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Somos um grupo Guanelliano, aspirantes à Cooperadores. Localizados no Santuário Nossa Senhora do Trabalho - POA/RS. Um grupo destinado a jovens acima dos 19 anos. Uma equipe caracterizada pela alegria, juventude, entusiasmo e fé, uma fé que buscamos dia-a-dia, conscientes de que precisamos mais e mais de Jesus. Inspirados na obra de Don Luis Guanella, estamos aqui para ajudar, dar apoio, servir de instrumento de Jesus, através de reflexões e estudos bíblicos. Estamos no começo de uma longa caminhada e vamos através do blog divulgar nosso trabalho e as bênçãos que Deus nos dá, e assim despertar nas pessoas a Fé, a necessidade de Deus e quem sabe um dia trazer você a participar do nosso grupo. Sejam Bem-Vindos!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Desdobramentos da Fé

Desdobramentos da Fé

Introdução: a Bíblia diz que o justo vive pela fé (Rm 1:17), e que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11:6). Com facilidade, encontramos aqueles que se autodenominam pessoas de fé. Porém, a fé postulada pela Bíblia é muito mais que um pensamento positivo. Ela nos revela um padrão elevado, que solicita posturas e comportamentos que vão além de uma declaração descompromissada.

Neste estudo, com base no ensino precioso de Tiago, veremos os desdobramentos da fé bíblica e as implicações que devem ser consideradas.

1. A fé deve nos levar a abençoar nossos irmãos – em primeiro lugar, consideremos o que Tiago diz nos versos 15 e 16: “Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?”.

Tiago está dizendo que uma fé que não considera a dor e a necessidade do outro não é proveitosa. Uma fé verticalizada, que só olha para o céu, que não se horizontaliza, que não percebe quem está ao seu lado, não pode agradar a Deus. Se cremos, não podemos fazer de conta que não temos nada a ver com isso. Quando, de fato, vivemos pela fé, o espírito da indiferença é vencido.

Portanto, a fé não pode ser impessoal, voltada à nossa exclusividade, feita sobre medida para atender aos nossos interesses. Quando cremos, nos tornamos, também, canais de bênção para os nossos irmãos. Deus faz de nós condutores da sua graça, e Ele, na sua multiforme sabedoria, nos usa para suprir necessidades mutuamente e, desse modo, alcançamos um mundo perdido e distante do Criador, pois, a graça de Deus se materializa através de nós.

2. Crer sem obedecer não faz sentido – em segundo lugar, Tiago faz uma pergunta e uma afirmação desconcertantes: “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem” (19). Entendemos, pelas palavras de Tiago, que crer em Deus e não obedecê-lo é incoerente e diabólico. Pois os demônios também crêem, mas não se sujeitam à vontade de Deus.

Assim sendo, a fé também se manifesta por intermédio da nossa obediência. Muitos dizem que crêem em Deus, porém não o obedecem. Esse tipo de fé não faz sentido, pois somos desafiados por Deus a fazer a sua vontade pela fé. Portanto, fé e obediência são elementos indissociáveis, e devem andar sempre juntas.

3. A fé deve nos levar à entrega – em terceiro lugar, nos versos 21, 22 e 23, Tiago cita a oferta de Abraão, que pela fé foi capaz de obedecer a Deus, lhe entregando o seu filho Isaque. Deus fez um teste com Abraão, quis saber até aonde ele realmente cria no seu Senhor. A prova consistia em oferecer o filho a Deus num sacrifício. Abraão foi até as últimas conseqüências, sendo impedido pelo anjo de Deus de consumar o ato sacrificial.

Sem dúvida, a entrega é um dos elementos mais importantes da fé. Quem diz que crê, mas está preso a algo que não consegue entregar, certamente é deficiente na fé. Abraão amava o seu filho, mas na disposição de entregá-lo, mostrou que Deus estava acima de tudo na sua vida. Como já vimos, Deus não se agrada de sacrifícios humanos, por isso impediu a consumação do ato. Mas Deus não teve dúvidas de que Abraão, de fato, estava disposto a tudo por Ele, e por isso foi chamado de “amigo de Deus” (23).

4. A fé sem obras é morta – em quarto lugar, consideremos o que Tiago afirma no verso 26: “Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta”. Na comparação proposta por Tiago, entendemos que o “espírito da fé” são as obras. O corpo sem o espírito é morto, pois sem obras a fé também é morta.

Perceba que a nossa fé tem nas obras a sua expressão, como ele mesmo diz: “Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé” (18). Portanto, não somos salvos por aquilo que fazemos, mas por aquilo que cremos. Entretanto, quando cremos, somos impulsionados pela fé a fazer o que é agradável a Deus.

Autor Desconhecido

POSTADO POR ANGELO

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