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Somos um grupo Guanelliano, aspirantes à Cooperadores. Localizados no Santuário Nossa Senhora do Trabalho - POA/RS. Um grupo destinado a jovens acima dos 19 anos. Uma equipe caracterizada pela alegria, juventude, entusiasmo e fé, uma fé que buscamos dia-a-dia, conscientes de que precisamos mais e mais de Jesus. Inspirados na obra de Don Luis Guanella, estamos aqui para ajudar, dar apoio, servir de instrumento de Jesus, através de reflexões e estudos bíblicos. Estamos no começo de uma longa caminhada e vamos através do blog divulgar nosso trabalho e as bênçãos que Deus nos dá, e assim despertar nas pessoas a Fé, a necessidade de Deus e quem sabe um dia trazer você a participar do nosso grupo. Sejam Bem-Vindos!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

<< Alimento Diário >>

LEITURA I Ef 4, 32 -- 5, 8

«Caminhai na caridade, a exemplo de Cristo»

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios

Irmãos:
Sede bondosos e compassivos uns para com os outros
e perdoai-vos mutuamente,
como Deus também vos perdoou em Cristo.
Sede imitadores de Deus, como filhos muito amados.
Caminhai na caridade, a exemplo de Cristo,
que nos amou e Se entregou por nós,
oferecendo-Se como vítima agradável a Deus.
A imoralidade e qualquer impureza ou avareza,
nem sequer sejam mencionadas entre vós,
como é próprio de cristãos.
Nada também de palavras indecentes, estultas ou maliciosas,
que são coisas inconvenientes.
Em vez disso, dai acções de graças.
Porque, como sabeis, nenhum imoral, impudico ou avarento
? que é uma idolatria ?
terá parte na herança do reino de Cristo e de Deus.
Ninguém vos iluda com vãos raciocínios:
é por causa dessas desordens
que a ira de Deus atinge os rebeldes.
Portanto, não sejais seus cúmplices.
Outrora vós éreis trevas,
mas agora sois luz no Senhor.
Procedei como filhos da luz.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 1, 1-2.3.4 e 6 (R. Ef 5, 1)

Refrão: Sede imitadores de Deus,
como filhos muito amados.

Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
mas antes se compraz na lei do Senhor,
e nela medita dia e noite.

É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo e sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido.

Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como palha que o vento leva.
O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição.





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EVANGELHO Lc 13, 10-17

«Esta filha de Abraão não devia libertar-se desse jugo no dia de sábado?»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
estava Jesus a ensinar ao sábado numa sinagoga.
Apareceu lá uma mulher com um espírito
que a tornava enferma havia dezóito anos;
andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se.
Ao vê-la, Jesus chamou-a e disse-lhe:
«Mulher, estás livre da tua enfermidade»;
e impôs-lhe as mãos.
Ela endireitou-se logo e começou a dar glória a Deus.
Mas o chefe da sinagoga,
indignado por Jesus ter feito uma cura ao sábado,
tomou a palavra e disse à multidão:
«Há seis dias para trabalhar.
Portanto, vinde curar-vos nesses dias
e não no dia de sábado».
O Senhor respondeu:
«Hipócritas! Não solta cada um de vós do estábulo
o seu boi ou o seu jumento ao sábado,
para o levar a beber?
E esta mulher, filha de Abraão,
que Satanás prendeu há dezóito anos,
não devia libertar-se desse jugo no dia de sábado?».
Enquanto Jesus assim falava,
todos os seus adversários ficaram envergonhados
e a multidão alegrava-se
com todas as maravilhas que Ele realizava.


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Francesc JORDANA i Soler (Mirasol, Barcelona, Espanha)
O chefe da sinagoga, porém, furioso porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado
Hoje, vemos a Jesus realizar uma ação que proclama seu messianismo. E ante ela o chefe da sinagoga se indigna e repreende as pessoas para que não venham curar-se em dia de sábado: Mas o chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse ao povo: São seis os dias em que se deve trabalhar; vinde, pois, nestes dias para vos curar, mas não em dia de sábado (Lc 13,14).

Eu gostaria que nos concentrássemos na atitude deste personagem. Sempre me surpreendeu que, diante de um milagre evidente, alguém seja capaz de fechar-se de tal modo que o que Ele viu, não lhe afeta no mais mínimo. É como se não tivesse visto o que acabava de ocorrer e o que isso significa. O motivo está na vivência equivocada das mediações que muitos judeus tinham naquele tempo. Por diferentes motivos - antropológicos, culturais, desígnio divino- é inevitável que entre Deus e o homem haja umas mediações. O problema é que alguns judeus fazem da mediação um absoluto. De maneira que a mediação não lhes põe em comunicação com Deus, e sim, ficam na sua própria mediação. Esquecem que são os últimos e ficam no meio. Dessa maneira não pode comunicar-lhes suas graças, seus dons, seu amor e, portanto sua experiência religiosa não enriquecerá sua vida.

Tudo isso lhes conduz a uma vivência rigorosa da religião, a encerrar seu deus em uns meios. Fazem um deus sob medida e não o deixam entrar em suas vidas. Na sua religiosidade acham que tudo está solucionado se cumprem com algumas normas. Compreende-se assim a reação de Jesus: Hipócritas!, disse-lhes o Senhor. Não desamarra cada um de vós no sábado o seu boi ou o seu jumento da manjedoura, para os levar a beber? (Lc 13,15). Jesus descobre a falta de sentido dessa equivocada vivência do sabath.

Esta palavra de Deus deveria nos ajudar a examinar nossa vivência religiosa e descobrir se realmente as mediações que utilizamos nos põe em comunicação com Deus e com a vida. Somente desde a correta vivência das mediações podemos entender a frase de Santo Agostinho: Ama e faz o que queiras.


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