade humana." (CA 13) Este negação do homem chega ao seu pior estado nas correntes mais avançadas do liberalismo e do socialismo que são favoráveis ao aborto, negando diretamente a dignidade intrínseca da vida humana (Cat., 2270-2275).
A doutrina social católica, oponde-se ao liberalismo e ao socialismo, defende o papel do Estado na proteção da Lei Divina e da dignidade intrínseca do ser humano e dos direitos que daí decorrem diretamente (o direito à vida, o direito à propriedade privada, o direito à educação, o direito à livre iniciativa, e assim por diante), bem como na promoção do bem comum e da solidariedade, principalmente em relação aos mais pobres necessitados. Os políticos católicos ocupam aqui um papel fundamental, nesta colaboração da Santa Igreja para que haja uma justa ordem social. Nesse sentido, escreveu o Papa João Paulo II: "Para animar cristãmente a ordem temporal, no sentido que se disse de servir a pessoa e a sociedade, os fiéis leigos não podem absolutamente abdicar da participação na política, ou seja, da múltipla e variada ação econômica, social, legislativa, administrativa e cultural." (Encíclica Christifideles Laici, de 1988)
Fonte: http://www.reinodavirgem.com.br/fe-e-politica/nemsocialista.html
Que Deus nos ilumine para escolher os melhores (ou menos piores!) candidatos para governar o nosso país!
POR PATRICK
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LEITURA I 1 Cor 1, 1-9
«Por Ele fostes enriquecidos em tudo»
Início da primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Paulo, por vontade de Deus
escolhido para Apóstolo de Cristo Jesus
e o irmão Sóstenes,
à Igreja de Deus que está em Corinto,
aos que foram santificados em Cristo Jesus,
chamados à santidade,
com todos os que invocam, em qualquer lugar,
o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:
A graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo
estejam convosco.
Dou graças a Deus, em todo o tempo, a vosso respeito,
pela graça divina que vos foi dada em Cristo Jesus.
Porque fostes enriquecidos em tudo:
em toda a palavra e em todo o conhecimento;
e deste modo, tornou-se firme em vós o testemunho de Cristo.
De facto, já não vos falta nenhum dom da graça,
a vós que esperais a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele vos tornará firmes até ao fim,
para que sejais irrepreensíveis
no dia de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fiel é Deus, por quem fostes chamados
à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 144 (145), 2-3.4-5.6-7 (R. cf. 1b)
Refrão: Louvarei para sempre o vosso nome, Senhor.
Quero bendizer-Vos, dia após dia,
e louvar o vosso nome para sempre.
O Senhor é grande e digno de louvor,
insondável é a sua grandeza.
Uma geração anuncia à outra as vossas obras
e todas proclamam o vosso poder.
Falam do poder da vossa majestade
e anunciam as vossas maravilhas.
Cantam o poder das vossas obras
e proclamam a vossa grandeza.
Celebram a memória da vossa imensa bondade
e aclamam a vossa justiça.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Mt 24, 42-51
«Estai preparados»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Vigiai,
porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.
Compreendei isto:
se o dono da casa soubesse
a que horas da noite viria o ladrão,
estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa.
Por isso, estai vós também preparados,
porque na hora em que menos pensais,
virá o Filho do homem.
Quem é o servo fiel e prudente,
que o senhor pôs à frente da sua casa,
para lhe dar o alimento em tempo oportuno?
Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar,
encontrar procedendo assim.
Em verdade vos digo
que lhe confiará a administração de todos os seus bens.
Mas se o servo for mau
e disser consigo: ‘O meu senhor demora-se’,
e começar a espancar os companheiros
e a comer e beber com os ébrios,
quando o senhor daquele servo chegar,
em dia que ele não espera e à hora que ele não pensa,
expulsá-lo-á e lhe dará a sorte dos hipócritas.
Aí haverá choro e ranger de dentes».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Albert TAULÉ i Viñas (Barcelona, Espanha)
Estejam preparados
Hoje, o texto evangélico nos fala sobre a incerteza do momento em que virá o Senhor: «Vigiai, portanto, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor» (Mt 24,42). Se quisermos que nos encontre velando no momento de sua chegada, não podemos nos distrair nem dormir: temos de estar sempre preparados. Jesus dá muitos exemplos desta atenção: o que vigia se vem um ladrão, o servo que deseja comprazer a seu amo... Talvez nos falasse hoje de um goleiro de futebol que não sabe quando nem de que maneira virá a bola...
Porém, talvez, devêssemos antes esclarecer de qual vinda nos fala. Trata-se da hora da morte?; trata-se do fim do mundo? Certamente, são vindas do Senhor que Ele deixou na incerteza exatamente para provocar em nós uma atenção constante. Porém, fazendo um cálculo de probabilidades, talvez ninguém de nossa geração venha a ser testemunha de um cataclismo universal que ponha fim à existência da vida humana neste planeta. E, pelo que se refere à morte, isto só vai acontecer uma vez. Mas, enquanto esta não chega, não haverá nenhuma outra vinda mais próxima ante a qual convenha estar sempre preparados?
«Como passam os anos! Os meses se reduzem a semanas, as semanas a dias, os dias a horas, e as horas a segundos...» (São Francisco de Sales). Cada dia, cada hora, em cada instante, o Senhor está próximo da nossa vida. Através de inspirações internas, através das pessoas que nos rodeiam, dos fatos que se vão sucedendo, o Senhor chama à nossa porta e, como diz o Apocalipse: «Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e tomaremos a refeição, eu com ele e ele comigo» (Ap 3,20). Hoje, se comungamos isto voltará a acontecer. Hoje, se escutamos pacientemente os problemas que outro nos confia ou, damos generosamente nosso dinheiro para ajudar numa necessidade, isto voltará a acontecer. Hoje, se em nossa oração pessoal recebemos —repentinamente — uma inspiração inesperada, isto tornará a acontecer.
«Por Ele fostes enriquecidos em tudo»
Início da primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Paulo, por vontade de Deus
escolhido para Apóstolo de Cristo Jesus
e o irmão Sóstenes,
à Igreja de Deus que está em Corinto,
aos que foram santificados em Cristo Jesus,
chamados à santidade,
com todos os que invocam, em qualquer lugar,
o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:
A graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo
estejam convosco.
Dou graças a Deus, em todo o tempo, a vosso respeito,
pela graça divina que vos foi dada em Cristo Jesus.
Porque fostes enriquecidos em tudo:
em toda a palavra e em todo o conhecimento;
e deste modo, tornou-se firme em vós o testemunho de Cristo.
De facto, já não vos falta nenhum dom da graça,
a vós que esperais a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele vos tornará firmes até ao fim,
para que sejais irrepreensíveis
no dia de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fiel é Deus, por quem fostes chamados
à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 144 (145), 2-3.4-5.6-7 (R. cf. 1b)
Refrão: Louvarei para sempre o vosso nome, Senhor.
Quero bendizer-Vos, dia após dia,
e louvar o vosso nome para sempre.
O Senhor é grande e digno de louvor,
insondável é a sua grandeza.
Uma geração anuncia à outra as vossas obras
e todas proclamam o vosso poder.
Falam do poder da vossa majestade
e anunciam as vossas maravilhas.
Cantam o poder das vossas obras
e proclamam a vossa grandeza.
Celebram a memória da vossa imensa bondade
e aclamam a vossa justiça.
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EVANGELHO Mt 24, 42-51
«Estai preparados»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Vigiai,
porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.
Compreendei isto:
se o dono da casa soubesse
a que horas da noite viria o ladrão,
estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa.
Por isso, estai vós também preparados,
porque na hora em que menos pensais,
virá o Filho do homem.
Quem é o servo fiel e prudente,
que o senhor pôs à frente da sua casa,
para lhe dar o alimento em tempo oportuno?
Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar,
encontrar procedendo assim.
Em verdade vos digo
que lhe confiará a administração de todos os seus bens.
Mas se o servo for mau
e disser consigo: ‘O meu senhor demora-se’,
e começar a espancar os companheiros
e a comer e beber com os ébrios,
quando o senhor daquele servo chegar,
em dia que ele não espera e à hora que ele não pensa,
expulsá-lo-á e lhe dará a sorte dos hipócritas.
Aí haverá choro e ranger de dentes».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Albert TAULÉ i Viñas (Barcelona, Espanha)
Estejam preparados
Hoje, o texto evangélico nos fala sobre a incerteza do momento em que virá o Senhor: «Vigiai, portanto, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor» (Mt 24,42). Se quisermos que nos encontre velando no momento de sua chegada, não podemos nos distrair nem dormir: temos de estar sempre preparados. Jesus dá muitos exemplos desta atenção: o que vigia se vem um ladrão, o servo que deseja comprazer a seu amo... Talvez nos falasse hoje de um goleiro de futebol que não sabe quando nem de que maneira virá a bola...
Porém, talvez, devêssemos antes esclarecer de qual vinda nos fala. Trata-se da hora da morte?; trata-se do fim do mundo? Certamente, são vindas do Senhor que Ele deixou na incerteza exatamente para provocar em nós uma atenção constante. Porém, fazendo um cálculo de probabilidades, talvez ninguém de nossa geração venha a ser testemunha de um cataclismo universal que ponha fim à existência da vida humana neste planeta. E, pelo que se refere à morte, isto só vai acontecer uma vez. Mas, enquanto esta não chega, não haverá nenhuma outra vinda mais próxima ante a qual convenha estar sempre preparados?
«Como passam os anos! Os meses se reduzem a semanas, as semanas a dias, os dias a horas, e as horas a segundos...» (São Francisco de Sales). Cada dia, cada hora, em cada instante, o Senhor está próximo da nossa vida. Através de inspirações internas, através das pessoas que nos rodeiam, dos fatos que se vão sucedendo, o Senhor chama à nossa porta e, como diz o Apocalipse: «Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e tomaremos a refeição, eu com ele e ele comigo» (Ap 3,20). Hoje, se comungamos isto voltará a acontecer. Hoje, se escutamos pacientemente os problemas que outro nos confia ou, damos generosamente nosso dinheiro para ajudar numa necessidade, isto voltará a acontecer. Hoje, se em nossa oração pessoal recebemos —repentinamente — uma inspiração inesperada, isto tornará a acontecer.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
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LEITURA I 2 Tes 3, 6-10.16-18
«Quem não quer trabalhar, também não deve comer»
Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo
aos Tessalonicenses
Nós vos ordenamos, irmãos,
em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo,
que vos afasteis de todos os irmãos que vivem na ociosidade
e não conforme os ensinamentos que de nós recebestes.
Sabeis como deveis imitar-nos,
pois não vivemos no meio de vós na ociosidade,
nem comemos de graça o pão de ninguém.
Trabalhámos dia e noite, com esforço e fadiga,
para não sermos pesados a nenhum de vós.
Não é que não tivéssemos esse direito,
mas quisemos ser para vós um exemplo a imitar.
Quando estávamos convosco,
já vos dávamos esta ordem:
quem não quer trabalhar, também não deve comer.
O Senhor da paz vos conceda a paz
em todo o tempo e por todas as formas.
O Senhor esteja com todos vós.
A saudação é do meu punho e letra: Paulo.
Assino deste modo em todas as minhas cartas.
A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vós.
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 127 (128), 1-2.4-5 (R. cf. 1a)
Refrão: Felizes os que esperam no Senhor.
Feliz de ti, que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem.
Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor;
e vejas a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Mt 23, 27-32
«Sois os filhos daqueles que mataram os profetas»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus:
«Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque sois semelhantes a sepulcros caiados:
por fora parecem belos,
mas por dentro estão cheios de ossos de mortos
e de toda a podridão.
Assim sois vós também:
por fora pareceis justos aos olhos dos homens,
mas por dentro estais cheios de hipocrisia e maldade.
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque edificais os sepulcros dos profetas
e ornamentais os túmulos dos justos;
e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais,
não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas’.
Assim dais testemunho contra vós mesmos,
confessando que sois os filhos daqueles que mataram os profetas.
Completai então a obra dos vossos pais».
Palavra da salvação.
Comentário: + Rev. D. Lluís ROQUÉ i Roqué (Manresa, Barcelona, Espanha)
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas!
Hoje, assim como nos dias anteriores e nos que seguiram, contemplamos Jesus fora de si, condenando atitudes incompatíveis com um viver digno, não somente cristão, mas também humano: «Por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça» (Mt 23,28). Vem confirmar que a sinceridade, a honestidade, a lealdade, a nobreza..., são virtudes amadas por Deus, e também, muito valorizadas pelo homem.
Para evitar, portanto, a hipocrisia, devo ser muito sincero. Em primeiro lugar com Deus, porque me quer limpo de coração, e que eu deteste toda mentira por ser Ele totalmente puro, a Verdade absoluta. Em segundo lugar, comigo mesmo, para não ser eu o primeiro a ser enganado, expondo-me a cometer um pecado contra o Espírito Santo por não reconhecer meus próprios pecados nem deixá-los de manifestar claramente no sacramento da Penitência, ou por não confiar suficientemente em Deus, que nunca condena quem faz como o filho pródigo, nem perde ninguém por ser um pecador, mas por não reconhecer-se como tal. Em terceiro lugar, com os outros, já que também —como a Jesus — a todos coloca fora de si, a mentira, o engano, a falta de sinceridade, de honradez, de lealdade, de nobreza..., e, por isso mesmo, havemos de nos aplicar o princípio: «O que não quer para você, não o deseje para ninguém».
Essas três atitudes —que são do senso comum — as temos que tornar nossas para evitar cair na hipocrisia, e devemos tomar consciência da necessidade da graça santificante, por causa do pecado original provocada pelo “pai da mentira”: o diabo. Por isso levaremos em conta o conselho de São Josemaría: «Na hora da prova, ide prevenido contra o demônio mudo»; teremos também presente a Orígenes, que diz: «Uma falsa santidade jaz morta, porque não trabalha movida por Deus», e nós nos regeremos sempre, pelo princípio elementar e simples proposto por Jesus: «Seja o vosso ‘sim, sim ’; e o vosso ‘não, não’» (Mt 5,37).
Maria não se esvai em palavras, mas o seu sim ao bem, à graça, foi único e verdadeiro; seu não ao mal, ao pecado, foi rotundo e sincero.
«Quem não quer trabalhar, também não deve comer»
Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo
aos Tessalonicenses
Nós vos ordenamos, irmãos,
em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo,
que vos afasteis de todos os irmãos que vivem na ociosidade
e não conforme os ensinamentos que de nós recebestes.
Sabeis como deveis imitar-nos,
pois não vivemos no meio de vós na ociosidade,
nem comemos de graça o pão de ninguém.
Trabalhámos dia e noite, com esforço e fadiga,
para não sermos pesados a nenhum de vós.
Não é que não tivéssemos esse direito,
mas quisemos ser para vós um exemplo a imitar.
Quando estávamos convosco,
já vos dávamos esta ordem:
quem não quer trabalhar, também não deve comer.
O Senhor da paz vos conceda a paz
em todo o tempo e por todas as formas.
O Senhor esteja com todos vós.
A saudação é do meu punho e letra: Paulo.
Assino deste modo em todas as minhas cartas.
A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vós.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 127 (128), 1-2.4-5 (R. cf. 1a)
Refrão: Felizes os que esperam no Senhor.
Feliz de ti, que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem.
Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor;
e vejas a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida.
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EVANGELHO Mt 23, 27-32
«Sois os filhos daqueles que mataram os profetas»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus:
«Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque sois semelhantes a sepulcros caiados:
por fora parecem belos,
mas por dentro estão cheios de ossos de mortos
e de toda a podridão.
Assim sois vós também:
por fora pareceis justos aos olhos dos homens,
mas por dentro estais cheios de hipocrisia e maldade.
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque edificais os sepulcros dos profetas
e ornamentais os túmulos dos justos;
e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais,
não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas’.
Assim dais testemunho contra vós mesmos,
confessando que sois os filhos daqueles que mataram os profetas.
Completai então a obra dos vossos pais».
Palavra da salvação.
Comentário: + Rev. D. Lluís ROQUÉ i Roqué (Manresa, Barcelona, Espanha)
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas!
Hoje, assim como nos dias anteriores e nos que seguiram, contemplamos Jesus fora de si, condenando atitudes incompatíveis com um viver digno, não somente cristão, mas também humano: «Por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça» (Mt 23,28). Vem confirmar que a sinceridade, a honestidade, a lealdade, a nobreza..., são virtudes amadas por Deus, e também, muito valorizadas pelo homem.
Para evitar, portanto, a hipocrisia, devo ser muito sincero. Em primeiro lugar com Deus, porque me quer limpo de coração, e que eu deteste toda mentira por ser Ele totalmente puro, a Verdade absoluta. Em segundo lugar, comigo mesmo, para não ser eu o primeiro a ser enganado, expondo-me a cometer um pecado contra o Espírito Santo por não reconhecer meus próprios pecados nem deixá-los de manifestar claramente no sacramento da Penitência, ou por não confiar suficientemente em Deus, que nunca condena quem faz como o filho pródigo, nem perde ninguém por ser um pecador, mas por não reconhecer-se como tal. Em terceiro lugar, com os outros, já que também —como a Jesus — a todos coloca fora de si, a mentira, o engano, a falta de sinceridade, de honradez, de lealdade, de nobreza..., e, por isso mesmo, havemos de nos aplicar o princípio: «O que não quer para você, não o deseje para ninguém».
Essas três atitudes —que são do senso comum — as temos que tornar nossas para evitar cair na hipocrisia, e devemos tomar consciência da necessidade da graça santificante, por causa do pecado original provocada pelo “pai da mentira”: o diabo. Por isso levaremos em conta o conselho de São Josemaría: «Na hora da prova, ide prevenido contra o demônio mudo»; teremos também presente a Orígenes, que diz: «Uma falsa santidade jaz morta, porque não trabalha movida por Deus», e nós nos regeremos sempre, pelo princípio elementar e simples proposto por Jesus: «Seja o vosso ‘sim, sim ’; e o vosso ‘não, não’» (Mt 5,37).
Maria não se esvai em palavras, mas o seu sim ao bem, à graça, foi único e verdadeiro; seu não ao mal, ao pecado, foi rotundo e sincero.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
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Evangelho do diaDia Litúrgico: 24 de Agosto, São Bartolomeu, Apóstolo
Evangelho (Jo 1,45-51): Naquele tempo, Filipe encontrou-se com Natanael e disse-lhe: «Encontramos Jesus, o filho de José, de Nazaré, aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, bem como os Profetas». Natanael perguntou: «De Nazaré pode sair algo de bom?». Filipe respondeu: «Vem e vê!». Jesus viu Natanael que vinha ao seu encontro e declarou a respeito dele: «Este é um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade!». Natanael disse-lhe: «De onde me conheces?». Jesus respondeu: «Antes que Filipe te chamasse, quando estavas debaixo da figueira, eu te vi». Natanael exclamou: «Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!». Jesus lhe respondeu: «Estás crendo só porque falei que te vi debaixo da figueira? Verás coisas maiores que estas». E disse-lhe ainda: «Em verdade, em verdade, vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem!».
Comentário: Mons. Christoph BOCKAMP Vicario Regional del Opus Dei en Alemania (Bonn, Alemanha)
Vem e vê!
Hoje celebramos a festa do apóstolo São Bartolomeu. O evangelista São João relata seu primeiro encontro com o Senhor com tanta vivacidade que resulta fácil incluir-nos na cena. São diálogos de corações jovens, diretos, francos... Divinos!
Jesus encontra a Filipe casualmente e lhe diz «Segue-me» (Jo 1,43). Pouco depois, Filipe entusiasmado pelo encontro com Jesus Cristo, procura o seu amigo Natanael para comunicar-lhe que —finalmente — encontraram a quem Moisés e os profetas esperavam: «Jesus, o filho de José, de Nazaré» (Jo 1,45). A resposta que recebe não é entusiasta, senão céptica: «De Nazaré pode sair algo de bom?» (Jo 1,46). Em quase o mundo todo acontece algo parecido. É comum que em cada cidade, em cada vila se pense que da cidade, da vila vizinha não pode sair nada que valha a pena... Lá são quase todos ineptos... E vice-versa.
Mas Filipe, não se desanima. E como são amigos, não dá mais explicações, senão diz: «Vem e vê!» (Jo 1,46). Vai, e o seu primeiro encontro com Jesus é o momento da sua vocação. O que aparentemente é uma casualidade, nos planos de Deus já fazia tempo que estava preparado. Para Jesus, Natanael não é um desconhecido: «Antes que Filipe te chamasse, quando estavas debaixo da figueira, eu te vi» (Jo 1,48). De qual figueira? Talvez tenha sido um lugar preferido de Natanael onde acostumava se dirigir quando queria descansar, pensar, estar sozinho... Embora sempre baixo a olhada amorosa de Deus. Como todos os homens, em todo momento. Mas para perceber este amor infinito de Deus para cada um, para estar consciente de que está na minha porta e chama preciso de uma voz externa, um amigo, um “Filipe” que me diga: «Vem e vê!». Alguém que me leve ao caminho que São Josemaría descreve assim: Procurar a Cristo; achar a Cristo; amar a Cristo.
Evangelho (Jo 1,45-51): Naquele tempo, Filipe encontrou-se com Natanael e disse-lhe: «Encontramos Jesus, o filho de José, de Nazaré, aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, bem como os Profetas». Natanael perguntou: «De Nazaré pode sair algo de bom?». Filipe respondeu: «Vem e vê!». Jesus viu Natanael que vinha ao seu encontro e declarou a respeito dele: «Este é um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade!». Natanael disse-lhe: «De onde me conheces?». Jesus respondeu: «Antes que Filipe te chamasse, quando estavas debaixo da figueira, eu te vi». Natanael exclamou: «Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!». Jesus lhe respondeu: «Estás crendo só porque falei que te vi debaixo da figueira? Verás coisas maiores que estas». E disse-lhe ainda: «Em verdade, em verdade, vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem!».
Comentário: Mons. Christoph BOCKAMP Vicario Regional del Opus Dei en Alemania (Bonn, Alemanha)
Vem e vê!
Hoje celebramos a festa do apóstolo São Bartolomeu. O evangelista São João relata seu primeiro encontro com o Senhor com tanta vivacidade que resulta fácil incluir-nos na cena. São diálogos de corações jovens, diretos, francos... Divinos!
Jesus encontra a Filipe casualmente e lhe diz «Segue-me» (Jo 1,43). Pouco depois, Filipe entusiasmado pelo encontro com Jesus Cristo, procura o seu amigo Natanael para comunicar-lhe que —finalmente — encontraram a quem Moisés e os profetas esperavam: «Jesus, o filho de José, de Nazaré» (Jo 1,45). A resposta que recebe não é entusiasta, senão céptica: «De Nazaré pode sair algo de bom?» (Jo 1,46). Em quase o mundo todo acontece algo parecido. É comum que em cada cidade, em cada vila se pense que da cidade, da vila vizinha não pode sair nada que valha a pena... Lá são quase todos ineptos... E vice-versa.
Mas Filipe, não se desanima. E como são amigos, não dá mais explicações, senão diz: «Vem e vê!» (Jo 1,46). Vai, e o seu primeiro encontro com Jesus é o momento da sua vocação. O que aparentemente é uma casualidade, nos planos de Deus já fazia tempo que estava preparado. Para Jesus, Natanael não é um desconhecido: «Antes que Filipe te chamasse, quando estavas debaixo da figueira, eu te vi» (Jo 1,48). De qual figueira? Talvez tenha sido um lugar preferido de Natanael onde acostumava se dirigir quando queria descansar, pensar, estar sozinho... Embora sempre baixo a olhada amorosa de Deus. Como todos os homens, em todo momento. Mas para perceber este amor infinito de Deus para cada um, para estar consciente de que está na minha porta e chama preciso de uma voz externa, um amigo, um “Filipe” que me diga: «Vem e vê!». Alguém que me leve ao caminho que São Josemaría descreve assim: Procurar a Cristo; achar a Cristo; amar a Cristo.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I 2 Tes 1, 1-5.11b-12
«O nome de Cristo será glorificado em vós, e vós n’Ele»
Início da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo
aos Tessalonicenses
Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos Tessalonicenses,
que está em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo:
A graça e a paz vos sejam dadas
da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Devemos dar contínuas graças a Deus
por vós, irmãos, como é justo,
porque a vossa fé faz grandes progressos
e o amor de uns pelos outros vai aumentando em todos vós.
Assim nós mesmos nos gloriamos de vós nas Igrejas de Deus,
por causa da vossa perseverança e da vossa fé,
no meio de todas as perseguições e tribulações que suportais.
Elas são um sinal do justo juízo de Deus,
que quer tornar-vos dignos do seu reino, pelo qual sofreis.
O nosso Deus vos considere dignos do seu chamamento
e, pelo seu poder,
se realizem todos os vossos bons propósitos
e se confirme o trabalho da vossa fé.
Assim o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo
será glorificado em vós, e vós n’Ele,
segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 95 (96), 1-2a.2b-3.4a e 5 (R. 3)
Refrão: Anunciai em todos os povos as maravilhas do Senhor.
Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira,
cantai ao Senhor, bendizei o seu nome.
Anunciai dia a dia a sua salvação,
publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas.
O Senhor é grande e digno de louvor,
os deuses dos gentios não passam de ídolos,
foi o Senhor quem fez os céus.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Mt 23, 13-22
«Ai de vós, guias cegos!»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus:
«Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque fechais aos homens o reino dos Céus:
vós não entrais nem deixais entrar os que o desejam.
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque dais volta ao mar e à terra,
para fazerdes um convertido,
mas, tendo-o conseguido,
fazeis dele um merecedor da Geena,
duas vezes mais do que vós.
Ai de vós, guias cegos, que dizeis:
‘Quem jurar pelo santuário a nada se obriga;
mas quem jurar pelo ouro do santuário tem de cumprir’.
Insensatos e cegos! Que vale mais:
o ouro ou o santuário que santifica o ouro?
Dizeis também:
‘Quem jurar pelo altar a nada se obriga;
mas quem jurar pela oferenda que está sobre o altar
tem de cumprir’.
Cegos! Que vale mais:
a oferenda ou o altar que santifica a oferenda?
Na verdade, quem jura pelo altar
jura por tudo o que está sobre ele.
E quem jura pelo Santuário
jura por ele e por Aquele que o habita.
E quem jura pelo Céu
jura pelo trono de Deus
e por Aquele que nele está sentado».
Palavra da salvação.
Comentário: P. Raimondo M. SORGIA Mannai OP (San Domenico di Fiesole, Florencia, Italia)
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Fechais aos outros o Reino dos Céus
Hoje, o Senhor nos quer iluminar sobre um conceito que em si mesmo é elementar, mas que poucos chegam aprofundar: guiar para o desastre não é guiar à vida, senão à morte. Quem ensina morrer ou matar aos demais não é um mestre da vida, senão um “assassino”.
O Senhor hoje está —diríamos— de mau-humor, está justamente enfadado com os guias que extraviam ao próximo e lhe tiram o gosto de viver e, finalmente, a vida: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Percorreis o mar e a terra para converter alguém, e quando o conseguis, o tornais merecedor do inferno, duas vezes mais do que vós» (Mt 23,15).
Há gente que tenta de verdade entrar no Reino dos Céus, e tirar esta ilusão é uma culpa verdadeiramente grave. Têm se apoderado das chaves da entrada, mas para eles representam um “brinquedo”, algo chamativo para ter pendurado no cinturão e nada mais. Os fariseus perseguem os indivíduos, e “andam a caça” para levá-los a sua própria convicção religiosa; não à de Deus, senão à própria; com o fim de convertê-los não em filhos de Deus, senão do inferno. O seu orgulho não eleva ao céu, não conduz à vida, senão à perdição. Que erro tão grave!
«Guias —diz-lhes Jesus— cegos! Filtrais um mosquito e engolis um camelo» (Mt 23,24). Todo está trocado, revolvido; o Senhor repetidamente há tentado destampar as orelhas e desvendar os olhos dos fariseus, mas diz o profeta Zacarias: «Eles, porém, não quiseram escutar: voltaram-me as costas, revoltados, e taparam os ouvidos para nada ouvir» (Za 7,11). Então, no momento do juízo, o juiz emitirá uma sentença severa: «Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!» (Mt 7,23). Não é suficiente saber mais: faz falta saber a verdade e ensiná-la com humilde fidelidade. Lembremo-nos do que disse um autêntico mestre da sabedoria, Santo Tomás de Aquino: «Enquanto louvam a sua própria bravura, os soberbos envilecem a excelência da verdade!»
«O nome de Cristo será glorificado em vós, e vós n’Ele»
Início da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo
aos Tessalonicenses
Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos Tessalonicenses,
que está em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo:
A graça e a paz vos sejam dadas
da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Devemos dar contínuas graças a Deus
por vós, irmãos, como é justo,
porque a vossa fé faz grandes progressos
e o amor de uns pelos outros vai aumentando em todos vós.
Assim nós mesmos nos gloriamos de vós nas Igrejas de Deus,
por causa da vossa perseverança e da vossa fé,
no meio de todas as perseguições e tribulações que suportais.
Elas são um sinal do justo juízo de Deus,
que quer tornar-vos dignos do seu reino, pelo qual sofreis.
O nosso Deus vos considere dignos do seu chamamento
e, pelo seu poder,
se realizem todos os vossos bons propósitos
e se confirme o trabalho da vossa fé.
Assim o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo
será glorificado em vós, e vós n’Ele,
segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 95 (96), 1-2a.2b-3.4a e 5 (R. 3)
Refrão: Anunciai em todos os povos as maravilhas do Senhor.
Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira,
cantai ao Senhor, bendizei o seu nome.
Anunciai dia a dia a sua salvação,
publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas.
O Senhor é grande e digno de louvor,
os deuses dos gentios não passam de ídolos,
foi o Senhor quem fez os céus.
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EVANGELHO Mt 23, 13-22
«Ai de vós, guias cegos!»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus:
«Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque fechais aos homens o reino dos Céus:
vós não entrais nem deixais entrar os que o desejam.
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque dais volta ao mar e à terra,
para fazerdes um convertido,
mas, tendo-o conseguido,
fazeis dele um merecedor da Geena,
duas vezes mais do que vós.
Ai de vós, guias cegos, que dizeis:
‘Quem jurar pelo santuário a nada se obriga;
mas quem jurar pelo ouro do santuário tem de cumprir’.
Insensatos e cegos! Que vale mais:
o ouro ou o santuário que santifica o ouro?
Dizeis também:
‘Quem jurar pelo altar a nada se obriga;
mas quem jurar pela oferenda que está sobre o altar
tem de cumprir’.
Cegos! Que vale mais:
a oferenda ou o altar que santifica a oferenda?
Na verdade, quem jura pelo altar
jura por tudo o que está sobre ele.
E quem jura pelo Santuário
jura por ele e por Aquele que o habita.
E quem jura pelo Céu
jura pelo trono de Deus
e por Aquele que nele está sentado».
Palavra da salvação.
Comentário: P. Raimondo M. SORGIA Mannai OP (San Domenico di Fiesole, Florencia, Italia)
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Fechais aos outros o Reino dos Céus
Hoje, o Senhor nos quer iluminar sobre um conceito que em si mesmo é elementar, mas que poucos chegam aprofundar: guiar para o desastre não é guiar à vida, senão à morte. Quem ensina morrer ou matar aos demais não é um mestre da vida, senão um “assassino”.
O Senhor hoje está —diríamos— de mau-humor, está justamente enfadado com os guias que extraviam ao próximo e lhe tiram o gosto de viver e, finalmente, a vida: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Percorreis o mar e a terra para converter alguém, e quando o conseguis, o tornais merecedor do inferno, duas vezes mais do que vós» (Mt 23,15).
Há gente que tenta de verdade entrar no Reino dos Céus, e tirar esta ilusão é uma culpa verdadeiramente grave. Têm se apoderado das chaves da entrada, mas para eles representam um “brinquedo”, algo chamativo para ter pendurado no cinturão e nada mais. Os fariseus perseguem os indivíduos, e “andam a caça” para levá-los a sua própria convicção religiosa; não à de Deus, senão à própria; com o fim de convertê-los não em filhos de Deus, senão do inferno. O seu orgulho não eleva ao céu, não conduz à vida, senão à perdição. Que erro tão grave!
«Guias —diz-lhes Jesus— cegos! Filtrais um mosquito e engolis um camelo» (Mt 23,24). Todo está trocado, revolvido; o Senhor repetidamente há tentado destampar as orelhas e desvendar os olhos dos fariseus, mas diz o profeta Zacarias: «Eles, porém, não quiseram escutar: voltaram-me as costas, revoltados, e taparam os ouvidos para nada ouvir» (Za 7,11). Então, no momento do juízo, o juiz emitirá uma sentença severa: «Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!» (Mt 7,23). Não é suficiente saber mais: faz falta saber a verdade e ensiná-la com humilde fidelidade. Lembremo-nos do que disse um autêntico mestre da sabedoria, Santo Tomás de Aquino: «Enquanto louvam a sua própria bravura, os soberbos envilecem a excelência da verdade!»
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I Ez 37, 1-14
«Ossos ressequidos, escutai a palavra do Senhor: Abrirei os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, casa de Israel»
Leitura da Profecia de Ezequiel
Naqueles dias,
a mão do Senhor pairou sobre mim
e o Senhor levou-me pelo seu espírito
e colocou-me no meio de um vale que estava coberto de ossos.
Fez-me andar à volta deles em todos os sentidos:
os ossos eram em grande número, na superfície do vale,
e estavam completamente ressequidos.
Disse-me o Senhor:
«Filho do homem, poderão reviver estes ossos?».
Eu respondi: «Senhor Deus, Vós o sabeis».
Então Ele disse-me:
«Profetiza acerca destes ossos e diz-lhes:
Ossos ressequidos, escutai a palavra do Senhor.
Eis o que diz o Senhor Deus a estes ossos:
Vou introduzir em vós o espírito e revivereis.
Hei-de cobrir-vos de nervos, encher-vos de carne
e revestir-vos de pele.
Infundirei em vós o espírito e revivereis.
Então sabereis que Eu sou o Senhor».
Eu profetizei, segundo a ordem recebida.
Quando eu estava a profetizar,
ouvi um rumor e vi um movimento entre os ossos
que se aproximavam uns dos outros.
Vi que se tinham coberto de nervos,
que a carne crescera e a pele os revestia;
mas não havia espírito neles.
Disse-me o Senhor:
«Profetiza ao espírito, profetiza, filho do homem,
e diz ao espírito: Eis o que diz o Senhor Deus:
Vem dos quatro ventos, ó espírito,
e sopra sobre estes mortos,
para que tornem a viver».
Eu profetizei, como o Senhor me ordenara,
e o espírito entrou naqueles mortos;
eles voltaram à vida e puseram-se de pé:
era um exército muito numeroso.
Então o Senhor disse-me:
«Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel.
Eles afirmaram:
‘Os nossos ossos estão ressequidos,
desvaneceu-se a nossa esperança, estamos perdidos’.
Por isso, profetiza e diz-lhes:
Assim fala o Senhor Deus:
Abrirei os vossos túmulos
e deles vos farei ressuscitar, meu povo,
para vos reconduzir à terra de Israel.
Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor,
quando Eu abrir os vossos túmulos
e deles vos fizer ressuscitar, meu povo.
Infundirei em vós o meu espírito e revivereis.
Hei-de fixar-vos na vossa terra
e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço».
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 106 (107), 2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 1)
Refrão: Dai graças ao Senhor,
porque é eterna a sua misericórdia.
Ou: Cantai ao Senhor, porque é eterno o seu amor.
Digam aqueles que o Senhor resgatou,
os que Ele libertou do poder do inimigo;
os que Ele reuniu de todas as terras,
do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul.
Erravam na solidão do deserto,
sem caminho para cidade onde habitar.
Devorados pela fome e pela sede,
sentiam desfalecer-lhes a vida.
Na sua angústia invocaram o Senhor
e Ele salvou-os da aflição.
Conduziu-os por caminho direito
até uma cidade onde habitassem.
Graças ao Senhor pela sua misericórdia,
pelos seus prodígios em favor dos homens.
Porque Ele deu de beber aos que tinham sede
e saciou os que tinham fome.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Mt 22, 34-40
«Amarás o Senhor teu Deus e o próximo como a ti mesmo»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
os fariseus, ouvindo dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus,
reuniram-se em grupo,
e um doutor da Lei perguntou a Jesus, para O experimentar:
«Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?»
Jesus respondeu:
«‘Amarás o Senhor teu Deus
com todo o teu coração, com toda a tua alma
e com todo o teu espírito’.
Este é o maior e o primeiro mandamento.
O segundo, porém, é semelhante a este:
‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’.
Nestes dois mandamentos se resumem
toda a Lei e os Profetas».
Palavra da salvação.
Evangelho do diaDia Litúrgico: Tempo Comum, Semana XX, Sexta-Feira
Evangelho (Mt 22,34-40): Naquele tempo, os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então se reuniram, e um deles, um doutor da Lei, perguntou-lhe, para experimentá-lo: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?». Ele respondeu: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento! Esse é o maior e o primeiro mandamento. Ora, o segundo lhe é semelhante: Amarás teu próximo como a ti mesmo. Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos».
Comentário: Rev. D. Pere CALMELL i Turet (Barcelona, Espanha)
Amarás o Senhor, teu Deus (...). Amarás teu próximo
Hoje, o Mestre da Lei pergunta a Jesus: «Qual é o mandamento mais importante da Lei?» (Mt 22,36), o mais importante, o primeiro. A resposta, porém, fala do primeiro mandamento e do segundo, que lhe «é semelhante» (Mt 22,39). Dois elos inseparáveis, que são uma só coisa. Inseparáveis, mas uma primeira e outra segunda, uma de ouro, outra de prata. O Senhor nos leva ao âmago da catequese cristã, porque «toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos» (Mt 22,40).
Eis aqui a razão de ser do comentário clássico sobre as duas madeiras da Cruz do Senhor: a que está fincada na terra é a verticalidade, que olha na direção do Céu, a Deus. O transverso representa a horizontalidade, a relação com nossos iguais. Também nesta imagem há um primeiro e um segundo. A horizontalidade estaria em nível da terra, se antes não possuíssemos uma haste na vertical e, quando mais queremos elevar o nível dos nossos serviços aos nossos semelhantes —a horizontalidade — mais elevado deve ser nosso amor a Deus. Do contrário, virá facilmente o desânimo, a inconstância, a exigência de compensações quaisquer que elas sejam. Disse S. João da Cruz: «Quanto mais ama uma alma, mais perfeita é naquilo que ama; daqui que essa alma, que já é perfeita, toda ela é amor e, todas suas ações são amor».
De fato, nos santos que conhecemos vemos como o amor a Deus, que sabem manifestar-lhe de muitas maneiras, lhes outorga uma grande iniciativa no momento de ajudar o próximo. Peçamos hoje à Virgem Santíssima que nos encha de desejo de surpreender ao Nosso Senhor com obras e palavras de afeto. Assim nosso coração será capaz de descobrir como surpreender com algum detalhe simpático aos que vivem e trabalham ao nosso lado e, não somente fazer isso nos dias assinalados, que isso todos sabem como agir. Surpreender!: Forma prática de pensar menos em nós mesmos.
«Ossos ressequidos, escutai a palavra do Senhor: Abrirei os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, casa de Israel»
Leitura da Profecia de Ezequiel
Naqueles dias,
a mão do Senhor pairou sobre mim
e o Senhor levou-me pelo seu espírito
e colocou-me no meio de um vale que estava coberto de ossos.
Fez-me andar à volta deles em todos os sentidos:
os ossos eram em grande número, na superfície do vale,
e estavam completamente ressequidos.
Disse-me o Senhor:
«Filho do homem, poderão reviver estes ossos?».
Eu respondi: «Senhor Deus, Vós o sabeis».
Então Ele disse-me:
«Profetiza acerca destes ossos e diz-lhes:
Ossos ressequidos, escutai a palavra do Senhor.
Eis o que diz o Senhor Deus a estes ossos:
Vou introduzir em vós o espírito e revivereis.
Hei-de cobrir-vos de nervos, encher-vos de carne
e revestir-vos de pele.
Infundirei em vós o espírito e revivereis.
Então sabereis que Eu sou o Senhor».
Eu profetizei, segundo a ordem recebida.
Quando eu estava a profetizar,
ouvi um rumor e vi um movimento entre os ossos
que se aproximavam uns dos outros.
Vi que se tinham coberto de nervos,
que a carne crescera e a pele os revestia;
mas não havia espírito neles.
Disse-me o Senhor:
«Profetiza ao espírito, profetiza, filho do homem,
e diz ao espírito: Eis o que diz o Senhor Deus:
Vem dos quatro ventos, ó espírito,
e sopra sobre estes mortos,
para que tornem a viver».
Eu profetizei, como o Senhor me ordenara,
e o espírito entrou naqueles mortos;
eles voltaram à vida e puseram-se de pé:
era um exército muito numeroso.
Então o Senhor disse-me:
«Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel.
Eles afirmaram:
‘Os nossos ossos estão ressequidos,
desvaneceu-se a nossa esperança, estamos perdidos’.
Por isso, profetiza e diz-lhes:
Assim fala o Senhor Deus:
Abrirei os vossos túmulos
e deles vos farei ressuscitar, meu povo,
para vos reconduzir à terra de Israel.
Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor,
quando Eu abrir os vossos túmulos
e deles vos fizer ressuscitar, meu povo.
Infundirei em vós o meu espírito e revivereis.
Hei-de fixar-vos na vossa terra
e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço».
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 106 (107), 2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 1)
Refrão: Dai graças ao Senhor,
porque é eterna a sua misericórdia.
Ou: Cantai ao Senhor, porque é eterno o seu amor.
Digam aqueles que o Senhor resgatou,
os que Ele libertou do poder do inimigo;
os que Ele reuniu de todas as terras,
do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul.
Erravam na solidão do deserto,
sem caminho para cidade onde habitar.
Devorados pela fome e pela sede,
sentiam desfalecer-lhes a vida.
Na sua angústia invocaram o Senhor
e Ele salvou-os da aflição.
Conduziu-os por caminho direito
até uma cidade onde habitassem.
Graças ao Senhor pela sua misericórdia,
pelos seus prodígios em favor dos homens.
Porque Ele deu de beber aos que tinham sede
e saciou os que tinham fome.
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EVANGELHO Mt 22, 34-40
«Amarás o Senhor teu Deus e o próximo como a ti mesmo»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
os fariseus, ouvindo dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus,
reuniram-se em grupo,
e um doutor da Lei perguntou a Jesus, para O experimentar:
«Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?»
Jesus respondeu:
«‘Amarás o Senhor teu Deus
com todo o teu coração, com toda a tua alma
e com todo o teu espírito’.
Este é o maior e o primeiro mandamento.
O segundo, porém, é semelhante a este:
‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’.
Nestes dois mandamentos se resumem
toda a Lei e os Profetas».
Palavra da salvação.
Evangelho do diaDia Litúrgico: Tempo Comum, Semana XX, Sexta-Feira
Evangelho (Mt 22,34-40): Naquele tempo, os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então se reuniram, e um deles, um doutor da Lei, perguntou-lhe, para experimentá-lo: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?». Ele respondeu: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento! Esse é o maior e o primeiro mandamento. Ora, o segundo lhe é semelhante: Amarás teu próximo como a ti mesmo. Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos».
Comentário: Rev. D. Pere CALMELL i Turet (Barcelona, Espanha)
Amarás o Senhor, teu Deus (...). Amarás teu próximo
Hoje, o Mestre da Lei pergunta a Jesus: «Qual é o mandamento mais importante da Lei?» (Mt 22,36), o mais importante, o primeiro. A resposta, porém, fala do primeiro mandamento e do segundo, que lhe «é semelhante» (Mt 22,39). Dois elos inseparáveis, que são uma só coisa. Inseparáveis, mas uma primeira e outra segunda, uma de ouro, outra de prata. O Senhor nos leva ao âmago da catequese cristã, porque «toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos» (Mt 22,40).
Eis aqui a razão de ser do comentário clássico sobre as duas madeiras da Cruz do Senhor: a que está fincada na terra é a verticalidade, que olha na direção do Céu, a Deus. O transverso representa a horizontalidade, a relação com nossos iguais. Também nesta imagem há um primeiro e um segundo. A horizontalidade estaria em nível da terra, se antes não possuíssemos uma haste na vertical e, quando mais queremos elevar o nível dos nossos serviços aos nossos semelhantes —a horizontalidade — mais elevado deve ser nosso amor a Deus. Do contrário, virá facilmente o desânimo, a inconstância, a exigência de compensações quaisquer que elas sejam. Disse S. João da Cruz: «Quanto mais ama uma alma, mais perfeita é naquilo que ama; daqui que essa alma, que já é perfeita, toda ela é amor e, todas suas ações são amor».
De fato, nos santos que conhecemos vemos como o amor a Deus, que sabem manifestar-lhe de muitas maneiras, lhes outorga uma grande iniciativa no momento de ajudar o próximo. Peçamos hoje à Virgem Santíssima que nos encha de desejo de surpreender ao Nosso Senhor com obras e palavras de afeto. Assim nosso coração será capaz de descobrir como surpreender com algum detalhe simpático aos que vivem e trabalham ao nosso lado e, não somente fazer isso nos dias assinalados, que isso todos sabem como agir. Surpreender!: Forma prática de pensar menos em nós mesmos.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I Ez 36, 23-28
«Dar-vos-ei um coração novo e infundirei em vós um espírito novo»
Leitura da Profecia de Ezequiel
Eis o que diz o Senhor:
«Manifestarei a santidade do meu grande nome,
profanado por vós entre as nações para onde fostes.
E as nações reconhecerão que Eu sou o Senhor
__ oráculo do Senhor Deus __
quando a seus olhos Eu manifestar a minha santidade,
a vosso respeito.
Então retirar-vos-ei de entre as nações,
reunir-vos-ei de todos os países,
para vos restabelecer na vossa terra.
Derramarei sobre vós água pura
e ficareis limpos de todas as imundícies;
e purificar-vos-ei de todos os falsos deuses.
Dar-vos-ei um coração novo
e infundirei em vós um espírito novo.
Arrancarei do vosso peito o coração de pedra
e dar-vos-ei um coração de carne.
Infundirei em vós o meu espírito
e farei que vivais segundo os meus preceitos,
que observeis e ponhais em prática as minhas leis.
Habitareis na terra que dei a vossos pais;
sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus».
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 50 (51), 12-13.14-15.18-19 (R. Ez 36, 25)
Refrão: Derramarei sobre vós água pura
e ficareis limpos de toda a iniquidade.
Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.
Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos
e os transviados hão-de voltar para Vós.
Não é do sacrifício que Vos agradais
e, se eu oferecer um holocausto, não o aceitareis.
Sacrifício agradável a Deus é o espírito arrependido:
não desprezeis, Senhor, um espírito humilhado e contrito.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Mt 22, 1-14
«Convidai para as bodas todos os que encontrardes»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
Jesus dirigiu-Se de novo
aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo
e, falando em parábolas, disse-lhes:
«O reino dos Céus pode comparar-se a um rei
que preparou um banquete para o seu filho.
Mandou os servos chamar os convidados para as bodas,
mas eles não quiseram vir.
Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes:
‘Dizei aos convidados:
Preparei o meu banquete, os bois cevados foram abatidos,
tudo está pronto. Vinde às bodas’.
Mas eles, sem fazerem caso,
foram um para o seu campo e outro para o seu negócio;
os outros apoderaram-se dos servos,
trataram-nos mal e mataram-nos.
O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos,
que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade.
Disse então aos servos:
‘O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos.
Ide às encruzilhadas dos caminhos
e convidai para as bodas todos os que encontrardes’.
Então os servos, saindo pelos caminhos,
reuniram todos os que encontraram, maus e bons.
E a sala do banquete encheu-se de convidados.
O rei, quando entrou para ver os convidados,
viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial
e disse-lhe:
‘Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’
Mas ele ficou calado.
O rei disse então aos servos:
‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores;
aí haverá choro e ranger de dentes’.
Na verdade, muitos são os chamados,
mas poucos os escolhidos».
Palavra da salvação.
Postado por: padrepacheco
agosto 19th, 2010
A Sagrada Escritura está tomada de comparações acerca do casamento, mostrando o amor de Deus Pai pela humanidade. Aliás, os Santos Padres da Igreja explicam esta analogia do matrimônio dizendo que Cristo – o Esposo – sendo Deus, ao se encarnar assume a nossa humanidade, a nossa carne – esposa – e ali já não se concebem mais duas pessoas, mas uma única Pessoa, com duas naturezas – humana e divina – sem confusão, sem separação, sem divisão e sem mistura. Jesus, segundo a parábola, é o Filho do Rei: uma Pessoa com duas naturezas, humana e divina – aí está a essência desta analogia matrimonial.
Jesus Cristo, ao assumir a nossa humanidade, faz com que venhamos a fazer parte da Sua vida; Ele, sendo divino, assume a nossa humanidade para que pudéssemos nos divinizar n’Ele.
Primeiramente, segundo a parábola, existem pessoas que foram convidadas e buscadas, mas não quiseram fazer parte desta festa; depois de renegarem a graça dessa festa – deste matrimônio, significando a união de Cristo (Esposo) pela Igreja (esposa) – cada um de nós – o Rei manda virem todos os que forem encontrados, pois ninguém pode faltar. Para dizer que, na Igreja, todos são chamados a ser e a fazer parte dela ( e o fazem desde o batismo!), não interessando cor, raça, se pobre, rico, entre outros. Todos são convidados.
Se todos são convidados significa que ninguém possui o direito de se excluir; ninguém! É pura graça de Deus este convite; é iniciativa do Pai, é amor gratuito d’Aquele com nos ama abundantemente, ou seja, não por merecimento ou méritos, mas por pura graça, gratuidade, amor, somos convocados para esta festa.
Todavia, o Pai, passando pelo meio da festa, pelo meio dos convidados, repara que um dos convivas encontra-se com o traje impróprio para a realidade da ocasião que está acontecendo. Será que o problema se encontra na beleza, no valor, na exuberância da roupa? É preciso uma roupa nova, cara, para tal festa? Os Santos Padres vão dizer que, na época de Jesus, a questão não estava na veste ser nova, de muito valor, de gente rica; não, a veste poderia ser simples, velha, sem nenhum problema, desde que fosse muito limpa e passada.
O que significa, para os Santos Padres, uma veste limpa, passada, que desse condições de permanência para permanecer e viver a tal festa? Significa, esta veste limpa, a pureza de coração, as boas obras, a vivência do amor, a aceitação de que temos o direito de estar e viver esta festa, pois ela é nossa também. A festa é pura graça de Deus, mas a veste compete a nós prepará-la para que possamos estar nela e não ser retirados dela, por estar com um traje inadequado.
Por isso, devemos nos perguntar: como se encontra a nossa veste, a veste das virtudes, dos valores, dos princípios evangélicos, do amor concreto para com Deus e para com os nossos irmãos? É na vivência do amor concreto, das virtudes e dos valores que nossas vestes vão sendo alvejadas e preparadas para a grande festa. Uma coisa é certa: todos estaremos, um dia, dentro da festa; aí é que saberemos quem poderá ficar e quem terá que sair.
Que Deus Nosso Senhor e nossas atitudes nos livrem do terrível convite de termos que nos retirar pelo fato de estarmos com trajes inadequados para tamanha festividade, ou seja, a festa da nossa vida.
Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova
«Dar-vos-ei um coração novo e infundirei em vós um espírito novo»
Leitura da Profecia de Ezequiel
Eis o que diz o Senhor:
«Manifestarei a santidade do meu grande nome,
profanado por vós entre as nações para onde fostes.
E as nações reconhecerão que Eu sou o Senhor
__ oráculo do Senhor Deus __
quando a seus olhos Eu manifestar a minha santidade,
a vosso respeito.
Então retirar-vos-ei de entre as nações,
reunir-vos-ei de todos os países,
para vos restabelecer na vossa terra.
Derramarei sobre vós água pura
e ficareis limpos de todas as imundícies;
e purificar-vos-ei de todos os falsos deuses.
Dar-vos-ei um coração novo
e infundirei em vós um espírito novo.
Arrancarei do vosso peito o coração de pedra
e dar-vos-ei um coração de carne.
Infundirei em vós o meu espírito
e farei que vivais segundo os meus preceitos,
que observeis e ponhais em prática as minhas leis.
Habitareis na terra que dei a vossos pais;
sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus».
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 50 (51), 12-13.14-15.18-19 (R. Ez 36, 25)
Refrão: Derramarei sobre vós água pura
e ficareis limpos de toda a iniquidade.
Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.
Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos
e os transviados hão-de voltar para Vós.
Não é do sacrifício que Vos agradais
e, se eu oferecer um holocausto, não o aceitareis.
Sacrifício agradável a Deus é o espírito arrependido:
não desprezeis, Senhor, um espírito humilhado e contrito.
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EVANGELHO Mt 22, 1-14
«Convidai para as bodas todos os que encontrardes»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
Jesus dirigiu-Se de novo
aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo
e, falando em parábolas, disse-lhes:
«O reino dos Céus pode comparar-se a um rei
que preparou um banquete para o seu filho.
Mandou os servos chamar os convidados para as bodas,
mas eles não quiseram vir.
Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes:
‘Dizei aos convidados:
Preparei o meu banquete, os bois cevados foram abatidos,
tudo está pronto. Vinde às bodas’.
Mas eles, sem fazerem caso,
foram um para o seu campo e outro para o seu negócio;
os outros apoderaram-se dos servos,
trataram-nos mal e mataram-nos.
O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos,
que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade.
Disse então aos servos:
‘O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos.
Ide às encruzilhadas dos caminhos
e convidai para as bodas todos os que encontrardes’.
Então os servos, saindo pelos caminhos,
reuniram todos os que encontraram, maus e bons.
E a sala do banquete encheu-se de convidados.
O rei, quando entrou para ver os convidados,
viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial
e disse-lhe:
‘Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’
Mas ele ficou calado.
O rei disse então aos servos:
‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores;
aí haverá choro e ranger de dentes’.
Na verdade, muitos são os chamados,
mas poucos os escolhidos».
Palavra da salvação.
Postado por: padrepacheco
agosto 19th, 2010
A Sagrada Escritura está tomada de comparações acerca do casamento, mostrando o amor de Deus Pai pela humanidade. Aliás, os Santos Padres da Igreja explicam esta analogia do matrimônio dizendo que Cristo – o Esposo – sendo Deus, ao se encarnar assume a nossa humanidade, a nossa carne – esposa – e ali já não se concebem mais duas pessoas, mas uma única Pessoa, com duas naturezas – humana e divina – sem confusão, sem separação, sem divisão e sem mistura. Jesus, segundo a parábola, é o Filho do Rei: uma Pessoa com duas naturezas, humana e divina – aí está a essência desta analogia matrimonial.
Jesus Cristo, ao assumir a nossa humanidade, faz com que venhamos a fazer parte da Sua vida; Ele, sendo divino, assume a nossa humanidade para que pudéssemos nos divinizar n’Ele.
Primeiramente, segundo a parábola, existem pessoas que foram convidadas e buscadas, mas não quiseram fazer parte desta festa; depois de renegarem a graça dessa festa – deste matrimônio, significando a união de Cristo (Esposo) pela Igreja (esposa) – cada um de nós – o Rei manda virem todos os que forem encontrados, pois ninguém pode faltar. Para dizer que, na Igreja, todos são chamados a ser e a fazer parte dela ( e o fazem desde o batismo!), não interessando cor, raça, se pobre, rico, entre outros. Todos são convidados.
Se todos são convidados significa que ninguém possui o direito de se excluir; ninguém! É pura graça de Deus este convite; é iniciativa do Pai, é amor gratuito d’Aquele com nos ama abundantemente, ou seja, não por merecimento ou méritos, mas por pura graça, gratuidade, amor, somos convocados para esta festa.
Todavia, o Pai, passando pelo meio da festa, pelo meio dos convidados, repara que um dos convivas encontra-se com o traje impróprio para a realidade da ocasião que está acontecendo. Será que o problema se encontra na beleza, no valor, na exuberância da roupa? É preciso uma roupa nova, cara, para tal festa? Os Santos Padres vão dizer que, na época de Jesus, a questão não estava na veste ser nova, de muito valor, de gente rica; não, a veste poderia ser simples, velha, sem nenhum problema, desde que fosse muito limpa e passada.
O que significa, para os Santos Padres, uma veste limpa, passada, que desse condições de permanência para permanecer e viver a tal festa? Significa, esta veste limpa, a pureza de coração, as boas obras, a vivência do amor, a aceitação de que temos o direito de estar e viver esta festa, pois ela é nossa também. A festa é pura graça de Deus, mas a veste compete a nós prepará-la para que possamos estar nela e não ser retirados dela, por estar com um traje inadequado.
Por isso, devemos nos perguntar: como se encontra a nossa veste, a veste das virtudes, dos valores, dos princípios evangélicos, do amor concreto para com Deus e para com os nossos irmãos? É na vivência do amor concreto, das virtudes e dos valores que nossas vestes vão sendo alvejadas e preparadas para a grande festa. Uma coisa é certa: todos estaremos, um dia, dentro da festa; aí é que saberemos quem poderá ficar e quem terá que sair.
Que Deus Nosso Senhor e nossas atitudes nos livrem do terrível convite de termos que nos retirar pelo fato de estarmos com trajes inadequados para tamanha festividade, ou seja, a festa da nossa vida.
Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I Ez 34, 1-11
«Salvarei as minhas ovelhas da sua boca e elas deixarão de ser uma presa para eles»
Leitura da Profecia de Ezequiel
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Filho do homem,
profetiza contra os pastores de Israel,
profetiza e diz a esses pastores:
Assim fala o Senhor Deus:
Ai dos pastores de Israel, que se apascentam a si mesmos!
Não deviam os pastores apascentar o rebanho?
Vós, porém, bebeis o leite, vestis-vos com a lã,
matais as ovelhas mais gordas,
mas não apascentais o rebanho.
Não fortalecestes as ovelhas débeis,
não tratastes as que andavam doentes,
nem curastes as que estavam feridas.
Não reconduzistes a ovelha tresmalhada,
nem procurastes a que andava perdida,
mas a todas dominastes com crueldade e violência.
Elas dispersaram-se por falta de pastor
e na debandada tornaram-se presa de todos os animais selvagens.
As minhas ovelhas andam errantes por toda a parte,
sobre as montanhas e sobre as colinas,
dispersaram-se por toda a superfície da terra.
Ninguém se interessa por elas, ninguém as procura.
Por isso, pastores, escutai a palavra do Senhor:
Pela minha vida ? diz o Senhor Deus ? Eu vos asseguro:
Porque as minhas ovelhas, por falta de pastor,
foram entregues à pilhagem
e se tornaram presa de todos os animais selvagens;
porque os meus pastores não se preocupam com o meu rebanho,
mas apascentam-se a si mesmos,
em vez de apascentar as minhas ovelhas;
por isso, pastores, escutai a palavra do Senhor:
Assim fala o Senhor Deus:
Eu vou pedir contas aos pastores,
vou exigir-lhes que entreguem as minhas ovelhas;
hei-de impedi-los de apascentar o meu rebanho
e os pastores não mais se apascentarão a si mesmos.
Salvarei as minhas ovelhas da sua boca
e elas deixarão de ser uma presa para eles.
Assim fala o Senhor Deus:
Eu próprio irei em busca das minhas ovelhas,
Eu próprio cuidarei do meu rebanho».
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 1)
Refrão: O Senhor é meu pastor: nada me faltará.
Ou: O Senhor me conduz: nada me faltará.
O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.
Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo
me enchem de confiança.
Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e meu cálice transborda.
A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Mt 20, 1-16a
«Serão maus os teus olhos porque eu sou bom?»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola:
«O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário,
que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha.
Ajustou com eles um denário por dia
e mandou-os para a sua vinha.
Saiu a meia manhã,
viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes:
‘Ide vós também para a minha vinha
e dar-vos-ei o que for justo’.
E eles foram.
Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde,
e fez o mesmo.
Saindo ao cair da tarde,
encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes:
‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’
Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’.
Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’.
Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz:
«Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário,
a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’.
Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um.
Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais,
mas receberam também um denário cada um.
Depois de o terem recebido,
começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo:
‘Estes últimos trabalharam só uma hora
e deste-lhes a mesma paga que a nós,
que suportámos o peso do dia e o calor’.
Mas o proprietário respondeu a um deles:
‘Amigo, em nada te prejudico.
Não foi um denário que ajustaste comigo?
Leva o que é teu e segue o teu caminho.
Eu quero dar a este último tanto como a ti.
Não me será permitido fazer o que quero do que é meu?
Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’
Assim, os últimos serão os primeiros
e os primeiros serão os últimos».
Palavra da salvação.
Postado por: padrepacheco
agosto 18th, 2010
Na época de Jesus, no tempo da colheita das uvas, os grandes proprietários, pela falta de operários em função do excesso de trabalho, saíam várias vezes ao dia para buscar pessoas desempregadas num determinado lugar; todos sabiam – trabalhadores e senhores de terras – que neste lugar combinado era o ponto de encontro para a contratação de funcionários para a colheita das vinhas. Às 6h, às 9h, às 12h e às 17h eram os horários que os donos de vinhedos passavam nos lugares combinados para contratar empregados que estivessem dispostos a serem contratados; às 18h encerrava-se a jornada de trabalho.
A parábola está profundamente mergulhada dentro deste paradigma cultural; o paradigma encontra-se de forma mais marcante quanto às formas de merecimentos que cada um possui diante de Deus; ou seja, para os rabinos e doutores da lei, cada um é amado por aquilo que tem, por aquilo que faz, por aquilo que representa para os outros em termos de importância social e econômica e não por aquilo que é: filho, filha de Deus.
Tudo desenrola-se da melhor maneira possível em termos de trabalhos na vinha, até que termina a jornada de trabalho e chega a hora do pagamento. Não haveria problemas pelo fato de uns terem sido contratados antes ou depois; o problema – para os contratados – é que cada um recebeu o mesmo valor, e começaram a pagar os que chegaram por último. Quanta injustiça para a mentalidade de concepção meritória dos rabinos e doutores da lei. Para Jesus, o que importa é que cada um recebeu o que foi combinado, para dizer que não existe “mais ou menos” salvação para as pessoas; que o fundamento da salvação não está na resposta de cada um – passa por isso – mas se fundamenta no amor gratuito de Deus por cada um, não interessando a hora que se faz a experiência com o amor d’Ele.
Precisamos descobrir o nosso lugar na Igreja e entrar para o serviço do Senhor, pois todos temos muito o que fazer, principalmente ser nesta grande vinha, que é o Reino de Deus. É inadmissível que ainda existam tantas pessoas sem ter o que fazer, sem estarem ocupadas com o anúncio do Reino de Deus.
Trabalhemos exaustivamente para agradar o coração de Nosso Senhor; trabalhemos para a Sua maior glória, sem esperar recompensas. Quem busca recompensas – como os empregados das primeiras horas – sempre se frustrarão, pois tudo que recebemos e temos é pura dádiva de Deus e não fruto de nossos méritos.
Nós nos sentimos chamados pelo Senhor? Descobrimos nosso lugar nesta grande vinha que é a Igreja? Se estas respostas são positivas é sinal de que ainda nos falta uma coisa: jamais criarmos expectativas quanto àquilo a que temos direito. Por quê? Porque somos amados não por aquilo que fazemos e o quanto fazemos, mas por aquilo que somos: filhos e filhas de Deus, amados por Ele. Trabalhemos, então, com muito amor, pois amor com amor se paga.
Na vinha do Senhor, que é a Igreja, ninguém está autorizado a ficar fora. Nem que entremos na última hora, mas que entremos; entremos para ficar e tomar o nosso lugar e para ajudar a outros a descobrirem seu lugar. São muitos os convidados, mas muitos não têm tempo; estão ocupados com muitas coisas. Que pena, pois tudo nos será tirado, menos a melhor parte, aquela que Maria de Bethânia escolheu: a fé – como fruto de um estar constantemente sentado aos pés do Mestre para escutá-Lo.
Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova
«Salvarei as minhas ovelhas da sua boca e elas deixarão de ser uma presa para eles»
Leitura da Profecia de Ezequiel
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Filho do homem,
profetiza contra os pastores de Israel,
profetiza e diz a esses pastores:
Assim fala o Senhor Deus:
Ai dos pastores de Israel, que se apascentam a si mesmos!
Não deviam os pastores apascentar o rebanho?
Vós, porém, bebeis o leite, vestis-vos com a lã,
matais as ovelhas mais gordas,
mas não apascentais o rebanho.
Não fortalecestes as ovelhas débeis,
não tratastes as que andavam doentes,
nem curastes as que estavam feridas.
Não reconduzistes a ovelha tresmalhada,
nem procurastes a que andava perdida,
mas a todas dominastes com crueldade e violência.
Elas dispersaram-se por falta de pastor
e na debandada tornaram-se presa de todos os animais selvagens.
As minhas ovelhas andam errantes por toda a parte,
sobre as montanhas e sobre as colinas,
dispersaram-se por toda a superfície da terra.
Ninguém se interessa por elas, ninguém as procura.
Por isso, pastores, escutai a palavra do Senhor:
Pela minha vida ? diz o Senhor Deus ? Eu vos asseguro:
Porque as minhas ovelhas, por falta de pastor,
foram entregues à pilhagem
e se tornaram presa de todos os animais selvagens;
porque os meus pastores não se preocupam com o meu rebanho,
mas apascentam-se a si mesmos,
em vez de apascentar as minhas ovelhas;
por isso, pastores, escutai a palavra do Senhor:
Assim fala o Senhor Deus:
Eu vou pedir contas aos pastores,
vou exigir-lhes que entreguem as minhas ovelhas;
hei-de impedi-los de apascentar o meu rebanho
e os pastores não mais se apascentarão a si mesmos.
Salvarei as minhas ovelhas da sua boca
e elas deixarão de ser uma presa para eles.
Assim fala o Senhor Deus:
Eu próprio irei em busca das minhas ovelhas,
Eu próprio cuidarei do meu rebanho».
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 1)
Refrão: O Senhor é meu pastor: nada me faltará.
Ou: O Senhor me conduz: nada me faltará.
O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.
Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo
me enchem de confiança.
Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e meu cálice transborda.
A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.
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EVANGELHO Mt 20, 1-16a
«Serão maus os teus olhos porque eu sou bom?»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola:
«O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário,
que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha.
Ajustou com eles um denário por dia
e mandou-os para a sua vinha.
Saiu a meia manhã,
viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes:
‘Ide vós também para a minha vinha
e dar-vos-ei o que for justo’.
E eles foram.
Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde,
e fez o mesmo.
Saindo ao cair da tarde,
encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes:
‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’
Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’.
Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’.
Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz:
«Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário,
a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’.
Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um.
Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais,
mas receberam também um denário cada um.
Depois de o terem recebido,
começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo:
‘Estes últimos trabalharam só uma hora
e deste-lhes a mesma paga que a nós,
que suportámos o peso do dia e o calor’.
Mas o proprietário respondeu a um deles:
‘Amigo, em nada te prejudico.
Não foi um denário que ajustaste comigo?
Leva o que é teu e segue o teu caminho.
Eu quero dar a este último tanto como a ti.
Não me será permitido fazer o que quero do que é meu?
Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’
Assim, os últimos serão os primeiros
e os primeiros serão os últimos».
Palavra da salvação.
Postado por: padrepacheco
agosto 18th, 2010
Na época de Jesus, no tempo da colheita das uvas, os grandes proprietários, pela falta de operários em função do excesso de trabalho, saíam várias vezes ao dia para buscar pessoas desempregadas num determinado lugar; todos sabiam – trabalhadores e senhores de terras – que neste lugar combinado era o ponto de encontro para a contratação de funcionários para a colheita das vinhas. Às 6h, às 9h, às 12h e às 17h eram os horários que os donos de vinhedos passavam nos lugares combinados para contratar empregados que estivessem dispostos a serem contratados; às 18h encerrava-se a jornada de trabalho.
A parábola está profundamente mergulhada dentro deste paradigma cultural; o paradigma encontra-se de forma mais marcante quanto às formas de merecimentos que cada um possui diante de Deus; ou seja, para os rabinos e doutores da lei, cada um é amado por aquilo que tem, por aquilo que faz, por aquilo que representa para os outros em termos de importância social e econômica e não por aquilo que é: filho, filha de Deus.
Tudo desenrola-se da melhor maneira possível em termos de trabalhos na vinha, até que termina a jornada de trabalho e chega a hora do pagamento. Não haveria problemas pelo fato de uns terem sido contratados antes ou depois; o problema – para os contratados – é que cada um recebeu o mesmo valor, e começaram a pagar os que chegaram por último. Quanta injustiça para a mentalidade de concepção meritória dos rabinos e doutores da lei. Para Jesus, o que importa é que cada um recebeu o que foi combinado, para dizer que não existe “mais ou menos” salvação para as pessoas; que o fundamento da salvação não está na resposta de cada um – passa por isso – mas se fundamenta no amor gratuito de Deus por cada um, não interessando a hora que se faz a experiência com o amor d’Ele.
Precisamos descobrir o nosso lugar na Igreja e entrar para o serviço do Senhor, pois todos temos muito o que fazer, principalmente ser nesta grande vinha, que é o Reino de Deus. É inadmissível que ainda existam tantas pessoas sem ter o que fazer, sem estarem ocupadas com o anúncio do Reino de Deus.
Trabalhemos exaustivamente para agradar o coração de Nosso Senhor; trabalhemos para a Sua maior glória, sem esperar recompensas. Quem busca recompensas – como os empregados das primeiras horas – sempre se frustrarão, pois tudo que recebemos e temos é pura dádiva de Deus e não fruto de nossos méritos.
Nós nos sentimos chamados pelo Senhor? Descobrimos nosso lugar nesta grande vinha que é a Igreja? Se estas respostas são positivas é sinal de que ainda nos falta uma coisa: jamais criarmos expectativas quanto àquilo a que temos direito. Por quê? Porque somos amados não por aquilo que fazemos e o quanto fazemos, mas por aquilo que somos: filhos e filhas de Deus, amados por Ele. Trabalhemos, então, com muito amor, pois amor com amor se paga.
Na vinha do Senhor, que é a Igreja, ninguém está autorizado a ficar fora. Nem que entremos na última hora, mas que entremos; entremos para ficar e tomar o nosso lugar e para ajudar a outros a descobrirem seu lugar. São muitos os convidados, mas muitos não têm tempo; estão ocupados com muitas coisas. Que pena, pois tudo nos será tirado, menos a melhor parte, aquela que Maria de Bethânia escolheu: a fé – como fruto de um estar constantemente sentado aos pés do Mestre para escutá-Lo.
Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova
terça-feira, 17 de agosto de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I Ez 28, 1-10
«Tu que és um homem e não Deus, pretendes ter um coração semelhante ao coração de Deus!»
Leitura da Profecia de Ezequiel
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Filho do homem,
diz ao soberano de Tiro: Assim fala o Senhor Deus:
O teu coração encheu-se de orgulho e dizes:
‘Eu sou um deus,
estou sentado em trono divino no meio dos mares’.
Mas tu que és um homem e não Deus,
alimentas em teu coração pretensões divinas!
És então mais sábio que Daniel
e nenhum segredo é obscuro para ti!
Pela tua habilidade e inteligência,
adquiriste grandes riquezas
e acumulaste ouro e prata nos teus tesouros.
Tão grande é a tua habilidade no comércio
que multiplicaste a tua fortuna
e com ela se encheu de orgulho o teu coração.
Por isso, assim fala o Senhor Deus:
Porque alimentas em teu coração pretensões divinas,
vou fazer que venham estrangeiros contra ti,
os mais ferozes de entre os povos.
Eles brandirão a espada contra a tua fina habilidade
e profanarão o teu esplendor.
Far-te-ão descer à cova
e morrerás de morte violenta, no meio dos mares.
Ainda irás dizer na presença dos teus executores:
‘Eu sou um deus’?
Mas tu és um homem e não um deus,
nas mãos daqueles que vão matar-te.
Terás a morte dos infiéis às mãos dos estrangeiros,
porque Eu falei» ? diz o Senhor Deus.
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Deut 32, 26-27ab.27cd-28.30.35cd-36ab (R. 39c)
Refrão: Eu sou o Senhor da morte e da vida.
O Senhor disse: «Vou reduzi-los ao pó da terra
e apagar a sua memória de entre os homens.
Mas temi a arrogância do inimigo,
o desprezo dos seus adversários.
Porque diriam: ‘Triunfou o nosso poder,
à nossa força não resiste o seu Deus’;
porque são um povo de insensatos,
neles não há discernimento.
Como poderia um só homem perseguir mil
e dois pôr em fuga dez mil,
se o seu Protector os não tivesse abandonado,
se o Senhor não os entregasse às suas mãos?»
Está próximo o dia da ruína,
iminente o seu destino,
porque o Senhor defenderá o seu povo,
terá piedade dos seus servos.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Mt 19, 23-30
«É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no reino de Deus»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Em verdade vos digo:
Um rico dificilmente entrará no reino dos Céus.
É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha
do que um rico entrar no reino de Deus».
Ao ouvirem estas palavras,
os discípulos ficaram muito admirados e disseram:
«Quem poderá então salvar-se?».
Jesus olhou para eles e respondeu:
«Aos homens isso é impossível,
mas a Deus tudo é possível».
Então Pedro tomou a palavra e disse-Lhe:
«Nós deixámos tudo para Te seguir.
Que recompensa teremos?».
Jesus respondeu:
«Em verdade vos digo:
No mundo renovado,
quando o Filho do homem vier sentar-Se no seu trono de glória,
também vós que Me seguistes
vos sentareis em doze tronos
para julgar as doze tribos de Israel.
E todo aquele que tiver deixado casas,
irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras,
por causa do meu nome,
receberá cem vezes mais
e terá como herança a vida eterna.
Muitos dos primeiros serão os últimos
e muitos dos últimos serão os primeiros».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Fernando PERALES i Madueño (Terrassa, Barcelona, Espanha)
Dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus (...) Quem, pois, poderá salvar-se?
Hoje, contemplamos a reação que suscitou entre os ouvintes o diálogo do jovem rico com Jesus: «Quem, pois, poderá salvar-se?» (Mt 19,25). As palavras do Senhor dirigidas ao jovem rico são manifestamente duras, pretendem surpreender, despertar as nossas sonolências. Não se tratam de palavras isoladas, acidentais no Evangelho: repete vinte vezes este tipo de mensagem. Devemos recordá-lo: Jesus adverte contra os obstáculos que implicam as riquezas, para entrar na vida?
E, no entanto, Jesus amou e chamou homens ricos, sem lhes exigir que abandonassem as suas responsabilidades. A riqueza em si mesma não é má, a não ser que a sua origem tenha sido adquirida de forma injusta, ou o deu destino, que se utilize de forma egoísta sem ter em conta os mais desfavorecidos, se fecha o coração aos verdadeiros valores espirituais (onde não há necessidade de Deus).
«Quem, pois, poderá salvar-se?». Jesus responde: «Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível». (Mt 19,26). Senhor, tu conheces bem as habilidades dos homens para atenuar a tua Palavra. Tenho que o dizer, Senhor ajuda-me! Converte o meu coração.
Depois do jovem rico ter ido embora, entristecido pelo seu apego às suas riquezas, Pedro tomou a palavra e disse: —Concede, Senhor, à tua Igreja, aos teus Apóstolos que sejam capazes de deixar tudo por Ti».
«Quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória?» (Mt 19,28). O Teu pensamento dirige-se para esse “dia”, até esse futuro. Tu és um homem com tendência para o fim do mundo, para a plenitude do homem. Nesse tempo, Senhor, tudo será novo, renovado, belo.
Jesus Cristo diz-nos: —Vós que deixastes tudo pelo Reino, vos sentareis com o Filho do Homem... Recebereis cem vezes mais do que tiveres deixado... E herdareis a vida eterna... (cf. Mt 19,28-29).
O futuro que Tu prometes aos teus, aos que te seguiram renunciando a todos os obstáculos... É um futuro feliz, é a abundância da vida, é a plenitude divina.
—Obrigado, Senhor. Conduz-me até esse dia!
«Tu que és um homem e não Deus, pretendes ter um coração semelhante ao coração de Deus!»
Leitura da Profecia de Ezequiel
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Filho do homem,
diz ao soberano de Tiro: Assim fala o Senhor Deus:
O teu coração encheu-se de orgulho e dizes:
‘Eu sou um deus,
estou sentado em trono divino no meio dos mares’.
Mas tu que és um homem e não Deus,
alimentas em teu coração pretensões divinas!
És então mais sábio que Daniel
e nenhum segredo é obscuro para ti!
Pela tua habilidade e inteligência,
adquiriste grandes riquezas
e acumulaste ouro e prata nos teus tesouros.
Tão grande é a tua habilidade no comércio
que multiplicaste a tua fortuna
e com ela se encheu de orgulho o teu coração.
Por isso, assim fala o Senhor Deus:
Porque alimentas em teu coração pretensões divinas,
vou fazer que venham estrangeiros contra ti,
os mais ferozes de entre os povos.
Eles brandirão a espada contra a tua fina habilidade
e profanarão o teu esplendor.
Far-te-ão descer à cova
e morrerás de morte violenta, no meio dos mares.
Ainda irás dizer na presença dos teus executores:
‘Eu sou um deus’?
Mas tu és um homem e não um deus,
nas mãos daqueles que vão matar-te.
Terás a morte dos infiéis às mãos dos estrangeiros,
porque Eu falei» ? diz o Senhor Deus.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Deut 32, 26-27ab.27cd-28.30.35cd-36ab (R. 39c)
Refrão: Eu sou o Senhor da morte e da vida.
O Senhor disse: «Vou reduzi-los ao pó da terra
e apagar a sua memória de entre os homens.
Mas temi a arrogância do inimigo,
o desprezo dos seus adversários.
Porque diriam: ‘Triunfou o nosso poder,
à nossa força não resiste o seu Deus’;
porque são um povo de insensatos,
neles não há discernimento.
Como poderia um só homem perseguir mil
e dois pôr em fuga dez mil,
se o seu Protector os não tivesse abandonado,
se o Senhor não os entregasse às suas mãos?»
Está próximo o dia da ruína,
iminente o seu destino,
porque o Senhor defenderá o seu povo,
terá piedade dos seus servos.
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EVANGELHO Mt 19, 23-30
«É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no reino de Deus»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Em verdade vos digo:
Um rico dificilmente entrará no reino dos Céus.
É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha
do que um rico entrar no reino de Deus».
Ao ouvirem estas palavras,
os discípulos ficaram muito admirados e disseram:
«Quem poderá então salvar-se?».
Jesus olhou para eles e respondeu:
«Aos homens isso é impossível,
mas a Deus tudo é possível».
Então Pedro tomou a palavra e disse-Lhe:
«Nós deixámos tudo para Te seguir.
Que recompensa teremos?».
Jesus respondeu:
«Em verdade vos digo:
No mundo renovado,
quando o Filho do homem vier sentar-Se no seu trono de glória,
também vós que Me seguistes
vos sentareis em doze tronos
para julgar as doze tribos de Israel.
E todo aquele que tiver deixado casas,
irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras,
por causa do meu nome,
receberá cem vezes mais
e terá como herança a vida eterna.
Muitos dos primeiros serão os últimos
e muitos dos últimos serão os primeiros».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Fernando PERALES i Madueño (Terrassa, Barcelona, Espanha)
Dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus (...) Quem, pois, poderá salvar-se?
Hoje, contemplamos a reação que suscitou entre os ouvintes o diálogo do jovem rico com Jesus: «Quem, pois, poderá salvar-se?» (Mt 19,25). As palavras do Senhor dirigidas ao jovem rico são manifestamente duras, pretendem surpreender, despertar as nossas sonolências. Não se tratam de palavras isoladas, acidentais no Evangelho: repete vinte vezes este tipo de mensagem. Devemos recordá-lo: Jesus adverte contra os obstáculos que implicam as riquezas, para entrar na vida?
E, no entanto, Jesus amou e chamou homens ricos, sem lhes exigir que abandonassem as suas responsabilidades. A riqueza em si mesma não é má, a não ser que a sua origem tenha sido adquirida de forma injusta, ou o deu destino, que se utilize de forma egoísta sem ter em conta os mais desfavorecidos, se fecha o coração aos verdadeiros valores espirituais (onde não há necessidade de Deus).
«Quem, pois, poderá salvar-se?». Jesus responde: «Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível». (Mt 19,26). Senhor, tu conheces bem as habilidades dos homens para atenuar a tua Palavra. Tenho que o dizer, Senhor ajuda-me! Converte o meu coração.
Depois do jovem rico ter ido embora, entristecido pelo seu apego às suas riquezas, Pedro tomou a palavra e disse: —Concede, Senhor, à tua Igreja, aos teus Apóstolos que sejam capazes de deixar tudo por Ti».
«Quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória?» (Mt 19,28). O Teu pensamento dirige-se para esse “dia”, até esse futuro. Tu és um homem com tendência para o fim do mundo, para a plenitude do homem. Nesse tempo, Senhor, tudo será novo, renovado, belo.
Jesus Cristo diz-nos: —Vós que deixastes tudo pelo Reino, vos sentareis com o Filho do Homem... Recebereis cem vezes mais do que tiveres deixado... E herdareis a vida eterna... (cf. Mt 19,28-29).
O futuro que Tu prometes aos teus, aos que te seguiram renunciando a todos os obstáculos... É um futuro feliz, é a abundância da vida, é a plenitude divina.
—Obrigado, Senhor. Conduz-me até esse dia!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I Ez 24, 15-24
«Ezequiel será para vós um símbolo: fareis como ele fez»
Leitura da Profecia de Ezequiel
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:«Filho do homem,vou tirar-te repentinamente aquela que é a alegria dos teus olhos.Não deverás lamentar-te, nem chorar, nem derramar lágrimas;suspira em silêncio,mas não pratiques o luto habitual pelos mortos.Mantém a cabeça coberta, calça as sandálias,não cubras a barba, nem comas o pão trazido pelos outros».De manhã falei ao povo, à tarde minha mulher morreu.Na manhã seguinte, fiz o que me tinha sido ordenado.Então o povo perguntou-me:«Não nos explicas o que significa para nós o que estás a fazer?».Eu respondi-lhes:«O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:‘Diz à casa de Israel: Assim fala o Senhor Deus:Vou profanar o meu santuário,orgulho do vosso poder, alegria dos vossos olhose paixão das vossas almas.Os filhos e filhas que deixastes em Jerusalémcairão ao fio da espada’.Então fareis como eu fiz.Não cobrireis a barba, não comereis o pão trazido pelos outros,ficareis com a cabeça coberta, com sandálias nos pés,e não vos lamentareis, nem chorareis.‘Ireis morrendo por causa das vossas iniquidadese gemereis uns com os outros.Ezequiel será para vós um símbolo:fareis como ele fez.Quando isto acontecer,reconhecereis que Eu sou o Senhor Deus’».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Deut 32, 18-19.20.21 (R. cf. 18a)
Refrão: Abandonaste a Deus que te criou.
Desprezaste o Rochedo que te gerou,esqueceste a Deus que te deu a vida.O Senhor viu e ficou indignadoe rejeitou teus filhos e tuas filhas.O Senhor disse: «Vou ocultar-lhes o meu rostoe ver qual será o seu futuro,porque são uma geração perversade filhos que não conhecem a fidelidade».«Provocaram-Me com um deus falso,irritaram-Me com inúteis ídolos;e Eu vou provocá-los com um povo falso,vou irritá-los com uma nação insensata».
EVANGELHO Mt 19, 16-22
«Se queres ser perfeito, vende o que tens e terás um tesouro nos Céus»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,aproximou-se de Jesus um jovem, que Lhe perguntou:«Mestre, que hei-de fazer de bom para ter a vida eterna?».Jesus respondeu-lhe:«Porque Me interrogas sobre o que é bom?Bom é um só.Mas se queres entrar na vida, guarda os mandamentos».Ele perguntou: «Que mandamentos?».Jesus respondeu-lhe:«Não matarás, não cometerás adultério;não furtarás; não levantarás falso testemunho;honra pai e mãe;ama o teu próximo como a ti mesmo».Disse-lhe o jovem:«Tudo isso tenho eu guardado. Que me falta ainda?».Jesus respondeu-lhe:«Se queres ser perfeito,vende o que tens e dá-o aos pobrese terás um tesouro nos Céus.Depois vem e segue-Me».Ao ouvir estas palavras, o jovem retirou-se entristecido,porque tinha muitos bens.
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Óscar MAIXÉ i Altés (Roma, Italia)
Que tenho que fazer de bom para ter a vida eterna?
Hoje a Liturgia da Palavra coloca para nossa consideração a famosa passagem do jovem rico, aquele jovem que não soube responder diante do olhar de amor com o qual Cristo olhou para ele (cf. Mc 10,21). João Paulo II lembra-nos que naquele jovem podemos reconhecer a todo homem que se aproxima de Cristo e lhe pergunta sobre o sentido de sua própria vida: «Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?» (Mt 19,16). O Papa comenta que «o interlocutor de Jesus intui que há uma conexão entre o bem moral e o pleno cumprimento do próprio destino».Hoje, há muitas pessoas que também fazem, no seu íntimo, esta pergunta! Se olharmos à nossa volta, talvez pensemos que são poucas as pessoas que vêem algo a mais, ou que o homem do século XXI não precisa se fazer este tipo de pergunta, pois não encontrará respostas que lhe sirvam. Jesus respondeu ao jovem: «Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos» (Mt 19,17). É legítimo perguntar-se sobre o sentido da vida, pois, hoje é necessário fazê-lo! O jovem lhe perguntou o que tem que fazer de bom para chegar à vida eterna, e Cristo respondeu-lhe que tem que ser bom.Nos dias de hoje, para alguns ou para muitos?Tanto faz! Parece ser impossível?Ser bom?... Ou melhor, pode parecer até algo sem sentido: uma bobagem! Hoje, como há vinte séculos, Jesus Cristo segue nos lembrando que para entrar na vida eterna é necessário cumprir os mandamentos da Lei de Deus: não se trata do “ótimo”, mas de seguir o caminho necessário para que o homem se assemelhe a Deus e assim possa entrar na vida eterna de mãos dadas com seu Pai-Deus. Efetivamente, «Jesus mostra que os mandamentos não devem ser entendidos como um limite mínimo que não se deve ultrapassar, mas como uma vereda aberta para um caminho moral e espiritual de perfeição, cujo impulso interior é o amor» (João Paulo II).
«Ezequiel será para vós um símbolo: fareis como ele fez»
Leitura da Profecia de Ezequiel
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:«Filho do homem,vou tirar-te repentinamente aquela que é a alegria dos teus olhos.Não deverás lamentar-te, nem chorar, nem derramar lágrimas;suspira em silêncio,mas não pratiques o luto habitual pelos mortos.Mantém a cabeça coberta, calça as sandálias,não cubras a barba, nem comas o pão trazido pelos outros».De manhã falei ao povo, à tarde minha mulher morreu.Na manhã seguinte, fiz o que me tinha sido ordenado.Então o povo perguntou-me:«Não nos explicas o que significa para nós o que estás a fazer?».Eu respondi-lhes:«O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:‘Diz à casa de Israel: Assim fala o Senhor Deus:Vou profanar o meu santuário,orgulho do vosso poder, alegria dos vossos olhose paixão das vossas almas.Os filhos e filhas que deixastes em Jerusalémcairão ao fio da espada’.Então fareis como eu fiz.Não cobrireis a barba, não comereis o pão trazido pelos outros,ficareis com a cabeça coberta, com sandálias nos pés,e não vos lamentareis, nem chorareis.‘Ireis morrendo por causa das vossas iniquidadese gemereis uns com os outros.Ezequiel será para vós um símbolo:fareis como ele fez.Quando isto acontecer,reconhecereis que Eu sou o Senhor Deus’».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Deut 32, 18-19.20.21 (R. cf. 18a)
Refrão: Abandonaste a Deus que te criou.
Desprezaste o Rochedo que te gerou,esqueceste a Deus que te deu a vida.O Senhor viu e ficou indignadoe rejeitou teus filhos e tuas filhas.O Senhor disse: «Vou ocultar-lhes o meu rostoe ver qual será o seu futuro,porque são uma geração perversade filhos que não conhecem a fidelidade».«Provocaram-Me com um deus falso,irritaram-Me com inúteis ídolos;e Eu vou provocá-los com um povo falso,vou irritá-los com uma nação insensata».
EVANGELHO Mt 19, 16-22
«Se queres ser perfeito, vende o que tens e terás um tesouro nos Céus»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,aproximou-se de Jesus um jovem, que Lhe perguntou:«Mestre, que hei-de fazer de bom para ter a vida eterna?».Jesus respondeu-lhe:«Porque Me interrogas sobre o que é bom?Bom é um só.Mas se queres entrar na vida, guarda os mandamentos».Ele perguntou: «Que mandamentos?».Jesus respondeu-lhe:«Não matarás, não cometerás adultério;não furtarás; não levantarás falso testemunho;honra pai e mãe;ama o teu próximo como a ti mesmo».Disse-lhe o jovem:«Tudo isso tenho eu guardado. Que me falta ainda?».Jesus respondeu-lhe:«Se queres ser perfeito,vende o que tens e dá-o aos pobrese terás um tesouro nos Céus.Depois vem e segue-Me».Ao ouvir estas palavras, o jovem retirou-se entristecido,porque tinha muitos bens.
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Óscar MAIXÉ i Altés (Roma, Italia)
Que tenho que fazer de bom para ter a vida eterna?
Hoje a Liturgia da Palavra coloca para nossa consideração a famosa passagem do jovem rico, aquele jovem que não soube responder diante do olhar de amor com o qual Cristo olhou para ele (cf. Mc 10,21). João Paulo II lembra-nos que naquele jovem podemos reconhecer a todo homem que se aproxima de Cristo e lhe pergunta sobre o sentido de sua própria vida: «Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?» (Mt 19,16). O Papa comenta que «o interlocutor de Jesus intui que há uma conexão entre o bem moral e o pleno cumprimento do próprio destino».Hoje, há muitas pessoas que também fazem, no seu íntimo, esta pergunta! Se olharmos à nossa volta, talvez pensemos que são poucas as pessoas que vêem algo a mais, ou que o homem do século XXI não precisa se fazer este tipo de pergunta, pois não encontrará respostas que lhe sirvam. Jesus respondeu ao jovem: «Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos» (Mt 19,17). É legítimo perguntar-se sobre o sentido da vida, pois, hoje é necessário fazê-lo! O jovem lhe perguntou o que tem que fazer de bom para chegar à vida eterna, e Cristo respondeu-lhe que tem que ser bom.Nos dias de hoje, para alguns ou para muitos?Tanto faz! Parece ser impossível?Ser bom?... Ou melhor, pode parecer até algo sem sentido: uma bobagem! Hoje, como há vinte séculos, Jesus Cristo segue nos lembrando que para entrar na vida eterna é necessário cumprir os mandamentos da Lei de Deus: não se trata do “ótimo”, mas de seguir o caminho necessário para que o homem se assemelhe a Deus e assim possa entrar na vida eterna de mãos dadas com seu Pai-Deus. Efetivamente, «Jesus mostra que os mandamentos não devem ser entendidos como um limite mínimo que não se deve ultrapassar, mas como uma vereda aberta para um caminho moral e espiritual de perfeição, cujo impulso interior é o amor» (João Paulo II).
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I Ez 12, 1-12
«Parte para o exílio em pleno dia, de modo que eles vejam»
Leitura da Profecia de Ezequiel
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Filho do homem,
tu habitas no meio desta gente rebelde.
Eles têm olhos para ver e não vêem,
têm ouvidos para ouvir e não ouvem:
é uma geração de rebeldes.
Tu, filho do homem,
prepara a tua bagagem de exilado
e parte para o exílio em pleno dia, à vista deles.
Sairás deste lugar para outro, à vista deles.
Talvez assim reconheçam que são gente rebelde.
Prepararás a tua bagagem como bagagem de um exilado,
em pleno dia, à vista deles,
e sairás à tarde, à vista deles, como quem vai para o exílio.
À vista deles, faz uma abertura na muralha e sai através dela.
Põe a trouxa aos ombros à vista deles e sai ao escurecer,
cobrindo o rosto para não veres o país,
porque eu faço de ti um símbolo para a casa de Israel».
Eu procedi conforme a ordem que recebi.
Preparei a minha bagagem de dia, como bagagem de exilado.
À tarde fiz com a mão uma abertura na muralha
e saí ao escurecer;
saí com a bagagem às costas, à vista deles.
Na manhã seguinte, o Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Filho do homem,
a casa de Israel, essa gente rebelde,
não te perguntou: ‘Que fazes?’.
Então responde-lhes: Assim fala o Senhor Deus:
Este oráculo dirige-se a quem governa Jerusalém
e a toda a casa de Israel que nela vive.
Fala-lhes assim: ‘Eu sou para vós um símbolo.
Como Eu fiz, assim vos será feito:
ireis deportados para o exílio.
Aquele que vos governa terá de pôr aos ombros a sua bagagem
e ao escurecer passará através da muralha,
na qual farão uma abertura para ele sair;
cobrirá o rosto para não ver com os seus olhos o país’».
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 77 (78), 56-57.58-59.61-62(R. cf. 7c)
Refrão: Não esqueçais as obras do Senhor.
Eles tentaram e ofenderam o Altíssimo
e não observaram os seus mandamentos.
Foram infiéis e renegados como seus pais,
como flecha errante, desviaram-se do caminho.
Ofenderam-n’O no alto dos montes,
provocaram-n’O com seus ídolos.
Deus ouviu e inflamou-Se em cólera
e repudiou com veemência Israel.
Deixou cair os seus heróis em cativeiro
e a sua glória nas mãos de inimigos;
e entregou o seu povo à espada,
irritou-Se contra a sua herança.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Mt 18, 21 -- 19, 1
«Não te digo que perdoes até sete vezes, mas até setenta vezes sete»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe:
«Se meu irmão me ofender,
quantas vezes deverei perdoar-lhe?
Até sete vezes?».
Jesus respondeu:
«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei
que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo de começo,
apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar,
o senhor mandou que fosse vendido,
com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía,
para assim pagar a dívida.
Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo:
‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’.
Cheio de compaixão, o senhor daquele servo
deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros
que lhe devia cem denários.
Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo:
‘Paga o que me deves’.
Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo:
‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’.
Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender,
até que pagasse tudo quanto devia.
Testemunhas desta cena,
os seus companheiros ficaram muito tristes
e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido.
Então, o senhor mandou-o chamar e disse:
‘Servo mau, perdoei-te, porque me pediste.
Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro,
como eu tive compaixão de ti?’.
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos,
até que pagasse tudo o que lhe devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste,
se cada um de vós não perdoar a seu irmão
de todo o coração».
Quando Jesus acabou de dizer estas palavras,
partiu da Galileia
e foi para o território da Judeia, além do Jordão.
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Joan BLADÉ i Piñol (Barcelona, Espanha)
Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?
Hoje, perguntar «quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?» (Mt 18,21), é também perguntar: Estes a quem tanto amo, os vejo com tantas manias e caprichos que me chateiam, que me incomodam com freqüência, não falam comigo... E isto se repete este dia e no outro dia. Senhor, até quando tenho que agüentar isso?
Jesus responde com a lição de paciência. Na realidade, os dois devedores coincidem quando dizem: «Tem paciência comigo» (Mt 18,26.29). Mas, enquanto o descontrole do malvado, que já ia sufocando o outro por pouca coisa, lhe ocasionaria a ruína moral e econômica, a paciência do rei, não só salva o devedor, sua família e os bens, como engrandece a personalidade do monarca e gera confiança na corte. A reação do rei, nos lábios de Jesus, nos recorda o livro dos Salmos: «Mas em ti se encontra o perdão, para seres venerado com respeito» (Sal 130,4).
Está claro que precisamos nos opor à injustiça, e, se necessário, energicamente (suportar o mal seria um indício de apatia ou covardia). Mas a indignação é saudável quando nela não há egoísmo, nem ira, nem sandice, senão o desejo reto de defender a verdade. A autêntica paciência é a que nos leva a suportar misericordiosamente a contradição, a debilidade, as doenças, as faltas de oportunidade das pessoas, dos acontecimentos ou das coisas. Ser paciente equivale a dominar-se a si mesmo. As pessoas susceptíveis ou violentas não podem ser pacientes porque nem pensam nem são donos de si mesmos.
A paciência é uma virtude cristã porque faz parte da mensagem do Reino dos Céus, e se forja na experiência de que todos nós temos defeitos. Se Paulo nos exorta a nos suportarmos uns aos outros (cf. Col 3,12-13), Pedro nos recorda que a paciência do Senhor nos dá a oportunidade de nos salvarmos (cf. 2 Pe 3,15).
Certamente, quantas vezes a paciência do bom Deus nos perdoou no confessionário! Sete vezes? Setenta vezes sete? Quiçá mais!
«Parte para o exílio em pleno dia, de modo que eles vejam»
Leitura da Profecia de Ezequiel
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Filho do homem,
tu habitas no meio desta gente rebelde.
Eles têm olhos para ver e não vêem,
têm ouvidos para ouvir e não ouvem:
é uma geração de rebeldes.
Tu, filho do homem,
prepara a tua bagagem de exilado
e parte para o exílio em pleno dia, à vista deles.
Sairás deste lugar para outro, à vista deles.
Talvez assim reconheçam que são gente rebelde.
Prepararás a tua bagagem como bagagem de um exilado,
em pleno dia, à vista deles,
e sairás à tarde, à vista deles, como quem vai para o exílio.
À vista deles, faz uma abertura na muralha e sai através dela.
Põe a trouxa aos ombros à vista deles e sai ao escurecer,
cobrindo o rosto para não veres o país,
porque eu faço de ti um símbolo para a casa de Israel».
Eu procedi conforme a ordem que recebi.
Preparei a minha bagagem de dia, como bagagem de exilado.
À tarde fiz com a mão uma abertura na muralha
e saí ao escurecer;
saí com a bagagem às costas, à vista deles.
Na manhã seguinte, o Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Filho do homem,
a casa de Israel, essa gente rebelde,
não te perguntou: ‘Que fazes?’.
Então responde-lhes: Assim fala o Senhor Deus:
Este oráculo dirige-se a quem governa Jerusalém
e a toda a casa de Israel que nela vive.
Fala-lhes assim: ‘Eu sou para vós um símbolo.
Como Eu fiz, assim vos será feito:
ireis deportados para o exílio.
Aquele que vos governa terá de pôr aos ombros a sua bagagem
e ao escurecer passará através da muralha,
na qual farão uma abertura para ele sair;
cobrirá o rosto para não ver com os seus olhos o país’».
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 77 (78), 56-57.58-59.61-62(R. cf. 7c)
Refrão: Não esqueçais as obras do Senhor.
Eles tentaram e ofenderam o Altíssimo
e não observaram os seus mandamentos.
Foram infiéis e renegados como seus pais,
como flecha errante, desviaram-se do caminho.
Ofenderam-n’O no alto dos montes,
provocaram-n’O com seus ídolos.
Deus ouviu e inflamou-Se em cólera
e repudiou com veemência Israel.
Deixou cair os seus heróis em cativeiro
e a sua glória nas mãos de inimigos;
e entregou o seu povo à espada,
irritou-Se contra a sua herança.
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EVANGELHO Mt 18, 21 -- 19, 1
«Não te digo que perdoes até sete vezes, mas até setenta vezes sete»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe:
«Se meu irmão me ofender,
quantas vezes deverei perdoar-lhe?
Até sete vezes?».
Jesus respondeu:
«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei
que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo de começo,
apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar,
o senhor mandou que fosse vendido,
com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía,
para assim pagar a dívida.
Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo:
‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’.
Cheio de compaixão, o senhor daquele servo
deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros
que lhe devia cem denários.
Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo:
‘Paga o que me deves’.
Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo:
‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’.
Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender,
até que pagasse tudo quanto devia.
Testemunhas desta cena,
os seus companheiros ficaram muito tristes
e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido.
Então, o senhor mandou-o chamar e disse:
‘Servo mau, perdoei-te, porque me pediste.
Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro,
como eu tive compaixão de ti?’.
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos,
até que pagasse tudo o que lhe devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste,
se cada um de vós não perdoar a seu irmão
de todo o coração».
Quando Jesus acabou de dizer estas palavras,
partiu da Galileia
e foi para o território da Judeia, além do Jordão.
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Joan BLADÉ i Piñol (Barcelona, Espanha)
Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?
Hoje, perguntar «quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?» (Mt 18,21), é também perguntar: Estes a quem tanto amo, os vejo com tantas manias e caprichos que me chateiam, que me incomodam com freqüência, não falam comigo... E isto se repete este dia e no outro dia. Senhor, até quando tenho que agüentar isso?
Jesus responde com a lição de paciência. Na realidade, os dois devedores coincidem quando dizem: «Tem paciência comigo» (Mt 18,26.29). Mas, enquanto o descontrole do malvado, que já ia sufocando o outro por pouca coisa, lhe ocasionaria a ruína moral e econômica, a paciência do rei, não só salva o devedor, sua família e os bens, como engrandece a personalidade do monarca e gera confiança na corte. A reação do rei, nos lábios de Jesus, nos recorda o livro dos Salmos: «Mas em ti se encontra o perdão, para seres venerado com respeito» (Sal 130,4).
Está claro que precisamos nos opor à injustiça, e, se necessário, energicamente (suportar o mal seria um indício de apatia ou covardia). Mas a indignação é saudável quando nela não há egoísmo, nem ira, nem sandice, senão o desejo reto de defender a verdade. A autêntica paciência é a que nos leva a suportar misericordiosamente a contradição, a debilidade, as doenças, as faltas de oportunidade das pessoas, dos acontecimentos ou das coisas. Ser paciente equivale a dominar-se a si mesmo. As pessoas susceptíveis ou violentas não podem ser pacientes porque nem pensam nem são donos de si mesmos.
A paciência é uma virtude cristã porque faz parte da mensagem do Reino dos Céus, e se forja na experiência de que todos nós temos defeitos. Se Paulo nos exorta a nos suportarmos uns aos outros (cf. Col 3,12-13), Pedro nos recorda que a paciência do Senhor nos dá a oportunidade de nos salvarmos (cf. 2 Pe 3,15).
Certamente, quantas vezes a paciência do bom Deus nos perdoou no confessionário! Sete vezes? Setenta vezes sete? Quiçá mais!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
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LEITURA I Ez 9, 1-7; 10, 18-22
«Assinala com uma cruz na fronte os que se lamentam por causa das abominações que se praticam em Jerusalém»
Leitura da Profecia de Ezequiel
Eu ouvi o Senhor bradar com voz forte:
«Aproximai-vos, flagelos da cidade,
cada um com o seu instrumento de morte na mão».
E do pórtico superior que dá para o norte saíram seis homens,
trazendo cada um na mão o seu instrumento de morte.
No meio deles estava um homem vestido de linho,
com um estojo de escriba à cintura.
Aproximaram-se e pararam junto do altar de bronze.
A glória do Deus de Israel elevou-se dos querubins em que poisava
e dirigiu-se para o limiar do templo.
Depois chamou o homem vestido de linho,
que trazia à cintura o estojo de escriba.
Disse-lhe o Senhor:
«Vai pela cidade, percorre Jerusalém
e assinala com uma cruz na fronte
os homens que gemem e se lamentam
por causa das abominações que nela se praticam».
Depois, ouvi o Senhor dizer aos outros:
«Percorrei a cidade atrás dele
e feri sem piedade e sem compaixão:
velhos, novos, donzelas, crianças e mulheres,
matai-os, exterminai-os a todos.
Mas não toqueis naqueles que foram assinalados com a cruz.
Começai pelo meu santuário».
E eles começaram pelos anciãos que estavam diante do templo.
A seguir, ordenou-lhes:
«Profanai o templo,
enchei de cadáveres os seus átrios e saí».
Eles saíram e continuaram o massacre na cidade.
A glória do Senhor deixou o limiar do templo
e pairou sobre os querubins.
Os querubins abriram as asas
e elevaram-se do solo à minha vista,
elevando-se as rodas com eles.
Pararam à entrada da porta oriental do templo do Senhor
e a glória do Deus de Israel pairava sobre eles.
Eram os seres vivos que eu tinha visto
sob o Deus de Israel, nas margens do rio Quebar,
e reconheci então que eram querubins.
Cada um tinha quatro faces e quatro asas
e, debaixo das asas, uma espécie de mãos humanas.
As suas faces eram semelhantes às que eu vira
nas margens do rio Quebar.
Cada um seguia sempre em frente.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 112 (113), 1-2.3-4.5- 6 (R. 2)
Refrão: A glória do Senhor está acima dos céus.
Ou: Aleluia.
Louvai, servos do Senhor,
louvai o nome do Senhor.
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e para sempre.
Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
O Senhor domina sobre todos os povos,
a sua glória está acima dos céus.
Quem se compara ao Senhor nosso Deus,
que tem o seu trono nas alturas
e Se inclina lá do alto
a olhar o céu e a terra?
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EVANGELHO Mt 18, 15-20
«Se te escutar, terás ganho o teu irmão»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Se o teu irmão te ofender,
vai ter com ele e repreende-o a sós.
Se te escutar, terás ganho o teu irmão.
Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas,
para que toda a questão fique resolvida
pela palavra de duas ou três testemunhas.
Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja;
e se também não der ouvidos à Igreja,
considera-o como um pagão ou um publicano.
Em verdade vos digo:
Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu;
e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu.
Digo-vos ainda:
Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa,
ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus.
Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome,
Eu estou no meio deles».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Pedro-José YNARAJA i Díaz (El Montanyà, Barcelona, Espanha)
Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, tu e ele a sós! (...) Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles
Hoje, neste breve fragmento do Evangelho, o Senhor nos ensina três importantes modos de proceder que freqüentemente se ignoram.
Compreensão e advertência com o amigo ou o colega. Faça-o ver, com discrição e reservadamente («tu e ele a sós»), com claridade («vai corrigi-lo»), o seu comportamento equivocado para que acerte o seu caminho na vida. Acudir à colaboração de um amigo, se a primeira tentativa não deu certo. E, se nem assim se consegue a sua conversão e se seu pecar escandaliza, não duvidar em exercer a denúncia profética e pública, que hoje pode ser uma carta ao diretor de uma publicação, uma manifestação pública ou um cartaz. Esta maneira de proceder é uma exigência que pesa para o mesmo que a pratica, e que freqüentemente, é ingrata e incômoda. Por tudo isso é mais fácil escolher o que chamamos equivocadamente de caridade cristã e, que costuma ser puro escapismo, comodidade, covardia, falsa tolerância. Na verdade, «está reservada a mesma pena para os que fazem o mal e para aqueles que o consentem» (São Bernardo).
Todo cristão tem o direito de solicitar dos nossos sacerdotes o perdão de Deus e da sua Igreja. O psicólogo, em um determinado momento, pode apaziguar o seu estado de ânimo; o psiquiatra em um ato médico pode conseguir vencer um transtorno endógeno. Ambas as atitudes são muito úteis, mas insuficientes para determinadas situações. Só Deus é capaz de perdoar, apagar, esquecer, pulverizar destruindo, o pecado pessoal. E só, sua Igreja pode atar ou desatar comportamentos, transcendendo a sentença no céu. E com isso gozar da paz interior e começar a ser feliz.
Nas mãos e palavras do sacerdote está o privilégio de tomar o pão e que Jesus - Eucaristia seja realmente presença e alimento. Qualquer discípulo do Reino pode unir-se a outro, ou melhor, pode unir-se a muitos e, com fervor, Fé, coragem e Esperança, submergir no mundo e convertê-lo em verdadeiro corpo do Jesus - Místico. E, na sua companhia acudir a Deus Pai que escutará às suas súplicas, pois seu Filho comprometeu-se a isso: «pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles» (Mt 18,20).
«Assinala com uma cruz na fronte os que se lamentam por causa das abominações que se praticam em Jerusalém»
Leitura da Profecia de Ezequiel
Eu ouvi o Senhor bradar com voz forte:
«Aproximai-vos, flagelos da cidade,
cada um com o seu instrumento de morte na mão».
E do pórtico superior que dá para o norte saíram seis homens,
trazendo cada um na mão o seu instrumento de morte.
No meio deles estava um homem vestido de linho,
com um estojo de escriba à cintura.
Aproximaram-se e pararam junto do altar de bronze.
A glória do Deus de Israel elevou-se dos querubins em que poisava
e dirigiu-se para o limiar do templo.
Depois chamou o homem vestido de linho,
que trazia à cintura o estojo de escriba.
Disse-lhe o Senhor:
«Vai pela cidade, percorre Jerusalém
e assinala com uma cruz na fronte
os homens que gemem e se lamentam
por causa das abominações que nela se praticam».
Depois, ouvi o Senhor dizer aos outros:
«Percorrei a cidade atrás dele
e feri sem piedade e sem compaixão:
velhos, novos, donzelas, crianças e mulheres,
matai-os, exterminai-os a todos.
Mas não toqueis naqueles que foram assinalados com a cruz.
Começai pelo meu santuário».
E eles começaram pelos anciãos que estavam diante do templo.
A seguir, ordenou-lhes:
«Profanai o templo,
enchei de cadáveres os seus átrios e saí».
Eles saíram e continuaram o massacre na cidade.
A glória do Senhor deixou o limiar do templo
e pairou sobre os querubins.
Os querubins abriram as asas
e elevaram-se do solo à minha vista,
elevando-se as rodas com eles.
Pararam à entrada da porta oriental do templo do Senhor
e a glória do Deus de Israel pairava sobre eles.
Eram os seres vivos que eu tinha visto
sob o Deus de Israel, nas margens do rio Quebar,
e reconheci então que eram querubins.
Cada um tinha quatro faces e quatro asas
e, debaixo das asas, uma espécie de mãos humanas.
As suas faces eram semelhantes às que eu vira
nas margens do rio Quebar.
Cada um seguia sempre em frente.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 112 (113), 1-2.3-4.5- 6 (R. 2)
Refrão: A glória do Senhor está acima dos céus.
Ou: Aleluia.
Louvai, servos do Senhor,
louvai o nome do Senhor.
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e para sempre.
Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
O Senhor domina sobre todos os povos,
a sua glória está acima dos céus.
Quem se compara ao Senhor nosso Deus,
que tem o seu trono nas alturas
e Se inclina lá do alto
a olhar o céu e a terra?
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EVANGELHO Mt 18, 15-20
«Se te escutar, terás ganho o teu irmão»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Se o teu irmão te ofender,
vai ter com ele e repreende-o a sós.
Se te escutar, terás ganho o teu irmão.
Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas,
para que toda a questão fique resolvida
pela palavra de duas ou três testemunhas.
Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja;
e se também não der ouvidos à Igreja,
considera-o como um pagão ou um publicano.
Em verdade vos digo:
Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu;
e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu.
Digo-vos ainda:
Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa,
ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus.
Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome,
Eu estou no meio deles».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Pedro-José YNARAJA i Díaz (El Montanyà, Barcelona, Espanha)
Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, tu e ele a sós! (...) Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles
Hoje, neste breve fragmento do Evangelho, o Senhor nos ensina três importantes modos de proceder que freqüentemente se ignoram.
Compreensão e advertência com o amigo ou o colega. Faça-o ver, com discrição e reservadamente («tu e ele a sós»), com claridade («vai corrigi-lo»), o seu comportamento equivocado para que acerte o seu caminho na vida. Acudir à colaboração de um amigo, se a primeira tentativa não deu certo. E, se nem assim se consegue a sua conversão e se seu pecar escandaliza, não duvidar em exercer a denúncia profética e pública, que hoje pode ser uma carta ao diretor de uma publicação, uma manifestação pública ou um cartaz. Esta maneira de proceder é uma exigência que pesa para o mesmo que a pratica, e que freqüentemente, é ingrata e incômoda. Por tudo isso é mais fácil escolher o que chamamos equivocadamente de caridade cristã e, que costuma ser puro escapismo, comodidade, covardia, falsa tolerância. Na verdade, «está reservada a mesma pena para os que fazem o mal e para aqueles que o consentem» (São Bernardo).
Todo cristão tem o direito de solicitar dos nossos sacerdotes o perdão de Deus e da sua Igreja. O psicólogo, em um determinado momento, pode apaziguar o seu estado de ânimo; o psiquiatra em um ato médico pode conseguir vencer um transtorno endógeno. Ambas as atitudes são muito úteis, mas insuficientes para determinadas situações. Só Deus é capaz de perdoar, apagar, esquecer, pulverizar destruindo, o pecado pessoal. E só, sua Igreja pode atar ou desatar comportamentos, transcendendo a sentença no céu. E com isso gozar da paz interior e começar a ser feliz.
Nas mãos e palavras do sacerdote está o privilégio de tomar o pão e que Jesus - Eucaristia seja realmente presença e alimento. Qualquer discípulo do Reino pode unir-se a outro, ou melhor, pode unir-se a muitos e, com fervor, Fé, coragem e Esperança, submergir no mundo e convertê-lo em verdadeiro corpo do Jesus - Místico. E, na sua companhia acudir a Deus Pai que escutará às suas súplicas, pois seu Filho comprometeu-se a isso: «pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles» (Mt 18,20).
terça-feira, 10 de agosto de 2010
O CATÓLICO NÃO ADORA IMAGENS

Nossos queridos irmãos protestantes cismam em acusar a nós católicos de “adoradores de falsos ídolos”, “adoradores de imagens”, “idolatras”, entre outros títulos e rótulos. Isso se deve ao fato da ignorância dos mesmos sobre o que realmente representam as imagens para o povo de Deus. Ignorancia bíblica sobre o fato de o próprio Deus nos mandou construir imagens. Deixemos claro de uma vez por todas O CATÓLICO NÃO ADORA IMAGENS.
Tanto no Êxodo como no Deuteronômio, a proibição de imagens refere-se à imagem dos deuses estrangeiros e não de qualquer espécie de desenho, pintura ou escultura. Trata-se de ídolos e de figuras de deuses falsos que tomavam formas de pessoas, animais, astros, etc e eram adorados como se estas fossem o prório Deus. Tanto é assim que o mesmo Deus mandou Moisés fazer uma serpente de bronze, que foi colocada num suporte e, vendo-a, os hebreus ficavam curados de suas feridas. Esta imagem da serpente era prefigurativa de Jesus pregado na cruz: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, para que todo o homem que nele crer, tenha a vida eterna” (Jo 3,14s). Além disso, Deus determinou a Moisés fazer dois querubins para cobrirem o propiciatório: Êx 25, 18s. Salomão, quando construiu o templo, mandou fazer também querubins e outras figuras várias, entre as quais leões e bois: I Re 7, 29. Nem por isso o templo foi do desagrado de Deus. As proibições impostas por Deus destinavam-se a proteger o pequeno povo de Israel, cercado de tantos povos idólatras e ele mesmo propenso à idolatria, do perigo dessa idolatria. Uma coisa é imagem, outra é ídolo.
O mesmo Deus que proibiu fazer imagens (de ídolos) mandou fazer imagens (não de ídolos), como a serpente de bronze, os querubins. Isso nos mostra que o problema não é a imagem, mas sim a Idolatria ou seja a adoração dessas imagens como se fossem deuses.
Qualificar de superstição e hipocrisia os ornamentos de Igrejas ou quadros e imagens de santos, pode ser ignorância, quando não for maldade ou impiedade. O culto das imagens sempre teve inimigos na história, fato que ainda persiste em nossos dias. Não percebem (ou não querem perceber) que imagem só podemos fazer de pessoas visíveis, como de Nosso Senhor, de Nossa Senhora, dos Anjos, dos Santos Apóstolos, etc. Não trata-se da adoração ou culto da imagem pela imagem, ou que possuam poder sobrenatural ou maravilhoso, o que seria superstição e idolatria. Veneramos uma imagem sacra mostrando nosso afeto à pessoa por ela representada, assim como temos amor ao retrato de pessoas queridas, onde o papel em que é feito não diz absolutamente nada, mas sim o que ele representa, ou seja, a imagem dos pais, de um irmão, de um ente que já se foi.
A veneração das imagens é antiquíssima na Igreja e de origem apostólica. São valores artísticos que elevam a alma das pessoas às práticas das virtudes e da piedade.
A Igreja Católica, nos concílios de Nicéia e Trento, aprovou e recomendou o culto das imagens. A doutrina da Igreja, sobre as imagens e o respectivo culto, está resumida nos seguintes pontos:
1. As imagens não são ídolos, a que os fiéis devam render homenagem. Imagem nenhuma possui um poder oculto ou latente, em virtude do qual se lhe deva prestar culto e veneração.
2. É proibido fazer petições às imagens e nelas depositar uma confiança como se fossem doadores de graças e benefícios. A imagem deve ser para o católico um meio, um instrumento, que lhe facilite elevar os pensamentos acima desta terra, às coisas sobrenaturais e divinas.
3. A veneração, o respeito que se tem às imagens, tem por objeto, não a imagem como tal, mas a pessoa por ela representada, isto é, Nosso Senhor Jesus Cristo, sua Santa Mãe e os Santos. A imagem não é nada mais que imagem, que nos lembra os benefícios que Deus dá à criatura humana; lembra-nos o poder dos Santos, como amigos de Deus e suas virtudes, que devemos imitar. Nada, pois, tem o culto das imagens com idolatria ou superstição.
No ano de 725, São Germano opôs-se com toda a sua energia contra essa perseguição sacrílega, perpetrada pelo Imperador de Constantinopla, Leão – o Isaurio, que ao assumir o trono declarou publicamente proteger a fé católica, o que, aliás não cumpriu, pois naquele ano iniciou campanha contra o culto das imagens.
A luta tomou feições muito sérias. São Germano defendeu, no púlpito e em escritos, a doutrina sobre o culto das imagens. Em conferências particulares que teve com o Imperador, mostrou a este a inconveniência e a criminalidade daquele proceder. Não conseguiu, porém, mudar as idéias do iconoclasta. Quando, em 730, Leão exigiu de São Germano a assinatura de um decreto que determinava a destruição das imagens sacras, o Santo declarou: “Senhor, tomar uma medida contra a fé, é-me impossível”. Esta profissão de fé acarretou ao octogenário, não só o ódio do Imperador, mas a expulsão de Constantinopla, em condições mui humilhantes, tendo que retirar-se para Platino.
Em defesa das imagens, São Germano opôs resistência tenacíssima aos iconoclastas, negando-se peremptoriamente a assinar uma proibição imperial, que tinha por objeto o fim do culto das imagens e sua conseqüente destruição. Ainda hoje, a Igreja sofre tais ataques sistematicamente articulados com a finalidade de atingir a Igreja de Cristo. As portas do inferno não tem poder de prevalecer contra Ela.
CONCLUSÃO
Os católicos não devem se deixar levar por conceitos errôneos a respeito das imagens, que nada mais são do que meras representações elaboradas por hábeis artistas. Devemos saber discernir o abismo que separa a IMAGEM do ÍDOLO. Recorrendo às Escrituras constaremos que nós mesmos, os seres humanos, fomos feitos à IMAGEM e semelhança de Deus, portanto, o Criador foi quem criou a primeira IMAGEM de si próprio. Isto para nos lembrar que, por pior que seja o nosso semelhante, devemos ver nele a IMAGEM do próprio Deus. (Verifique – artigo I do livro “Oriente” – de onde extraímos esta oportuna constatação)
Representações idólatras em diversas formas como: figas, patuás, pés-de-coelho, pirâmides, etc…, sutilmente propaladas como objetos para uso em simpatias ou superstições inofensivas, devem ser combatidas com veemência, já que imprimem influências extremamente comprometedoras à salvação da alma. A adoração ou uso destes amuletos, mesmo em decorrência de modismos ingenuamente sutis, ofendem muito a Nosso Senhor, pois que toda a nossa confiança deve estar concentrada no poder de Deus. Quem cultua, pratica ou difunde a adoração destes objetos, sem dúvida, prestará contas no dia do Juízo.
O homem em sua vida sensitiva, muito depende das coisas que o rodeiam. Como o cristão prudente e sincero procura afastar de si todas as más influências, com prazer se inclinará a tudo que em sua alma for capaz de produzir boas impressões e elevá-las a Deus e às coisas santas. É este o motivo porque a Igreja orna o interior dos templos com belos quadros e imagens de santos. O Aspecto destas coisas desperta na alma pensamentos salutares, o desejo de imitar o exemplo da virtude daqueles que se santificaram na lei de Deus.
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