LEITURA I Job 19, 21-27
«Eu sei que o meu Redentor está vivo»
Leitura do Livro de Job
Job tomou a palavra e disse:
«Tende compaixão, meus amigos, tende compaixão de mim,
pois a mão de Deus me atingiu!
Porque me perseguis, como Deus faz,
e não vos cansais de me torturar?
Quem dera que as minhas palavras fossem escritas num livro,
ou gravadas em bronze com estilete de ferro,
ou esculpidas em pedra para sempre!
Eu sei que o meu Redentor está vivo
e no último dia Se levantará sobre a terra.
Revestido da minha pele, estarei de pé;
na minha carne verei a Deus.
Eu próprio O verei, meus olhos O hão-de contemplar.
Dentro de mim suspira o meu coração».
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 26 (27), 7-8.9abd.13-14 (R. 13)
Refrão: Espero contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,
tende compaixão de mim e atendei-me.
Diz-me o coração: «Procurai a sua face».
A vossa face, Senhor, eu procuro.
Não escondais de mim o vosso rosto,
nem afasteis com ira o vosso servo.
Não me rejeiteis nem me abandoneis,
meu Deus e meu Salvador.
Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem coragem e confia no Senhor.
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EVANGELHO Lc 10, 1-12
«A vossa paz repousará sobre eles»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
designou o Senhor setenta e dois discípulos
e enviou-os dois a dois à sua frente,
a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir.
E dizia-lhes:
«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Pedi ao dono da seara
que mande trabalhadores para a sua seara.
Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos.
Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias,
nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho.
Quando entrardes nalguma casa,
dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’.
E se lá houver gente de paz,
a vossa paz repousará sobre eles;
senão, ficará convosco.
Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem,
que o trabalhador merece o seu salário.
Não andeis de casa em casa.
Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem,
comei do que vos servirem,
curai os enfermos que nela houver
e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’.
Mas quando entrardes nalguma cidade e não vos receberem,
saí à praça pública e dizei:
‘Até o pó da vossa cidade que se pegou aos nossos pés
sacudimos para vós.
No entanto, ficai sabendo: Está perto o reino de Deus’.
Eu vos digo:
Haverá mais tolerância, naquele dia, para Sodoma
do que para essa cidade».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Joan MARQUÉS i Suriñach (Vilamarí, Girona, Espanha)
Pedi (...) ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para sua colheita
Hoje Jesus nos fala da missão apostólica. Porém «escolheu outros setenta e dois e enviou-os, dois a dois» (Lc 10,1), a proclamação do Evangelho é uma tarefa «que não pode ser delegada a uns poucos especialistas» João Paulo II: todos estamos chamados a essa tarefa e, todos vamos sentirmos responsáveis dela. Cada um desde seu lugar e condição. O dia do Batismo nos disseram: «Sois Sacerdote, Profeta e Rei para a vida eterna». Hoje mais que nunca, nosso mundo precisa do testemunho dos seguidores de Cristo.
«A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos» (Lc 10,2): É interessante esse sentido positivo da missão, pois o texto não diz: «Há muito para semear e poucos trabalhadores». Tal vez, hoje teríamos que falar desse jeito, pelo grande desconhecimento de Jesus Cristo e sua Igreja em nossa sociedade. Um olhar esperançado da missão gera otimismo e ilusão. Não nos deixemos abater pela desilusão e a desesperança.
No inicio, a missão que nos espera é, ao mesmo tempo, apaixonante e difícil. O anúncio da Verdade e da Vida, nossa missão, não pode nem deve pretender forçar a adesão, pelo contrário, deve suscitar uma livre adesão. As idéias, devem se propor e não impor, nos lembra o Papa.
«Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias...» (Lc 10,4): a única força do missionário deve ser Cristo. E para que ele encha sua vida, é preciso que o evangelizador se esvazie de tudo aquilo que não é Cristo. A pobreza evangélica é um requisito importante e, ao mesmo tempo, o testemunho mais crível que o apóstolo pode dar, além de que só esse desprendimento nos fará livres.
O missionário anuncia a paz. É portador de paz, porque leva a Cristo, o Príncipe da Paz. Por isso, «Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz esteja nesta casa! Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; senão, ela retornará a vós» (Lc 10,5-6). Nosso mundo, nossas famílias, nosso Eu pessoal, têm necessidade de Paz. Nossa missão é urgente e apaixonante.
“Sinto aproximar os dias do meu fim neste mundo e quero deixar a vocês como herança a confiança na Providência” Dom Luis Guanella (23/04/1915)
Quem sou eu
- FDP
- Somos um grupo Guanelliano, aspirantes à Cooperadores. Localizados no Santuário Nossa Senhora do Trabalho - POA/RS. Um grupo destinado a jovens acima dos 19 anos. Uma equipe caracterizada pela alegria, juventude, entusiasmo e fé, uma fé que buscamos dia-a-dia, conscientes de que precisamos mais e mais de Jesus. Inspirados na obra de Don Luis Guanella, estamos aqui para ajudar, dar apoio, servir de instrumento de Jesus, através de reflexões e estudos bíblicos. Estamos no começo de uma longa caminhada e vamos através do blog divulgar nosso trabalho e as bênçãos que Deus nos dá, e assim despertar nas pessoas a Fé, a necessidade de Deus e quem sabe um dia trazer você a participar do nosso grupo. Sejam Bem-Vindos!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I Dan 7, 9-10.13-14
«As suas vestes eram brancas como a neve»
Leitura da Profecia de Daniel
Estava eu a olhar,
quando foram colocados tronos
e um Ancião sentou-se.
As suas vestes eram brancas como a neve
e os cabelos como a lã pura.
O seu trono eram chamas de fogo,
com rodas de lume vivo.
Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele.
Milhares de milhares o serviam
e miríades de miríades o assistiam.
O tribunal abriu a sessão
e os livros foram abertos.
Contemplava eu as visões da noite,
quando, sobre as nuvens do céu,
veio alguém semelhante a um filho do homem.
Dirigiu-Se para o Ancião venerável
e conduziram-no à sua presença.
Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza,
e todos os povos e nações O serviram.
O seu poder é eterno, que nunca passará,
e o seu reino jamais será destruído.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 137 (138), 1-2a.2bc-3.4-5 (R. 1c)
Refrão: Na presença dos Anjos,
eu Vos louvarei, Senhor.
De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,
porque ouvistes as palavras da minha boca.
Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar
e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.
Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,
porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.
Quando Vos invoquei, me respondestes,
aumentastes a fortaleza da minha alma.
Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor,
quando ouvirem as palavras da vossa boca.
Celebrarão os caminhos do Senhor,
porque é grande a glória do Senhor.
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EVANGELHO Jo 1, 47-51
«Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo,
Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse:
«Eis um verdadeiro israelita,
em quem não há fingimento».
Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?».
Jesus respondeu-lhe:
«Antes que Filipe te chamasse,
Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira».
Disse-lhe Natanael:
«Mestre, Tu és o Filho de Deus,
Tu és o Rei de Israel!».
Jesus respondeu:
«Porque te disse: ‘Eu vi-te debaixo da figueira’, acreditas.
Verás coisas maiores do que estas».
E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo:
Vereis o Céu aberto
e os Anjos de Deus subindo e descendo
sobre o Filho do homem».
Palavra da salvação.
Comentário: Cardenal Jorge MEJÍA Archivista y Bibliotecario de la S.R.I. (, )
Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem!.
Hoje, na festa dos Santos Arcanjos, Jesus manifesta aos seus Apostoles e a todos, a presença dos seus arcanjos e, a relação que com Ele mantêm. Os anjos estão na glória celestial, onde louvam perenemente ao Filho do homem, que é o Filho de Deus. O rodeiam e estão ao seu serviço.
Subir e descer nos lembra o episódio do sono do Patriarca Jacob, quem dormindo sobre uma pedra durante sua viagem à terra de origem de sua família (Mesopotâmia), enxerga aos anjos que descem e sobem por uma misteriosa escada que une o céu e a terra, enquanto Deus mesmo está de pé junto dele e lhe comunica sua mensagem. Reparemos a relação entre a comunicação divina e a presença ativa dos anjos.
Desse modo, Gabriel, Miguel e Rafael aparecem na Bíblia como presentes nas vicissitudes terrenas e levando aos homens -como nos diz São Gregório Magno- as comunicações, por meio de sua presença e, a suas mesmas ações, que mudam decisivamente nossas vidas. Chamam-se, precisamente arcanjos, príncipes dos anjos, porque são enviados para as missões mais importantes.
Gabriel foi enviado para anunciar a Maria Santíssima a concepção virginal do Filho de Deus, que é o princípio de nossa redenção (cf. Lc 1). Miguel luta contra anjos rebeldes e os expulsa do céu (cf. Ap 12). Nos anuncia, desse modo, o mistério da justiça divina, que também exerceu-se em seus anjos quando rebelaram-se e, dá-nos a segurança de sua vitória e a nossa sobre o mal. Rafael acompanha a Tobias júnior, o defende e, o aconselha e cura finalmente ao pai Tobit (cf. Tob). Por essa via, nos anuncia a presença dos anjos junto a cada uno de nós: o anjo que chamamos da Guarda.
Aprendamos desta celebração dos arcanjos que sobem e descem sobre o Filho do homem, que servem a Deus, mas lhe servem em nosso benefício. Dão glória à Trindade Santíssima e, o fazem também servindo-nos. Em conseqüência, vejamos que devoção lhes devemos e, quanta gratidão ao Pai que os envia para nosso bem.
«As suas vestes eram brancas como a neve»
Leitura da Profecia de Daniel
Estava eu a olhar,
quando foram colocados tronos
e um Ancião sentou-se.
As suas vestes eram brancas como a neve
e os cabelos como a lã pura.
O seu trono eram chamas de fogo,
com rodas de lume vivo.
Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele.
Milhares de milhares o serviam
e miríades de miríades o assistiam.
O tribunal abriu a sessão
e os livros foram abertos.
Contemplava eu as visões da noite,
quando, sobre as nuvens do céu,
veio alguém semelhante a um filho do homem.
Dirigiu-Se para o Ancião venerável
e conduziram-no à sua presença.
Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza,
e todos os povos e nações O serviram.
O seu poder é eterno, que nunca passará,
e o seu reino jamais será destruído.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 137 (138), 1-2a.2bc-3.4-5 (R. 1c)
Refrão: Na presença dos Anjos,
eu Vos louvarei, Senhor.
De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,
porque ouvistes as palavras da minha boca.
Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar
e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.
Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,
porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.
Quando Vos invoquei, me respondestes,
aumentastes a fortaleza da minha alma.
Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor,
quando ouvirem as palavras da vossa boca.
Celebrarão os caminhos do Senhor,
porque é grande a glória do Senhor.
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EVANGELHO Jo 1, 47-51
«Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo,
Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse:
«Eis um verdadeiro israelita,
em quem não há fingimento».
Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?».
Jesus respondeu-lhe:
«Antes que Filipe te chamasse,
Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira».
Disse-lhe Natanael:
«Mestre, Tu és o Filho de Deus,
Tu és o Rei de Israel!».
Jesus respondeu:
«Porque te disse: ‘Eu vi-te debaixo da figueira’, acreditas.
Verás coisas maiores do que estas».
E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo:
Vereis o Céu aberto
e os Anjos de Deus subindo e descendo
sobre o Filho do homem».
Palavra da salvação.
Comentário: Cardenal Jorge MEJÍA Archivista y Bibliotecario de la S.R.I. (, )
Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem!.
Hoje, na festa dos Santos Arcanjos, Jesus manifesta aos seus Apostoles e a todos, a presença dos seus arcanjos e, a relação que com Ele mantêm. Os anjos estão na glória celestial, onde louvam perenemente ao Filho do homem, que é o Filho de Deus. O rodeiam e estão ao seu serviço.
Subir e descer nos lembra o episódio do sono do Patriarca Jacob, quem dormindo sobre uma pedra durante sua viagem à terra de origem de sua família (Mesopotâmia), enxerga aos anjos que descem e sobem por uma misteriosa escada que une o céu e a terra, enquanto Deus mesmo está de pé junto dele e lhe comunica sua mensagem. Reparemos a relação entre a comunicação divina e a presença ativa dos anjos.
Desse modo, Gabriel, Miguel e Rafael aparecem na Bíblia como presentes nas vicissitudes terrenas e levando aos homens -como nos diz São Gregório Magno- as comunicações, por meio de sua presença e, a suas mesmas ações, que mudam decisivamente nossas vidas. Chamam-se, precisamente arcanjos, príncipes dos anjos, porque são enviados para as missões mais importantes.
Gabriel foi enviado para anunciar a Maria Santíssima a concepção virginal do Filho de Deus, que é o princípio de nossa redenção (cf. Lc 1). Miguel luta contra anjos rebeldes e os expulsa do céu (cf. Ap 12). Nos anuncia, desse modo, o mistério da justiça divina, que também exerceu-se em seus anjos quando rebelaram-se e, dá-nos a segurança de sua vitória e a nossa sobre o mal. Rafael acompanha a Tobias júnior, o defende e, o aconselha e cura finalmente ao pai Tobit (cf. Tob). Por essa via, nos anuncia a presença dos anjos junto a cada uno de nós: o anjo que chamamos da Guarda.
Aprendamos desta celebração dos arcanjos que sobem e descem sobre o Filho do homem, que servem a Deus, mas lhe servem em nosso benefício. Dão glória à Trindade Santíssima e, o fazem também servindo-nos. Em conseqüência, vejamos que devoção lhes devemos e, quanta gratidão ao Pai que os envia para nosso bem.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I Job 3, 1-3.11-17.20-23
«Porque se dá luz ao infeliz?»
Leitura do Livro de Job
Job abriu a boca e amaldiçoou o dia do seu nascimento.
Tomou a palavra e disse:
«Desapareça o dia em que eu nasci
e a noite em que se anunciou: ‘Foi concebido um homem’.
Porque não morri no ventre de minha mãe,
ou não expirei ao sair do seio materno?
Porque houve dois joelhos para me acolherem
e dois seios para me amamentarem?
Estaria agora deitado e tranquilo,
dormiria o sono da morte e teria descanso,
como os reis e os grandes da terra,
que edificaram os seus túmulos sumptuosos,
ou como os poderosos, que possuem ouro
e enchem de prata os seus mausoléus.
Ou porque não fui eu como o aborto escondido, que já não existiria,
como as crianças que não chegaram a ver a luz?
Ali acaba a agitação dos maus,
aí repousam os homens extenuados.
Porque se dá luz ao infeliz
e vida aos corações amargurados,
que suspiram pela morte que tarda em chegar
e a procuram mais avidamente que um tesouro?
Ficariam contentes diante de um túmulo,
exultariam à vista de um sepulcro.
Porque se dá vida ao homem que não vê o seu caminho
e que Deus cerca por todos os lados?».
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 87 (88), 2-3.4-5.6.7-8 (R. 3a)
Refrão: Senhor, chegue até Vós a minha súplica.
Senhor Deus, meu Salvador,
dia e noite clamo na vossa presença.
Chegue até Vós a minha oração,
inclinai o ouvido ao meu clamor.
A minha alma está saturada de sofrimento,
a minha vida chegou às portas da morte.
Sou contado entre os que descem à sepultura,
sou um homem já sem forças.
Estou abandonado entre os mortos,
como os caídos que jazem no sepulcro,
de quem já não Vos lembrais
e que foram sacudidos da vossa mão.
Lançastes-me na cova mais profunda,
nas trevas do abismo.
Pesa sobre mim a vossa ira,
todas as vossas ondas caíram sobre mim.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Lc 9, 51-56
«Tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo,
Ele tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém
e mandou mensageiros à sua frente.
Estes puseram-se a caminho
e entraram numa povoação de samaritanos,
a fim de Lhe prepararem hospedagem.
Mas aquela gente não O quis receber,
porque ia a caminho de Jerusalém.
Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram a Jesus:
«Senhor,
queres que mandemos descer fogo do céu que os destrua?».
Mas Jesus voltou-Se e repreendeu-os.
E seguiram para outra povoação.
Palavra da salvação.
Voltou-se e os repreendeu
Hoje no Evangelho contemplamos como «Tiago e João disseram: ‘Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu, para que os destrua?’. Ele, porém, voltou-se e os repreendeu. E partirem para outro povoado» (Lc 9,54-55). São defeitos dos Apóstolos, que o Senhor corrige.
Conta a história de um homem que transportava água da Índia, carregava dois cântaros um a cada lado pendurado no extremo de um pau que se apoiava em seus ombros: Um era perfeito, e o outro tinha uma rachadura e perdia água. Este –triste- observava o outro tão perfeito e com vergonha e sentindo-se miserável, disse um dia ao seu amo: sinto muito, que por causa do meu defeito perca metade do meu conteúdo. Ele lhe respondeu: Quando voltarmos para casa repara nas flores que crescem no lado do caminho. E reparou: eram belíssimas flores, mas vendo que continuava a perder água, repetiu: Não sirvo, faço tudo mal. O senhor lhe respondeu: —reparaste que as flores só crescem no teu lado do caminho? Isto porque eu sempre soube que em ti havia uma rachadura, então plantei sementes do teu lado e a cada dia que fazia este trajeto tu regavas as sementes e assim pude recolher estas flores para o altar da Virgem Maria. Sem ti e a tua maneira de ser, não seria possível esta beleza.
Todos, de alguma maneira somos cântaros rachados, mas Deus conhece bem os seus filhos e dá-nos a possibilidade de aproveitar as rachaduras-defeitos para alguma coisa boa. Assim o apóstolo João —que hoje quere destruir—, com a correção do Senhor converte-se no apóstolo do amor nas suas cartas. Não se desanimou com as correções, senão que aproveitou o lado positivo do seu caráter impulsivo —a paixão— para o serviço do amor. Que nós, também sejamos capazes de aproveitar as correções, as contrariedades —sofrimento, fracasso, limitações— para “começar e recomeçar”, tal como São Josemaria definia a santidade: dóceis ao Espírito Santo para convertermos a Deus e sermos seus instrumentos.
«Porque se dá luz ao infeliz?»
Leitura do Livro de Job
Job abriu a boca e amaldiçoou o dia do seu nascimento.
Tomou a palavra e disse:
«Desapareça o dia em que eu nasci
e a noite em que se anunciou: ‘Foi concebido um homem’.
Porque não morri no ventre de minha mãe,
ou não expirei ao sair do seio materno?
Porque houve dois joelhos para me acolherem
e dois seios para me amamentarem?
Estaria agora deitado e tranquilo,
dormiria o sono da morte e teria descanso,
como os reis e os grandes da terra,
que edificaram os seus túmulos sumptuosos,
ou como os poderosos, que possuem ouro
e enchem de prata os seus mausoléus.
Ou porque não fui eu como o aborto escondido, que já não existiria,
como as crianças que não chegaram a ver a luz?
Ali acaba a agitação dos maus,
aí repousam os homens extenuados.
Porque se dá luz ao infeliz
e vida aos corações amargurados,
que suspiram pela morte que tarda em chegar
e a procuram mais avidamente que um tesouro?
Ficariam contentes diante de um túmulo,
exultariam à vista de um sepulcro.
Porque se dá vida ao homem que não vê o seu caminho
e que Deus cerca por todos os lados?».
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 87 (88), 2-3.4-5.6.7-8 (R. 3a)
Refrão: Senhor, chegue até Vós a minha súplica.
Senhor Deus, meu Salvador,
dia e noite clamo na vossa presença.
Chegue até Vós a minha oração,
inclinai o ouvido ao meu clamor.
A minha alma está saturada de sofrimento,
a minha vida chegou às portas da morte.
Sou contado entre os que descem à sepultura,
sou um homem já sem forças.
Estou abandonado entre os mortos,
como os caídos que jazem no sepulcro,
de quem já não Vos lembrais
e que foram sacudidos da vossa mão.
Lançastes-me na cova mais profunda,
nas trevas do abismo.
Pesa sobre mim a vossa ira,
todas as vossas ondas caíram sobre mim.
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EVANGELHO Lc 9, 51-56
«Tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo,
Ele tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém
e mandou mensageiros à sua frente.
Estes puseram-se a caminho
e entraram numa povoação de samaritanos,
a fim de Lhe prepararem hospedagem.
Mas aquela gente não O quis receber,
porque ia a caminho de Jerusalém.
Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram a Jesus:
«Senhor,
queres que mandemos descer fogo do céu que os destrua?».
Mas Jesus voltou-Se e repreendeu-os.
E seguiram para outra povoação.
Palavra da salvação.
Voltou-se e os repreendeu
Hoje no Evangelho contemplamos como «Tiago e João disseram: ‘Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu, para que os destrua?’. Ele, porém, voltou-se e os repreendeu. E partirem para outro povoado» (Lc 9,54-55). São defeitos dos Apóstolos, que o Senhor corrige.
Conta a história de um homem que transportava água da Índia, carregava dois cântaros um a cada lado pendurado no extremo de um pau que se apoiava em seus ombros: Um era perfeito, e o outro tinha uma rachadura e perdia água. Este –triste- observava o outro tão perfeito e com vergonha e sentindo-se miserável, disse um dia ao seu amo: sinto muito, que por causa do meu defeito perca metade do meu conteúdo. Ele lhe respondeu: Quando voltarmos para casa repara nas flores que crescem no lado do caminho. E reparou: eram belíssimas flores, mas vendo que continuava a perder água, repetiu: Não sirvo, faço tudo mal. O senhor lhe respondeu: —reparaste que as flores só crescem no teu lado do caminho? Isto porque eu sempre soube que em ti havia uma rachadura, então plantei sementes do teu lado e a cada dia que fazia este trajeto tu regavas as sementes e assim pude recolher estas flores para o altar da Virgem Maria. Sem ti e a tua maneira de ser, não seria possível esta beleza.
Todos, de alguma maneira somos cântaros rachados, mas Deus conhece bem os seus filhos e dá-nos a possibilidade de aproveitar as rachaduras-defeitos para alguma coisa boa. Assim o apóstolo João —que hoje quere destruir—, com a correção do Senhor converte-se no apóstolo do amor nas suas cartas. Não se desanimou com as correções, senão que aproveitou o lado positivo do seu caráter impulsivo —a paixão— para o serviço do amor. Que nós, também sejamos capazes de aproveitar as correções, as contrariedades —sofrimento, fracasso, limitações— para “começar e recomeçar”, tal como São Josemaria definia a santidade: dóceis ao Espírito Santo para convertermos a Deus e sermos seus instrumentos.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I Job 1, 6-22
«O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor»
Leitura do Livro de Job
Um dia em que os filhos de Deusvieram apresentar-se diante do Senhor,Satanás apareceu também no meio deles.O Senhor disse-lhe: «De onde vens?».Satanás respondeu:«Venho de percorrer a terra, de rondar por toda ela».O Senhor disse-lhe:«Reparaste no meu servo Job?Não há ninguém como ele na terra:é um homem íntegro e recto,que teme a Deus e se afasta do mal».Satanás respondeu ao Senhor:«Porventura teme Job a Deus de maneira desinteressada?Não o cercastes Vós com um muro protector,a ele, à sua casa e a todos seus bens?Abençoastes o trabalho das suas mãose os seus rebanhos cobrem toda a região.Mas estendei a mão e tocai nos seus bense vereis que Vos amaldiçoa frente a frente».Disse então o Senhor a Satanás:«Pois bem, tudo o que lhe pertence fica sob o teu poder,mas não estenderás a mão sobre ele».E Satanás saiu da presença do Senhor.Ora um dia em que os filhos e as filhas de Jobcomiam e bebiam vinho em casa do irmão mais velho,um mensageiro veio dizer a Job:«Estavam os teus bois a lavrare as jumentas a pastar junto deles,quando os sabeus arremeteram contra eles e os levarame passaram os teus servos ao fio da espada.Só eu escapei, para te vir dar a notícia».Ainda ele estava a falar, quando outro veio dizer:«Caiu do céu o fogo de Deuse queimou e reduziu a cinzas as ovelhas e os teus servos.Só eu escapei, para te vir dar a notícia».Ainda ele falava, quando chegou outro e lhe disse:«Os caldeus, divididos em três grupos,lançaram-se sobre os teus camelos e levaram-nose passaram os teus servos ao fio da espada.Só eu escapei, para te vir dar a notícia».Ainda ele falava, quando outro entrou e lhe disse:«Os teus filhos e as tuas filhas estavam a comer e a beber vinhoem casa do irmão mais velho,quando um vento impetuoso veio do lado do desertoe abalou os quatro cantos da casa.A casa desabou sobre os jovens e morreram todos.Só eu escapei, para te vir dar a notícia».Então Job levantou-se, rasgou o manto e rapou a cabeça.Depois prostrou-se por terra e disse:«Saí nu do ventre de minha mãe e nu para ele voltarei.O Senhor deu, o Senhor tirou:bendito seja o nome do Senhor».Em tudo isto, Job não cometeu pecado,nem disse contra Deus nenhuma blasfémia.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 16 (17), 1.2-3.6-7 (R. cf. 6b)
Refrão: Escutai, Senhor,e atendei a minha súplica.
Ouvi, Senhor, uma causa justa,atendei a minha súplica.Escutai a minha oração,feita com sinceridade.Sede Vós a fazer o meu julgamento,pois vossos olhos vêem o que é recto.Se perscrutais o meu coração e o provais com o fogo,não encontrareis em mim iniquidade.Eu Vos invoco, meu Deus, respondei-me,ouvi-me e escutai as minhas palavras.Mostrai a vossa admirável misericórdia,Vós que salvais quem se acolhe à vossa direita.
EVANGELHO Lc 9, 46-50
«Quem for o mais pequeno entre vós, esse será o maior»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,houve uma discussão entre os discípulossobre qual deles seria o maior.Mas Jesus, que lhes conhecia os sentimentos íntimos,tomou uma criança, colocou-a junto de Si e disse-lhes:«Quem acolher em meu nome uma criança como estaacolhe-Me a Mim;e quem Me acolher acolhe Aquele que Me enviou.Na verdade, quem for o mais pequeno entre vósesse é que será o maior».João tomou a palavra e disse:«Mestre, vimos um homem expulsar os demónios em teu nomee quisemos impedi-lo, porque ele não anda connosco».Mas Jesus respondeu-lhe:«Não lho proibais,pois quem não é contra vós é por vós».
Palavra da salvação.
Comentário: Prof. Dr. Mons. Lluís CLAVELL (Roma, Italia)
«Aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior»
Hoje, caminho de Jerusalém em direção à paixão, «surgiu entre os discípulos uma discussão sobre qual deles seria o maior» (Lc 9,46). Cada dia os meios de comunicação e também nossas conversas estão cheias de comentários sobre a importância das pessoas: dos outros e de nós mesmos. Esta lógica só humana produz, freqüentemente, desejo de vitoria, de ser reconhecido, apreciado, correspondido, e a falta de paz, quando estes reconhecimentos não chegam.A resposta de Jesus a estes pensamentos -até mesmo comentários- dos discípulos, lembra o estilo dos antigos profetas. Antes das palavras estão os gestos. Jesus «pegou uma criança, colocou-a perto de si» (Lc 9,47). Depois vem o ensinamento: «aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior» (Lc 9,48). -Jesus, por que custa tanto aceitar que isto não é uma utopia para as pessoas que não estão implicadas no tráfico de uma tarefa intensa, na qual não faltam os golpes de uns contra os outros, e que, com a tua graça, podemos vivê-lo todos? Se o fizéssemos, teríamos mais paz interior e trabalharíamos com mais serenidade e alegria. Esta atitude é também a fonte da onde brota a alegria, ao ver que outros trabalham bem por Deus, com um estilo diferente do nosso, mas sempre assumindo o nome de Jesus. Os discípulos queriam impedi-lo. Em troca, o Mestre defende aquelas outras pessoas. Novamente, o fato de sentir-nos filhos pequenos de Deus facilita-nos a ter o coração aberto para todos e crescer na paz, na alegria e na gratidão. Estes ensinamentos valeram à Santa Teresinha de Lisieux o titulo de Doutora da Igreja: em seu livro História de uma alma, ela admira o belo jardim de flores que é a Igreja, e está contenta de perceber-se uma pequena flor. Ao lado dos grandes santos -rosas e açucenas- estão as pequenas flores -como as margaridas ou as violetas- destinadas a dar prazer aos olhos de Deus, quando Ele dirige o seu olhar à terra.
«O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor»
Leitura do Livro de Job
Um dia em que os filhos de Deusvieram apresentar-se diante do Senhor,Satanás apareceu também no meio deles.O Senhor disse-lhe: «De onde vens?».Satanás respondeu:«Venho de percorrer a terra, de rondar por toda ela».O Senhor disse-lhe:«Reparaste no meu servo Job?Não há ninguém como ele na terra:é um homem íntegro e recto,que teme a Deus e se afasta do mal».Satanás respondeu ao Senhor:«Porventura teme Job a Deus de maneira desinteressada?Não o cercastes Vós com um muro protector,a ele, à sua casa e a todos seus bens?Abençoastes o trabalho das suas mãose os seus rebanhos cobrem toda a região.Mas estendei a mão e tocai nos seus bense vereis que Vos amaldiçoa frente a frente».Disse então o Senhor a Satanás:«Pois bem, tudo o que lhe pertence fica sob o teu poder,mas não estenderás a mão sobre ele».E Satanás saiu da presença do Senhor.Ora um dia em que os filhos e as filhas de Jobcomiam e bebiam vinho em casa do irmão mais velho,um mensageiro veio dizer a Job:«Estavam os teus bois a lavrare as jumentas a pastar junto deles,quando os sabeus arremeteram contra eles e os levarame passaram os teus servos ao fio da espada.Só eu escapei, para te vir dar a notícia».Ainda ele estava a falar, quando outro veio dizer:«Caiu do céu o fogo de Deuse queimou e reduziu a cinzas as ovelhas e os teus servos.Só eu escapei, para te vir dar a notícia».Ainda ele falava, quando chegou outro e lhe disse:«Os caldeus, divididos em três grupos,lançaram-se sobre os teus camelos e levaram-nose passaram os teus servos ao fio da espada.Só eu escapei, para te vir dar a notícia».Ainda ele falava, quando outro entrou e lhe disse:«Os teus filhos e as tuas filhas estavam a comer e a beber vinhoem casa do irmão mais velho,quando um vento impetuoso veio do lado do desertoe abalou os quatro cantos da casa.A casa desabou sobre os jovens e morreram todos.Só eu escapei, para te vir dar a notícia».Então Job levantou-se, rasgou o manto e rapou a cabeça.Depois prostrou-se por terra e disse:«Saí nu do ventre de minha mãe e nu para ele voltarei.O Senhor deu, o Senhor tirou:bendito seja o nome do Senhor».Em tudo isto, Job não cometeu pecado,nem disse contra Deus nenhuma blasfémia.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 16 (17), 1.2-3.6-7 (R. cf. 6b)
Refrão: Escutai, Senhor,e atendei a minha súplica.
Ouvi, Senhor, uma causa justa,atendei a minha súplica.Escutai a minha oração,feita com sinceridade.Sede Vós a fazer o meu julgamento,pois vossos olhos vêem o que é recto.Se perscrutais o meu coração e o provais com o fogo,não encontrareis em mim iniquidade.Eu Vos invoco, meu Deus, respondei-me,ouvi-me e escutai as minhas palavras.Mostrai a vossa admirável misericórdia,Vós que salvais quem se acolhe à vossa direita.
EVANGELHO Lc 9, 46-50
«Quem for o mais pequeno entre vós, esse será o maior»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,houve uma discussão entre os discípulossobre qual deles seria o maior.Mas Jesus, que lhes conhecia os sentimentos íntimos,tomou uma criança, colocou-a junto de Si e disse-lhes:«Quem acolher em meu nome uma criança como estaacolhe-Me a Mim;e quem Me acolher acolhe Aquele que Me enviou.Na verdade, quem for o mais pequeno entre vósesse é que será o maior».João tomou a palavra e disse:«Mestre, vimos um homem expulsar os demónios em teu nomee quisemos impedi-lo, porque ele não anda connosco».Mas Jesus respondeu-lhe:«Não lho proibais,pois quem não é contra vós é por vós».
Palavra da salvação.
Comentário: Prof. Dr. Mons. Lluís CLAVELL (Roma, Italia)
«Aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior»
Hoje, caminho de Jerusalém em direção à paixão, «surgiu entre os discípulos uma discussão sobre qual deles seria o maior» (Lc 9,46). Cada dia os meios de comunicação e também nossas conversas estão cheias de comentários sobre a importância das pessoas: dos outros e de nós mesmos. Esta lógica só humana produz, freqüentemente, desejo de vitoria, de ser reconhecido, apreciado, correspondido, e a falta de paz, quando estes reconhecimentos não chegam.A resposta de Jesus a estes pensamentos -até mesmo comentários- dos discípulos, lembra o estilo dos antigos profetas. Antes das palavras estão os gestos. Jesus «pegou uma criança, colocou-a perto de si» (Lc 9,47). Depois vem o ensinamento: «aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior» (Lc 9,48). -Jesus, por que custa tanto aceitar que isto não é uma utopia para as pessoas que não estão implicadas no tráfico de uma tarefa intensa, na qual não faltam os golpes de uns contra os outros, e que, com a tua graça, podemos vivê-lo todos? Se o fizéssemos, teríamos mais paz interior e trabalharíamos com mais serenidade e alegria. Esta atitude é também a fonte da onde brota a alegria, ao ver que outros trabalham bem por Deus, com um estilo diferente do nosso, mas sempre assumindo o nome de Jesus. Os discípulos queriam impedi-lo. Em troca, o Mestre defende aquelas outras pessoas. Novamente, o fato de sentir-nos filhos pequenos de Deus facilita-nos a ter o coração aberto para todos e crescer na paz, na alegria e na gratidão. Estes ensinamentos valeram à Santa Teresinha de Lisieux o titulo de Doutora da Igreja: em seu livro História de uma alma, ela admira o belo jardim de flores que é a Igreja, e está contenta de perceber-se uma pequena flor. Ao lado dos grandes santos -rosas e açucenas- estão as pequenas flores -como as margaridas ou as violetas- destinadas a dar prazer aos olhos de Deus, quando Ele dirige o seu olhar à terra.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Jovem de 18 anos será beatificada pela Igreja
Jovens de todas as partes do mundo acompanham com ansiedade celebrações da Igreja Católica, marcadas para o próximo sábado (25) e domingo (26) em Roma. É quando o papa Bento XVI vai oficializar a beatificação de Chiara Badano, uma jovem italiana, que morreu em 1990. Uma candidata à santa bastante moderna, e com devotos que não poupam os recursos de comunicação atuais para fazê-la cada dia mais conhecida.
Não é comum que o rigoroso processo de canonização da Igreja reconheça tão rapidamente as virtudes de um cristão e o apresente como modelo de vida a ser seguido. No caso de Chiara Badano é ainda notável que as autoridades eclesiais tenham se convencido que uma garota de apenas 18 anos tenham alcançado um elevado grau de maturidade espiritual.
A história de Chiara vem sendo divulgada nos últimos anos pelas mais diversas redes sociais da internet e o perfil dela no Facebook reúne mais de 10 mil pessoas, muitas não católicas , que não se cansam de manifestar a intenção de acompanhar a cerimônia na Itália. A simpatia por Chiara parece ter relação com o seu estilo de vida absolutamente comum , combinado com uma fé religiosa demonstrada de modo particular um ano antes da sua morte, quando soube que tinha um tumor maligno nos ossos.
As manifestações de brasileiros na rede de microblogs Twitter confirmam:“precisamos de santos sem véu ou batina. precisamos de santos de calça jeans e tênis”“precisamos de santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos”
Quem foi Chiara ?
Chiara nasceu na cidadezinha de Sasselo, no norte da Itália. Filha única de pais que esperaram 11 anos pela gravidez tão desejada. Segundo a família, desde pequena demonstrou muita preocupação com os mais necessitados e no Jardim da Infância dizia que queria ser médica para cuidar dos doentes na África. Os amigos contam que ela era uma criança alegre e bastante ativa, mas com uma sensibilidade para as coisas divinas.
Aos 9 anos de idade conheceu o movimento Gen (Geração Nova), um ramo juvenil do Movimento dos Focolares (http://www.focolares.org.br/). Viveu a sua espiritualidade e pouco a pouco envolveu também os pais na proposta de colocar Deus em primeiro lugar de sua vida. Na adolescência se dividia entre os estudos e a prática de esportes.
Um dos momentos mais marcantes da adolescência foi quando acabou reprovada na escola e teve que enfrentar a dor da humilhação e recomeçar. Sobre esse episódio ela escreveu: "Este ano estou numa classe e numa seção nova, porque estou repetindo o ano. Quando entrei pela primeira vez na sala de aula tinha um certo receio, porque não conhecia ninguém e tinha medo de ser facilmente posta de lado pelos outros. Depois pensei que podia assemelhar-me um pouco a Jesus Abandonado e entrei cheia de alegria. Os colegas foram muito simpáticos comigo e já nos conhecemos todos. Então pedi a Jesus para estar sempre pronta a querer-lhes bem, em cada momento".
A jovem tinha freqüentes dores no ombro esquerdo, mas não dava importância. Aos 17 anos, durante uma partida de tênis, teve que largar a raquete porque a dor aguda a impedia de jogar.
Exames confirmaram que ela tinha um osteossarcoma, um tumor maligno muito grave. Os pais contam que ao receber o diagnóstico ela se fechou no quarto por 25 minutos em silêncio. Ao sair, disse sorrindo à mãe que tinha conversado com Jesus através de uma oração e que estava disposta a aceitar o difícil tratamento que viria: “Se é o que você quer, Jesus, é o que eu quero também”.
O bispo de Turim a visitava no hospital e confirmou que todos, inclusive médicos ateus, ficavam desconcertados com o clima de paz e alegria que a jovem irradiava. Os amigos que a visitavam para consolá-la voltavam para casa consolados. Pouco antes de falecer, ela revelou: “Vocês não podem imaginar como é agora o meu relacionamento com Jesus... Sinto que Deus me pede algo mais, algo maior. Talvez seja ficar neste leito por anos, não sei. Interessa-me unicamente a vontade de Deus, fazê-la bem no momento presente: aceitar os desafios de Deus. Se agora me perguntassem se quero andar (a doença chegou a paralisar as pernas com contrações muito dolorosas), eu diria não, porque assim estou mais perto de Jesus”. Quando já era evidente que os esforços médicos não tinham efeito, viu a mãe preocupada e disse: “Confie em Deus, pois você fez tudo. Quando eu tiver morrido, siga Deus e encontrará a força para ir em frente”.A Igreja Católica reconhece em Chiara Badano um exemplo que poderá inspirar muitos outros jovens a fazer a Vontade de Deus, nas circunstâncias mais simples até as mais dolorosas. A sua “fama de santidade” se estendeu imediatamente em várias partes do mundo. Em Campinas, a estudante da Unicamp, Cíntia Botelho Dias, diz que considera Chiara Badano um exemplo de que não é preciso se isolar do mundo para ter um relacionamento profundo com Deus. Ao ler a história da jovem italiana, ficou muito impressionada com a força que ela demonstrou nos momentos mais difíceis da doença. “Sempre que me encontro com alguma dificuldade cotidiana me lembro que o meu sofrimento é muito pequeno perto do que ela passou e que, como ela, devo superar cada barreira.”
Veja outros depoimentos publicados na Internet:
“Enquanto a sociedade nos leva a nos distanciarmos de tudo que é sofrimento e incômodo, Chiara nos ensina a abraçar as dificuldades e a transformá-las em amor ao próximo”. (Paulo, da Itália)
“É um modelo para todos os jovens. Isso me ajudará a nadar na contracorrenteza do mundo consumista em que vivemos”. (Elsy, dos Estados Unidos).
Dom Livio Maritano, Bispo da Diocese de Acqui, no dia 11 de junho de 1999 abriu o Processo pela a Causa de Canonização. No dia 3 de julho de 2008 ela foi declarada Venerável com o reconhecimento do exercício heróico das virtudes teologais e cardeais.
Milagre
No dia 19 de dezembro de 2009, o Papa Bento XVI reconheceu um milagre atribuído à intercessão da Venerável Chiara Badano, e assinou o Decreto para a sua Beatificação.
Programação em Roma (horários de Brasília):
- Sábado, dia 25 de setembro 11h – Missa com o rito de beatificação, no Santuário de Nossa Senhora do Divino Amor 15h30 - “Chiara Luce Badano LIFE LOVE LIGHT”. Programa que se realizará na grande sala de eventos Paulo VI, no Vaticano. O programa foi preparado por um grupo de jovens de diversas partes do mundo e tem o objetivo de comunicar a originalidade da vida de Chiara Luce com a linguagem do teatro, da música e dos testemunhos de vida.
- Domingo, dia 26 de setembro 05h30 - Missa de agradecimento na Basílica São Paulo fora dos Muros. Mensagem do papa Bento XVI na Praça de São Pedro, em conexão com a Basílica de São Paulo fora dos Muros.
Site oficial: http://www.chiaralucebadano.it/
Site no Brasil: http://www.focolares.org.br/chiaraluce/
Por Patrick
<< Alimento Diário >>
LEITURA I Co 3, 1-11
«Tudo tem a sua hora debaixo do céu»
Leitura do Livro de Coelet
Tudo tem o seu tempo,
tudo tem a sua hora debaixo do céu:
Há tempo para nascer e tempo para morrer,
tempo para plantar e tempo para arrancar;
tempo para matar e tempo para curar,
tempo para demolir e tempo para construir;
tempo para chorar e tempo para rir,
tempo para gemer e tempo para dançar;
tempo para atirar pedras e tempo para as juntar,
tempo para se abraçar e tempo para se separar;
tempo para ganhar e tempo para perder,
tempo para guardar e tempo para deitar fora;
tempo para rasgar e tempo para coser,
tempo para calar e tempo para falar;
tempo para amar e tempo para odiar,
tempo para a guerra e tempo para a paz.
Que aproveita ao homem com tanto trabalho?
Tenho observado a tarefa que Deus atribuiu aos homens,
para nela se ocuparem.
Ele fez todas as coisas apropriadas ao seu tempo
e pôs no coração do homem a sucessão dos séculos,
sem que ele possa compreender
o princípio e o fim da obra de Deus.
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 143 (144), 1a e 2abc.3-4 (R.1a)
Refrão: Bendito seja o Senhor,
rochedo do meu refúgio.
Bendito seja o Senhor, meu refúgio,
meu amparo e minha cidadela,
meu baluarte e meu libertador,
meu escudo e meu abrigo.
Que é o homem, Senhor, para que dele cuideis,
o filho do homem para pensardes nele?
O homem é semelhante ao sopro da brisa,
os seus dias passam como a sombra.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Lc 9, 18-22
«És o Messias de Deus. O Filho do homem tem de sofrer muito»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Um dia, Jesus orava sozinho,
estando com Ele apenas os discípulos.
Então perguntou-lhes:
«Quem dizem as multidões que Eu sou?».
Eles responderam:
«Uns, João Baptista; outros, que és Elias;
e outros, que és um dos antigos profetas que ressuscitou».
Disse-lhes Jesus:
«E vós, quem dizeis que Eu sou?».
Pedro tomou a palavra e respondeu:
«És o Messias de Deus».
Ele, porém, proibiu-lhes severamente
de o dizerem fosse a quem fosse
e acrescentou:
«O Filho do homem tem de sofrer muito,
ser rejeitado pelos anciãos,
pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas;
tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Pere OLIVA i March (Sant Feliu de Torelló, Barcelona, Espanha)
«Quem dizem as multidões que eu sou?(...) E vós, quem dizeis que eu sou?»
Hoje, no Evangelho, há dois interrogantes que o mesmo Maestro formula a todos. O primeiro interrogante pede uma resposta estatística, aproximada: «Quem dizem as multidões que eu sou?» (Lc 9,18). Faz que giremos ao redor e contemplemos como resolvem a questão os outros: os vizinhos, os colegas de trabalho, os amigos, os familiares mais próximos... Olhamos o entorno e sentimo-nos mais ou menos responsáveis ou próximos -depende dos casos- de algumas dessas respostas que formulam quem têm relação conosco e com nosso âmbito, as pessoas... E a resposta diz-nos muito, informa-nos, situa-nos e faz que tomemos consciência daquilo que desejam, precisam, buscam os que vivem ao nosso lado. Ajuda-nos a sintonizar, a descobrir com o outro, um ponto de encontro para ir além...
Há uma segunda interrogação que pede por nós: «E vós, quem dizeis que eu sou?» (Lc 9,20). É uma questão fundamental que chama à porta, que mendiga a cada um de nós: uma adesão ou uma rejeição; uma veneração ou uma indiferença; caminhar com Ele e Nele ou finalizar numa aproximação de simples simpatia... Esta questão é delicada, é determinante porque nos afeta. Que dizem nossos lábios e nossas atitudes? Queremos ser fiéis àquele que é e dá sentido ao nosso ser? Há em nós uma sincera disposição a seguí-lo nos caminhos da vida? Estamos dispostos a acompanhá-lo à Jerusalém da cruz e da glória?
«É um caminho de cruz e ressurreição (...). A cruz é exaltação de Cristo. Disse-o Ele mesmo: Quando seja levantado, atrairei a todos para mim. (...) A cruz, pois, é glória e exaltação de Cristo» (São André de Creta). Dispostos para avançar para Jerusalém? Somente com Ele e Nele, verdade?
«Tudo tem a sua hora debaixo do céu»
Leitura do Livro de Coelet
Tudo tem o seu tempo,
tudo tem a sua hora debaixo do céu:
Há tempo para nascer e tempo para morrer,
tempo para plantar e tempo para arrancar;
tempo para matar e tempo para curar,
tempo para demolir e tempo para construir;
tempo para chorar e tempo para rir,
tempo para gemer e tempo para dançar;
tempo para atirar pedras e tempo para as juntar,
tempo para se abraçar e tempo para se separar;
tempo para ganhar e tempo para perder,
tempo para guardar e tempo para deitar fora;
tempo para rasgar e tempo para coser,
tempo para calar e tempo para falar;
tempo para amar e tempo para odiar,
tempo para a guerra e tempo para a paz.
Que aproveita ao homem com tanto trabalho?
Tenho observado a tarefa que Deus atribuiu aos homens,
para nela se ocuparem.
Ele fez todas as coisas apropriadas ao seu tempo
e pôs no coração do homem a sucessão dos séculos,
sem que ele possa compreender
o princípio e o fim da obra de Deus.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 143 (144), 1a e 2abc.3-4 (R.1a)
Refrão: Bendito seja o Senhor,
rochedo do meu refúgio.
Bendito seja o Senhor, meu refúgio,
meu amparo e minha cidadela,
meu baluarte e meu libertador,
meu escudo e meu abrigo.
Que é o homem, Senhor, para que dele cuideis,
o filho do homem para pensardes nele?
O homem é semelhante ao sopro da brisa,
os seus dias passam como a sombra.
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EVANGELHO Lc 9, 18-22
«És o Messias de Deus. O Filho do homem tem de sofrer muito»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Um dia, Jesus orava sozinho,
estando com Ele apenas os discípulos.
Então perguntou-lhes:
«Quem dizem as multidões que Eu sou?».
Eles responderam:
«Uns, João Baptista; outros, que és Elias;
e outros, que és um dos antigos profetas que ressuscitou».
Disse-lhes Jesus:
«E vós, quem dizeis que Eu sou?».
Pedro tomou a palavra e respondeu:
«És o Messias de Deus».
Ele, porém, proibiu-lhes severamente
de o dizerem fosse a quem fosse
e acrescentou:
«O Filho do homem tem de sofrer muito,
ser rejeitado pelos anciãos,
pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas;
tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Pere OLIVA i March (Sant Feliu de Torelló, Barcelona, Espanha)
«Quem dizem as multidões que eu sou?(...) E vós, quem dizeis que eu sou?»
Hoje, no Evangelho, há dois interrogantes que o mesmo Maestro formula a todos. O primeiro interrogante pede uma resposta estatística, aproximada: «Quem dizem as multidões que eu sou?» (Lc 9,18). Faz que giremos ao redor e contemplemos como resolvem a questão os outros: os vizinhos, os colegas de trabalho, os amigos, os familiares mais próximos... Olhamos o entorno e sentimo-nos mais ou menos responsáveis ou próximos -depende dos casos- de algumas dessas respostas que formulam quem têm relação conosco e com nosso âmbito, as pessoas... E a resposta diz-nos muito, informa-nos, situa-nos e faz que tomemos consciência daquilo que desejam, precisam, buscam os que vivem ao nosso lado. Ajuda-nos a sintonizar, a descobrir com o outro, um ponto de encontro para ir além...
Há uma segunda interrogação que pede por nós: «E vós, quem dizeis que eu sou?» (Lc 9,20). É uma questão fundamental que chama à porta, que mendiga a cada um de nós: uma adesão ou uma rejeição; uma veneração ou uma indiferença; caminhar com Ele e Nele ou finalizar numa aproximação de simples simpatia... Esta questão é delicada, é determinante porque nos afeta. Que dizem nossos lábios e nossas atitudes? Queremos ser fiéis àquele que é e dá sentido ao nosso ser? Há em nós uma sincera disposição a seguí-lo nos caminhos da vida? Estamos dispostos a acompanhá-lo à Jerusalém da cruz e da glória?
«É um caminho de cruz e ressurreição (...). A cruz é exaltação de Cristo. Disse-o Ele mesmo: Quando seja levantado, atrairei a todos para mim. (...) A cruz, pois, é glória e exaltação de Cristo» (São André de Creta). Dispostos para avançar para Jerusalém? Somente com Ele e Nele, verdade?
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I Co 1, 2-11
«Nada de novo debaixo do sol»
Leitura do Livro de Coelet
Vaidade das vaidades ? diz Coelet ?
vaidade das vaidades, tudo é vaidade.
Que aproveita ao homem todo o esforço
com que trabalha debaixo do sol?
Passa uma geração, vem outra geração
e a terra permanece sempre.
Nasce o sol e põe-se o sol;
depressa volta ao ponto de partida,
donde volta a nascer.
O vento sopra do sul, depois sopra do norte;
num vaivém constante, retoma os seus caminhos.
Todos os rios vão ter ao mar
e o mar nunca se enche;
e embora cheguem ao ao seu termo,
jamais deixam de correr.
Todas as coisas se afadigam,
mais de quanto se pode explicar;
o olhar não se farta de ver,
nem o ouvido se cansa de ouvir.
O que foi será outra vez
e o que se deu voltará a acontecer:
nada de novo debaixo do sol.
Se de alguma coisa se disser:
«Vede que isto é novidade»,
o certo é que já foi assim
nos tempos que nos precederam.
Mas nenhuma memória ficou dos tempos antigos,
nem haverá lembrança dos acontecimentos futuros
entre aqueles que vierem depois.
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 89 (90), 3-4.5-6.12-13.14 e 17 (R. 1)
Refrão: Senhor, tendes sido o nosso refúgio
através das gerações.
Vós reduzis o homem ao pó da terra
e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».
Mil anos a vossos olhos
são como o dia de ontem que passou
e como uma vigília da noite.
Vós os arrebatais como um sonho,
como a erva que de manhã reverdece;
de manhã floresce e viceja,
de tarde ela murcha e seca.
Ensinai-nos a contar os nossos dias,
para chegarmos à sabedoria do coração.
Voltai, Senhor! Até quando...
Tende piedade dos vossos servos.
Saciai-nos desde a manhã com a vossa bondade,
para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.
Desça sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus.
Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Lc 9, 7-9
«A João mandei-o eu decapitar. Mas quem é este homem, de quem oiço tais coisas?»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
o tetrarca Herodes ouviu dizer tudo o que Jesus fazia
e andava perplexo, porque alguns diziam:
«É João Baptista que ressuscitou dos mortos».
Outros diziam: «É Elias que reapareceu».
E outros diziam ainda:
«É um dos antigos profetas que ressuscitou».
Mas Herodes disse:
«A João mandei-o eu decapitar.
Mas quem é este homem,
de quem oiço dizer tais coisas?».
E procurava ver Jesus.
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. P. Jorge R. BURGOS Rivera SBD (, )
«Procurava ver Jesus»
Hoje o texto do Evangelho nos diz que Herodes queria ver Jesus (cf. Lc 9,9). Esse desejo de ver Jesus vem da curiosidade. Falava-se muito de Jesus pelos milagres que ele ia realizando por onde passava. Muitas pessoas falavam dele. A atuação de Jesus trouxe à memória do povo diversas figuras de profetas: Elias, João Batista, etc. Mas, por ser simples curiosidade, esse desejo não transcende. Tal é o fato que quando Herodes vê não lhe causa maior impressão (cf. Lc 23,8-11). Seu desejo se desvanece ao vê-lo cara a cara, porque Jesus se nega a responder suas perguntas. Esse silêncio de Jesus lhe delata como corrupto e depravado.
Nós, ao igual que Herodes, com certeza sentimos, alguma vez, o desejo de ver Jesus. Mas já não contamos com ele Jesus em carne e osso como nos tempos de Herodes, no entanto contamos com outras presenças de Jesus. Quero ressaltar duas delas.
Em primeiro lugar, a tradição da Igreja fez das quintas-feiras um dia por excelência para ver Jesus na Eucaristia. São muitos os lugares onde hoje está exposto Jesus - Eucaristia. «A adoração eucarística é uma forma essencial de estar com o Senhor. Na sagrada custódia está presente o verdadeiro tesouro, sempre esperando por nós: não está ali por Ele, e sim por nós» (Bento XVI). -Aproxime-se para que lhe deslumbre com sua presença.
Para o segundo caso podemos fazer referência a uma canção popular, que diz: «Conosco está e não o conhecemos». Jesus está presente em tantos e tantos de nossos irmãos que têm sido marginados, que sofrem e não têm ninguém que os queira ver. Na sua encíclica Deus é Amor, diz o Papa Bento XVI: «O amor ao próximo enraizado no amor a Deus é ante tudo uma tarefa para cada fiel, mas é também para toda a comunidade eclesial». Assim, então, Jesus está lhe esperando, com os braços abertos lhe recebe em ambas as situações. Aproxime-se!
«Nada de novo debaixo do sol»
Leitura do Livro de Coelet
Vaidade das vaidades ? diz Coelet ?
vaidade das vaidades, tudo é vaidade.
Que aproveita ao homem todo o esforço
com que trabalha debaixo do sol?
Passa uma geração, vem outra geração
e a terra permanece sempre.
Nasce o sol e põe-se o sol;
depressa volta ao ponto de partida,
donde volta a nascer.
O vento sopra do sul, depois sopra do norte;
num vaivém constante, retoma os seus caminhos.
Todos os rios vão ter ao mar
e o mar nunca se enche;
e embora cheguem ao ao seu termo,
jamais deixam de correr.
Todas as coisas se afadigam,
mais de quanto se pode explicar;
o olhar não se farta de ver,
nem o ouvido se cansa de ouvir.
O que foi será outra vez
e o que se deu voltará a acontecer:
nada de novo debaixo do sol.
Se de alguma coisa se disser:
«Vede que isto é novidade»,
o certo é que já foi assim
nos tempos que nos precederam.
Mas nenhuma memória ficou dos tempos antigos,
nem haverá lembrança dos acontecimentos futuros
entre aqueles que vierem depois.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 89 (90), 3-4.5-6.12-13.14 e 17 (R. 1)
Refrão: Senhor, tendes sido o nosso refúgio
através das gerações.
Vós reduzis o homem ao pó da terra
e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».
Mil anos a vossos olhos
são como o dia de ontem que passou
e como uma vigília da noite.
Vós os arrebatais como um sonho,
como a erva que de manhã reverdece;
de manhã floresce e viceja,
de tarde ela murcha e seca.
Ensinai-nos a contar os nossos dias,
para chegarmos à sabedoria do coração.
Voltai, Senhor! Até quando...
Tende piedade dos vossos servos.
Saciai-nos desde a manhã com a vossa bondade,
para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.
Desça sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus.
Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.
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EVANGELHO Lc 9, 7-9
«A João mandei-o eu decapitar. Mas quem é este homem, de quem oiço tais coisas?»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
o tetrarca Herodes ouviu dizer tudo o que Jesus fazia
e andava perplexo, porque alguns diziam:
«É João Baptista que ressuscitou dos mortos».
Outros diziam: «É Elias que reapareceu».
E outros diziam ainda:
«É um dos antigos profetas que ressuscitou».
Mas Herodes disse:
«A João mandei-o eu decapitar.
Mas quem é este homem,
de quem oiço dizer tais coisas?».
E procurava ver Jesus.
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. P. Jorge R. BURGOS Rivera SBD (, )
«Procurava ver Jesus»
Hoje o texto do Evangelho nos diz que Herodes queria ver Jesus (cf. Lc 9,9). Esse desejo de ver Jesus vem da curiosidade. Falava-se muito de Jesus pelos milagres que ele ia realizando por onde passava. Muitas pessoas falavam dele. A atuação de Jesus trouxe à memória do povo diversas figuras de profetas: Elias, João Batista, etc. Mas, por ser simples curiosidade, esse desejo não transcende. Tal é o fato que quando Herodes vê não lhe causa maior impressão (cf. Lc 23,8-11). Seu desejo se desvanece ao vê-lo cara a cara, porque Jesus se nega a responder suas perguntas. Esse silêncio de Jesus lhe delata como corrupto e depravado.
Nós, ao igual que Herodes, com certeza sentimos, alguma vez, o desejo de ver Jesus. Mas já não contamos com ele Jesus em carne e osso como nos tempos de Herodes, no entanto contamos com outras presenças de Jesus. Quero ressaltar duas delas.
Em primeiro lugar, a tradição da Igreja fez das quintas-feiras um dia por excelência para ver Jesus na Eucaristia. São muitos os lugares onde hoje está exposto Jesus - Eucaristia. «A adoração eucarística é uma forma essencial de estar com o Senhor. Na sagrada custódia está presente o verdadeiro tesouro, sempre esperando por nós: não está ali por Ele, e sim por nós» (Bento XVI). -Aproxime-se para que lhe deslumbre com sua presença.
Para o segundo caso podemos fazer referência a uma canção popular, que diz: «Conosco está e não o conhecemos». Jesus está presente em tantos e tantos de nossos irmãos que têm sido marginados, que sofrem e não têm ninguém que os queira ver. Na sua encíclica Deus é Amor, diz o Papa Bento XVI: «O amor ao próximo enraizado no amor a Deus é ante tudo uma tarefa para cada fiel, mas é também para toda a comunidade eclesial». Assim, então, Jesus está lhe esperando, com os braços abertos lhe recebe em ambas as situações. Aproxime-se!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
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LEITURA I Prov 30, 5-9
«Não me deis pobreza nem riqueza, concedei-me apenas o alimento necessário»
Leitura do Livro dos Provérbios
Toda a palavra de Deus é comprovada,
é um escudo para quem n’Ele se refugia.
Não acrescentes nada às suas palavras,
porque Ele te repreenderia e passarias por mentiroso.
Duas coisas Vos peço, Senhor,
não mas negueis antes de eu morrer:
Afastai de mim a fraude e a mentira;
não me deis pobreza nem riqueza,
concedei-me apenas o alimento necessário.
Porque na abundância eu poderia renegar-Vos,
dizendo: «Afinal, quem é o Senhor?»,
e na miséria poderia roubar
e assim profanar o nome do meu Deus.
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 29 e 72.89 e 101.104 e 163 (R. 105a)
Refrão: A vossa palavra, Senhor, é luz dos meus caminhos.
Afastai-me do caminho da mentira
e dai-me a graça de cumprir a vossa lei.
Para mim vale mais a lei da vossa boca
do que milhões em ouro e prata.
A vossa palavra permanece eternamente,
imutável como os céus.
Desviei os meus pés de todo o mau caminho,
a fim de guardar a vossa palavra.
Com os vossos preceitos me tornei prudente,
por isso detesto todo o caminho da mentira.
Odeio e abomino a mentira,
porque estou afeiçoado à vossa lei.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Lc 9, 1-6
«Enviou-os a proclamar o reino de Deus e a curar os enfermos»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus chamou os doze Apóstolos
e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios
e para curarem todas as doenças.
Depois enviou-os a proclamar o reino de Deus
e a curar os enfermos.
E disse-lhes:
«Não leveis nada para o caminho:
nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro,
e não leveis duas túnicas.
Quando entrardes em alguma casa,
ficai nela até partirdes dali.
Se alguns não vos receberem,
ao sair dessa cidade,
sacudi o pó dos vossos pés, como testemunho contra eles».
Os Apóstolos partiram
e foram de terra em terra
a anunciar a boa nova
e a realizar curas por toda a parte.
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Jordi CASTELLET i Sala (Sant Hipòlit de Voltregà, Barcelona, Espanha)
«Jesus convocou os Doze e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças»
Hoje vivemos tempos em que novas doenças mentais alcançam difusões inesperadas, como nunca tinha havido no curso da história. O ritmo de vida atual impõe estresse às pessoas, corrida para consumir e aparentar mais do que o vizinho, tudo isso acompanhado de fortes doses de individualismo, que constroem uma pessoa isolada do resto dos mortais. Essa solidão a que muitos se vêem obrigados por conveniências sociais, pela pressão laboral, por convenções escravizantes, faz com que muitos sucumbiam à depressão, às neuroses, às histerias, às esquizofrenias ou outros desequilíbrios que marcam profundamente o futuro daquela pessoa.
«Reunindo Jesus os Doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades» (Lc 9,1). Transtornos, esses, que podemos identificar no mesmo Evangelho como doenças mentais.
O encontro com Cristo, pessoa completa e realizada, dá um equilíbrio e uma paz capazes de serenar os ânimos e de fazer a pessoa se reencontrar com ela mesma, dando claridade e luz em sua vida, bom para instruir e ensinar, educar os jovens e os idosos e, encaminhar as pessoas pelo caminho da vida, aquela que nunca haverá de murchar-se.
Os Apóstolos «partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte» (Lc 9,6). Essa é também nossa missão: viver e meditar o Evangelho, a mesma palavra de Jesus, a fim de permitir que ela penetre no nosso penetrar interior. Assim, pouco a pouco, poderemos encontrar o caminho a seguir e a liberdade a realizar. Como escreveu João Paulo II, «a paz deve realizar-se na verdade (...); deve realizar-se em liberdade».
Que seja o próprio Jesus Cristo, que nos chamou à fé e à felicidade eterna, quem nos encha de sua esperança e amor, Ele que nos deu uma nova vida e um futuro inesgotável.
«Não me deis pobreza nem riqueza, concedei-me apenas o alimento necessário»
Leitura do Livro dos Provérbios
Toda a palavra de Deus é comprovada,
é um escudo para quem n’Ele se refugia.
Não acrescentes nada às suas palavras,
porque Ele te repreenderia e passarias por mentiroso.
Duas coisas Vos peço, Senhor,
não mas negueis antes de eu morrer:
Afastai de mim a fraude e a mentira;
não me deis pobreza nem riqueza,
concedei-me apenas o alimento necessário.
Porque na abundância eu poderia renegar-Vos,
dizendo: «Afinal, quem é o Senhor?»,
e na miséria poderia roubar
e assim profanar o nome do meu Deus.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 29 e 72.89 e 101.104 e 163 (R. 105a)
Refrão: A vossa palavra, Senhor, é luz dos meus caminhos.
Afastai-me do caminho da mentira
e dai-me a graça de cumprir a vossa lei.
Para mim vale mais a lei da vossa boca
do que milhões em ouro e prata.
A vossa palavra permanece eternamente,
imutável como os céus.
Desviei os meus pés de todo o mau caminho,
a fim de guardar a vossa palavra.
Com os vossos preceitos me tornei prudente,
por isso detesto todo o caminho da mentira.
Odeio e abomino a mentira,
porque estou afeiçoado à vossa lei.
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EVANGELHO Lc 9, 1-6
«Enviou-os a proclamar o reino de Deus e a curar os enfermos»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus chamou os doze Apóstolos
e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios
e para curarem todas as doenças.
Depois enviou-os a proclamar o reino de Deus
e a curar os enfermos.
E disse-lhes:
«Não leveis nada para o caminho:
nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro,
e não leveis duas túnicas.
Quando entrardes em alguma casa,
ficai nela até partirdes dali.
Se alguns não vos receberem,
ao sair dessa cidade,
sacudi o pó dos vossos pés, como testemunho contra eles».
Os Apóstolos partiram
e foram de terra em terra
a anunciar a boa nova
e a realizar curas por toda a parte.
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Jordi CASTELLET i Sala (Sant Hipòlit de Voltregà, Barcelona, Espanha)
«Jesus convocou os Doze e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças»
Hoje vivemos tempos em que novas doenças mentais alcançam difusões inesperadas, como nunca tinha havido no curso da história. O ritmo de vida atual impõe estresse às pessoas, corrida para consumir e aparentar mais do que o vizinho, tudo isso acompanhado de fortes doses de individualismo, que constroem uma pessoa isolada do resto dos mortais. Essa solidão a que muitos se vêem obrigados por conveniências sociais, pela pressão laboral, por convenções escravizantes, faz com que muitos sucumbiam à depressão, às neuroses, às histerias, às esquizofrenias ou outros desequilíbrios que marcam profundamente o futuro daquela pessoa.
«Reunindo Jesus os Doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades» (Lc 9,1). Transtornos, esses, que podemos identificar no mesmo Evangelho como doenças mentais.
O encontro com Cristo, pessoa completa e realizada, dá um equilíbrio e uma paz capazes de serenar os ânimos e de fazer a pessoa se reencontrar com ela mesma, dando claridade e luz em sua vida, bom para instruir e ensinar, educar os jovens e os idosos e, encaminhar as pessoas pelo caminho da vida, aquela que nunca haverá de murchar-se.
Os Apóstolos «partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte» (Lc 9,6). Essa é também nossa missão: viver e meditar o Evangelho, a mesma palavra de Jesus, a fim de permitir que ela penetre no nosso penetrar interior. Assim, pouco a pouco, poderemos encontrar o caminho a seguir e a liberdade a realizar. Como escreveu João Paulo II, «a paz deve realizar-se na verdade (...); deve realizar-se em liberdade».
Que seja o próprio Jesus Cristo, que nos chamou à fé e à felicidade eterna, quem nos encha de sua esperança e amor, Ele que nos deu uma nova vida e um futuro inesgotável.
sábado, 18 de setembro de 2010
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LEITURA I 1 Cor 15, 35-37.42-49
«Assim como trazemos em nós a imagem do homem terreno, procuremos também trazer em nós a imagem do homem celeste»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Alguém poderia perguntar:
«Como ressuscitam os mortos?
Com que espécie de corpo voltam eles?».
Insensato! O que tu semeias não volta à vida sem morrer.
E o que semeias não é a planta que há-de nascer,
mas um simples grão,
de trigo, por exemplo, ou de qualquer outra espécie.
Assim é também a ressurreição dos mortos:
semeado corruptível, o corpo ressuscita incorruptível;
semeado desprezível, ressuscita glorioso;
semeado na fraqueza, ressuscita cheio de força;
semeado como corpo natural, ressuscita como corpo espiritual.
Se há um corpo natural, também há um corpo espiritual.
Assim está escrito:
O primeiro homem, Adão, foi criado como um ser vivo;
o último Adão tornou-se um espírito que dá vida.
O primeiro não foi o espiritual, mas o natural;
depois é que veio o espiritual.
O primeiro homem, tirado da terra, é terreno;
o segundo homem veio do Céu.
O homem que veio da terra é o modelo dos homens terrenos;
o homem que veio do Céu é o modelo dos homens celestes.
E assim como trouxemos em nós a imagem do homem terreno,
traremos também em nós a imagem do homem celeste.
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 55 (56), 9ab e 10.11-12.13-14 (R. cf. 14c)
Refrão: Caminharei na presença do Senhor.
Vós contastes os passos da minha vida errante
e recolhestes as minhas lágrimas.
Hão-de recuar os meus inimigos, quando eu Vos invocar.
Eu sei que Deus está por mim.
Enalteço a palavra do Senhor,
enalteço a promessa do Senhor.
Em Deus confio e nada temo:
que poderão fazer-me os homens?
Oferecer-Vos-ei sacrifícios de acção de graças,
porque salvastes a minha vida da morte;
preservastes os meus pés da queda,
para andar na vossa presença, à luz da vida.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Lc 8, 4-15
«A semente que caiu em boa terra são aqueles que conservam a palavra e dão fruto pela sua perseverança»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
reuniu-se uma grande multidão,
que vinha ter com Jesus de todas as cidades,
e Ele falou-lhes por meio da seguinte parábola:
«O semeador saiu para semear a sua semente.
Quando semeava,
uma parte da semente caiu à beira do caminho:
foi calcada e as aves do céu comeram-na.
Outra parte caiu em terreno pedregoso:
depois de ter nascido, secou por falta de humidade.
Outra parte caiu entre espinhos:
os espinhos cresceram com ela e sufocaram-na.
Outra parte caiu em boa terra:
nasceu e deu fruto cem por um».
Dito isto, exclamou:
«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça».
Os discípulos perguntaram a Jesus
o que significava aquela parábola
e Ele respondeu:
«A vós foi concedido conhecer os mistérios do reino de Deus,
mas aos outros serão apresentados só em parábolas,
para que, ao olharem, não vejam,
e, ao ouvirem, não entendam.
É este o sentido da parábola:
A semente é a palavra de Deus.
Os que estão à beira do caminho
são aqueles que ouvem,
mas depois vem o diabo tirar-lhes a palavra do coração,
para que não acreditem e se salvem.
Os que estão em terreno pedregoso
são aqueles que, ao ouvirem, acolhem a palavra com alegria,
mas, como não têm raiz,
acreditam por algum tempo
e afastam-se quando chega a provação.
A semente que caiu entre espinhos
são aqueles que ouviram,
mas, sob o peso dos cuidados, da riqueza e dos prazeres da vida,
sentem-se sufocados e não chegam a amadurecer.
A semente que caiu em boa terra
são aqueles que ouviram a palavra
com um coração nobre e generoso,
a conservam e dão fruto pela sua perseverança».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Lluís RAVENTÓS i Artés (Tarragona, Espanha)
«O que caiu em terra boa são aqueles que, (...) dão fruto pela perseverança»
Hoje, Jesus nos fala de um semeador que «saiu a semear» (Lc 8,5) e aquela semente era precisamente «a Palavra de Deus». Mas «crescendo ao mesmo tempo, os espinhos a sufocaram» (Lc 8,7).
Há uma grande variedade de espinhos. «Aquilo que caiu entre os espinhos são os que escutam, mas vivendo em meio as preocupações, as riquezas e os prazeres da vida, são sufocados e não chegam a amadurecer» (Lc 8,14).
-Senhor, por acaso sou culpável de ter preocupações? Já quisera não tê-las, mas vêm por todas partes! Não entendo por que hão de privar-me da sua Palavra, se não são pecado, nem vicio, nem defeito.
-Por que esquece que Eu sou o seu Pai e deixa-se escravizar por uma manhã que não sabe se chegará!
«Se vivêssemos com mais confiança na Providência divina, seguros -com uma fé firmíssima- dessa proteção diária que nunca nos falta, quantas preocupações ou aflições nos pouparíamos! Desapareceria uma quantidade de quimeras que, na boca de Jesus, são próprias dos pagãos, dos homens mundanos (cf. Lc 12,30), das pessoas que são carentes de sentido sobrenatural (...). Eu quisera gravar a fogo na vossa mente -nos diz São Josemaria- que temos todos os motivos para andar com otimismo nesta terra, com a alma desasida de tudo de tantas coisas que parecem imprescindíveis, já que vosso Pai sabe muito bem o que necessitais! (cf. Lc 12,30), e Ele vos provê de tudo». Disse Davi: «Depõe no Senhor os teus cuidados e, ele te susterá» (Sal 54,23). Assim fez São José quando o Senhor o provou: reflexionou, consultou, orou, tomou uma resolução e deixou tudo nas mãos de Deus. Quando veio o Anjo -comenta Mn. Ballarín-, não quis despertá-lo e falou em sonhos. Em fim, «Eu não devo ter mais preocupações que a tua Glória..., numa palavra, teu Amor» (São Josemaria).
«Assim como trazemos em nós a imagem do homem terreno, procuremos também trazer em nós a imagem do homem celeste»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Alguém poderia perguntar:
«Como ressuscitam os mortos?
Com que espécie de corpo voltam eles?».
Insensato! O que tu semeias não volta à vida sem morrer.
E o que semeias não é a planta que há-de nascer,
mas um simples grão,
de trigo, por exemplo, ou de qualquer outra espécie.
Assim é também a ressurreição dos mortos:
semeado corruptível, o corpo ressuscita incorruptível;
semeado desprezível, ressuscita glorioso;
semeado na fraqueza, ressuscita cheio de força;
semeado como corpo natural, ressuscita como corpo espiritual.
Se há um corpo natural, também há um corpo espiritual.
Assim está escrito:
O primeiro homem, Adão, foi criado como um ser vivo;
o último Adão tornou-se um espírito que dá vida.
O primeiro não foi o espiritual, mas o natural;
depois é que veio o espiritual.
O primeiro homem, tirado da terra, é terreno;
o segundo homem veio do Céu.
O homem que veio da terra é o modelo dos homens terrenos;
o homem que veio do Céu é o modelo dos homens celestes.
E assim como trouxemos em nós a imagem do homem terreno,
traremos também em nós a imagem do homem celeste.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 55 (56), 9ab e 10.11-12.13-14 (R. cf. 14c)
Refrão: Caminharei na presença do Senhor.
Vós contastes os passos da minha vida errante
e recolhestes as minhas lágrimas.
Hão-de recuar os meus inimigos, quando eu Vos invocar.
Eu sei que Deus está por mim.
Enalteço a palavra do Senhor,
enalteço a promessa do Senhor.
Em Deus confio e nada temo:
que poderão fazer-me os homens?
Oferecer-Vos-ei sacrifícios de acção de graças,
porque salvastes a minha vida da morte;
preservastes os meus pés da queda,
para andar na vossa presença, à luz da vida.
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EVANGELHO Lc 8, 4-15
«A semente que caiu em boa terra são aqueles que conservam a palavra e dão fruto pela sua perseverança»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
reuniu-se uma grande multidão,
que vinha ter com Jesus de todas as cidades,
e Ele falou-lhes por meio da seguinte parábola:
«O semeador saiu para semear a sua semente.
Quando semeava,
uma parte da semente caiu à beira do caminho:
foi calcada e as aves do céu comeram-na.
Outra parte caiu em terreno pedregoso:
depois de ter nascido, secou por falta de humidade.
Outra parte caiu entre espinhos:
os espinhos cresceram com ela e sufocaram-na.
Outra parte caiu em boa terra:
nasceu e deu fruto cem por um».
Dito isto, exclamou:
«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça».
Os discípulos perguntaram a Jesus
o que significava aquela parábola
e Ele respondeu:
«A vós foi concedido conhecer os mistérios do reino de Deus,
mas aos outros serão apresentados só em parábolas,
para que, ao olharem, não vejam,
e, ao ouvirem, não entendam.
É este o sentido da parábola:
A semente é a palavra de Deus.
Os que estão à beira do caminho
são aqueles que ouvem,
mas depois vem o diabo tirar-lhes a palavra do coração,
para que não acreditem e se salvem.
Os que estão em terreno pedregoso
são aqueles que, ao ouvirem, acolhem a palavra com alegria,
mas, como não têm raiz,
acreditam por algum tempo
e afastam-se quando chega a provação.
A semente que caiu entre espinhos
são aqueles que ouviram,
mas, sob o peso dos cuidados, da riqueza e dos prazeres da vida,
sentem-se sufocados e não chegam a amadurecer.
A semente que caiu em boa terra
são aqueles que ouviram a palavra
com um coração nobre e generoso,
a conservam e dão fruto pela sua perseverança».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Lluís RAVENTÓS i Artés (Tarragona, Espanha)
«O que caiu em terra boa são aqueles que, (...) dão fruto pela perseverança»
Hoje, Jesus nos fala de um semeador que «saiu a semear» (Lc 8,5) e aquela semente era precisamente «a Palavra de Deus». Mas «crescendo ao mesmo tempo, os espinhos a sufocaram» (Lc 8,7).
Há uma grande variedade de espinhos. «Aquilo que caiu entre os espinhos são os que escutam, mas vivendo em meio as preocupações, as riquezas e os prazeres da vida, são sufocados e não chegam a amadurecer» (Lc 8,14).
-Senhor, por acaso sou culpável de ter preocupações? Já quisera não tê-las, mas vêm por todas partes! Não entendo por que hão de privar-me da sua Palavra, se não são pecado, nem vicio, nem defeito.
-Por que esquece que Eu sou o seu Pai e deixa-se escravizar por uma manhã que não sabe se chegará!
«Se vivêssemos com mais confiança na Providência divina, seguros -com uma fé firmíssima- dessa proteção diária que nunca nos falta, quantas preocupações ou aflições nos pouparíamos! Desapareceria uma quantidade de quimeras que, na boca de Jesus, são próprias dos pagãos, dos homens mundanos (cf. Lc 12,30), das pessoas que são carentes de sentido sobrenatural (...). Eu quisera gravar a fogo na vossa mente -nos diz São Josemaria- que temos todos os motivos para andar com otimismo nesta terra, com a alma desasida de tudo de tantas coisas que parecem imprescindíveis, já que vosso Pai sabe muito bem o que necessitais! (cf. Lc 12,30), e Ele vos provê de tudo». Disse Davi: «Depõe no Senhor os teus cuidados e, ele te susterá» (Sal 54,23). Assim fez São José quando o Senhor o provou: reflexionou, consultou, orou, tomou uma resolução e deixou tudo nas mãos de Deus. Quando veio o Anjo -comenta Mn. Ballarín-, não quis despertá-lo e falou em sonhos. Em fim, «Eu não devo ter mais preocupações que a tua Glória..., numa palavra, teu Amor» (São Josemaria).
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
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LEITURA I 1 Cor 15, 12-20
«Se Cristo não ressuscitou, é inútil a vossa fé»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:Se pregamos que Cristo ressuscitou dos mortos,porque dizem alguns no meio de vósque não há ressurreição dos mortos?Se não há ressurreição dos mortos,também Cristo não ressuscitou.E, se Cristo não ressuscitou,então a nossa pregação é inútile também é inútil a vossa fé.E nós aparecemos como falsas testemunhas de Deus,porque damos testemunho contra Deus,ao afirmar que Ele ressuscitou Jesus Cristo,quando de facto não O ressuscitou,a ser verdade que os mortos não ressuscitam.Porque, se os mortos não ressuscitam,também Cristo não ressuscitou.E se Cristo não ressuscitou,é inútil a vossa fé, ainda estais nos vossos pecados;e assim, os que morreram em Cristo também se perderam.Se é só para a vida presenteque temos posta em Cristo a nossa esperança,somos os mais miseráveis de todos os homens.Mas não.Cristo ressuscitou dos mortos,como primícias dos que morreram.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 16 (17), 1.6-7.8b e 15 (R. 15b)
Refrão: Senhor, ficarei saciado,quando aparecer a vossa glória.
Ouvi, Senhor, uma causa justa,atendei a minha súplica.Escutai a minha oração,feita com sinceridade.Eu Vos invoco, ó Deus, respondei-me,ouvi-me e escutai as minhas palavras.Mostrai a vossa admirável misericórdia,Vós que salvais quem se acolhe à vossa direita.Guardai-me como a menina dos olhos,protegei-me à sombra das vossas asas.Mereça eu contemplar a vossa facee, ao despertar, saciar-me com a vossa imagem.
EVANGELHO Lc 8, 1-3
«Algumas mulheres ajudavam Jesus e os discípulos com os seus bens»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,Jesus ia caminhando por cidades e aldeias,a pregar e a anunciar a boa nova do reino de Deus.Acompanhavam-n’O os Doze,bem como algumas mulheres que tinham sido curadasde espíritos malignos e de enfermidades.Eram Maria, chamada Madalena,de quem tinham saído sete demónios,Joana, mulher de Cusa, administrador de Herodes,Susana e muitas outras,que serviam Jesus e os discípulos com os seus bens.
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells (Salt, Girona, Espanha)
«Jesus percorria cidades e povoados proclamando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus»
Hoje, vemos no Evangelho o que seria uma jornada cotidiana dos três anos da vida pública de Jesus. São Lucas nos narra-o com poucas palavras: «Jesus percorria cidades e povoados proclamando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus» (Lc 8,1). É o que contemplamos no terceiro mistério de luz do Santo Rosário.Comentando este mistério diz o Papa João Paulo II: «Mistério de luz é a predicação com a que Jesus anuncia a chegada do Reino de Deus e convida à conversão, perdoando os pecados de quem se aproxima a Ele com fé humilde, iniciando assim o mistério da misericórdia que Ele continuará exercendo até o fim do mundo, especialmente através do sacramento da Reconciliação confiado à Igreja».Jesus continua passando perto de nós, oferecendo-nos seus bens sobrenaturais: quando fazemos oração, quando lemos e meditamos o Evangelho para conhecê-lo e amá-lo mais e imitar sua vida, quando recebemos algum sacramento, especialmente a Eucaristia e a Penitência, quando dedicamo-nos com esforço e constância ao trabalho de cada dia, quando tratamos com a família, os amigos ou vizinhos, quando ajudamos àquela pessoa necessitada material e espiritualmente, quando descansamos ou nos divertimos... Em todas essas circunstâncias podemos encontrar a Jesus e segui-lo como aqueles doze e aquelas santas mulheres.Mas, além disso, cada um de nós é chamado por Deus a ser também Jesus que passa, para falar -com nossas obras e nossas palavras- a quem tratamos sobre a fé que enche de sentido a nossa existência, da esperança que nos move a seguir adiante pelos caminhos da vida confiados do Senhor e, da caridade que guia todo nosso agir.A primeira em seguir Jesus e em ser Jesus é María. Que Ela com seu exemplo e sua intercessão nos ajude!
«Se Cristo não ressuscitou, é inútil a vossa fé»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:Se pregamos que Cristo ressuscitou dos mortos,porque dizem alguns no meio de vósque não há ressurreição dos mortos?Se não há ressurreição dos mortos,também Cristo não ressuscitou.E, se Cristo não ressuscitou,então a nossa pregação é inútile também é inútil a vossa fé.E nós aparecemos como falsas testemunhas de Deus,porque damos testemunho contra Deus,ao afirmar que Ele ressuscitou Jesus Cristo,quando de facto não O ressuscitou,a ser verdade que os mortos não ressuscitam.Porque, se os mortos não ressuscitam,também Cristo não ressuscitou.E se Cristo não ressuscitou,é inútil a vossa fé, ainda estais nos vossos pecados;e assim, os que morreram em Cristo também se perderam.Se é só para a vida presenteque temos posta em Cristo a nossa esperança,somos os mais miseráveis de todos os homens.Mas não.Cristo ressuscitou dos mortos,como primícias dos que morreram.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 16 (17), 1.6-7.8b e 15 (R. 15b)
Refrão: Senhor, ficarei saciado,quando aparecer a vossa glória.
Ouvi, Senhor, uma causa justa,atendei a minha súplica.Escutai a minha oração,feita com sinceridade.Eu Vos invoco, ó Deus, respondei-me,ouvi-me e escutai as minhas palavras.Mostrai a vossa admirável misericórdia,Vós que salvais quem se acolhe à vossa direita.Guardai-me como a menina dos olhos,protegei-me à sombra das vossas asas.Mereça eu contemplar a vossa facee, ao despertar, saciar-me com a vossa imagem.
EVANGELHO Lc 8, 1-3
«Algumas mulheres ajudavam Jesus e os discípulos com os seus bens»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,Jesus ia caminhando por cidades e aldeias,a pregar e a anunciar a boa nova do reino de Deus.Acompanhavam-n’O os Doze,bem como algumas mulheres que tinham sido curadasde espíritos malignos e de enfermidades.Eram Maria, chamada Madalena,de quem tinham saído sete demónios,Joana, mulher de Cusa, administrador de Herodes,Susana e muitas outras,que serviam Jesus e os discípulos com os seus bens.
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells (Salt, Girona, Espanha)
«Jesus percorria cidades e povoados proclamando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus»
Hoje, vemos no Evangelho o que seria uma jornada cotidiana dos três anos da vida pública de Jesus. São Lucas nos narra-o com poucas palavras: «Jesus percorria cidades e povoados proclamando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus» (Lc 8,1). É o que contemplamos no terceiro mistério de luz do Santo Rosário.Comentando este mistério diz o Papa João Paulo II: «Mistério de luz é a predicação com a que Jesus anuncia a chegada do Reino de Deus e convida à conversão, perdoando os pecados de quem se aproxima a Ele com fé humilde, iniciando assim o mistério da misericórdia que Ele continuará exercendo até o fim do mundo, especialmente através do sacramento da Reconciliação confiado à Igreja».Jesus continua passando perto de nós, oferecendo-nos seus bens sobrenaturais: quando fazemos oração, quando lemos e meditamos o Evangelho para conhecê-lo e amá-lo mais e imitar sua vida, quando recebemos algum sacramento, especialmente a Eucaristia e a Penitência, quando dedicamo-nos com esforço e constância ao trabalho de cada dia, quando tratamos com a família, os amigos ou vizinhos, quando ajudamos àquela pessoa necessitada material e espiritualmente, quando descansamos ou nos divertimos... Em todas essas circunstâncias podemos encontrar a Jesus e segui-lo como aqueles doze e aquelas santas mulheres.Mas, além disso, cada um de nós é chamado por Deus a ser também Jesus que passa, para falar -com nossas obras e nossas palavras- a quem tratamos sobre a fé que enche de sentido a nossa existência, da esperança que nos move a seguir adiante pelos caminhos da vida confiados do Senhor e, da caridade que guia todo nosso agir.A primeira em seguir Jesus e em ser Jesus é María. Que Ela com seu exemplo e sua intercessão nos ajude!
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Setembro, o mês da Bíblia

Estimados leitores, este mês quero responder uma pergunta, que é minha, mas que pode ser sua também: porque Setembro é o mês da Bíblia? Aproveito para falar também da diferença entre a bíblia católica e a bíblia evangélica.
Há 38 anos a Igreja do Brasil celebra no mês de setembro o Mês da Bíblia. A celebração teve sua origem na arquidiocese de Belo Horizonte, em 1971, e foi se espalhando para todo o Brasil. Porém, o motivo principal de celebrarmos a Bíblia neste mês é o aniversariante São Jerônimo (dia 30 de setembro), autor no Século IV da tradução latina da Bíblia, grande estudioso e apaixonado pela Sagrada escritura.
Bíblia é uma palavra grega que quer dizer "coleção de livros". Assim, a Bíblia Católica é uma coleção de livros declarados sagrados pelas autoridades da Igreja Católica. Essa declaração oficial demorou quatro séculos para ser concluída. Ao final, a Bíblia Católica foi oficializada com um total de 73 livros. Desses, 46 vêm do Antigo Testamento, ou seja, do judaísmo, e 27 são do Novo Testamento, isto é, foram escritos pelos Apóstolos no primeiro século da era cristã. A Igreja mantém os 46 livros do Antigo Testamento em sua Bíblia porque ela (a Igreja) vem do judaísmo e não nega suas origens. Ela seria incompreensível sem o Antigo Testamento e sem o judaísmo. Além disso, no Novo Testamento há 350 citações do Antigo Testamento, o que comprova a ligação intrínseca entre os dois "Testamentos". Um explica o outro.
A Bíblia Católica tem sete livros a mais do que a Bíblia Protestante. São eles: Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico, 1 e 2 Macabeus, além de fragmentos dos livros de Ester 10,4-16 e de Daniel 3,24-20; 13-14. Isso acontece porque Martinho Lutero, por ocasião da reforma, rejeitou os livros judaicos provenientes da tradução grega chamada "dos setenta", uma tradução mais aberta aos não judeus, e optou pela tradução hebraica, de cunho nacionalista. Os autores do Novo Testamento, porém, optaram pela tradução grega e incluem os livros rejeitados por Lutero. Com efeito, todas as citações do Antigo Testamento presentes no Novo, vêm da tradução grega dos setenta.
Na Bíblia, Deus nos revela através de palavras e de acontecimentos intimamente entrelaçados, de tal sorte que as obras ajudam a manifestar e confirmar os ensinamentos e realidades significadas pelas palavras; e estas, por sua vez, proclamam as obras e elucidam o mistério nelas contido (cf. DV 2/162).
E Deus se serve de autores humanos, por Ele inspirados e de linguagem humana e até dos gêneros literários usados em cada época para nos manifestar a sua verdade. É o que São João Crisóstomo chamou de "Divina Condescendência". Deus desce até nós. Permanece perto de nós. A Bíblia, mais do que um livro, se poderia dizer que é uma carta, cheia de ternura de um pai que se comunica com seus filhos.
A Igreja, como nem poderia deixar de ser, "escuta religiosamente a Palavra de Deus, santamente a guarda e fielmente a expõe" (Ibid. 10/176). Ela tem consciência de que a Sagrada Escritura deve ser lida e interpretada naquele mesmo Espírito em que foi escrita. E consideramos importante nos lembrarmos de que o Espírito não só inspirou os autores sagrados para que escrevessem os livros, mas continua, com a sua Sabedoria e a sua luz a nos inspirar, para que essa Palavra gere vida, promova vidas e se torne ela mesma vida em cada pessoa, em nossas famílias e em nossas comunidades.
Assim, queridos irmãos e irmãs, através dessa Palavra que está perto de ti, em tua boca, em teu coração (Rm 10,8), poderemos entrar em sintonia perfeita conosco mesmo, com Deus e com os nossos irmãos e irmãs. Amém.
Pe. Valdemar Alves Pereira - SdC
Obs.: Artigo publicado no Informativo Efatá de Setembro de 2010.
Obs. 2: Pe. Valdemar é o querido sacerdote que acompanha o nosso grupo guanelliano Filhos da Providência e faz parte da congregação Servos da Caridade.
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LEITURA I 1 Cor 15, 1-11
«É assim que pregamos e foi assim que acreditastes»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Recordo-vos, irmãos, o Evangelho
que vos anunciei e que recebestes,
no qual permaneceis e pelo qual sereis salvos,
se o conservais como eu vo-lo anunciei;
aliás teríeis abraçado a fé em vão.
Transmiti-vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi:
Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras;
foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras,
e apareceu a Pedro e depois aos Doze.
Em seguida apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez,
dos quais a maior parte ainda vive,
enquanto alguns já faleceram.
Posteriormente apareceu a Tiago e depois a todos os Apóstolos.
Em último lugar, apareceu-me também a mim,
como o abortivo.
Porque eu sou o menor dos Apóstolos
e não sou digno de ser chamado Apóstolo,
por ter perseguido a Igreja de Deus.
Mas pela graça de Deus sou aquilo que sou
e a graça que Ele me deu não foi inútil.
Pelo contrário, tenho trabalhado mais que todos eles,
não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.
Por conseguinte, tanto eu como eles,
é assim que pregamos;
e foi assim que vós acreditastes.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 117 (118), 1-2.16ab-17.28-29 (R. 1)
Refrão: Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Ou: Aleluia.
Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver
para anunciar as obras do Senhor.
Vós sois o meu Deus: eu Vos darei graças.
Vós sois o meu Deus: eu Vos exaltarei.
Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
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EVANGELHO Lc 7, 36-50
«São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
um fariseu convidou Jesus para comer com ele.
Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa.
Então, uma mulher ? uma pecadora que vivia na cidade ?
ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu,
trouxe um vaso de alabastro com perfume;
pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito,
banhava-Lhe os pés com as lágrimas
e enxugava-lhos com os cabelos,
beijava-os e ungia-os com o perfume.
Ao ver isto, o fariseu que tinha convidado Jesus pensou consigo:
«Se este homem fosse profeta,
saberia que a mulher que O toca é uma pecadora».
Jesus tomou a palavra e disse-lhe:
«Simão, tenho uma coisa a dizer-te».
Ele respondeu: «Fala, Mestre».
Jesus continuou:
«Certo credor tinha dois devedores:
um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta.
Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos.
Qual deles ficará mais seu amigo?».
Respondeu Simão:
«Aquele ? suponho eu ? a quem mais perdoou».
Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem».
E voltando-Se para a mulher, disse a Simão:
«Vês esta mulher?
Entrei em tua casa
e não Me deste água para os pés;
mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas
e enxugou-os com os cabelos.
Não Me deste o ósculo;
mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés.
Não Me derramaste óleo na cabeça;
mas ela ungiu-Me os pés com perfume.
Por isso te digo:
São-lhe perdoados os seus muitos pecados,
porque muito amou;
mas aquele a quem pouco se perdoa,
pouco ama».
Depois disse à mulher:
«Os teus pecados estão perdoados».
Então os convivas começaram a dizer entre si:
«Quem é este homem, que até perdoa os pecados?».
Mas Jesus disse à mulher:
«A tua fé te salvou. Vai em paz».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Ferran JARABO i Carbonell (Agullana, Girona, Espanha)
«Tua fé te salvou. Vai em paz!»
Hoje, o Evangelho nos chama a ficar atentos ao perdão que o Senhor nos oferece: «Teus pecados estão perdoados» (Lc 7,48). É preciso que os cristãos nos lembremos de duas coisas: que devemos perdoar sem julgar à pessoa e amar muito porque fomos perdoados gratuitamente por Deus. Gera-se um duplo movimento: o perdão recebido e o perdão amoroso que devemos dar.
«Quando alguém lhe insulte, não lhe jogue a culpa, jogue-a ao demônio que, em todo caso, é quem faz insultar, e descarregue nele toda sua ira; em troca, compadeça ao desgraçado que faz o que o diabo lhe mandar» (São João Crisóstomo). Não se deve julgar à pessoa mas reprovar a má ação. A pessoa é um objeto continuado do amor do Senhor, são as ações que nos distanciam de Deus. Nós, então, devemos estar sempre dispostos a perdoar, acolher e amar á pessoa, mas a rejeitar aquelas ações contrarias ao amor de Deus.
«Quem peca fere a honra de Deus e o seu amor, sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus e o bem espiritual da Igreja, da qual cada cristão deve ser pedra viva» (Catecismo da Igreja, n. 1487). Através do Sacramento da Penitência, a pessoa tem a possibilidade e a oportunidade de refazer sua relação com Deus e com toda a Igreja. A resposta ao perdão recebido, só pode ser o amor. A recuperação da graça e a reconciliação nos levará à amar com um amor divinizado. Somos chamados para amar como Deus ama!
Perguntemo-nos hoje, especialmente, se somos conscientes da grandeza do perdão de Deus, se somos aqueles que amam à pessoa e lutam contra o pecado e, finalmente, se acudimos com confiança ao Sacramento da Reconciliação. Tudo o podemos com o auxilio de Deus. Que nossa humilde oração nos ajude.
«É assim que pregamos e foi assim que acreditastes»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Recordo-vos, irmãos, o Evangelho
que vos anunciei e que recebestes,
no qual permaneceis e pelo qual sereis salvos,
se o conservais como eu vo-lo anunciei;
aliás teríeis abraçado a fé em vão.
Transmiti-vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi:
Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras;
foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras,
e apareceu a Pedro e depois aos Doze.
Em seguida apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez,
dos quais a maior parte ainda vive,
enquanto alguns já faleceram.
Posteriormente apareceu a Tiago e depois a todos os Apóstolos.
Em último lugar, apareceu-me também a mim,
como o abortivo.
Porque eu sou o menor dos Apóstolos
e não sou digno de ser chamado Apóstolo,
por ter perseguido a Igreja de Deus.
Mas pela graça de Deus sou aquilo que sou
e a graça que Ele me deu não foi inútil.
Pelo contrário, tenho trabalhado mais que todos eles,
não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.
Por conseguinte, tanto eu como eles,
é assim que pregamos;
e foi assim que vós acreditastes.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 117 (118), 1-2.16ab-17.28-29 (R. 1)
Refrão: Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Ou: Aleluia.
Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver
para anunciar as obras do Senhor.
Vós sois o meu Deus: eu Vos darei graças.
Vós sois o meu Deus: eu Vos exaltarei.
Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
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EVANGELHO Lc 7, 36-50
«São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
um fariseu convidou Jesus para comer com ele.
Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa.
Então, uma mulher ? uma pecadora que vivia na cidade ?
ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu,
trouxe um vaso de alabastro com perfume;
pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito,
banhava-Lhe os pés com as lágrimas
e enxugava-lhos com os cabelos,
beijava-os e ungia-os com o perfume.
Ao ver isto, o fariseu que tinha convidado Jesus pensou consigo:
«Se este homem fosse profeta,
saberia que a mulher que O toca é uma pecadora».
Jesus tomou a palavra e disse-lhe:
«Simão, tenho uma coisa a dizer-te».
Ele respondeu: «Fala, Mestre».
Jesus continuou:
«Certo credor tinha dois devedores:
um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta.
Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos.
Qual deles ficará mais seu amigo?».
Respondeu Simão:
«Aquele ? suponho eu ? a quem mais perdoou».
Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem».
E voltando-Se para a mulher, disse a Simão:
«Vês esta mulher?
Entrei em tua casa
e não Me deste água para os pés;
mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas
e enxugou-os com os cabelos.
Não Me deste o ósculo;
mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés.
Não Me derramaste óleo na cabeça;
mas ela ungiu-Me os pés com perfume.
Por isso te digo:
São-lhe perdoados os seus muitos pecados,
porque muito amou;
mas aquele a quem pouco se perdoa,
pouco ama».
Depois disse à mulher:
«Os teus pecados estão perdoados».
Então os convivas começaram a dizer entre si:
«Quem é este homem, que até perdoa os pecados?».
Mas Jesus disse à mulher:
«A tua fé te salvou. Vai em paz».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Ferran JARABO i Carbonell (Agullana, Girona, Espanha)
«Tua fé te salvou. Vai em paz!»
Hoje, o Evangelho nos chama a ficar atentos ao perdão que o Senhor nos oferece: «Teus pecados estão perdoados» (Lc 7,48). É preciso que os cristãos nos lembremos de duas coisas: que devemos perdoar sem julgar à pessoa e amar muito porque fomos perdoados gratuitamente por Deus. Gera-se um duplo movimento: o perdão recebido e o perdão amoroso que devemos dar.
«Quando alguém lhe insulte, não lhe jogue a culpa, jogue-a ao demônio que, em todo caso, é quem faz insultar, e descarregue nele toda sua ira; em troca, compadeça ao desgraçado que faz o que o diabo lhe mandar» (São João Crisóstomo). Não se deve julgar à pessoa mas reprovar a má ação. A pessoa é um objeto continuado do amor do Senhor, são as ações que nos distanciam de Deus. Nós, então, devemos estar sempre dispostos a perdoar, acolher e amar á pessoa, mas a rejeitar aquelas ações contrarias ao amor de Deus.
«Quem peca fere a honra de Deus e o seu amor, sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus e o bem espiritual da Igreja, da qual cada cristão deve ser pedra viva» (Catecismo da Igreja, n. 1487). Através do Sacramento da Penitência, a pessoa tem a possibilidade e a oportunidade de refazer sua relação com Deus e com toda a Igreja. A resposta ao perdão recebido, só pode ser o amor. A recuperação da graça e a reconciliação nos levará à amar com um amor divinizado. Somos chamados para amar como Deus ama!
Perguntemo-nos hoje, especialmente, se somos conscientes da grandeza do perdão de Deus, se somos aqueles que amam à pessoa e lutam contra o pecado e, finalmente, se acudimos com confiança ao Sacramento da Reconciliação. Tudo o podemos com o auxilio de Deus. Que nossa humilde oração nos ajude.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
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LEITURA I 1 Cor 11, 17-26.33
«Se há divisões entre vós, não comeis a ceia do Senhor»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Ao dar-vos as minhas instruções,
não posso louvar as vossas assembleias,
que, em vez de serem proveitosas, se tornam prejudiciais.
Em primeiro lugar, ouço dizer
que há entre vós divisões, quando vos reunis em assembleia;
e em parte, acredito nisso.
Na verdade, é preciso que haja divisões entre vós,
para se manifestarem aqueles que resistem a esta prova.
Quando vos reunis em comum,
já não é para comer a ceia do Senhor,
pois cada um se adianta a comer a sua própria ceia
e, enquanto um passa fome, outro fica embriagado.
Será que não tendes as vossas casas para comer e beber?
Ou desprezais a Igreja de Deus
e envergonhais aqueles que são pobres?
Que vos direi? Devo louvar-vos?
Nisto não vos louvo.
Porque eu recebi do Senhor o que também vos transmiti:
o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue,
tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse:
«Isto é o meu Corpo, entregue por vós.
Fazei isto em memória de Mim».
Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse:
«Este cálice é a nova aliança no meu Sangue.
Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim».
Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão
e beberdes deste cálice,
anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.
Portanto, irmãos,
quando vos reunis para comer a ceia do Senhor,
esperai uns pelos outros.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 39 (40), 7-8a.8b-9.10.17 (R. 1 Cor 11, 26b)
Refrão: Anunciai a morte do Senhor,
até que Ele venha.
Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,
mas abristes-me os ouvidos;
não pedistes holocaustos nem expiações,
então clamei: «Aqui estou».
«De mim está escrito no livro da Lei
que faça a vossa vontade.
Assim o quero, ó meu Deus,
a vossa lei está no meu coração».
Proclamarei a justiça na grande assembleia,
não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.
Alegrem-se e exultem em Vós
todos os que Vos procuram.
Digam sempre: «Grande é o Senhor»
os que desejam a vossa salvação.
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EVANGELHO Lc 7, 1-10
«Nem em Israel encontrei tão grande fé»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
quando Jesus acabou de falar ao povo,
entrou em Cafarnaum.
Um centurião tinha um servo a quem estimava muito
e que estava doente, quase a morrer.
Tendo ouvido falar de Jesus,
enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus
para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo.
Quando chegaram à presença de Jesus,
os anciãos suplicaram-Lhe insistentemente:
«Ele é digno de que lho concedas,
pois estima a nossa gente
e foi ele que nos construiu a sinagoga».
Jesus acompanhou-os.
Já não estava longe da casa,
quando o centurião Lhe mandou dizer por uns amigos:
«Não Te incomodes, Senhor,
pois não mereço que entres em minha casa,
nem me julguei digno de ir ter contigo.
Mas diz uma palavra
e o meu servo será curado.
Porque também eu, que sou um subalterno,
tenho soldados sob as minhas ordens.
Digo a um ‘Vai’ e ele vai,
e a outro ‘Vem’ e ele vem,
e ao meu servo ‘Faz isto’ e ele faz».
Ao ouvir estas palavras,
Jesus sentiu admiração por ele
e, voltando-se para a multidão que O seguia, exclamou:
«Digo-vos que nem mesmo em Israel
encontrei tão grande fé».
Ao regressarem a casa,
os enviados encontraram o servo de perfeita saúde.
Comentário: Fr. John A. SISTARE (Cumberland, Rhode Island, Estados Unidos)
Eu vos digo que nem mesmo em Israel encontrei uma fé tão grande
Hoje somos confrontados com uma questão interessante. Porque o Centurião do Evangelho não foi pessoalmente ter com Jesus, mas preferiu mandar mensageiros com o pedido de cura para seu servo? O Centurião nos responde essa pergunta na passagem do Evangelho. «[...] nem fui pessoalmente ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e meu servo ficará curado». (Lc 7,7). O Centurião possuía a virtude da fé, acreditava que Jesus poderia fazer esse milagre se estivesse de acordo com sua divina vontade. A fé permitiu ao Centurião acreditar que onde quer que Jesus esteja, ele poderia curar o servo doente. O Centurião acreditava que nenhuma distância poderia impedir ou deter o Cristo de fazer sua obra de salvação.
Em nossas próprias vidas, somos chamados a ter esse mesmo tipo de fé. Há momentos em que somos tentados a pensar que Jesus está distante e não ouve nossas orações. Entretanto, a fé ilumina nossas mentes e corações, para que acreditemos que Jesus está sempre ao nosso lado para nos ajudar. Em verdade, a presença curativa de Jesus na Eucaristia é um lembrete de que Jesus está sempre conosco. Santo Agostinho, com os olhos da fé, acreditava nesta realidade: «O que vemos é o pão e o cálice; isso é o que nossos olhos nos mostram. Mas o que nossa fé nos obriga a aceitar é que o pão é o Corpo de Cristo e o cálice é o Sangue de Cristo». A Fé ilumina nossas mentes para que possamos enxergar a presença de Cristo em nosso meio. Como o Centurião, dizemos, «Não sou digno de que entreis em minha morada» (Lc 7,6). Da mesma forma, nos humilhamos diante de Nosso Senhor e Salvador e Ele ainda se aproxima para nos curar. Deixemos Jesus entrar em nossa alma, em nossa morada, para curar e fortalecer nossa fé para que possamos continuar nosso caminho em direção à Vida Eterna.
«Se há divisões entre vós, não comeis a ceia do Senhor»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Ao dar-vos as minhas instruções,
não posso louvar as vossas assembleias,
que, em vez de serem proveitosas, se tornam prejudiciais.
Em primeiro lugar, ouço dizer
que há entre vós divisões, quando vos reunis em assembleia;
e em parte, acredito nisso.
Na verdade, é preciso que haja divisões entre vós,
para se manifestarem aqueles que resistem a esta prova.
Quando vos reunis em comum,
já não é para comer a ceia do Senhor,
pois cada um se adianta a comer a sua própria ceia
e, enquanto um passa fome, outro fica embriagado.
Será que não tendes as vossas casas para comer e beber?
Ou desprezais a Igreja de Deus
e envergonhais aqueles que são pobres?
Que vos direi? Devo louvar-vos?
Nisto não vos louvo.
Porque eu recebi do Senhor o que também vos transmiti:
o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue,
tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse:
«Isto é o meu Corpo, entregue por vós.
Fazei isto em memória de Mim».
Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse:
«Este cálice é a nova aliança no meu Sangue.
Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim».
Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão
e beberdes deste cálice,
anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.
Portanto, irmãos,
quando vos reunis para comer a ceia do Senhor,
esperai uns pelos outros.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 39 (40), 7-8a.8b-9.10.17 (R. 1 Cor 11, 26b)
Refrão: Anunciai a morte do Senhor,
até que Ele venha.
Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,
mas abristes-me os ouvidos;
não pedistes holocaustos nem expiações,
então clamei: «Aqui estou».
«De mim está escrito no livro da Lei
que faça a vossa vontade.
Assim o quero, ó meu Deus,
a vossa lei está no meu coração».
Proclamarei a justiça na grande assembleia,
não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.
Alegrem-se e exultem em Vós
todos os que Vos procuram.
Digam sempre: «Grande é o Senhor»
os que desejam a vossa salvação.
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EVANGELHO Lc 7, 1-10
«Nem em Israel encontrei tão grande fé»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
quando Jesus acabou de falar ao povo,
entrou em Cafarnaum.
Um centurião tinha um servo a quem estimava muito
e que estava doente, quase a morrer.
Tendo ouvido falar de Jesus,
enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus
para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo.
Quando chegaram à presença de Jesus,
os anciãos suplicaram-Lhe insistentemente:
«Ele é digno de que lho concedas,
pois estima a nossa gente
e foi ele que nos construiu a sinagoga».
Jesus acompanhou-os.
Já não estava longe da casa,
quando o centurião Lhe mandou dizer por uns amigos:
«Não Te incomodes, Senhor,
pois não mereço que entres em minha casa,
nem me julguei digno de ir ter contigo.
Mas diz uma palavra
e o meu servo será curado.
Porque também eu, que sou um subalterno,
tenho soldados sob as minhas ordens.
Digo a um ‘Vai’ e ele vai,
e a outro ‘Vem’ e ele vem,
e ao meu servo ‘Faz isto’ e ele faz».
Ao ouvir estas palavras,
Jesus sentiu admiração por ele
e, voltando-se para a multidão que O seguia, exclamou:
«Digo-vos que nem mesmo em Israel
encontrei tão grande fé».
Ao regressarem a casa,
os enviados encontraram o servo de perfeita saúde.
Comentário: Fr. John A. SISTARE (Cumberland, Rhode Island, Estados Unidos)
Eu vos digo que nem mesmo em Israel encontrei uma fé tão grande
Hoje somos confrontados com uma questão interessante. Porque o Centurião do Evangelho não foi pessoalmente ter com Jesus, mas preferiu mandar mensageiros com o pedido de cura para seu servo? O Centurião nos responde essa pergunta na passagem do Evangelho. «[...] nem fui pessoalmente ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e meu servo ficará curado». (Lc 7,7). O Centurião possuía a virtude da fé, acreditava que Jesus poderia fazer esse milagre se estivesse de acordo com sua divina vontade. A fé permitiu ao Centurião acreditar que onde quer que Jesus esteja, ele poderia curar o servo doente. O Centurião acreditava que nenhuma distância poderia impedir ou deter o Cristo de fazer sua obra de salvação.
Em nossas próprias vidas, somos chamados a ter esse mesmo tipo de fé. Há momentos em que somos tentados a pensar que Jesus está distante e não ouve nossas orações. Entretanto, a fé ilumina nossas mentes e corações, para que acreditemos que Jesus está sempre ao nosso lado para nos ajudar. Em verdade, a presença curativa de Jesus na Eucaristia é um lembrete de que Jesus está sempre conosco. Santo Agostinho, com os olhos da fé, acreditava nesta realidade: «O que vemos é o pão e o cálice; isso é o que nossos olhos nos mostram. Mas o que nossa fé nos obriga a aceitar é que o pão é o Corpo de Cristo e o cálice é o Sangue de Cristo». A Fé ilumina nossas mentes para que possamos enxergar a presença de Cristo em nosso meio. Como o Centurião, dizemos, «Não sou digno de que entreis em minha morada» (Lc 7,6). Da mesma forma, nos humilhamos diante de Nosso Senhor e Salvador e Ele ainda se aproxima para nos curar. Deixemos Jesus entrar em nossa alma, em nossa morada, para curar e fortalecer nossa fé para que possamos continuar nosso caminho em direção à Vida Eterna.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
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LEITURA I 1 Cor 9, 16-19.22b-27
«Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória,
é uma obrigação que me foi imposta.
Ai de mim se não anunciar o Evangelho!
Se o fizesse por minha iniciativa,
teria direito a recompensa.
Mas, como não o faço por minha iniciativa,
desempenho apenas um cargo que me está confiado.
Em que consiste, então, a minha recompensa?
Em anunciar gratuitamente o Evangelho,
sem fazer valer os direitos que o Evangelho me confere.
Livre como sou em relação a todos,
de todos me fiz escravo,
para ganhar o maior número possível.
Fiz-me tudo para todos,
a fim de ganhar alguns a todo o custo.
E tudo faço por causa do Evangelho,
para me tornar participante dos seus bens.
Não sabeis que na corrida dos estádios
correm todos, mas só um recebe o prémio?
Correi de modo que o alcanceis.
Todo o atleta impõe a si mesmo rigorosas privações,
para obter uma coroa corruptível;
nós, porém, para recebermos uma coroa incorruptível.
Eu corro, não como quem corre às cegas;
eu luto, não como quem açoita o ar;
mas castigo o meu corpo e reduzo-o à escravidão,
não aconteça que, tendo pregado aos outros,
venha eu a ser eliminado.
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 83 (84), 3.4.5-6.12 (R. 2)
Refrão: Como é agradável a vossa morada,
Senhor do Universo!
A minha alma suspira ansiosamente
pelos átrios do Senhor.
O meu ser e a minha carne
exultam no Deus vivo.
Até as aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos,
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus.
Felizes os que moram em vossa casa:
podem louvar-Vos continuamente.
Felizes os que em Vós encontram a sua força,
os que trazem em seu coração os caminhos do santuário.
Porque o Senhor Deus é sol e escudo,
Ele dá a graça e a glória.
O Senhor não recusa os seus bens
aos que procedem com rectidão.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Lc 6, 39-42
«Poderá um cego guiar outro cego?»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
disse Jesus aos discípulos a seguinte parábola:
«Poderá um cego guiar outro cego?
Não cairão os dois nalguma cova?
O discípulo não é superior ao mestre,
mas todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre.
Porque vês o argueiro que o teu irmão tem na vista
e não reparas na trave que está na tua?
Como podes dizer a teu irmão:
‘Irmão, deixa-me tirar o argueiro que tens na vista’,
se tu não vês a trave que está na tua?
Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista
e então verás bem
para tirar o argueiro da vista do teu irmão».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
«Todo discípulo bem formado será como o mestre»
Hoje, as palavras do Evangelho nos fazem refletir sobre a importância do exemplo e de procurar para os outros uma vida de exemplo. Por tanto, o ditado popular diz que «Pai Exemplo é o melhor predicador», e o outro que diz «vale mais uma imagem do que mil palavras». Não podemos esquecer, que no cristianismo, todos -sem exceção!- somos guias, já que o Batismo nos dá uma participação no sacerdócio (mediação salvadora) de Cristo: por tanto, todos os batizados temos recebido o sacerdócio batismal. E todo sacerdócio, além da missão de santificar e ensinar aos outros, incorpora também o múnus -a tarefa- de encaminhar ou conduzir.
Sim, todos -queiramos ou não- com nosso comportamento, temos a oportunidade de ser modelo estimulante para os que nos rodeiam. Pensemos, por exemplo, na ascendência que os pais têm sobre os filhos, os professores sobre os alunos, as autoridades sobre os cidadãos, etc. O cristão, no entanto, deve ter uma consciência particularmente viva a respeito de tudo isto. Mas... «Pode um cego guiar outro cego?» (Lc 6,39).
Para nós, cristãos, é uma chamada de atenção aquilo que os judeus e as primeiras gerações de cristãos falavam de Jesus Cristo: «Ele fez bem todas as coisas» (Mc 7,37); «O Senhor começou fazer e ensinar» (At 1,1).
Devemos tentar fazer em obras tudo aquilo que cremos e professamos de palavra. Numa ocasião, o Papa Bento XVI, quando ainda era Cardeal Ratzinger, afirmava que «o perigo mais grave, são os cristãos adaptados», portanto, é o caso das pessoas que de palavra se professam católicas, mas na prática, com seu comportamento, não demonstram o radical próprio do Evangelho.
Ser radical, não é ser fanático (já que a caridade é paciente e tolerante) nem exagerados (pois, no amor não é possível exagerar). Como afirmou João Paulo II, «o Senhor crucificado é um testemunho insuperável de amor paciente e mansa humildade»: não se trata de um fanático nem de um exagerado. Mas é radical até dizer como o centurião que assistiu sua morte «Na verdade, este homem era um justo» (Lc 23,47).
«Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória,
é uma obrigação que me foi imposta.
Ai de mim se não anunciar o Evangelho!
Se o fizesse por minha iniciativa,
teria direito a recompensa.
Mas, como não o faço por minha iniciativa,
desempenho apenas um cargo que me está confiado.
Em que consiste, então, a minha recompensa?
Em anunciar gratuitamente o Evangelho,
sem fazer valer os direitos que o Evangelho me confere.
Livre como sou em relação a todos,
de todos me fiz escravo,
para ganhar o maior número possível.
Fiz-me tudo para todos,
a fim de ganhar alguns a todo o custo.
E tudo faço por causa do Evangelho,
para me tornar participante dos seus bens.
Não sabeis que na corrida dos estádios
correm todos, mas só um recebe o prémio?
Correi de modo que o alcanceis.
Todo o atleta impõe a si mesmo rigorosas privações,
para obter uma coroa corruptível;
nós, porém, para recebermos uma coroa incorruptível.
Eu corro, não como quem corre às cegas;
eu luto, não como quem açoita o ar;
mas castigo o meu corpo e reduzo-o à escravidão,
não aconteça que, tendo pregado aos outros,
venha eu a ser eliminado.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 83 (84), 3.4.5-6.12 (R. 2)
Refrão: Como é agradável a vossa morada,
Senhor do Universo!
A minha alma suspira ansiosamente
pelos átrios do Senhor.
O meu ser e a minha carne
exultam no Deus vivo.
Até as aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos,
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus.
Felizes os que moram em vossa casa:
podem louvar-Vos continuamente.
Felizes os que em Vós encontram a sua força,
os que trazem em seu coração os caminhos do santuário.
Porque o Senhor Deus é sol e escudo,
Ele dá a graça e a glória.
O Senhor não recusa os seus bens
aos que procedem com rectidão.
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EVANGELHO Lc 6, 39-42
«Poderá um cego guiar outro cego?»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
disse Jesus aos discípulos a seguinte parábola:
«Poderá um cego guiar outro cego?
Não cairão os dois nalguma cova?
O discípulo não é superior ao mestre,
mas todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre.
Porque vês o argueiro que o teu irmão tem na vista
e não reparas na trave que está na tua?
Como podes dizer a teu irmão:
‘Irmão, deixa-me tirar o argueiro que tens na vista’,
se tu não vês a trave que está na tua?
Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista
e então verás bem
para tirar o argueiro da vista do teu irmão».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
«Todo discípulo bem formado será como o mestre»
Hoje, as palavras do Evangelho nos fazem refletir sobre a importância do exemplo e de procurar para os outros uma vida de exemplo. Por tanto, o ditado popular diz que «Pai Exemplo é o melhor predicador», e o outro que diz «vale mais uma imagem do que mil palavras». Não podemos esquecer, que no cristianismo, todos -sem exceção!- somos guias, já que o Batismo nos dá uma participação no sacerdócio (mediação salvadora) de Cristo: por tanto, todos os batizados temos recebido o sacerdócio batismal. E todo sacerdócio, além da missão de santificar e ensinar aos outros, incorpora também o múnus -a tarefa- de encaminhar ou conduzir.
Sim, todos -queiramos ou não- com nosso comportamento, temos a oportunidade de ser modelo estimulante para os que nos rodeiam. Pensemos, por exemplo, na ascendência que os pais têm sobre os filhos, os professores sobre os alunos, as autoridades sobre os cidadãos, etc. O cristão, no entanto, deve ter uma consciência particularmente viva a respeito de tudo isto. Mas... «Pode um cego guiar outro cego?» (Lc 6,39).
Para nós, cristãos, é uma chamada de atenção aquilo que os judeus e as primeiras gerações de cristãos falavam de Jesus Cristo: «Ele fez bem todas as coisas» (Mc 7,37); «O Senhor começou fazer e ensinar» (At 1,1).
Devemos tentar fazer em obras tudo aquilo que cremos e professamos de palavra. Numa ocasião, o Papa Bento XVI, quando ainda era Cardeal Ratzinger, afirmava que «o perigo mais grave, são os cristãos adaptados», portanto, é o caso das pessoas que de palavra se professam católicas, mas na prática, com seu comportamento, não demonstram o radical próprio do Evangelho.
Ser radical, não é ser fanático (já que a caridade é paciente e tolerante) nem exagerados (pois, no amor não é possível exagerar). Como afirmou João Paulo II, «o Senhor crucificado é um testemunho insuperável de amor paciente e mansa humildade»: não se trata de um fanático nem de um exagerado. Mas é radical até dizer como o centurião que assistiu sua morte «Na verdade, este homem era um justo» (Lc 23,47).
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I 1 Cor 8, 1b-7.11-13
«Ferindo a consciência dos irmãos, que é fraca, é contra Cristo que pecais»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
A ciência envaidece, ao passo que a caridade edifica.
Se alguém pensa que sabe alguma coisa,
ainda não sabe como deve saber.
Mas se alguém ama a Deus,
é conhecido por Deus.
Sobre a questão de comer carnes imoladas aos ídolos,
bem sabemos que um ídolo não é nada no mundo
e que não há senão um único Deus.
Porque, embora digam haver deuses no céu e na terra,
? na verdade são muitos esses deuses e esses senhores ?
para nós há um só Deus:
o Pai, de quem tudo procede e para o qual fomos criados;
e há um só Senhor, Jesus Cristo,
pelo qual tudo existe e pelo qual também nós existimos.
Mas nem todos têm esta ciência.
Alguns, habituados até há pouco tempo à idolatria,
comem as carnes imoladas
como se estivessem consagradas aos ídolos,
e a sua consciência, que é fraca, fica manchada.
Deste modo, pela tua ciência, perecerá o fraco,
esse irmão por quem Cristo morreu!
E ao pecardes assim contra esses irmãos,
ferindo a sua consciência, que é fraca,
é contra Cristo que pecais.
Por isso, se o alimento
se torna para o meu irmão ocasião de pecado,
nunca mais comerei carne,
a fim de não ser para ele ocasião de pecado.
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 138 (139), 1-2 e 3b.13-14ab.23-24 (R. 24b)
Refrão: Conduzi-me, Senhor, pelo caminho da eternidade.
Senhor, Vós conheceis o íntimo do meu ser:
sabeis quando me sento e quando me levanto.
De longe penetrais o meu pensamento,
observais todos os meus passos.
Vós formastes as entranhas do meu corpo
e me criastes no seio de minha mãe.
Dou-Vos graças por me terdes feito tão maravilhosamente:
admiráveis são as vossas obras.
Sondai-me, Senhor, e vede o meu coração,
observai a intimidade dos meus pensamentos.
Vede que não ande pelo mau caminho,
conduzi-me pelo caminho da eternidade.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Lc 6, 27-38
«Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus falou aos seus discípulos, dizendo:
«Digo-vos a vós que Me escutais:
Amai os vossos inimigos,
fazei bem aos que vos odeiam;
abençoai os que vos amaldiçoam,
orai por aqueles que vos injuriam.
A quem te bater numa face, apresenta-lhe também a outra;
e a quem te levar a capa, deixa-lhe também a túnica.
Dá a todo aquele que te pedir
e ao que levar o que é teu, não o reclames.
Como quereis que os outros vos façam,
fazei-lho vós também.
Se amais aqueles que vos amam,
que agradecimento mereceis?
Também os pecadores amam aqueles que os amam.
Se fazeis bem aos que vos fazem bem,
que agradecimento mereceis?
Também os pecadores fazem o mesmo.
E se emprestais àqueles de quem esperais receber,
que agradecimento mereceis?
Também os pecadores emprestam aos pecadores,
a fim de receberem outro tanto.
Vós, porém, amai os vossos inimigos,
fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca.
Então será grande a vossa recompensa
e sereis filhos do Altíssimo,
que é bom até para os ingratos e os maus.
Sede misericordiosos,
como o vosso Pai é misericordioso.
Não julgueis e não sereis julgados.
Não condeneis e não sereis condenados.
Perdoai e sereis perdoados.
Dai e dar-se-vos-á:
deitar-vos-ão no regaço uma boa medida,
calcada, sacudida, a transbordar.
A medida que usardes com os outros
será usada também convosco».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Jaume AYMAR i Ragolta (Badalona, Barcelona, Espanha)
«Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso»
Hoje, no Evangelho, o Senhor pede-nos duas vezes que amemos os nossos inimigos. E oferece, seguidamente, três situações concretas e positivas deste mandamento: fazei o bem aos que vos odeiam, benzei aos que vos maldizem e orai por aqueles que vos caluniam. É um mandamento que parece difícil de cumprir: como podemos amar os que não nos amam? Mais ainda, como podemos amar aqueles que temos a certeza de que nos querem mal? Chegar a amar desta maneira é um dom de Deus, mas é preciso que estejamos abertos a Ele. Bem pensado, amar os inimigos é humanamente falando, a coisa mais sábia que podemos fazer: o inimigo amado sente-se desarmado; amá-lo pode ser condição da possibilidade de deixar de ser inimigo. Jesus continua nesta mesma linha, dizendo: «Se alguém te bater numa face, oferece também a outra» (Lc, 6,29). Poderia parecer um excesso de mansidão. Mas, que fez Jesus quando foi esbofeteado na sua Paixão? Certamente não contra-atacou, mas respondeu com tal firmeza, cheia de caridade, que deve ter surpreendido aquele servo irado: «Se falei mal, mostra em que falei mal; e se falei certo, por que me bates?» (Jo 18,22-23).
Todas as religiões têm uma máxima de ouro: «Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti». Jesus é o único que a formula de modo positivo: «Assim como desejais que os outros vos tratem, tratai-os do mesmo modo» (Lc 6,31). Esta regra de ouro constitui o fundamento de toda a moral. São João Crisóstomo, comentando este versículo, ensina-nos: «Ainda há mais, porque Jesus não disse somente: desejai todo o bem para os outros, mas fazei o bem aos outros»; logo, a máxima de ouro proposta por Jesus não pode reduzir-se a um mero desejo, mas tem que se traduzir em obras.
«Ferindo a consciência dos irmãos, que é fraca, é contra Cristo que pecais»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
A ciência envaidece, ao passo que a caridade edifica.
Se alguém pensa que sabe alguma coisa,
ainda não sabe como deve saber.
Mas se alguém ama a Deus,
é conhecido por Deus.
Sobre a questão de comer carnes imoladas aos ídolos,
bem sabemos que um ídolo não é nada no mundo
e que não há senão um único Deus.
Porque, embora digam haver deuses no céu e na terra,
? na verdade são muitos esses deuses e esses senhores ?
para nós há um só Deus:
o Pai, de quem tudo procede e para o qual fomos criados;
e há um só Senhor, Jesus Cristo,
pelo qual tudo existe e pelo qual também nós existimos.
Mas nem todos têm esta ciência.
Alguns, habituados até há pouco tempo à idolatria,
comem as carnes imoladas
como se estivessem consagradas aos ídolos,
e a sua consciência, que é fraca, fica manchada.
Deste modo, pela tua ciência, perecerá o fraco,
esse irmão por quem Cristo morreu!
E ao pecardes assim contra esses irmãos,
ferindo a sua consciência, que é fraca,
é contra Cristo que pecais.
Por isso, se o alimento
se torna para o meu irmão ocasião de pecado,
nunca mais comerei carne,
a fim de não ser para ele ocasião de pecado.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 138 (139), 1-2 e 3b.13-14ab.23-24 (R. 24b)
Refrão: Conduzi-me, Senhor, pelo caminho da eternidade.
Senhor, Vós conheceis o íntimo do meu ser:
sabeis quando me sento e quando me levanto.
De longe penetrais o meu pensamento,
observais todos os meus passos.
Vós formastes as entranhas do meu corpo
e me criastes no seio de minha mãe.
Dou-Vos graças por me terdes feito tão maravilhosamente:
admiráveis são as vossas obras.
Sondai-me, Senhor, e vede o meu coração,
observai a intimidade dos meus pensamentos.
Vede que não ande pelo mau caminho,
conduzi-me pelo caminho da eternidade.
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EVANGELHO Lc 6, 27-38
«Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus falou aos seus discípulos, dizendo:
«Digo-vos a vós que Me escutais:
Amai os vossos inimigos,
fazei bem aos que vos odeiam;
abençoai os que vos amaldiçoam,
orai por aqueles que vos injuriam.
A quem te bater numa face, apresenta-lhe também a outra;
e a quem te levar a capa, deixa-lhe também a túnica.
Dá a todo aquele que te pedir
e ao que levar o que é teu, não o reclames.
Como quereis que os outros vos façam,
fazei-lho vós também.
Se amais aqueles que vos amam,
que agradecimento mereceis?
Também os pecadores amam aqueles que os amam.
Se fazeis bem aos que vos fazem bem,
que agradecimento mereceis?
Também os pecadores fazem o mesmo.
E se emprestais àqueles de quem esperais receber,
que agradecimento mereceis?
Também os pecadores emprestam aos pecadores,
a fim de receberem outro tanto.
Vós, porém, amai os vossos inimigos,
fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca.
Então será grande a vossa recompensa
e sereis filhos do Altíssimo,
que é bom até para os ingratos e os maus.
Sede misericordiosos,
como o vosso Pai é misericordioso.
Não julgueis e não sereis julgados.
Não condeneis e não sereis condenados.
Perdoai e sereis perdoados.
Dai e dar-se-vos-á:
deitar-vos-ão no regaço uma boa medida,
calcada, sacudida, a transbordar.
A medida que usardes com os outros
será usada também convosco».
Palavra da salvação.
Comentário: Rev. D. Jaume AYMAR i Ragolta (Badalona, Barcelona, Espanha)
«Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso»
Hoje, no Evangelho, o Senhor pede-nos duas vezes que amemos os nossos inimigos. E oferece, seguidamente, três situações concretas e positivas deste mandamento: fazei o bem aos que vos odeiam, benzei aos que vos maldizem e orai por aqueles que vos caluniam. É um mandamento que parece difícil de cumprir: como podemos amar os que não nos amam? Mais ainda, como podemos amar aqueles que temos a certeza de que nos querem mal? Chegar a amar desta maneira é um dom de Deus, mas é preciso que estejamos abertos a Ele. Bem pensado, amar os inimigos é humanamente falando, a coisa mais sábia que podemos fazer: o inimigo amado sente-se desarmado; amá-lo pode ser condição da possibilidade de deixar de ser inimigo. Jesus continua nesta mesma linha, dizendo: «Se alguém te bater numa face, oferece também a outra» (Lc, 6,29). Poderia parecer um excesso de mansidão. Mas, que fez Jesus quando foi esbofeteado na sua Paixão? Certamente não contra-atacou, mas respondeu com tal firmeza, cheia de caridade, que deve ter surpreendido aquele servo irado: «Se falei mal, mostra em que falei mal; e se falei certo, por que me bates?» (Jo 18,22-23).
Todas as religiões têm uma máxima de ouro: «Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti». Jesus é o único que a formula de modo positivo: «Assim como desejais que os outros vos tratem, tratai-os do mesmo modo» (Lc 6,31). Esta regra de ouro constitui o fundamento de toda a moral. São João Crisóstomo, comentando este versículo, ensina-nos: «Ainda há mais, porque Jesus não disse somente: desejai todo o bem para os outros, mas fazei o bem aos outros»; logo, a máxima de ouro proposta por Jesus não pode reduzir-se a um mero desejo, mas tem que se traduzir em obras.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
<< Alimento Diário >>
LEITURA I Miq 5, 1-4a
«De ti sairá Aquele que há-de reinar sobre Israel»
Leitura da Profecia de Miqueias
Eis o que diz o Senhor:
«De ti, Belém-Efratá,
pequena entre as cidades de Judá,
de ti sairá aquele que há-de reinar sobre Israel.
As suas origens remontam aos tempos de outrora,
aos dias mais antigos.
Por isso Deus os abandonará
até à altura em que der à luz
aquela que há-de ser mãe.
Então voltará para os filhos de Israel
o resto dos seus irmãos.
Ele se levantará para apascentar o seu rebanho
pelo poder do Senhor,
pelo nome glorioso do Senhor, seu Deus.
Viver-se-á em segurança,
porque ele será exaltado até aos confins da terra.
Ele será a paz».
Palavra do Senhor.
--------------------------------------------------------------------------------
SALMO RESPONSORIAL Salmo 12 (13), 6ab.6cd (R. Is 61,10)
Refrão: Exulto de alegria no Senhor.
Eu confiei na vossa bondade,
o meu coração alegra-se com a vossa salvação.
E cantarei ao Senhor
pelo bem que me fez.
--------------------------------------------------------------------------------
EVANGELHO Mt 1, 1-16.18-23
«O que nela se gerou é fruto do Espírito Santo»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Genealogia de Jesus Cristo,
Filho de David, Filho de Abraão:
Abraão gerou Isaac Isaac gerou Jacob
Jacob gerou Judá e seus irmãos.
Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara
Farés gerou Esrom Esrom gerou Arão
Arão gerou Aminadab Aminadab gerou Naasson
Naasson gerou Salmon Salmon gerou, de Raab, Booz
Booz gerou, de Rute, Obed Obed gerou Jessé
Jessé gerou o rei David.
David, da mulher de Urias, gerou Salomão
Salomão gerou Roboão Roboão gerou Abias
Abias gerou Asa Asa gerou Josafat
Josafat gerou Jorão Jorão gerou Ozias
Ozias gerou Joatão Joatão gerou Acaz
Acaz gerou Ezequias Ezequias gerou Manassés
Manassés gerou Amon Amon gerou Josias
Josias gerou Jeconias e seus irmãos,
ao tempo do desterro de Babilónia.
Depois do desterro de Babilónia,
Jeconias gerou Salatiel
Salatiel gerou Zorobabel Zorobabel gerou Abiud
Abiud gerou Eliacim Eliacim gerou Azor
Azor gerou Sadoc Sadoc gerou Aquim
Aquim gerou Eliud Eliud gerou Eleazar
Eleazar gerou Matã Matã gerou Jacob
Jacob gerou José, esposo de Maria,
da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.
O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo:
Maria, sua Mãe, noiva de José,
antes de terem vivido em comum,
encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo.
Mas José, seu esposo,
que era justo e não queria difamá-la,
resolveu repudiá-la em segredo.
Tinha ele assim pensado,
quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor,
que lhe disse:
«José, filho de David,
não temas receber Maria, tua esposa,
pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho
e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus,
porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara
por meio do profeta, que diz:
«A Virgem conceberá e dará à luz um Filho,
que será chamado ‘Emanuel’,
que quer dizer ‘Deus connosco’».
Palavra da salvação.
Comentário: Dr. Antoni PUJALS i Ginabreda Vicario del Opus Dei en Catalunya (Barcelona, Espanha)
Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel
Hoje, a genealogia de Jesus, o Salvador que tinha que vir e, nascer de Maria, nos mostra como a obra de Deus está entrelaçada na história humana, e como Deus atua no segredo e no silêncio de cada dia. Ao mesmo tempo, vemos sua seriedade em cumprir suas promessas. Inclusive Rut e Rahab (cf. Mt 1,5), estrangeiras convertidas à fé no único Deus (e Rahab era uma prostituta!), são antepassados do Salvador.
O Espírito Santo, que havia de realizar em Maria a encarnação do Filho, penetrou, pois em nossa história desde muito longe, desde muito cedo e, traçou um rumo até chegar a Maria de Nazaré e, através dela, a seu filho Jesus. «Eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho, e ele será chamado Emanuel» (Mt 1,23). Quão espiritualmente delicadas deviam ser as entranhas de Maria, seu coração e sua vontade, ao ponto de atrair a atenção do Pai e a convertê-la em mãe do Deus-com-os-homens!, Ele que tinha que levar a luz e a graça sobrenaturais para a salvação de todos. Tudo, nesta obra, nos leva a contemplar, admirar e adorar, na oração, a grandeza, a generosidade e a simplicidade da ação divina, que enaltece e resgatará nossa estirpe humana implicando-se de una maneira pessoal.
Mais além, no Evangelho de hoje, vemos como foi notificado a Maria que traria a Deus, o Salvador do Povo. E pensemos que esta mulher, virgem e mãe de Jesus, tinha que ser ao mesmo tempo, nossa mãe. Esta especial escolha de Maria -«bendita entre todas as mulheres» (Lc 1,42)- faz com que nos admiremos da ternura de Deus, na maneira de proceder; porque não nos redimiu -por assim dizer- à distância, e sim se vinculando pessoalmente com nossa família e nossa história. Quem podia imaginar que Deus ia ser tão grande, e ao mesmo tempo tão condescendente, aproximando-se intimamente a nós?
«De ti sairá Aquele que há-de reinar sobre Israel»
Leitura da Profecia de Miqueias
Eis o que diz o Senhor:
«De ti, Belém-Efratá,
pequena entre as cidades de Judá,
de ti sairá aquele que há-de reinar sobre Israel.
As suas origens remontam aos tempos de outrora,
aos dias mais antigos.
Por isso Deus os abandonará
até à altura em que der à luz
aquela que há-de ser mãe.
Então voltará para os filhos de Israel
o resto dos seus irmãos.
Ele se levantará para apascentar o seu rebanho
pelo poder do Senhor,
pelo nome glorioso do Senhor, seu Deus.
Viver-se-á em segurança,
porque ele será exaltado até aos confins da terra.
Ele será a paz».
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 12 (13), 6ab.6cd (R. Is 61,10)
Refrão: Exulto de alegria no Senhor.
Eu confiei na vossa bondade,
o meu coração alegra-se com a vossa salvação.
E cantarei ao Senhor
pelo bem que me fez.
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EVANGELHO Mt 1, 1-16.18-23
«O que nela se gerou é fruto do Espírito Santo»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Genealogia de Jesus Cristo,
Filho de David, Filho de Abraão:
Abraão gerou Isaac Isaac gerou Jacob
Jacob gerou Judá e seus irmãos.
Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara
Farés gerou Esrom Esrom gerou Arão
Arão gerou Aminadab Aminadab gerou Naasson
Naasson gerou Salmon Salmon gerou, de Raab, Booz
Booz gerou, de Rute, Obed Obed gerou Jessé
Jessé gerou o rei David.
David, da mulher de Urias, gerou Salomão
Salomão gerou Roboão Roboão gerou Abias
Abias gerou Asa Asa gerou Josafat
Josafat gerou Jorão Jorão gerou Ozias
Ozias gerou Joatão Joatão gerou Acaz
Acaz gerou Ezequias Ezequias gerou Manassés
Manassés gerou Amon Amon gerou Josias
Josias gerou Jeconias e seus irmãos,
ao tempo do desterro de Babilónia.
Depois do desterro de Babilónia,
Jeconias gerou Salatiel
Salatiel gerou Zorobabel Zorobabel gerou Abiud
Abiud gerou Eliacim Eliacim gerou Azor
Azor gerou Sadoc Sadoc gerou Aquim
Aquim gerou Eliud Eliud gerou Eleazar
Eleazar gerou Matã Matã gerou Jacob
Jacob gerou José, esposo de Maria,
da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.
O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo:
Maria, sua Mãe, noiva de José,
antes de terem vivido em comum,
encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo.
Mas José, seu esposo,
que era justo e não queria difamá-la,
resolveu repudiá-la em segredo.
Tinha ele assim pensado,
quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor,
que lhe disse:
«José, filho de David,
não temas receber Maria, tua esposa,
pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho
e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus,
porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara
por meio do profeta, que diz:
«A Virgem conceberá e dará à luz um Filho,
que será chamado ‘Emanuel’,
que quer dizer ‘Deus connosco’».
Palavra da salvação.
Comentário: Dr. Antoni PUJALS i Ginabreda Vicario del Opus Dei en Catalunya (Barcelona, Espanha)
Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel
Hoje, a genealogia de Jesus, o Salvador que tinha que vir e, nascer de Maria, nos mostra como a obra de Deus está entrelaçada na história humana, e como Deus atua no segredo e no silêncio de cada dia. Ao mesmo tempo, vemos sua seriedade em cumprir suas promessas. Inclusive Rut e Rahab (cf. Mt 1,5), estrangeiras convertidas à fé no único Deus (e Rahab era uma prostituta!), são antepassados do Salvador.
O Espírito Santo, que havia de realizar em Maria a encarnação do Filho, penetrou, pois em nossa história desde muito longe, desde muito cedo e, traçou um rumo até chegar a Maria de Nazaré e, através dela, a seu filho Jesus. «Eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho, e ele será chamado Emanuel» (Mt 1,23). Quão espiritualmente delicadas deviam ser as entranhas de Maria, seu coração e sua vontade, ao ponto de atrair a atenção do Pai e a convertê-la em mãe do Deus-com-os-homens!, Ele que tinha que levar a luz e a graça sobrenaturais para a salvação de todos. Tudo, nesta obra, nos leva a contemplar, admirar e adorar, na oração, a grandeza, a generosidade e a simplicidade da ação divina, que enaltece e resgatará nossa estirpe humana implicando-se de una maneira pessoal.
Mais além, no Evangelho de hoje, vemos como foi notificado a Maria que traria a Deus, o Salvador do Povo. E pensemos que esta mulher, virgem e mãe de Jesus, tinha que ser ao mesmo tempo, nossa mãe. Esta especial escolha de Maria -«bendita entre todas as mulheres» (Lc 1,42)- faz com que nos admiremos da ternura de Deus, na maneira de proceder; porque não nos redimiu -por assim dizer- à distância, e sim se vinculando pessoalmente com nossa família e nossa história. Quem podia imaginar que Deus ia ser tão grande, e ao mesmo tempo tão condescendente, aproximando-se intimamente a nós?
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
FELIZ ANIVERSÁRIO NATIRROOTS !!! HEHEHE

Sou suspeito pra falar, pois além de ter assumido a tarefa de parabenizar os aniversariantes do grupo através do blog, sou o namorado, da señorita Natali, minha futura esposa (Se Deus Quiser), melhor amiga, companheira, opsicóloga, assistente social e nutricionista, pois é ela que me escuta, me cobra, me consola, me apóia, me incentiva e ainda tenta me regular quando como de mais hehehe.
Falo pelo grupo, e acredito que irão concordar, pois é uma das pessoas mais empenhadas e motivadas dentro dos Filhos Da Providência, assim como a maioria. Mas se destaca por ser uma pessoa que não tinha o costume de frequentar a igreja, não se assumia como católica, mas sempre foi um exemplo de cristão como poucos, pq é uma pessoa solidária, preocupada com os amigos e as causas sociais. E hoje ela é uma pessoa que frequenta a igreja, gosta de ir a missa e com orgulho é uma CATÓLICA PRATICANTE, que adora fazer parte de uma comunidade tão bonita como a dos Guanellianos do Santuário Nossa Senhora do Trabalho.
Então em nome do grupo desejo muitas Felicidades, Saúde e Amor na sua vida.
PARABÈNS NATALÍ !!!
<< Alimento Diário >>
LEITURA I 1 Cor 5, 1-8
«Purificai-vos do velho fermento: Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
É voz corrente que existe entre vós um caso de imoralidade,
que nem entre os pagãos se encontra,
a ponto de um de vós viver com a mulher de seu pai.
E vós andais cheios de orgulho,
quando deveríeis andar tristes
e obrigar a sair da vossa comunidade quem praticou tal acção.
Quanto a mim, ausente de corpo, mas presente em espírito,
já tenho a sentença lavrada, como se estivesse presente,
contra quem procedeu desse modo:
Em nome de Nosso Senhor Jesus,
quando vos reunirdes em assembleia,
? e eu em espírito convosco ?
entregareis esse homem a Satanás,
pelo poder de Nosso Senhor Jesus.
Será para ruína do seu corpo,
a fim de o espírito ser salvo no dia do Senhor.
Não vos fica bem essa jactância.
Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa?
Purificai-vos do velho fermento,
para serdes uma nova massa,
visto que sois pães ázimos.
Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado.
Celebremos a festa,
não com fermento velho,
nem com fermento de malícia e perversidade,
mas com os pães ázimos da pureza e da verdade.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 5, 5-6a.6b-7.12(R. 9a)
Refrão: Senhor, guiai-me na vossa justiça.
Vós não sois um Deus que se agrade do mal,
o perverso não tem aceitação junto de Vós,
nem os ímpios suportam o vosso olhar.
Vós detestais todos os malfeitores
e exterminais os que dizem mentiras:
o Senhor abomina os sanguinários e fraudulentos.
Alegrem-se e rejubilem para sempre
os que em Vós confiam:
Vós protegeis e alegrais os que amam o vosso nome.
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EVANGELHO Lc 6, 6-11
«Observavam Jesus para verem se Ele ia curar ao sábado»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus entrou numa sinagoga a um sábado
e começou a ensinar.
Estava lá um homem com a mão direita paralítica.
Os escribas e fariseus observavam Jesus,
para verem se Ele ia curar ao sábado
e encontrarem assim um pretexto para O acusarem.
Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos,
disse ao homem que tinha a mão paralítica:
«Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio».
O homem levantou-se e ficou de pé.
Depois Jesus disse-lhes:
«Eu pergunto-vos se é permitido ao sábado
fazer bem ou fazer mal,
salvar a vida ou tirá-la».
Então olhou para todos à sua volta
e disse ao homem:
«Estende a mão».
Ele assim fez e a mão ficou curada.
Os escribas e fariseus ficaram furiosos
e começaram a falar entre si
do que haviam de fazer a Jesus.
Palavra da salvação.
Comentário: P. Julio César RAMOS González SDB (Salta, Argentina)
Levanta-te e fica aqui no meio (...). Estende a mão
Hoje Jesus nos dá exemplo de liberdade. Falamos muitíssimo dela nos nossos dias. Mas a diferença do que hoje se apregoa e até se vive como liberdade,a de Jesus, é uma liberdade totalmente associada e aderida à ação do Pai. Ele mesmo dirá: Vos garanto que o Filho do homem não pode fazer nada por si só e sim somente o que vê o Pai fazer; o que faz o Pai, faz o Filho (Jo 5,19). E o Pai só obra, só age por amor.
O amor não se impõe, mas faz agir, mobiliza devolvendo com amplidão a vida. Aquele mandato de Jesus: Levanta-te e fica aqui no meio (Lc 6,8); tem a força recriadoura daquele que ama, e pela palavra age. Mas ainda, o outro: Estende tua mão,(Lc 6,10), que termina conseguindo o milagre, restabelece definitivamente a força e a vida daquele que estava débil e morto. Salvar é arrancar da morte e, é a mesma palavra que se traduz por sanar. Jesus curando, salva o que havia de morto nesse pobre homem doente, e isso é um claro signo do amor de Deus Pai para com suas criaturas. Assim, na nova criação onde o Filho não faz outra coisa mais do que vê fazer ao Pai, a nova lei que imperará será a do amor que se põe em obra e, não a de um descanso que inativa, inclusive, para fazer o bem ao irmão necessitado.
Então, liberdade e amor conjugados é a chave para hoje. Liberdade e amor conjugados à maneira de Jesus. Aquilo de: ama e faz o que queiras, de Santo Agostinho tem hoje vigência plena, para aprender a configurar-se totalmente com Cristo Salvador.
«Purificai-vos do velho fermento: Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
É voz corrente que existe entre vós um caso de imoralidade,
que nem entre os pagãos se encontra,
a ponto de um de vós viver com a mulher de seu pai.
E vós andais cheios de orgulho,
quando deveríeis andar tristes
e obrigar a sair da vossa comunidade quem praticou tal acção.
Quanto a mim, ausente de corpo, mas presente em espírito,
já tenho a sentença lavrada, como se estivesse presente,
contra quem procedeu desse modo:
Em nome de Nosso Senhor Jesus,
quando vos reunirdes em assembleia,
? e eu em espírito convosco ?
entregareis esse homem a Satanás,
pelo poder de Nosso Senhor Jesus.
Será para ruína do seu corpo,
a fim de o espírito ser salvo no dia do Senhor.
Não vos fica bem essa jactância.
Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa?
Purificai-vos do velho fermento,
para serdes uma nova massa,
visto que sois pães ázimos.
Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado.
Celebremos a festa,
não com fermento velho,
nem com fermento de malícia e perversidade,
mas com os pães ázimos da pureza e da verdade.
Palavra do Senhor.
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SALMO RESPONSORIAL Salmo 5, 5-6a.6b-7.12(R. 9a)
Refrão: Senhor, guiai-me na vossa justiça.
Vós não sois um Deus que se agrade do mal,
o perverso não tem aceitação junto de Vós,
nem os ímpios suportam o vosso olhar.
Vós detestais todos os malfeitores
e exterminais os que dizem mentiras:
o Senhor abomina os sanguinários e fraudulentos.
Alegrem-se e rejubilem para sempre
os que em Vós confiam:
Vós protegeis e alegrais os que amam o vosso nome.
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EVANGELHO Lc 6, 6-11
«Observavam Jesus para verem se Ele ia curar ao sábado»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus entrou numa sinagoga a um sábado
e começou a ensinar.
Estava lá um homem com a mão direita paralítica.
Os escribas e fariseus observavam Jesus,
para verem se Ele ia curar ao sábado
e encontrarem assim um pretexto para O acusarem.
Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos,
disse ao homem que tinha a mão paralítica:
«Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio».
O homem levantou-se e ficou de pé.
Depois Jesus disse-lhes:
«Eu pergunto-vos se é permitido ao sábado
fazer bem ou fazer mal,
salvar a vida ou tirá-la».
Então olhou para todos à sua volta
e disse ao homem:
«Estende a mão».
Ele assim fez e a mão ficou curada.
Os escribas e fariseus ficaram furiosos
e começaram a falar entre si
do que haviam de fazer a Jesus.
Palavra da salvação.
Comentário: P. Julio César RAMOS González SDB (Salta, Argentina)
Levanta-te e fica aqui no meio (...). Estende a mão
Hoje Jesus nos dá exemplo de liberdade. Falamos muitíssimo dela nos nossos dias. Mas a diferença do que hoje se apregoa e até se vive como liberdade,a de Jesus, é uma liberdade totalmente associada e aderida à ação do Pai. Ele mesmo dirá: Vos garanto que o Filho do homem não pode fazer nada por si só e sim somente o que vê o Pai fazer; o que faz o Pai, faz o Filho (Jo 5,19). E o Pai só obra, só age por amor.
O amor não se impõe, mas faz agir, mobiliza devolvendo com amplidão a vida. Aquele mandato de Jesus: Levanta-te e fica aqui no meio (Lc 6,8); tem a força recriadoura daquele que ama, e pela palavra age. Mas ainda, o outro: Estende tua mão,(Lc 6,10), que termina conseguindo o milagre, restabelece definitivamente a força e a vida daquele que estava débil e morto. Salvar é arrancar da morte e, é a mesma palavra que se traduz por sanar. Jesus curando, salva o que havia de morto nesse pobre homem doente, e isso é um claro signo do amor de Deus Pai para com suas criaturas. Assim, na nova criação onde o Filho não faz outra coisa mais do que vê fazer ao Pai, a nova lei que imperará será a do amor que se põe em obra e, não a de um descanso que inativa, inclusive, para fazer o bem ao irmão necessitado.
Então, liberdade e amor conjugados é a chave para hoje. Liberdade e amor conjugados à maneira de Jesus. Aquilo de: ama e faz o que queiras, de Santo Agostinho tem hoje vigência plena, para aprender a configurar-se totalmente com Cristo Salvador.
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