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Somos um grupo Guanelliano, aspirantes à Cooperadores. Localizados no Santuário Nossa Senhora do Trabalho - POA/RS. Um grupo destinado a jovens acima dos 19 anos. Uma equipe caracterizada pela alegria, juventude, entusiasmo e fé, uma fé que buscamos dia-a-dia, conscientes de que precisamos mais e mais de Jesus. Inspirados na obra de Don Luis Guanella, estamos aqui para ajudar, dar apoio, servir de instrumento de Jesus, através de reflexões e estudos bíblicos. Estamos no começo de uma longa caminhada e vamos através do blog divulgar nosso trabalho e as bênçãos que Deus nos dá, e assim despertar nas pessoas a Fé, a necessidade de Deus e quem sabe um dia trazer você a participar do nosso grupo. Sejam Bem-Vindos!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

HISTÓRIA DOS APÓSTOLOS


BARTOLOMEU É apresentado com o nome de Natanael Bar-Tholmai, isto é, filho de Tholmai, da cidade de Caná. Em hebraico, Tholmai quer dizer "arado ou agricultor". Todos os chamavam de "filho de Tholmai", o que originou o nome Bartolomeu. Bartolomeu viu os prodígios operados pelo Mestre, ouviu a sua mensagem, assistiu a sua paixão e glorificação, depois se tornou arauto da Boa Nova, aceitando com o mesmo entusiasmo as conseqüências de um testemunho comprometido. O apóstolo Bartolomeu, que era da Galiléia foi para a Índia. Pregou para aquele povo a verdade do Senhor Jesus, segundo o evangelho de São Matheus. Depois que naquela região converteu muitos a Cristo, passou para a Armênia, onde levou a fé cristã ao rei Polímio e sua esposa, e a mais de doze cidades. Essas conversões, no entanto, provocaram uma enorme inveja nos sacerdotes locais, que por meio do irmão do rei Polímio, conseguiram a ordem de tirar a pele de Bartolomeu e decapitá-lo.

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Dia Litúrgico: 30 de Novembro: Santo André, apóstolo
Evangelho (Mt 4,18-22): Caminhando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam jogando as redes ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse-lhes: «Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens». Eles, imediatamente, deixaram as redes e o seguiram. Prosseguindo adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam no barco, com seu pai Zebedeu, consertando as redes. Ele os chamou. Deixando imediatamente o barco e o pai, eles o seguiram.

Comentário: Prof. Dr. Mons. Lluís CLAVELL (Roma, Italia)
Eu farei de vós pescadores de homens
Hoje é a festa de Santo André apóstolo, uma festa celebrada de maneira solene entre os cristãos de Oriente. Ele foi um dos primeiros jovens em conhecer a Jesus à beira do rio Jordão e em ter longas conversas com Ele. Em seguida procurou seu irmão Pedro, dizendo-lhe «temos encontrado ao Messias» e o levou onde estava Jesus (Jo 2,41). Logo depois, Jesus chamou a esses dois irmãos pescadores amigos seus como lemos no Evangelho de hoje: «Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens» (Mt 4,19). No mesmo povoado, havia outro casal de irmãos, Tiago e João, colegas e amigos daqueles primeiros e, pescadores como eles. Jesus também os chamou para que o seguissem. É maravilhoso ler que eles deixaram tudo e o seguiram “imediatamente”, palavras que se repetem em ambos os casos. Não vamos lhe dizer a Jesus: “depois”, “logo”, “agora tenho muito trabalho...”

Também a cada um de nós —todos os cristãos— Jesus nos pede cada dia que ponhamos todo o que temos e somos ao seu serviço —isso quer dizer, deixar tudo, não ter nada como próprio— para que, vivendo com Ele as tarefas de nosso trabalho profissional e de nossa família, sejamos “pescadores de homens”. O que quer dizer “pescadores de homens”? Uma bonita resposta pode ser um comentário de São João Crisóstomo. Este Pai e Doutor da Igreja, diz que André não sabia explicar-lhe a seu irmão Pedro quem era Jesus, e por isso, «o levou à fonte da luz mesma», que é Jesus Cristo. “Pescar homens” quer dizer ajudar aos que estão ao nosso redor na família e no trabalho para encontrarem a Cristo que é a única luz para nosso caminho.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

HISTÓRIA DOS APÓSTOLOS


MATEUS Seu nome era Levi Bar-Alfeu, ou filho de Alfeu. Matheus era o apelido dado por Jesus, originário de Matajja, isto é, "dom de Deus". Era o cobrador de impostos dos publicanos. É provável que tenha sido o próprio Matheus quem primeiro começou a colocar por escrito as palavras de Cristo, mais tarde. Abandonou o dinheiro para um serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã. "Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os destróem, e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro." Matheus, o rico coletor, respondeu ao chamado do Mestre com entusiasmo. Morreu apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia.

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LEITURA I Is 2, 1-5

O Senhor chama todos os povos à paz eterna do reino de Deus

Leitura do Livro de Isaías

Visão de Isaías, filho de Amós,
acerca de Judá e de Jerusalém:
Sucederá, nos dias que hão-de vir,
que o monte do templo do Senhor
se há-de erguer no cimo das montanhas
e se elevará no alto das colinas.
Ali afluirão todas as nações
e muitos povos acorrerão, dizendo:
«Vinde, subamos ao monte do Senhor,
ao templo do Deus de Jacob.
Ele nos ensinará os seus caminhos
e nós andaremos pelas suas veredas.
De Sião há-de vir a lei
e de Jerusalém a palavra do Senhor».
Ele será juiz no meio das nações
e árbitro de povos sem número.
Converterão as espadas em relhas de arado
e as lanças em foices.
Não levantará a espada nação contra nação,
nem mais se hão-de preparar para a guerra.
Vinde, ó casa de Jacob,
caminhemos à luz do Senhor.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 121 (122), 1-4a.(4b-7).8-9 (R. cf. 1)

Refrão: Vamos com alegria para a casa do Senhor.
(As estrofes terceira e quarta são facultativas)

Alegrei-me quando me disseram:
«Vamos para a casa do Senhor».
Detiveram-se os nossos passos
às tuas portas, Jerusalém.

Jerusalém, cidade bem edificada,
que forma tão belo conjunto!
Para lá sobem as tribos,
as tribos do Senhor.

Segundo o costume de Israel,
para celebrar o nome do Senhor;
ali estão os tribunais da justiça,
os tribunais da casa de David.

Pedi a paz para Jerusalém:
vivam seguros quantos te amam.
Haja paz dentro dos teus muros,
tranquilidade em teus palácios.

Por amor dos meus irmãos e amigos,
pedirei a paz para ti.
Por amor da casa do Senhor nosso Deus,
pedirei para ti todos os bens.




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EVANGELHO Mt 8, 5-11

«Do Oriente e do Ocidente virão muitos para o reino dos Céus»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
ao entrar Jesus em Cafarnaum,
aproximou-se d’Ele um centurião,
que Lhe suplicou, dizendo:
«Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico
e sofre horrivelmente».
Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo».
Mas o centurião respondeu-Lhe:
«Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa;
mas diz uma só palavra
e o meu servo ficará curado.
Porque eu, que não passo dum subalterno,
tenho soldados sob as minhas ordens:
digo a um ‘Vai’ e ele vai; a outro ‘Vem’ e ele vem;
e ao meu servo ‘Faz isto’ e ele faz».
Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado
e disse àqueles que O seguiam:
«Em verdade vos digo:
Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé.
Por isso vos digo:
Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa,
com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus».


Palavra da salvação.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

HISTÓRIA DOS APÓSTOLOS


JOÃO O mais jovem dos apóstolos. Irmão de Thiago Maior. Ocupa um lugar de primeiro plano no elenco dos apóstolos, provavelmente por se assemelhar a mãe, Salomé, mulher enérgica de fé sincera, que mais tarde se uniu aos discípulos de Jesus. Apesar de simples e não instruído, é evidente que o jovem conhecia o ensinamento dos essênios (ordem religiosa de João Batista), o que acentuou suas tendências apocalípticas. Ouvindo a pregação do Batista, João se convenceu da aproximação do Reino de Deus. Ele está entre os mais íntimos de Jesus. Está ao seu lado na hora da ceia. Durante o processo, e o único entre os apóstolos, que assiste à sua morte junto com Nossa Senhora. Conforme uma tradição unânime ele viveu em Éfeso em companhia de Nossa Senhora e sob o Imperador Domiciano, foi colocado dentro de uma caldeira de óleo fervendo, daí saindo ileso, e todavia com a glória de ter dado testemunho. Morreu devido a idade avançada em Éfeso, durante o império de Trajano, e aí foi sepultado.

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LEITURA I Ap 20, 1-4.11 -- 21, 2

«Cada um foi julgado segundo as suas obras. Vi a nova Jerusalém, que descia do Céu»

Leitura do Livro do Apocalipse

Eu, João, vi descer do Céu um Anjo,
que tinha na mão a chave do abismo e uma grande cadeia.
Agarrou o Dragão, a antiga Serpente,
que é o Diabo e Satanás,
e acorrentou-o pelo espaço de mil anos.
Precipitou-o no abismo, que fechou e selou,
para que não seduzisse mais as nações,
até se completarem os mil anos.
Depois disto, tem de ser posto em liberdade por pouco tempo.
Vi então uns tronos, sobre os quais estavam sentados
aqueles a quem foi dado o poder de julgar.
Vi também as almas dos que tinham sido decapitados
por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus,
assim como aqueles que não se tinham prostrado
diante do Monstro e da sua imagem,
nem tinham recebido o seu sinal na fronte ou na mão.
Eles voltaram à vida
e reinaram com Cristo durante mil anos.
Vi depois um grande trono branco
e Aquele que estava nele sentado.
Da sua presença fugiram a terra e o céu,
sem deixarem vestígios.
Vi também os mortos, grandes e pequenos,
de pé diante do trono.
E abriram-se os livros.
Abriu-se também um livro, que era o livro da vida.
Os mortos foram julgados segundo as suas obras,
conforme o que estava escrito nos livros.
O mar restituiu os mortos que nele estavam,
a morte e a sua morada devolveram os mortos que tinham;
e cada um foi julgado segundo as suas obras.
A morte e a sua morada foram lançadas no lago de fogo.
Esta é a segunda morte: o lago de fogo.
E quem não estava escrito no livro da vida
foi lançado no lago de fogo.
Vi então um novo céu e uma nova terra,
porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido
e o mar já não existia.
E vi a cidade santa, a nova Jerusalém,
que descia do Céu, da presença de Deus,
bela como noiva adornada para o seu esposo.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 83 (84), 3.4.5-6a e 8 (Ap 21, 3b)

Refrão: Eis a morada de Deus com os homens!

A minha alma suspira ansiosamente
pelos átrios do Senhor.
O meu ser e a minha carne
exultam no Deus vivo.

Até as aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos,
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus.

Felizes os que moram em vossa casa:
podem louvar-Vos continuamente.
Felizes os que em Vós encontram a sua força,
os que caminham para ver a Deus em Sião.




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EVANGELHO Lc 21, 29-33

«Quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola:
«Olhai a figueira e as outras árvores:
Quando vedes que já têm rebentos,
sabeis que o Verão está próximo.
Assim também, quando virdes acontecer estas coisas,
sabei que está próximo o reino de Deus.
Em verdade vos digo:
Não passará esta geração sem que tudo aconteça.
Passará o céu e a terra,
mas as minhas palavras não passarão».


Palavra da salvação.

Comentário: Albert TAULÉ i Viñas (Barcelona, Espanha)
O Reino de Deus está perto
Hoje, Jesus convida-nos a ver como brota a figueira, símbolo da Igreja que se renova periodicamente graças àquela força interior que Deus lhe comunica (recordemos a alegoria da videira e dos ramos, cf. Jo 15): «Olhai a figueira e todas as árvores. Quando começam a brotar, basta olhá-las para saber que o verão está perto» (Lc 21, 29-30).

O discurso escatológico que lemos nestes dias, segue um estilo profético que distorce deliberadamente a cronologia, de maneira que põe no mesmo plano acontecimentos que hão de acontecer em momentos diversos. O fato de que no fragmento escolhido para a leitura de hoje tenhamos um âmbito muito reduzido, dá-nos pé para pensar que teríamos que entender o que se nos diz como algo dirigido a nós, aqui e agora: «esta geração não passará antes que tudo aconteça» (Lc 21,32). De fato, Origenes comenta: «Tudo isto pode suceder em cada um de nós; em nós pode ficar destruída a morte, definitiva inimiga nossa».

Eu queria falar hoje como os profetas: estamos a ponto de contemplar um grande broto na Igreja. Vede os sinais dos tempos (cf Mt 16,3). Rapidamente ocorrerão coisas muito importantes. Não tenhais medo. Permanecei no vosso lugar. Semeai com entusiasmo. Depois podereis recolher formosas colheitas (cf. Sal 126,6). É verdade que o homem inimigo continuará a semear a discórdia. O mal não ficará separado até ao fim dos tempos (cf. Mt 13,30). Mas o Reino de Deus já está aqui entre nós. E abre caminho, ainda que com muito esforço (cf. Mt 11,12).

O Papa João Paulo II dizia-nos no início do terceiro milênio: «Duc in altum» (cf. Lc 5,4). Às vezes temos a sensação de não fazer nada proveitoso, ou inclusive de retroceder. Mas estas impressões pessimistas procedem de cálculos excessivamente humanos, ou da má imagem que malevolamente difundem de nós alguns meios de comunicação. A realidade escondida, que não faz ruído, é o trabalho constante realizado por todos com a força que nos dá o Espírito Santo.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

HISTÓRIA DOS APÓSTOLOS


TIAGO Filho do pescador, Zebedeu e Salomé. Irmão mais velho do evangelista João. Era chamado "Thiago, o Maior". Os dois irmãos tiveram de Jesus o apelido, entre elogio e reprovação, de "filhos do trovão". Assim como os outros apóstolos, Thiago também foi vítima de perseguição movida pelas autoridades judaicas. Foi jogado no cárcere e flagelado, "alegrando-se muito por ter sido digno de sofrer torturas pelo nome de Jesus." Houve uma segunda perseguição, e uma terceira, ainda mais cruel, desencadeada por Herodes Agripa, para agradar os judeus. Este Herodes, mostrando-se digno do nome do tio, o assassino de João Batista, e do avô Herodes, dito o Grande, que tentou matar Jesus logo que nasceu; por um simples cálculo político, durante as festas pascais de 42 começou a perseguir alguns membros da Igreja. Mandou matar 'a espada' Thiago, irmão de João, e vendo que isto agradava aos judeus, mandou prender Pedro.

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LEITURA I Ap 18, 1-2.21-23; 19, 1-3.9a

«Caiu a grande Babilónia»

Leitura do Livro do Apocalipse

Eu, João, vi outro Anjo descer do Céu,
com tão grande poder
que a terra ficou iluminada com a sua glória.
Ele bradou com voz forte, dizendo:
«Caiu, caiu a grande Babilónia!
Tornou-se morada de demónios,
antro de todos os espíritos impuros,
antro de todas as aves imundas e repelentes».
Depois, um Anjo poderoso
levantou uma pedra semelhante a uma grande mó
e lançou-a ao mar, dizendo:
«Com tal ímpeto será precipitada a grande cidade de Babilónia
e nunca mais será vista.
Nunca mais se ouvirá em ti
a música de harpistas e cantores,
de tocadores de flauta e de trombeta.
Jamais se encontrará em ti artífice algum de qualquer arte,
nem se ouvirá mais em ti o ranger da mó.
Nunca mais brilhará em ti a luz da lâmpada,
nem se ouvirá mais em ti a voz do esposo e da esposa.
Porque os teus comerciantes eram os grandes da terra
e com os teus malefícios se transviaram todas as nações».
Depois disto,
ouvi como que a voz poderosa de uma grande multidão,
que dizia no Céu:
«Aleluia! A salvação, a glória e o poder pertencem ao nosso Deus,
porque os seus juízos são verdadeiros e justos.
Ele condenou a grande meretriz,
que corrompia a terra com a sua imoralidade
e nela fez justiça ao sangue dos seus servos».
E acrescentaram: «Aleluia!
O fumo das chamas vai subindo pelos séculos dos séculos».
Disse-me o Anjo: «Escreve:
‘Felizes os convidados
para o banquete das núpcias do Cordeiro’».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 99 (100), 2.3.4.5 (Ap 19, 9a)

Refrão: Felizes os convidados para a Ceia
das núpcias do Cordeiro.

Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.

Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

Entrai pelas suas portas, dando graças,
penetrai em seus átrios com hinos de louvor,
glorificai-O, bendizei o seu nome.

Porque o Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.




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EVANGELHO Lc 21, 20-28

«Jerusalém será calcada pelos pagãos, até que aos pagãos chegue a sua hora»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos,
sabei que está próxima a sua devastação.
Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes,
os que estiverem dentro da cidade saiam para fora
e os que estiverem nos campos não entrem na cidade.
Porque serão dias de castigo,
nos quais deverá cumprir-se tudo o que está escrito.
Ai daquelas que estiverem para ser mães
e das que andarem a amamentar nesses dias,
porque haverá grande angústia na terra
e indignação contra este povo.
Cairão ao fio da espada,
irão cativos para todas as nações,
e Jerusalém será calcada pelos pagãos,
até que aos pagãos chegue a sua hora.
Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas
e, na terra, angústia entre as nações,
aterradas com o rugido e a agitação do mar.
Os homens morrerão de pavor,
na expectativa do que vai suceder ao universo,
pois as forças celestes serão abaladas.
Então hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem,
com grande poder e glória.
Quando estas coisas começarem a acontecer,
erguei-vos e levantai a cabeça,
porque a vossa libertação está próxima».


Palavra da salvação.

Comentário: Fray Lluc TORCAL Monje del Monastério de Sta. Mª de Poblet (Santa Maria de Poblet, Tarragona, Espanha)
Levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima
Hoje, ao ler este santo Evangelho, como não ver o reflexo do momento presente, cada vez mais cheio de ameaças e mais tingido de sangue? «Na terra, as nações ficarão angustiadas, apavoradas com o bramido do mar e das ondas. As pessoas vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo» (Lc 21,25b-26a). A segunda vinda do Senhor tem sido representada, inúmeras vezes, pelas mais aterrorizadoras imagens, como parece ser neste Evangelho; sempre sob o signo do medo.

Porém, será esta a mensagem que hoje nos dirige o Evangelho? Fiquemos atentos às últimas palavras: «Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima» (Lc 21,28). O núcleo da mensagem destes últimos dias do ano litúrgico não é o medo; mas sim, a esperança da futura libertação, ou seja, a esperança completamente cristã de alcançar a plenitude da vida com o Senhor, na qual participarão, também, nosso corpo e o mundo que nos rodeia. Os acontecimentos narrados tão dramaticamente indicam, de modo simbólico, a participação de toda a criação na segunda vinda do Senhor, como já participou na primeira, especialmente no momento de sua paixão, quando o céu escureceu e a terra tremeu. A dimensão cósmica não será abandonada no final dos tempos, já que é uma dimensão que acompanha o homem desde que entrou no Paraíso.

A esperança do cristão não é enganadora, porque quando essas coisas começarem a acontecer —nos diz o próprio Senhor— «Então, verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem, com grande poder e glória» (Lc 21,27). Não vivamos angustiados perante a segunda vinda do Senhor, a sua Parúsia: meditemos, antes, nas profundas palavras de Santo Agostinho que, já no seu tempo, ao ver os cristãos temerosos frente ao regresso do Senhor, se pergunta: «Como pode a Esposa ter medo do seu Esposo?».

terça-feira, 23 de novembro de 2010

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LEITURA I Ap 14, 14-19

«Chegou a hora de ceifar, porque a seara da terra está madura»

Leitura do Livro do Apocalipse

Eu, João, vi uma nuvem branca,
sobre a qual estava sentado Alguém,
semelhante a um filho do homem,
com uma coroa de ouro na cabeça e uma foice afiada na mão.
Saiu do templo outro Anjo,
que clamava com voz forte
para Aquele que estava sentado sobre a nuvem:
«Mete a tua foice e ceifa;
chegou a hora de ceifar,
porque a seara da terra está madura».
Então o que estava sentado sobre a nuvem
lançou a foice à terra, e a terra foi ceifada.
Depois saiu do templo celeste outro Anjo,
que também tinha uma foice afiada.
Do altar veio ainda outro Anjo,
que tinha poder sobre o fogo,
e gritou com voz forte
para aquele que tinha a foice afiada:
«Mete a tua foice afiada
e vindima os cachos da vinha da terra,
porque as uvas estão maduras».
O Anjo lançou a foice à terra,
vindimou a vinha da terra
e lançou as uvas no grande lagar da ira de Deus.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 95 (96), l0.11-12.13 (R. 13b)

Refrão: O Senhor vem julgar a terra.

Dizei entre as nações:
«O Senhor é Rei».
Sustenta o mundo e ele não vacila,
governa os povos com equidade.

Alegrem-se os céus, exulte a terra,
ressoe o mar e tudo o que ele contém,
exultem os campos e quanto neles existe,
alegrem-se as árvores das florestas.

Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a terra.
Julgará o mundo com justiça
e os povos com equidade.




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EVANGELHO Lc 21, 5-11

«Não ficará pedra sobre pedra»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
comentavam alguns que o templo estava ornado
com belas pedras e piedosas ofertas.
Jesus disse-lhes:
«Dias virão em que, de tudo o que estais a ver,
não ficará pedra sobre pedra:
tudo será destruído».
Eles perguntaram-Lhe:
«Mestre, quando sucederá isto?
Que sinal haverá de que está para acontecer?».
Jesus respondeu:
«Tende cuidado; não vos deixeis enganar,
pois muitos virão em meu nome
e dirão: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’.
Não os sigais.
Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas,
não vos alarmeis:
é preciso que estas coisas aconteçam primeiro,
mas não será logo o fim».
Disse-lhes ainda:
«Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino.
Haverá grandes terramotos
e, em diversos lugares, fomes e epidemias.
Haverá fenómenos espantosos e grandes sinais no céu».


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Antoni ORIOL i Tataret (Vic, Barcelona, Espanha)
Não ficará pedra sobre pedra
Hoje, escutamos com assombro a severa advertência do Senhor: «Admirais essas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra» (Lc 21,6). Essas palavras de Jesus situam-se nas antípodas de uma denominada “cultura do progresso indefinido da humanidade”, ou, se preferimos, de uns quantos cabecilhas técnico-científicos e político-militares da espécie humana, em evolução imparável.

Desde onde? Até onde? Ninguém sabe, nem pode saber, com excepção, em última análise, de uma suposta matéria eterna que nega Deus, usurpando-o dos Seus atributos. Como tentam fazer-nos comungar com rodas de moinho aqueles que recusam comungar com a finitude e precariedade próprias da condição humana!

Nós, os discípulos do Filho de Deus feito homem, de Jesus, escutamos as Suas palavras e, fazendo-as muito nossas, meditamos nelas. Eis que nos diz: «Cuidado para não serdes enganados» (Lc 21,8). Quem no-lo diz é Aquele que veio para dar testemunho da verdade, afirmando que aqueles que são da verdade escutam a Sua voz.

E também nos garante: «Não será logo o fim» (Lc 21,9). O que, por um lado, quer dizer que dispomos de um tempo de salvação e que nos convém aproveitá-lo; e, por outro lado, que, de qualquer modo, o fim virá. Sim, Jesus virá «julgar os vivos e os mortos», como professamos no Credo.

Leitores de Meditando o Evangelho de hoje, queridos irmãos e amigos: em uns versículos mais adiante, do fragmento que agora comento, Jesus anima-nos e consola-nos com estas palavras que, em Seu nome, vos repito: «É pela vossa perseverança que conseguireis salvar a vossa vida!» (Lc 21,19).

Respondendo com a energia de um hino cristão da Catalunha, exortamo-nos uns aos outros: «Perseveremos, pois já tocamos o Céu com a mão!»

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

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LEITURA I Ap 14, 1-3.4b-5

«Tinham gravados na fronte o nome do Cordeiro e o nome de seu Pai»

Leitura do Livro do Apocalipse

Eu, João,
vi o Cordeiro de pé, no monte Sião.
Com Ele estavam os cento e quarenta e quatro mil
que tinham gravados na fronte
o nome do Cordeiro e o nome de seu Pai.
E ouvi uma voz, vinda do Céu,
semelhante ao fragor de águas caudalosas
e ao ribombar de forte trovão;
mas a voz que eu ouvi
era também semelhante ao som de harpistas,
tocando as suas harpas.
Entoavam um cântico novo diante do trono
e na presença dos quatro Seres Vivos e dos Anciãos.
Ninguém podia aprender esse cântico,
senão os cento e quarenta e quatro mil
que foram resgatados da terra.
São aqueles que seguem o Cordeiro
para onde quer que Ele vá.
Foram resgatados de entre os homens
como primícias oferecidas a Deus e ao Cordeiro.
Na sua boca nunca se encontrou mentira:
são irrepreensíveis.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 23 (24), 1-2.3-4.5-6 (R. cf. 6)

Refrão: Esta é a geração dos que procuram o Senhor.

Do Senhor é a terra e o que nela existe,
o mundo e quantos nele habitam.
Ele a fundou sobre os mares
e a consolidou sobre as águas.

Quem poderá subir à montanha do Senhor?
Quem habitará no seu santuário?
O que tem as mãos inocentes e o coração puro,
que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso.

Este será abençoado pelo Senhor
e recompensado por Deus, seu Salvador.
Esta é a geração dos que O procuram,
que procuram a face do Deus de Jacob.





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EVANGELHO Lc 21, 1-4

«Viu uma viúva muito pobre deitar duas pequenas moedas»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
Jesus levantou os olhos
e viu os ricos deitarem na arca do Tesouro as suas ofertas.
Viu também uma viúva muito pobre
deitar duas pequenas moedas.
Então Jesus disse:
«Em verdade vos digo:
Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.
Todos eles deram do que lhes sobrava;
mas ela, na sua penúria,
ofereceu tudo o que possuía para viver».


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Àngel Eugeni PÉREZ i Sánchez (Barcelona, Espanha)
Mas ela, da sua pobreza, ofereceu tudo que tinha para viver
Hoje, como quase sempre, as coisas pequenas passam ignoradas, pequenas esmolas, sacrifícios pequenos, pequenas orações (jaculatórias), mas o que parece pequeno e sem importância constitui muitas vezes a trama e também o remate das obras-primas: tanto das grandes obras de arte como da obra máxima da santidade pessoal.

Pelo fato de essas coisas pequenas passarem desconhecidas, a sua retidão de intenção está garantida: com elas não procuramos o reconhecimento dos outros, nem a glória humana. Só Deus as descobrirá no nosso coração, como só Jesus se apercebeu da generosidade da viúva. É mais do que garantido que a pobre mulher não anunciou o seu gesto com um toque de trompete e até é possível que se envergonhasse bastante e se sentisse ridícula perante o olhar dos ricos, que deitavam grandes donativos no cofre do templo e disso faziam alarde. Porém, a sua generosidade, que a levou a tirar forças da fraqueza no meio da sua indigência, mereceu o elogio do Senhor, que vê o coração das pessoas: «Em verdade, vos digo: esta viúva pobre deu mais do que todos os outros. Pois todos eles depositaram como oferta parte do que tinham de sobra, mas ela, da sua pobreza, ofereceu tudo que tinha para viver» (Lc 21,3-4).

A generosidade da viúva pobre é uma boa lição para nós, discípulos de Cristo. Podemos dar muitas coisas, como os ricos que «depositavam as suas ofertas no cofre» (Lc 21,1), mas nada disso terá valor se só dermos “daquilo que nos sobra”, sem amor e sem espírito de generosidade, sem nos oferecermos a nós próprios. Diz Sto. Agostinho: «Eles punham os olhos nas grandes oferendas dos ricos, louvando-os por isso. Porém, embora tivessem logo visto a viúva, quantos viram aquelas duas moedas?... Ela deu tudo o que possuía. Tinha muito, porque tinha Deus no seu coração. É muito mais ter Deus na alma do que ouro na arca». É bem certo: se somos generosos com Deus, muito mais o será Ele conosco.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

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LEITURA I Ap 10, 8-11

«Tomei o pequeno livro e comi-o»

Leitura do Livro do Apocalipse

A voz do Céu, que eu, João, tinha ouvido,
falou-me novamente, dizendo:
«Vai buscar o livro aberto da mão do Anjo
que está de pé sobre o mar e sobre a terra».
Fui ter com o Anjo
e pedi-lhe que me desse o pequeno livro.
Ele disse-me:
«Toma-o e come-o:
no estômago, ele será amargo,
mas na boca, ele será doce como o mel».
Tomei o pequeno livro da mão do Anjo e comi-o:
na minha boca era doce como o mel;
mas depois de o engolir, amargou-me no estômago.
Então disseram-me:
«Tens de profetizar novamente
contra muitos povos, nações, línguas e reis».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 14 e 24.72 e 103.111 e 131 (R. 103a)

Refrão: As vossas palavras, Senhor,
são mais doces que o mel.

Sinto mais alegria em seguir as vossas ordens
do que em todas as riquezas.
As vossas ordens são as minhas delícias
e os vossos decretos meus conselheiros.

Para mim vale mais a lei da vossa boca
do que milhões em prata e ouro.
Como são doces ao meu paladar as vossas palavras,
mais que o mel para a minha boca.

As vossas ordens são a minha herança eterna,
são elas que dão alegria ao meu coração.
Eu abro a minha boca e aspiro,
porque estou ávido dos vossos mandamentos.





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EVANGELHO Lc 19, 45-48

«Fizestes da casa do Senhor um covil de ladrões»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
Jesus entrou no templo
e começou a expulsar os vendedores,
dizendo-lhes:
«Está escrito: ‘A minha casa é casa de oração’;
e vós fizestes dela ‘um covil de ladrões’».
Jesus ensinava todos os dias no templo.
Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os chefes do povo
procuravam dar-Lhe a morte,
mas não encontravam o modo de o fazer,
porque todo o povo ficava maravilhado quando O ouvia.


Palavra da salvação.

Comentário: P. Josep LAPLANA OSB Monje de Montserrat (Montserrat, Barcelona, Espanha)
Minha casa será casa de oração
Hoje, o gesto de Jesus é profético. À maneira dos antigos profetas, realiza uma ação simbólica, cheia de significado face ao futuro. Ao expulsar do templo os mercadeiros, que faziam negócio com as vítimas destinadas a servir de oferenda, e ao indicar que «a casa de Deus será casa de oração» (Is 56,7), Jesus anunciava a nova situação, que Ele vinha inaugurar, em que os sacrifícios de animais já não tinham lugar. São João definirá a nova relação de culto como uma «adoração ao Pai em espírito e verdade» (Jn 4,24). A figura deve dar lugar à realidade. Santo Tomás de Aquino dizia poeticamente «Et antiquum documentum / novo cedat ritui (Que o Antigo Testamento ceda o lugar ao Novo Rito)».

O Novo Rito é a palavra de Jesus. Por isso, São Lucas associou à cena da purificação do templo a apresentação de Jesus, nele pregando cada dia. O novo culto centra-se na oração e na escuta da Palavra de Deus. Mas, na realidade, o centro do centro da instituição cristã é a própria pessoa viva de Jesus, com a sua carne entregue e o seu sangue derramado na cruz e oferecidos na Eucaristia. Também Santo Tomás o destaca de modo muito belo: «Recumbens com fratribus (...) se dat suis manibus» («Sentado à mesa com os irmãos (...) dá-se a si mesmo com as suas próprias mãos»).

No Novo Testamento, inaugurado por Jesus, já não são necessários nem bois nem vendedores de cordeiros. Tal como «todo o povo ficava fascinado ao ouvi-lo falar» (Lc 19,48), também nós não temos de ir ao templo para imolar vítimas, mas para receber Jesus, o autêntico cordeiro imolado por nós, de uma vez para sempre (cf. He 7,27), e para unir a nossa vida à de Jesus.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

<< Aliemento Diário >>

LEITURA I Ap 4, 1-11

«Santo, Santo, Santo, Senhor Deus omnipotente, Aquele que é, que era e que há-de vir!»

Leitura do Livro do Apocalipse

Eu, João, vi uma porta aberta no Céu
e a voz que antes ouvira falar-me como uma trombeta, dizia:
«Sobe até aqui
e eu te mostrarei o que vai acontecer depois disto».
Imediatamente caí em êxtase
e vi um trono colocado no Céu,
sobre o qual Alguém estava sentado.
Aquele que estava sentado
tinha o aspecto resplandecente
como a pedra de jaspe e cornalina
e um arco-íris circundava o trono,
com reflexos de esmeralda.
À volta deste trono, havia vinte e quatro tronos,
em que estavam sentados vinte e quatro anciãos,
vestidos de branco e com coroas de ouro na cabeça.
Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões
e diante dele brilhavam sete lâmpadas de fogo,
que são os sete Espíritos de Deus.
Diante do trono havia como que um mar
transparente como o cristal.
No meio do trono e ao seu redor,
vi quatro Seres Vivos cheios de olhos à frente e atrás.
O primeiro Ser Vivo era semelhante a um leão,
o segundo a um novilho,
o terceiro tinha o rosto como o de um homem
e o quarto era semelhante a uma águia em pleno voo.
Cada um dos quatro Seres Vivos tinha seis asas
e estavam cheios de olhos a toda a volta e por dentro.
E não cessavam de clamar dia e noite:
«Santo, Santo, Santo, Senhor Deus omnipotente,
Aquele que é, que era e que há-de vir!».
E sempre que os Seres Vivos dão glória, honra e acção de graças
Àquele que está sentado no trono
e que vive pelos séculos dos séculos,
os vinte e quatro anciãos prostram-se
diante d’Aquele que está sentado no trono,
adoram Aquele que vive pelos séculos dos séculos
e depõem as suas coroas diante do trono, dizendo:
«Sois digno, Senhor, nosso Deus,
de receber a honra, a glória e o poder,
porque fizestes todas as coisas
e pela vossa vontade existem e foram criadas».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 150, 1-2.3-4.5-6 (R. Ap 4, 8b)

Refrão: Santo, santo, santo,
Senhor Deus do universo.
Louvai o Senhor no seu santuário,
louvai-O no seu majestoso firmamento.
Louvai-O pela grandeza das suas obras,
louvai-O pela sua infinita majestade.

Louvai-O ao som da trombeta,
louvai-O ao som da lira e da cítara.
Louvai-O com o tímpano e com a dança,
louvai-O ao som da harpa e da flauta.

Louvai o Senhor,
louvai-O com címbalos sonoros.
Louvai-O com címbalos retumbantes.
Tudo quanto respira louve o Senhor.




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EVANGELHO Lc 19, 11-28

«Porque não entregaste ao banco o meu dinheiro?»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
disse Jesus uma parábola, porque estava perto de Jerusalém
e eles pensavam que o reino de Deus
ia manifestar-se imediatamente.
Então Jesus disse:
«Um homem nobre foi para uma região distante,
a fim de ser coroado rei e depois voltar.
Antes, porém, chamou dez dos seus servos
e entregou-lhes dez minas, dizendo:
‘Fazei-as render até que eu volte’.
Ora os seus concidadãos detestavam-no
e mandaram uma delegação atrás dele para dizer:
‘Não queremos que ele reine sobre nós’.
Quando voltou, investido do poder real,
mandou chamar à sua presença
os servos a quem entregara o dinheiro,
para saber o que cada um tinha lucrado.
Apresentou-se o primeiro e disse:
‘Senhor, a tua mina rendeu dez minas’.
Ele respondeu-lhe:
‘Muito bem, servo bom!
Porque foste fiel no pouco,
receberás o governo de dez cidades’.
Veio o segundo e disse-lhe:
‘Senhor, a tua mina rendeu cinco minas’.
A este respondeu igualmente:
‘Tu também, ficarás à frente de cinco cidades’.
Depois veio o outro e disse-lhe:
‘Senhor, aqui está a tua mina, que eu guardei num lenço,
pois tive medo de ti, que és homem severo:
levantas o que não depositaste e colhes o que não semeaste’.
Disse-lhe o senhor:
‘Servo mau, pela tua boca te julgo.
Sabias que sou homem severo,
que levanto o que não depositei e colho o que não semeei.
Então, porque não entregaste ao banco o meu dinheiro?
No meu regresso tê-lo-ia recuperado com juros’.
Depois disse aos presentes:
‘Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem dez’.
Eles responderam-lhe:
‘Senhor, ele já tem dez minas!’.
O rei respondeu:
‘Eu vos digo:
A todo aquele que tem se dará mais,
mas àquele que não tem, até o que tem lhe será tirado.
Quanto a esses meus inimigos, que não me quiseram como rei,
trazei-os aqui e degolai-os na minha presença’».
Dito isto, Jesus seguiu, à frente do povo, para Jerusalém.


Palavra da salvação.

Comentário: P. Pere SUÑER i Puig SJ (Barcelona, Espanha)
Negociai com isto até que eu volte
Hoje, o Evangelho propõe-nos a parábola das minas: uma quantidade de dinheiro que aquele nobre repartiu entre seus servos, antes de partir de viagem. Primeiro fixemo-nos na ocasião que provoca a parábola de Jesus. Ele ia subindo para Jerusalém, onde o esperava a paixão e a conseqüente ressurreição. Os discípulos «pensavam que o Reino de Deus ia se manifestar logo» (Lc 19,11). É nessas circunstâncias que Jesus propõe esta parábola. Com ela, Jesus ensina-nos que temos que fazer render os dons e qualidades que Ele nos deu, isto é, que nos deixou a cada um. Não são nossos de maneira que possamos fazer com eles o que queiramos. Ele deixou-nos esses dons para que os façamos render. Os que fizeram render as minas - mais ou menos - são louvados e premiados pelo seu Senhor. É o servo preguiçoso, que guardou o dinheiro num lenço sem o fazer render, é o que é repreendido e condenado.

O cristão, pois, tem que esperar,claro está, o regresso do seu Senhor, Jesus. Mas com duas condições, se quer que o encontro seja amigável. A primeira condição é que afaste a curiosidade doentia de querer saber a hora da solene e vitoriosa volta do Senhor. Virá, diz em outro lugar, quando menos o pensemos. Fora, por tanto, as especulações sobre isto! Esperamos com esperança, mas numa espera confiada sem doentia curiosidade. A segunda condição, é que não percamos o tempo. A esperança do encontro e do final gozoso não pode ser desculpa para não tomarmos a sério o momento presente. Precisamente, porque a alegria e o gozo do encontro final será tanto melhor quanto maior for a colaboração que cada um tiver dado pela causa do reino na vida presente.

Não falta, também aqui, a grave advertência de Jesus aos que se revelam contra Ele: «E quanto a esses meus inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente» (Lc 19,27)


HISTÓRIA DOS APÓSTOLOS


ANDRÉ Era irmão de Simão Pedro, e como ele, pescador em Cafarnaum. Dos doze, o primeiro a ser tirado das tranqüilas e fecundas águas do lago de Tiberíades para receber o título de pescador de homens, foi justamente André, seguido logo de João. André foi também o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre. A respeito de seu martírio, não há informação certa. Há informações que foi crucificado em uma cruz de braços iguais.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

HISTÓRIA DOS APÓSTOLOS


PEDRO O mais velho dos discípulos. Pescador, originário de Betsaida. Seu nome original Simão Bar-Jonas, isto é, "filho de Jonas", ou "filho de João". Jesus o apelidou como "Cefas", que significa "Pedra". Em grego, foi traduzido como "Petros", até o original Pedro. Tinha um caráter impetuoso, porém, era o mais apavorado. Era Pedro que respondia sempre pelos discípulos. Era ligado a Jesus, mais do que todos os outros discípulos. Vivia em Cafarnaum com o irmão, André, sua mulher e sua sogra. Jesus morou com Pedro por muito tempo.

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LEITURA I Ap 3, 1-6.14-22

«Se alguém Me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele»

Leitura do Livro do Apocalipse

Eu, João, ouvi o Senhor que me dizia:
«Ao Anjo da Igreja de Sardes, escreve:
‘Eis o que diz Aquele que tem os sete Espíritos de Deus
e as sete estrelas:
Conheço as tuas obras.
És considerado vivo, mas estás morto.
Desperta e reanima esses restos de vida moribunda,
pois verifico que as tuas obras
não são perfeitas aos olhos do meu Deus.
Lembra-te como aceitaste a palavra que ouviste;
guarda-a e arrepende-te.
Se não despertares, virei como o ladrão,
sem que saibas a hora em que virei ao teu encontro.
Todavia, tens em Sardes
algumas pessoas que não mancharam as suas vestes:
elas Me acompanharão, vestidas de branco, porque são dignas.
O vencedor será revestido de vestes brancas;
não apagarei o seu nome do livro da vida,
mas reconhecê-lo-ei diante de meu Pai e dos seus Anjos’.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas.
Ao Anjo da Igreja de Laodiceia, escreve:
‘Assim fala o Amen, a Testemunha fiel e verdadeira,
o Princípio das criaturas de Deus:
Conheço as tuas obras: não és frio nem quente;
antes fosses frio ou quente.
Mas porque és morno, isto é, nem frio nem quente,
estou quase a vomitar-te da minha boca.
Tu dizes: “Sou rico, tenho fortuna e não preciso de nada”,
e não sabes que és infeliz, pobre, cego e nu.
Aconselho-te a comprar de Mim ouro purificado pelo fogo
para te enriqueceres,
roupas brancas para te cobrires e ocultares a tua vergonhosa nudez
e colírio para ungires os olhos e recuperares a vista.
Eu repreendo e castigo aqueles que amo.
Sê zeloso e arrepende-te.
Eu estou à porta e chamo.
Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta,
entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.
Ao vencedor fá-lo-ei sentar-se comigo no meu trono,
como Eu também fui vencedor
e estou sentado com meu Pai no seu trono’.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 14 (15), 2-3ab.3cd-4ab.5 (R. Ap 3, 21)

Refrão: O vencedor sentar-se-á comigo no meu trono.

O que vive sem mancha e pratica a justiça
e diz a verdade que tem no seu coração
e guarda a sua língua da calúnia.

O que não faz mal ao seu próximo,
nem ultraja o seu semelhante,
o que tem por desprezível o ímpio,
mas estima os que temem o Senhor.

O que não falta ao juramento mesmo em seu prejuízo
e não empresta dinheiro com usura,
nem aceita presentes para condenar o inocente.
Quem assim proceder jamais será abalado.





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EVANGELHO Lc 19, 1-10

«O Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
Jesus entrou em Jericó e começou a atravessar a cidade.
Vivia ali um homem rico chamado Zaqueu,
que era chefe de publicanos.
Procurava ver quem era Jesus,
mas, devido à multidão, não podia vê-l’O,
porque era de pequena estatura.
Então correu mais à frente e subiu a um sicómoro,
para ver Jesus, que havia de passar por ali.
Quando Jesus chegou ao local,
olhou para cima e disse-lhe:
«Zaqueu, desce depressa,
que Eu hoje devo ficar em tua casa».
Ele desceu rapidamente
e recebeu Jesus com alegria.
Ao verem isto, todos murmuravam, dizendo:
«Foi hospedar-Se em casa dum pecador».
Entretanto, Zaqueu apresentou-se ao Senhor, dizendo:
«Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens
e, se causei qualquer prejuízo a alguém,
restituirei quatro vezes mais».
Disse-lhe Jesus:
«Hoje entrou a salvação nesta casa,
porque Zaqueu também é filho de Abraão.
Com efeito, o Filho do homem veio procurar e salvar
o que estava perdido».


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Enric RIBAS i Baciana (Barcelona, Espanha)
O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido
Hoje, Zaqueu sou eu. Esse personagem era rico e chefe dos publicanos; eu tenho mais do que necessito e também muitas vezes atuo como um publicano e esqueço-me de Cristo. Jesus, entre a multidão, procura Zaqueu; hoje, no meio deste mundo, precisamente procura-me a mim: «Desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa»(Lc 19,5).

Zaqueu deseja ver a Jesus; não o conseguirá sem esforçar-se e sobe a árvore. Quisera eu ver tantas vezes a ação de Deus! Mas não sei se estou verdadeiramente disposto a fazer o ridículo obrando como Zaqueu. A disposição do chefe de publicanos de Jericó é necessária para que Jesus possa agir; se não se apressa, pode perder a única oportunidade de ser tocado por Deus e assim, ser salvado. Possívelmente, eu tive muitas ocasiões de encontrar-me com Jesus, e talvez vendo que já era hora de ser corajoso, de sair de casa, de encontrar-me com Ele e de convidá-lo a entrar no meu interior, para que Ele possa dizer também de mim: «Hoje aconteceu a salvação para esta casa, porque também este é um filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido» (Lc 19,9-10).

Zaqueu deixa entrar a Jesus na sua casa e no seu coração, ainda que não se sente digno dessa visita. Nele a conversão é total: começa pela renúncia à ambição de riquezas, continua com o propósito de partilhar os seus bens e termina com uma vontade firme de fazer justiça, corrigir os pecados que cometeu. Pode que Jesus me este pedindo algo parecido desde faz tempo, mas eu não quero escutar e faço ouvidos surdos; necessito converter-me.

Dizia São Máximo: «Nada há mais querido e agradável a Deus como a conversão dos homens a Ele com um arrependimento sincero». Que Ele me ajude hoje a fazê-lo realidade.


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

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LEITURA I 2 Jo 4-9

«Quem permanece na doutrina, esse possui o Pai e o Filho»

Leitura da Segunda Epístola de São João

Senhora eleita de Deus:
Muito me alegrei por saber que os teus filhos
vivem no caminho da verdade,
segundo o mandamento que recebemos do Pai.
E agora, Senhora, peço-te,
não como quem escreve um mandamento novo,
mas aquele que tivemos desde o princípio:
amemo-nos uns aos outros.
Ora o amor consiste em viver segundo os seus mandamentos.
Este é o mandamento que ouvistes desde o princípio
e segundo o qual deveis viver.
Apareceram no mundo muitos sedutores,
os quais não professam a fé em Jesus feito homem.
Este é o sedutor e o anticristo.
Tende cuidado convosco,
para não perderdes os frutos do nosso trabalho,
mas, pelo contrário, para receberdes a plena recompensa.
Quem se afasta e não permanece na doutrina de Cristo
não possui a Deus.
Quem permanece na doutrina,
esse possui o Pai e o Filho.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 1-2. 10-11.17-18 (R. 1b)

Refrão: Ditoso o que anda na lei do Senhor.

Felizes os que seguem o caminho perfeito
e andam na lei do Senhor.
Felizes os que observam as suas ordens
e O procuram de todo o coração.

De todo o coração Vos procuro,
não me deixeis afastar dos vossos mandamentos.
Conservo a vossa palavra dentro do coração,
para não pecar contra Vós.

Fazei bem ao vosso servo:
viverei e cumprirei a vossa palavra.
Abri, Senhor, os meus olhos
para ver as maravilhas da vossa lei.




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EVANGELHO Lc 17, 26-37

«No dia em que Se manifestar o Filho do homem»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Como sucedeu nos dias de Noé,
assim será também nos dias do Filho do homem:
Comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento,
até ao dia em que Noé entrou na arca.
Então veio o dilúvio, que os fez perecer a todos.
Do mesmo modo sucedeu nos dias de Lot:
Comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construiam.
Mas no dia em que Lot saiu de Sodoma,
Deus mandou do céu uma chuva de fogo e enxofre,
que os fez perecer a todos.
Assim será no dia em que Se manifestar o Filho do homem.
Nesse dia, quem estiver no terraço e tiver coisas em casa
não desça para as tirar;
e quem estiver no campo não volte atrás.
Lembrai-vos da mulher de Lot.
Quem procurar salvar a vida há-de perdê-la
e quem a perder há-de salvá-la.
Eu vos digo que, nessa noite, estarão dois num leito:
um será tomado e o outro deixado;
estarão duas mulheres a moer juntamente:
uma será tomada e a outra deixada».
Então os discípulos perguntaram a Jesus:
«Senhor, onde será isto?».
Ele respondeu-lhes:
«Onde estiver o corpo, aí se juntarão os abutres».


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Enric PRAT i Jordana (Sort, Lleida, Espanha)
Quem procurar salvar a vida, vai perdê-la; e quem a perder, vai salvá-la.
Hoje, no contexto predominante de uma cultura materialista, muitos agem como nos tempos de Noé: «Comiam, bebiam, homens e mulheres casavam-se»(Lc 17,28);acontecerá como nos dias de Ló: Comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam» (Lc 17,28). Com uma visão tão míope, a aspiração suprema de muitos reduz-se a sua própria vida física temporal e, em conseqüência, todo seu esforço orienta-se a conservar essa vida, a protege-la e enriquecê-la.

No fragmento do Evangelho que estamos comentando, Jesus quer sair ao passo dessa concepção fragmentária da vida que mutila ao ser humano e o leva à frustação. E o faz mediante uma sentença séria e contundente, capaz de remover as consciências e de obrigar a fazer perguntas fundamentais: «Quem procurar salvar a vida, vai perdê-la; e quem a perder, vai salvá-la». (Lc 17,33). Meditando sobre este ensino de Jesus Cristo, diz São Agostinho: «Que dizer, então? Pereceram todos os que fazem essas coisas, isto é, quem se casa, plantam videiras e edificam? Não eles, senão quem presumem dessas coisas, quem antepõem essas coisas a Deus, quem estão dispostos a ofender a Deus ao instante por essas coisas».

De fato, quem perde a vida por conservá-la senão aquele que viveu exclusivamente na carne, sem deixar aflorar o espirito; ou ainda mais, aquele que vive ensimesmado, ignorando por completo aos demais? Porque é evidente que a vida na carne se perde necessariamente e, que a vida no espírito, se não se compartilha, debilita-se

Toda a vida, por ela mesma, tende naturalmente ao crescimento, à exuberância, à frutificação e a reprodução. Pelo contrário, se é seqüestrada e encerrada no intento de apodera-se afanosa e exclusivamente, murcha-se, esteriliza-se e morre. Por esse motivo, todos os santos, tomando como modelo a Jesus, que viveu intensamente para Deus e para os homens, deram generosamente sua vida de multiformes maneiras ao serviço de Deus e de seus semelhantes.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

<< Alimento Diário >>

LEITURA I Ez 47, 1-2.8-9.12
«Vi a água sair do templo e todos aqueles a quem chegou esta água foram salvos» (Ant. Vidi aquam)
Leitura da Profecia de Ezequiel
Naqueles dias,o Anjo reconduziu-me à entrada do templo.Debaixo do limiar da porta saía água em direcção ao Oriente,pois a fachada do templo estava voltada para o Oriente.As águas corriam da parte inferior,do lado direito do templo, ao sul do altar.O Anjo fez-me sair pela porta setentrionale contornar o templo por fora,até à porta exterior que está voltada para o Oriente.As águas corriam do lado direito.O Anjo disse-me:«Esta água corre para a região oriental,desce para Arabá e entra no mar,para que as suas águas se tornem salubres.Todo o ser vivo que se move na água onde chegar esta torrenteterá novo alentoe o peixe será mais abundante.Porque aonde esta água chegar,tornar-se-ão sãs as outras águase haverá vida por toda a parte aonde chegar esta torrente.À beira da torrente, nas duas margens,crescerá toda a espécie de árvores de frutoa sua folhagem não murchará, nem acabarão os seus frutos.Todos os meses darão frutos novos,porque as águas vêm do santuário.Os frutos servirão de alimento e as folhas de remédio».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 45 (46), 2-3.5-6.8-9 (R. 5)
Refrão: Os braços dum rio alegram a cidade de Deus,a morada santa do Altíssimo.
Deus é o nosso refúgio e a nossa força,auxílio sempre pronto na adversidade.Por isso nada receamos ainda que a terra vacilee os montes se precipitem no fundo do mar.Os braços dum rio alegram a cidade de Deus,a mais santa das moradas do Altíssimo.Deus está no meio dela e a torna inabalável,Deus a protege desde o romper da aurora.O Senhor dos Exércitos está connosco,o Deus de Jacob é a nossa fortaleza.Vinde e contemplai as obras do Senhor,as maravilhas que realizou na terra.
LEITURA II 1 Cor 3, 9c-11.16-17
«Vós sois templo de Deus»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:Vós sois edifício de Deus.Segundo a graça de Deus que me foi dada,eu, como sábio arquitecto, coloquei o alicercee outro levanta o edifício.Veja cada um como constrói:ninguém pode colocar outro alicercealém do que está posto, que é Jesus Cristo.Não sabeis que sois templo de Deuse que o Espírito de Deus habita em vós?Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá.Porque o templo de Deus é santoe vós sois esse templo.
Palavra do Senhor.
EVANGELHO Jo 2, 13-22
«Falava do templo do seu Corpo»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Estava próxima a Páscoa dos judeuse Jesus subiu a Jerusalém.Encontrou no temploos vendedores de bois, de ovelhas e de pombase os cambistas sentados às bancas.Fez então um chicote de cordase expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os boisdeitou por terra o dinheiro dos cambistase derrubou-lhes as mesase disse aos que vendiam pombas:«Tirai tudo isto daquinão façais da casa de meu Pai casa de comércio».Os discípulos recordaram-se do que estava escrito:«Devora-me o zelo pela tua casa».Então os judeus tomaram a palavra e perguntaram-Lhe:«Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?».Jesus respondeu-lhes:«Destruí este templo e em três dias o levantarei».Disseram os judeus:«Foram precisos quarenta e seis anos para construir este temploe Tu vais levantá-lo em três dias?».Jesus, porém, falava do templo do seu Corpo.Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos,os discípulos lembraram-se do que tinha ditoe acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus.
Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Joaquim MESEGUER García (Sant Quirze del Vallès, Barcelona, Espanha)
Destruí este templo, e em três dias eu o reerguerei
Hoje, nesta festa universal da Igreja, lembramos que obstante Deus não pode ser contido entre as paredes de nenhum edifício do mundo, desde muito tempo atrás o ser humano sentiu a necessidade de reservar espaços que favoreçam o encontro pessoal e comunitário com Deus. No início do cristianismo, os locais de encontro com Deus eram as casas particulares, nas que reuniam-se as comunidades para a oração e a fração do pão. A comunidade reunida era — como também é hoje—o templo santo de Deus. Com o passar do tempo, as comunidades foram construindo edifícios dedicados às reuniões litúrgicas, a predicação da Palavra e a oração. E assim como no cristianismo, com o passo da perseguição à liberdade religiosa no Império Romano, apareceram as grandes basílicas, entre elas São João de Letran, a catedral de Roma.São João de Letran é o símbolo da unidade de todas as Igrejas do mundo com a Igreja de Roma e, por isso esta basílica ostenta o título de Igreja principal e mãe de todas as Igrejas. Sua importância é superior à da mesma Basílica de São Pedro do Vaticano, pois na realidade esta não é uma catedral, senão um santuário sobre o túmulo de São Pedro e o local de residência atual do Papa que, como Bispo de Roma, tem na Basílica Lateranense sua catedral.Mas não podemos perder de vista que o verdadeiro local de encontro do homem com Deus, o autêntico templo, é Jesus Cristo. Por isso, Ele tem plena autoridade para purificar a casa do seu Pai e pronunciar estas palavras: «Destruí este templo, e em três dias eu o reerguerei» (Jo 2,19). Graças à entrega da sua vida por nós, Jesus Cristo fez dos crentes um templo vivo de Deus. Por esse motivo, a mensagem cristã lembra-nos que toda pessoa humana é sagrada, está habitada por Deus e, não podemos profana-la usando-a como um meio.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

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LEITURA I Tito 1, 1-9
«Estabelecerás anciãos,segundo as minhas instruções»
Início da Epístola do apóstolo São Paulo a Tito
Paulo, servo de Deus, Apóstolo de Jesus Cristo,para levar os eleitos de Deus à fée ao conhecimento da verdade conforme à piedade,na esperança da vida eterna.Antes dos tempos antigos,Deus, que não mente, prometeu esta vida eterna,e no tempo determinado manifestou a sua palavra,através da mensagem que me foi confiadapor ordem de Deus, nosso Salvador.A Tito, meu verdadeiro filho segundo a nossa fé comum,a graça e a paz de Deus nosso Paie de Jesus Cristo, nosso Salvador!Eu deixei-te em Creta,para acabares de organizar o que faltavae estabeleceres anciãos em cada cidade,segundo as minhas instruções.O ancião deve ser irrepreensível, casado uma só vez;e os seus filhos sejam fiéis,sem fama de maus costumes ou insubordinação.O dirigente da comunidade, como administrador da casa de Deus,tem de ser irrepreensível;não pode ser arrogante, nem colérico,nem amigo do vinho, nem conflituoso,nem ávido de lucros desonestos.Pelo contrário, deve ser hospitaleiro, amigo do bem,ponderado, justo, piedoso, disciplinado.Deve ser de tal modo fiel na exposição da palavra,conforme ao ensino recebido,que seja capaz, não só de exortar na sã doutrina,mas também de refutar os que a contradizem.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 23 (24), 1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6)
Refrão: Esta é a geração dos que procuram o Senhor.
Do Senhor é a terra e o que nela existe,o mundo e quantos nele habitam.Ele a fundou sobre os marese a consolidou sobre as águas.Quem poderá subir à montanha do Senhor?Quem habitará no seu santuário?O que tem as mãos inocentes e o coração puro,o que não invocou o seu nome em vão.Este será abençoado pelo Senhore recompensado por Deus, seu Salvador.Esta é a geração dos que O procuram,que procuram a face de Deus.
EVANGELHO Lc 17, 1-6
«Se sete vezes vier ter contigo e te disser: ‘Estou arrependido’, tu lhe perdoarás»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,disse Jesus aos seus discípulos:«É inevitável que haja escândalos;mas ai daquele que os provoca.Melhor seria para eleque lhe atassem ao pescoço uma mó de moinhoe o atirassem ao mar,do que ser ocasião de pecado para um só destes pequeninos.Tende cuidado.Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o,e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.Se te ofender sete vezes num diae sete vezes vier ter contigo e te disser: ‘Estou arrependido’,tu lhe perdoarás».Os Apóstolos disseram ao Senhor:«Aumenta a nossa fé».O Senhor respondeu:«Se tivésseis fé como um grão de mostarda,diríeis a esta amoreira:‘Arranca-te daí e vai plantar-te no mar’,e ela vos obedeceria».
Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Pedro-José YNARAJA i Díaz (El Montanyà, Barcelona, Espanha)
Se pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti (...) perdoa-lhe
Hoje, o Evangelho nos fala de três temas importantes. Em primeiro lugar, da nossa atitude perante as crianças. Se em outras ocasiões elogiaram a infância, nesta somos advertidos do mal que podemos ocasionar-lhes.Escandalizar não é alvoroçar ou estranhar, como às vezes se entende; a palavra grega usada pelo evangelista foi “skandalon”, que significa objeto que faz tropeçar ou escorregar, uma pedra no caminho ou uma casca de banana, para ficar mais claro. Devemos respeitar as crianças e, «É inevitável que surjam ocasiões de pecado, mas ai daquele que as provoca!» (cf. Lc 17,1). Jesus lhe anuncia um castigo tremendo e o faz com uma imagem muito eloquente. Ainda se encontram na Terra Santa pedras de moinhos antigas; é uma espécie de grandes diabolôs (são parecidas também, em tamanho maior, aos colares que se colocam no pescoço aos traumatizados). Introduzir a pedra no escandalizador e tira-la na água expressa um terrível castigo. Jesus utiliza uma linguajem quase de humor negro. Pobres de nós se danamos as crianças! Pobres de nós se os iniciamos no pecado! E há muitas formas de prejudicá-los: mentir, ambicionar, triunfar injustamente, se dedicar a necessidades que satisfarão sua vaidade...Em segundo lugar, o perdão. Jesus nos pede que perdoemos tantas vezes como seja necessário e, ainda no mesmo dia, se o outro está arrependido, apesar de que nos magoe a alma: «Se teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se arrepender, perdoa-lhe» (Lc 17,3). O termômetro da caridade é a capacidade de perdoar.Em terceiro lugar, a fé: Mais que uma riqueza do entendimento (no sentido meramente humano), é um “estado de ânimo”, fruto da experiência de Deus, de poder obrar contando com sua confiança. «A fé é o início da verdadeira vida», diz São Inácio de Antioquia. Quem age com fé consegue coisas assombrosas, assim a expressa o Senhor ao dizer: «Se tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria» (Lc 17,6).

sábado, 6 de novembro de 2010

Campanha Criança Feliz: entrega dos brinquedos

Finalmente divulgo as fotos da nossa campanha de arrecadação de brinquedos Crianças Feliz. Foram doados mais de 300 brinquedos novos e usados pela comunidade da paróquia Santuário Nossa Senhora do Trabalho (Porto Alegre - RS) durante os meses de julho e outubro. A maior parte foi entregue diretamente para as 130 crianças e jovens do Educandário São Luis, uma obra guanelliana que fica ao lado do Santuário e atende crianças e adolescentes carentes oferecendo reforço escolar, alimentação, prática de esportes, aula de catequese e outras atividades. A foto acima mostra os integrantes do Filhos da Providência durante a tarde de sábado (09/10) em que separamos, organizamos e embrulhamos os brinquedos doados.

Aproveito para agradecer a toda a comunidade do Santuário que colaborou inteiramente com a campanha e nos surprendeu com a quantidade de doações. Agradeço ao CLJ que organizou essa empreitada com o nosso grupo e também aos padre e irmãos Servos da Caridade que nos auxiliaram muito e cederam espaço para guardamos os brinquedos durante todos esses meses. E por último agradeço a diretora do Educandário São Luís, Liane Arenare, que colaborou desde o início com esse projeto e foi fundamentel para que tudo desse certo. Muito obrigado a todos e que Deus os abençõe!

Os brinquedos que sobraram serão doados para outra instituição até o fim do ano. Fiquem de olho no blog que divulgaremos essa última entrega. Abaixo seguem as fotos que tiramos com as turmas do Educandário no dia 13 de outubro, quando foram entregues os presentes de dia da criança junto com balas e picolés doados pelas senhoras do grupo guanelliano Esperança.




Que Nossa Senhora Aparecida, padroeira da campanha, cubra a todos nós com seu manto de amor!


Postado por Patrick

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

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LEITURA I Filip 3, 17 -- 4, 1

«Esperamos o nosso Salvador, que transformará o nosso corpo miserável, para o tornar semelhante ao seu corpo glorioso»

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses

Irmãos:
Sede meus imitadores
e ponde os olhos naqueles
que procedem segundo o modelo que tendes em nós.
Porque há muitos,
de quem tenho falado várias vezes
e agora falo a chorar,
que procedem como inimigos da cruz de Cristo.
O fim deles é a perdição:
têm por deus o ventre,
orgulham-se da sua vergonha
e só apreciam as coisas terrenas.
Mas a nossa pátria está nos Céus,
donde esperamos, como Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
que transformará o nosso corpo miserável,
para o tornar semelhante ao seu corpo glorioso,
pelo poder que Ele tem
de sujeitar a Si todo o universo.
Portanto, meus amados e queridos irmãos,
minha alegria e minha coroa,
permanecei firmes no Senhor.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 121 (122), 1-2.3-4a.4b-5 (R. 1)

Refrão: Vamos com alegria para a casa do Senhor.
Ou: Aleluia.
Alegrei-me quando me disseram:
«Vamos para a casa do Senhor».
Detiveram-se os nossos passos
às tuas portas, Jerusalém.

Jerusalém, cidade bem edificada,
que forma tão belo conjunto!
Para lá sobem as tribos,
as tribos do Senhor.

Segundo o costume de Israel,
para celebrar o nome do Senhor;
ali estão os tribunais da justiça,
os tribunais da casa de David.




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EVANGELHO Lc 16, 1-8

«Os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Um homem rico tinha um administrador
que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens.
Mandou chamá-lo e disse-lhe:
‘Que é isto que ouço dizer de ti?
Presta contas da tua administração,
porque já não podes continuar a administrar’.
O administrador disse consigo:
‘Que hei-de fazer,
agora que o meu senhor me vai tirar a administração?
Para cavar não tenho forças, de mendigar tenho vergonha.
Já sei o que hei-de fazer,
para que, ao ser despedido da administração,
alguém me receba em sua casa’.
Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor
e disse ao primeiro:
‘Quanto deves ao meu senhor?’.
Ele respondeu: ‘Cem talhas de azeite’.
O administrador disse-lhe:
‘Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta’.
A seguir disse a outro: ‘E tu quanto deves?’
Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’.
Disse-lhe o administrador:
‘Toma a tua conta e escreve oitenta’.
E o senhor elogiou o administrador desonesto,
por ter procedido com esperteza.
De facto, os filhos deste mundo
são mais espertos do que os filhos da luz,
no trato com os seus semelhantes».


Palavra da salvação.

Comentário: Mons. Salvador CRISTAU i Coll Obispo Auxiliar de Terrassa (Barcelona, Espanha)
Os filhos deste mundo são mais espertos (...) em seus negócios do que os filhos da luz.
Hoje, o Evangelho nos apresenta uma questão surpreendente à primeira vista. Com efeito, diz o texto de São Lucas: «E o proprietário admirou a astúcia do administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes» (Lc 16,8).

Evidentemente, não se nos propõe aqui que sejamos injustos em nossas relações, e menos ainda com o Senhor. Não se trata, não obstante, de um louvor à estafa que comete o administrador. O que Jesus manifesta com seu exemplo é una queixa pela habilidade em solucionar os assuntos deste mundo e a falta de verdadeiro engenho dos filhos da luz na construção do Reino de Deus: «E o proprietário admirou a astúcia do administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes» (Lc 16,8).

Tudo isso nos mostra - mais uma vez!- que o coração do homem continua tendo os mesmos limites e pobrezas de sempre. Na atualidade falamos de tráfico de influências, de corrupção, de enriquecimentos indevidos, de falsificação de documentos... Mais ou menos como na época de Jesus.

Mas a questão que tudo isto nos propõe é dupla: Por acaso pensamos que podemos enganar a Deus com nossas aparências, com nossa mediocridade como cristãos? E, ao falar de astúcia, teríamos também que falar de interesses. Estamos interessados realmente no Reino de Deus e sua justiça? É frequente a mediocridade em nossa resposta como filhos da luz? Jesus disse também que ali onde esteja nosso tesouro estará nosso coração (cf. Mt 6,21). Qual é nosso tesouro na vida? Devemos examinar nossos anelos para conhecer onde está nosso tesouro... Diz-nos Santo Agostinho: «Teu anelo contínuo é tua voz contínua. Se deixas de amar calará tua voz, calará teu desejo».

Talvez hoje, ante o Senhor, teremos que questionar qual deve ser nossa astúcia como filhos da luz, isto é, dizer nossa sinceridade nas relações com Deus e com nossos irmãos. «Na realidade, a vida é sempre uma opção: entre honestidade e desonestidade, entre fidelidade e infidelidade, entre bem e mal (...). Com efeito, diz Jesus: É preciso decidir-se» (Bento XVI).

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

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LEITURA I Filip 3, 3-8a

«Tudo o que era para mim lucro, considerei-o como perda por causa de Cristo»

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses

Irmãos:
Os verdadeiros circuncidados somos nós,
que prestamos culto a Deus segundo o seu Espírito
e nos gloriamos em Jesus Cristo,
sem confiarmos na carne.
É verdade que eu também poderia confiar na carne.
Se alguém julga poder gloriar-se na carne,
poderia eu com maior razão:
Fui circuncidado aos oito dias,
sou da raça de Israel, da tribo de Benjamim,
hebreu filho de hebreus.
Quanto à Lei judaica, era fariseu;
quanto ao zelo, era perseguidor da Igreja;
quanto à justiça segundo a Lei, vivia irrepreensivelmente.
Mas tudo isso, que era para mim lucro,
considerei-o como perda por causa de Cristo.
Mais ainda: considero todas as coisas como prejuízo,
comparando-as com o bem supremo,
que é o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor.
Por Ele, renunciei a todas as coisas
e considerei tudo como lixo,
para ganhar Cristo.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 104 (105), 2-3.4-5.6-7 (R. 3b)

Refrão: Exulte o coração dos que procuram o Senhor.
ou: Aleluia.

Cantai salmos e hinos ao Senhor,
proclamai todas as suas maravilhas.
Gloriai-vos no seu nome santo,
exulte o coração dos que procuram o Senhor.

Procurai o Senhor e o seu poder,
buscai sempre a sua face.
Recordai as suas maravilhas,
os seus prodígios e os oráculos da sua boca.

Vós, descendentes de Abraão, seu servo,
filhos de Jacob, seu eleito,
o Senhor é o nosso Deus
e as suas sentenças são lei em toda a terra.





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EVANGELHO Lc 15, 1-10

«Haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrependa»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
os publicanos e os pecadores
aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem.
Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo:
«Este homem acolhe os pecadores e come com eles».
Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:
«Quem de vós, que possua cem ovelhas
e tenha perdido uma delas,
não deixa as outras noventa e nove no deserto,
para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar?
Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros
e, ao chegar a casa,
chama os amigos e vizinhos e diz-lhes:
‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’.
Eu vos digo:
Assim haverá mais alegria no Céu
por um só pecador que se arrependa,
do que por noventa e nove justos,
que não precisam de arrependimento.
Ou então, qual é a mulher
que, possuindo dez dracmas e tendo perdido uma,
não acende uma lâmpada, varre a casa
e procura cuidadosamente a moeda até a encontrar?
Quando a encontra, chama as amigas e vizinhas e diz-lhes:
‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida’.
Eu vos digo:
Assim haverá alegria entre os Anjos de Deus
por um só pecador que se arrependa».


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Francesc NICOLAU i Pous (Barcelona, Espanha)
Haverá no céu alegria por um só pecador que se converte
Hoje, o evangelista da misericórdia de Deus nos expõe duas parábolas de Jesus que iluminam a conduta divina para com os pecadores que regressam ao bom caminho. Com a imagem tão humana da alegria, nos revela a bondade de Deus que se alegra com o retorno de quem havia se afastado do pecado. É como um retorno à casa do Padre (como dirá mais explicitamente em Lc 15,11-32). O Senhor não veio para condenar o mundo, e sim para salvá-lo (cf. Jn 3,17), e fez tudo isso acolhendo aos pecadores que com plena confiança. «Aproximavam-se de Jesus os publicanos e os pecadores para ouvi-lo» (Lc 15,1), já que Ele lhes curava a alma como um médico cura o corpo dos enfermos (cf. Mt 9,12). Os fariseus eram tidos como boas pessoas e não sentiam necessidade do médico, e por eles -disse o evangelista- que Jesus propôs as parábolas que hoje lemos.

Se nós nos sentimos espiritualmente enfermos, Jesus nos atenderá e se alegrará de que acudamos a Ele. Contudo, se nós, como os orgulhosos fariseus pensássemos que não era necessário pedir perdão, o Médico divino não poderia obrar em nós. Sentirmos pecadores, o faremos cada vez que recitamos o Pai Nosso, pois ao rezar dizemos «perdoa nossas ofensas...». e quanto devemos agradecer que o faça! Quanto agradecimento também devemos sentir pelo sacramento da reconciliação que pôs ao nosso alcance tão compassivamente! Que a soberbia não nos faça menosprezar. Santo Agostinho nos disse que Jesus Cristo, Deus Homem, nos deu exemplo de humildade para curar-nos do tumor da soberbia, «já que grande miséria é o homem soberbo, mas maior é a misericórdia de Deus humilde».

Digamos ainda que a lição que Jesus dá aos fariseus é exemplar também para nós; não podemos nos afastar de nós os pecadores. O Senhor quer que nos amemos como Ele nos amou (cf. Jn 13,34) e devemos sentir grande gozo quando possamos levar uma ovelha errante ao redil ou recobrar uma moeda perdida.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

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LEITURA I Filip 2, 12-18

«Trabalhai para a vossa salvação; é Deus que opera em vós o querer e o agir»

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses

Caríssimos:
Obedientes como sempre tendes sido,
trabalhai com temor e tremor para a vossa salvação,
não só como fazíeis na minha presença,
mas agora muito mais na minha ausência.
Na verdade, é Deus que opera em vós o querer e o agir
segundo os seus desígnios de amor.
Fazei tudo sem murmurar nem discutir,
para serdes irrepreensíveis e puros,
filhos de Deus sem mancha,
no meio duma geração perversa e depravada,
onde brilhais como estrelas no mundo,
ostentando firmemente a palavra da vida.
Será esse o meu título de glória no dia de Cristo,
por eu não ter corrido inutilmente,
nem ter trabalhado em vão.
Mas ainda que eu tenha de derramar o meu sangue
em libação sobre o sacrifício e a oblação da vossa fé,
alegro-me e congratulo-me com todos vós.
E vós também, alegrai-vos e congratulai-vos comigo.


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 26 (27), 1.4.13-14 (R. 1a)

Refrão: O Senhor é minha luz e salvação.
Ou: O Senhor me ilumina e me salva.

O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é protector da minha vida:
de quem hei-de ter medo?

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem confiança e confia no Senhor.





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EVANGELHO Lc 14, 25-33

«Quem não renunciar a todos os seus bens não pode ser meu discípulo»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
seguia Jesus uma grande multidão.
Jesus voltou-Se e disse-lhes:
«Se alguém vem ter comigo,
e não Me preferir ao pai, à mãe,
à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs
e até à própria vida,
não pode ser meu discípulo.
Quem não toma a sua cruz para Me seguir,
não pode ser meu discípulo.
Quem de vós, desejando construir uma torre,
não se senta primeiro a calcular a despesa,
para ver se tem com que terminá-la?
Não suceda que, depois de assentar os alicerces,
se mostre incapaz de a concluir
e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo:
‘Esse homem começou a edificar,
mas não foi capaz de concluir’.
E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei
e não se senta primeiro a considerar
se é capaz de se opor, com dez mil soldados,
àquele que vem contra ele com vinte mil?
Aliás, enquanto o outro ainda está longe,
manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz.
Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens,
não pode ser meu discípulo».


Palavra da salvação.

Comentário: Rev. D. Joan GUITERAS i Vilanova (Barcelona, Espanha)
Quem não carrega sua cruz e não caminha após mim, não pode ser meu discípulo
Hoje contemplamos Jesus no caminho até Jerusalém. Ai entregará a sua vida para a salvação do mundo. Grandes multidões acompanhavam Jesus (Lc 14,25): Os discípulos, ao andar com Jesus que os precede, devem aprender a ser homens novos. É esta a finalidade das instruções que o Senhor expõe e propõe aos que o seguem na sua ascensão à Cidade da paz.

Discípulo significa seguidor. Seguir as pisadas do Mestre, ser como Ele, pensar como Ele, viver como Ele... O discípulo convive com o Mestre e o acompanha. O Senhor ensina com atos e com palavras. Viram claramente a atitude de Cristo entre o Absoluto e o relativo. Ouviram muitas vezes da sua boca que Deus é o primeiro valor da existência. Admiraram a relação entre Jesus e o Pai celestial. Viram a dignidade e a confiança com que orava ao pai. Admiraram a sua pobreza radical.

Hoje o Senhor fala-nos com termos claros. O autêntico discípulo há de amar com todo o seu coração e toda a sua alma a nosso Senhor Jesus Cristo, por cima de todo o vínculo, inclusive do mais íntimo: Se alguém vem a mim, mas não me prefere... até à sua própria vida, não pode ser meu discípulo (Lc 14,26-17). Ele ocupa o primeiro lugar na vida do seguidor. Diz Santo Agostinho: Respondamos ao pai e à mãe: Eu vos amo em Cristo, não no lugar de Cristo.O seguimento precede inclusive ao amor pela própria vida. Seguir Jesus, ao fim e ao cabo, implica abraçar a cruz. Sem cruz não há discípulo.

O chamamento evangélico exorta à prudência, quer dizer, à virtude que dirige a atuação adequada. Quem quer construir uma torre deve calcular se a poderá terminar. O rei que tem que combater decide se vai à guerra ou pede a paz depois de considerar o número de soldados de que dispõe. Quem quer ser discípulo do Senhor tem que renunciar a todos os seus bens. A renúncia será a melhor aposta!


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

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LEITURA I Ap 7, 2-4.9-14

«Vi uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas»

Leitura do Apocalipse de São João

Eu, João, vi um Anjo que subia do Nascente,
trazendo o selo do Deus vivo.
Ele clamou em alta voz
aos quatro Anjos a quem foi dado o poder
de causar dano à terra e ao mar:
«Não causeis dano à terra, nem ao mar, nem às árvores,
até que tenhamos marcado na fronte
os servos do nosso Deus».
E ouvi o número dos que foram marcados:
cento e quarenta e quatro mil,
de todas as tribos dos filhos de Israel.
Depois disto, vi uma multidão imensa,
que ninguém podia contar,
de todas as nações, tribos, povos e línguas.
Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro,
vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão.
E clamavam em alta voz:
«A salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono,
e ao Cordeiro».
Todos os Anjos formavam círculo
em volta do trono, dos Anciãos e dos quatro Seres Vivos.
Prostraram-se diante do trono, de rosto por terra,
e adoraram a Deus, dizendo:
«Amen! A bênção e a glória, a sabedoria e a acção de graças,
a honra, o poder e a força
ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amen!».
Um dos Anciãos tomou a palavra e disse-me:
«Esses que estão vestidos de túnicas brancas,
quem são e de onde vieram?».
Eu respondi-lhe:
«Meu Senhor, vós é que o sabeis».
Ele disse-me:
«São os que vieram da grande tribulação,
os que lavaram as túnicas
e as branquearam no sangue do Cordeiro».


Palavra do Senhor.



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SALMO RESPONSORIAL Salmo 23 (24), 1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6)

Refrão: Esta é a geração dos que procuram o Senhor.

Do Senhor é a terra e o que nela existe,
o mundo e quantos nele habitam.
Ele a fundou sobre os mares
e a consolidou sobre as águas.

Quem poderá subir à montanha do Senhor?
Quem habitará no seu santuário?
O que tem as mãos inocentes e o coração puro,
o que não invocou o seu nome em vão.

Este será abençoado pelo Senhor
e recompensado por Deus, seu Salvador.
Esta é a geração dos que O procuram,
que procuram a face de Deus.




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LEITURA II 1 Jo 3, 1-3

«Veremos a Deus tal como Ele é»

Leitura da Primeira Epístola de São João

Caríssimos:
Vede que admirável amor o Pai nos consagrou
em nos chamar filhos de Deus.
E somo-lo de facto.
Se o mundo não nos conhece,
é porque não O conheceu a Ele.
Caríssimos, agora somos filhos de Deus
e ainda não se manifestou o que havemos de ser.
Mas sabemos que, na altura em que se manifestar,
seremos semelhantes a Deus,
porque O veremos tal como Ele é.
Todo aquele que tem n’Ele esta esperança
purifica-se a si mesmo,
para ser puro, como Ele é puro.


Palavra do Senhor.



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EVANGELHO Mt 5, 1-12a

«Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se.
Rodearam-n’O os discípulos
e Ele começou a ensiná-los, dizendo:
«Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os humildes,
porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que choram,
porque serão consolados.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz,
porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça,
porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa,
vos insultarem, vos perseguirem
e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.
Alegrai-vos e exultai,
porque é grande nos Céus a vossa recompensa».


Palavra da salvação.

Comentário: Mons. F. Xavier CIURANETA i Aymí Obispo de Lleida (Lleida, Espanha)
Alegrai-vos e exultai
Hoje, celebramos a realidade de um mistério salvador, expresso no credo, que se torna muito consolador: Creio na comunhão dos santos. Todos os santos que já passaram para a vida eterna, a começar pela Virgem Maria, formam uma unidade: Felizes os puros de coração, porque verão a Deus (Mt 5,8). E também estão, ao mesmo tempo, em comunhão conosco. A fé e a esperança não podem unir-nos, porque eles já gozam da visão eterna de Deus; mas une-nos, por outro lado, o amor que não passa nunca (1Cor 13,13); esse amor que nos une, juntamente com eles, ao mesmo Pai, ao mesmo Cristo Redentor e ao mesmo Espírito Santo. O amor que os torna solidários e solícitos para conosco. Portanto, não veneramos os santos somente pela sua exemplaridade, mas sobretudo pela unidade no Espírito de toda a Igreja, que se fortalece com a prática do amor fraterno.

Por esta profunda unidade, devemos sentir-nos perto de todos os santos que, antes de nós, acreditaram e esperaram o mesmo que nós cremos e esperamos e, acima de tudo, amaram Deus Pai e os seus irmãos, os homens, procurando imitar o amor de Cristo.

Os santos apóstolos, os santos mártires, os santos confessores que viveram ao longo da história são, portanto, nossos irmãos e intercessores; neles se cumpriram as palavras proféticas de Jesus: Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus, (Mt 5,11-12). Os tesouros da sua santidade são bens de família, com que podemos contar. São estes os tesouros do céu, que Jesus convida a juntar (cf. Mt 6,20). Como afirma o Concílio Vaticano II, A nossa fraqueza é assim grandemente ajudada pela sua solicitude de irmãos (Lumen gentium, 49). Esta solenidade traz-nos uma notícia reconfortante, que nos convida à alegria e à festa.