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Somos um grupo Guanelliano, aspirantes à Cooperadores. Localizados no Santuário Nossa Senhora do Trabalho - POA/RS. Um grupo destinado a jovens acima dos 19 anos. Uma equipe caracterizada pela alegria, juventude, entusiasmo e fé, uma fé que buscamos dia-a-dia, conscientes de que precisamos mais e mais de Jesus. Inspirados na obra de Don Luis Guanella, estamos aqui para ajudar, dar apoio, servir de instrumento de Jesus, através de reflexões e estudos bíblicos. Estamos no começo de uma longa caminhada e vamos através do blog divulgar nosso trabalho e as bênçãos que Deus nos dá, e assim despertar nas pessoas a Fé, a necessidade de Deus e quem sabe um dia trazer você a participar do nosso grupo. Sejam Bem-Vindos!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Competição



Penso que este tema vem numa boa hora. Recentemente vimos a grande final da Copa do Mundo,um evento em que os melhores jogadores das diversas nações reforçaram as suas equipes(seleções), para uma competição de futebol, que sempre mexe com os sentimentos das pessoas de todos os países envolvidos. Contextualizando com esse acontecimento, trago este tema, tão presente e tão influente em nossos relacionacionamentos e no dia a dia de nossas vidas. A competição.O egoísmo, a comparação e a inveja, inevitavelmente levam a competição. O egoísmo é uma ameaça para a vida de família e de comunidade. Ele põe o grupo em perigo, destrói as funções e a vida do mesmo.

Quanto à comparação, em geral somos julgados pelo que fazemos. E como almejamos que nos julguem bem, queremos fazer muito melhor. Temos que alcançar resultados fantásticos, queremos chegar ao triunfo. Porém, se eu comparar o meu trabalho com o trabalho dos meus companheiros, mesmo que tenha trabalhado bem, se eles trabalharam melhor, eu por comparação considero que fiz pior. Para ilustrar isso que eu disse, conto-lhes uma história de Akbar e Birbal, acontecida na Índia. Conta-se que Akbar traça uma linha e desafia Birbal a encurtá-la sem apagar nenhum pedaço. Birbal traça uma linha mais longa embaixo da outra e ganha a aposta. A linha de cima se tornou mais curta, simplesmente porque agora tem uma mais cumprida ao seu lado. Se a linha comprida tivesse longe, não afetaria a curta,mas estando assim, uma junto à outra, a comparação é inevitável.

Quando ouço falar do triunfo de um irmão em uma cidade distante, ou em um país longínquo, posso alegrar-me espontaneamente com a notícia; mas quando é aquele que vive ao meu lado que triunfa, sinto em mim um toque de tristeza e de ressentimento, porque o seu triunfo fez sombra ao meu. Minha linha se tornou mais curta sem ninguém tirar nenhum pedaço. Assim é que o êxito do meu irmão acaba sendo uma ameaça para mim, o grupo se torna meu rival e nasce a inveja. Quanto mais unido for um grupo, maior o contato e o atrito. Por isso, quando vivemos juntos numa família ou numa comunidade os confrontos são inevitáveis, porque quem vive junto se conhece. Não existem máscaras para quem se encontra e mora junto, debaixo do mesmo teto. A inveja é, a seu modo, uma medida de unidade do grupo e nasce do zelo e da eficácia dos seus membros; incômodo completo para um grupo eficiente. Invejamo-nos porque trabalhamos juntos e trabalhamos com afinco. O que não posso permitir é que a inveja me impeça de viver a fraternidade, a comunhão e a paz na minha comunidade ou na minha família.

Portanto, penso que os passos para superar esses sentimentos acima mencionados devem ser dados, no sentido de admitir que precisamos controlá-los, e depois partir para uma terapia mais profunda no intuito de curá-los. Porque a inveja vem da comparação; a insegurança que acompanha a competição vem da insegurança pessoal; a insegurança da solidão, da falta de afeto e apoio e da ilusão de querer que minha saúde interna dependa somente do trabalho e do êxito. Porém, a amizade íntima e pessoal devolveme o sentido e a certeza do meu próprio valor como ser humano. Faz-me ver que eu não tenho que demonstrar meu valor a ninguém; faz-me ver que o valor da minha vida não depende do êxito de meu trabalho; enfim, ma faz enxergar conseqüentemente, que o êxito dos outros não é nenhuma ameaça à minha caminhada, não faz sombra à minha imagem e nem impede a minha missão. Porque, querendo ou não, se vivemos juntos é porque existe uma certa amizade entre nós, e a amizade acalma a ansiedade. O amor verdadeiro no Senhor suaviza a inveja. Esse é o caminho da libertação, porque só o amor transforma e “a caridade não é invejosa” (1ª Cor 13,4).
Amém.
Porto Alegre, 25 de junho de 2010.

“O amor verdadeiro no Senhor suaviza a inveja.
Esse é o caminho da libertação, porque só o amor transforma”
Pe. Valdemar Alves Pereira - SdC

FONTE: EFATÁ julho/2010


POSTADO POR ANGELO

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