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Somos um grupo Guanelliano, aspirantes à Cooperadores. Localizados no Santuário Nossa Senhora do Trabalho - POA/RS. Um grupo destinado a jovens acima dos 19 anos. Uma equipe caracterizada pela alegria, juventude, entusiasmo e fé, uma fé que buscamos dia-a-dia, conscientes de que precisamos mais e mais de Jesus. Inspirados na obra de Don Luis Guanella, estamos aqui para ajudar, dar apoio, servir de instrumento de Jesus, através de reflexões e estudos bíblicos. Estamos no começo de uma longa caminhada e vamos através do blog divulgar nosso trabalho e as bênçãos que Deus nos dá, e assim despertar nas pessoas a Fé, a necessidade de Deus e quem sabe um dia trazer você a participar do nosso grupo. Sejam Bem-Vindos!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

<< Alimento Diário >>

LEITURA I Ap 10, 8-11

«Tomei o pequeno livro e comi-o»

Leitura do Livro do Apocalipse

A voz do Céu, que eu, João, tinha ouvido,
falou-me novamente, dizendo:
«Vai buscar o livro aberto da mão do Anjo
que está de pé sobre o mar e sobre a terra».
Fui ter com o Anjo
e pedi-lhe que me desse o pequeno livro.
Ele disse-me:
«Toma-o e come-o:
no estômago, ele será amargo,
mas na boca, ele será doce como o mel».
Tomei o pequeno livro da mão do Anjo e comi-o:
na minha boca era doce como o mel;
mas depois de o engolir, amargou-me no estômago.
Então disseram-me:
«Tens de profetizar novamente
contra muitos povos, nações, línguas e reis».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 14 e 24.72 e 103.111 e 131 (R. 103a)

Refrão: As vossas palavras, Senhor,
são mais doces que o mel.

Sinto mais alegria em seguir as vossas ordens
do que em todas as riquezas.
As vossas ordens são as minhas delícias
e os vossos decretos meus conselheiros.

Para mim vale mais a lei da vossa boca
do que milhões em prata e ouro.
Como são doces ao meu paladar as vossas palavras,
mais que o mel para a minha boca.

As vossas ordens são a minha herança eterna,
são elas que dão alegria ao meu coração.
Eu abro a minha boca e aspiro,
porque estou ávido dos vossos mandamentos.





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EVANGELHO Lc 19, 45-48

«Fizestes da casa do Senhor um covil de ladrões»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
Jesus entrou no templo
e começou a expulsar os vendedores,
dizendo-lhes:
«Está escrito: ‘A minha casa é casa de oração’;
e vós fizestes dela ‘um covil de ladrões’».
Jesus ensinava todos os dias no templo.
Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os chefes do povo
procuravam dar-Lhe a morte,
mas não encontravam o modo de o fazer,
porque todo o povo ficava maravilhado quando O ouvia.


Palavra da salvação.

Comentário: P. Josep LAPLANA OSB Monje de Montserrat (Montserrat, Barcelona, Espanha)
Minha casa será casa de oração
Hoje, o gesto de Jesus é profético. À maneira dos antigos profetas, realiza uma ação simbólica, cheia de significado face ao futuro. Ao expulsar do templo os mercadeiros, que faziam negócio com as vítimas destinadas a servir de oferenda, e ao indicar que «a casa de Deus será casa de oração» (Is 56,7), Jesus anunciava a nova situação, que Ele vinha inaugurar, em que os sacrifícios de animais já não tinham lugar. São João definirá a nova relação de culto como uma «adoração ao Pai em espírito e verdade» (Jn 4,24). A figura deve dar lugar à realidade. Santo Tomás de Aquino dizia poeticamente «Et antiquum documentum / novo cedat ritui (Que o Antigo Testamento ceda o lugar ao Novo Rito)».

O Novo Rito é a palavra de Jesus. Por isso, São Lucas associou à cena da purificação do templo a apresentação de Jesus, nele pregando cada dia. O novo culto centra-se na oração e na escuta da Palavra de Deus. Mas, na realidade, o centro do centro da instituição cristã é a própria pessoa viva de Jesus, com a sua carne entregue e o seu sangue derramado na cruz e oferecidos na Eucaristia. Também Santo Tomás o destaca de modo muito belo: «Recumbens com fratribus (...) se dat suis manibus» («Sentado à mesa com os irmãos (...) dá-se a si mesmo com as suas próprias mãos»).

No Novo Testamento, inaugurado por Jesus, já não são necessários nem bois nem vendedores de cordeiros. Tal como «todo o povo ficava fascinado ao ouvi-lo falar» (Lc 19,48), também nós não temos de ir ao templo para imolar vítimas, mas para receber Jesus, o autêntico cordeiro imolado por nós, de uma vez para sempre (cf. He 7,27), e para unir a nossa vida à de Jesus.

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